Os chatos “sons projetivos” ou sons intracranianos

Decordoes_fluidicossagradável! Sim, esta é a primeira impressão que tive destes sons que percebo desde minha primeira projeção e por alguns anos sempre me “atormentavam”.

Tem para todos os gostos: zumbidos, chiados, tintinares, sibilamentos, estalos etc. Percebemos durante nossa decolagem consciente para fora do corpo (mais comum comigo) ou durante a reentrada.

Causa? Tudo indica que está relacionado as nossas energias, principalmente no que se refere ao “cordão de prata”, que se trata da ligação energética-espiritual que existe entre nossos corpos extrafísicos e o corpo físico. Tais ligações parte de todo o corpo espiritual e liga-se sutilmente ao corpo físico, porém durante a projeção estes filamentos fluídicos se “movimentam” e se reorganizam até se formarem um cordão que parte provavelmente da região da pineal do cérebro físico até a nuca da cabeça (ou para-cabeça) de nosso corpo espiritual.

Provavelmente a própria movimentação de vai e vem relacionada ao deslocamento ou vibração dos corpos sutis, principalmente na região da cabeça, provoca estes sons que não são físicos, mas sim relacionados digamos as “linhas de força” existente entre entre os corpos que se entrecruzam “atritando” entre si.

Por vezes, durante a saída consciente do corpo físico, percebo também um “tapa na orelha”. Não se trata de uma sensação física, mas sutil, porém não deixa de ser muito real! Esta sensação também está relacionada com a descoincidência (ou movimento) de nossos corpos sutis, principalmente do cordão de prata, já que o mesmo de concentra na área da cabeça e pode se movimentar próximo a região da orelha o que provoca esta sensação.

Mas não se preocupe, todas estas sensações são naturais e inofensivas, já que é apenas nossa constituição extrafísica em funcionamento. Não é sempre que tenho a lucidez apurada ao ponto de perceber todos estes detalhes projetivos, mas principalmente em minhas primeiras projeções “involuntárias” eram muito comuns e ao mesmo tempo muito intensas ao ponto de serem chatas ou inconvenientes.

Para fazer um paralelo vamos tomar como exemplo o processo de digestão de um alimento. O aparelho digestivo poderá “roncar” e produzir sons que são comuns e naturais relacionados a atividade que lá se opera. O coração também produz seu som característico, assim como a circulação do sangue. Tudo em nosso corpo de alguma forma vibra, se movimenta e vibração é som. Não seria diferente no que se refere a nossa constituição extrafísica ou espiritual.

Como comparamos estes sons projetivos? Poderíamos comparar com sons metálicos, turbina de avião, ronco de motor, rasgamento de seda, queda de grãos, batida de porta etc. Minha dica é: acostume-se a eles, perceba a maravilha que é estar lúcido a ponto de perceber suas próprias energias que se traduzem em sons. Curta a sensação da vibração proporcionada pelo “estado vibracional” e saiba que é justamente neste momento que ocorre a fase de decolagem para fora do corpo.

Após a decolagem ou projeção astral os sons cessarão, já que as energias se “acomodaram”, formando um cordão fluídico ou astral que poderá talvez ser visto. Sempre haverá um vínculo energético inquebrável – já que o cordão não é físico – entre você consciência e seus corpos. A existência deste cordão astral, dos chacras e do próprio duplo-etérico é de certa forma comprovada pelos sons projetivos… Olha que bacana.

Minha primeira projeção astral

img_viagem_astral-300x242Ah que saudade… Minha primeira projeção… Esta a gente nunca esquece! Pode ser uma vivência de minutos que quando não ignorada, ou seja, quando compreendida, amplia nossa compreensão sobre a vida e principalmente sobre nossa real essência espiritual. E o melhor de tudo: sob uma perspectiva prática e direta.

Era início do ano de 2000… Puxa, já se passou quase vinte anos, quando em uma noite no final de semana, por volta das vinte e três horas, me recolhi para dormir. Era uma comum e quente noite do interior de São Paulo, assim como muitas outras.

Mas antes de relatar o que vivenciei na sequencia considero importante ressaltar que na época minha principal preocupação era estudar para o vestibular, também não tinha nenhum conhecimento sobre projeção astral, porém por outro lado já havia alguns anos que brotava em mim uma grande curiosidade para com a espiritualidade e a vida após a morte. Era a única coisa que de certa maneira diferenciava de meus amigos da época. Desde dois anos antes deste dia, ou seja, quando eu tinha 17 anos, iniciei minhas leituras teosóficas, principalmente pelos livros de C.W. Leadbeater e Annie Besant. Paralelamente também lia Espiritismo, iniciando pelo Livro dos Espíritos e seguindo a partir de Nosso Lar.

A visão mínima que tinha da projeção astral (conhecida por mim como “viagem astral”) era que apenas pessoas avançadas no espiritualismo ou ocultismo poderiam praticá-la. Também imagina que apenas médiuns poderiam desenvolve-la. Um pensamento errôneo, porém comum numa época na qual mal havia internet em minha cidade.

Continuando… Para minha surpresa, diferentemente das noites anteriores sentia naquele momento certa dificuldade em “apagar” minha lucidez, ou seja, de dormir! Virava de um lado para outro e ao que parece algo me incomodava evitando que “pegasse no sono”… Havia uma certa agitação mental, se é que posso descrever assim, que estranhamente me incomodava.

Foi logo após estas observações iniciais que iniciou minha percepção do plano extrafísico, percepção esta que inclusive se mantêm até os dias atuais… Percebi de imediato um forte zumbido, um som difícil de descrever, talvez fosse como um chiado, que foi aumentando rapidamente de intensidade ao ponto de me fazer imaginar que ficaria surdo! Não sabia a origem deste som, mas como todas estas sensações eram novidades a mim fiquei a apreciá-las com curiosidade sobre o que poderia ocorrer.

Imediatamente após este som estarrecedor percebi que via tudo azul com diversos pontos de luz amarelos tais como vagalumes… Intuí de certa forma que se tratava de uma visão espiritual e não tinha explicação lógica sendo que o mais estranho era que no meu ponto de vista eu estava acordado, pelo menos no que se refere a minha lucidez, já que era a mesma de quando momentos antes fui deitar. Deduzi que talvez o som vinha destas luzinhas reluzentes que via, mas para minha surpresa agora via meu pequeno armário que localizava-se ao lado de minha cama, mas observava de um ângulo que seria impossível de onde encontrava-se meu corpo deitado, já que era uma visão de cima, a menos que estivesse flutuando a um metro acima do chão.

Então é a partir daqui que a falta de conhecimento causa o pânico, pois logo me certifiquei que não conseguia me mover – era a catalepsia projetiva, desconhecida por mim na época. Foram segundos que pareciam horas, tentava acordar, gritar, me mover e nada… Pensei: “morri?!”. Então respirei fundo, contei até três, acalmei minha mente e pensei em acordar, foi fazer isto e acordei imediatamente. O coração acelerado, adrenalina no corpo e com uma boa oração para que isto nunca mais ocorresse comigo (risos…).

Bom, depois de dezenas de vezes vivenciando este mesmo “processo” acabei por me acostumar com a experiência, o que me abriu as percepções para uma das mais incríveis realidades da espiritualidade: a possibilidade de a partir deste dia vivenciar as experiências fora do corpo!

Desde o início tive a boa ideia de criar um “diário projetivo” e lá tenho registrado mais de 100 vivências fora do corpo, o que prova de imediato que não é necessário ser médium, pesquisador ou ocultista para vivenciá-las, basta apenas libertar nossas travas mentais e desejar com sinceridade conhecer os bastidores da vida.

Por Alexei Bueno, em janeiro de 2019

Melhor técnica para projeção astral?

Nossa cultura ocidental está recheada de técnicas, derivadas das ciências que por meio de metodologias científicas descortinaram diversas linhas de pesquisas, seja para a computação, telecomunicação, para a medicina ou mesmo meteorologia, todas vinculadas ao estudo e prática de técnicas.

Porém acredito que algumas pessoas orientais, que também estão em busca pelo autoconhecimento, considerariam curiosa nossa necessidade incessante por técnicas com finalidades de obter vivências espirituais, já que como seres humanos, como consciências únicas e individualizadas somos muito diferentes de máquinas que ao seguir determinado “checklist” atingem automaticamente um determinado objetivo predeterminado ou pré-programado.

No outro extremo temos pessoas extremamente “religiosas” de maneira que se não existir um incenso, uma música ambiente, se não estiverem calçando uma sandália branca e com a cama posicionada a noventa graus do polo Norte pensam que nada irão conseguir no que tange as experiências fora do corpo. Outras ainda consideram que é necessário estar determinado grau em determinada escola esotérica, ser um mestre nos mistérios ou um médium espírita para vivenciar esta experiência, que é antes de tudo uma vivência natural e humana, que na realidade independente de doutrinas, filosofias, religiões ou mesmo técnicas.

A exemplo disto os animais, mesmo que sem consciência disto, se projetam simplesmente por serem um princípio espiritual ligado temporariamente a um corpo material. Nós também nos projetamos, mesmo que inconsciente ou a apenas alguns centímetros do corpo físico, já que basta o adormecimento de nossa contraparte física para proporcionalmente obtermos uma liberdade espiritual, já que não somos o corpo, portanto o normal é nos desprendermos do mesmo.

Técnicas são importantes? Com certeza, pois apenas com persistência, treino e o uso de técnicas específicas podemos aprender de maneira melhor direcionada à por exemplo tocar determinado instrumento musical ou melhor adquirir determinada habilidade. Através de treino podemos nos aperfeiçoar, mas para isto não precisamos nos obcecar por técnicas.

Técnicas são essenciais? Talvez não! Talvez mais importante que um conjunto de técnicas seja o conhecimento ou entendimento do que estamos buscando, ou seja, descobrir qual é nosso objetivo em sair do corpo conscientemente. Como dizem: “se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve”. Por isso a importância de buscarmos objetivos positivos e construtivos antes de executarmos uma técnica.

Vejo muitos adolescentes em busca de técnicas projetivas, mas que mal leram um livro sequer sobre o assunto, sobre o plano espiritual ou sobre nossos veículos extrafísicos. Não conhecem nem a si mesmo, espiritualmente falando, mas querem a partir de uma técnica executada em uma noite estar viajando em outras dimensões. Aparentemente encaram a projeção astral como um jogo de videogame ou um passatempo leviano, não meditando na grandeza que implica estes assuntos.

Existe uma melhor técnica? Talvez a melhor técnica seja primeiramente “destravar” nossos condicionamentos enraizados desde o nascimento. Sim, pois desde muito pequenos somos condicionados a deitar numa cama e “apagar” a lucidez para acordar no outro dia. Talvez seja necessário criarmos sinapses especificamente relacionadas com a lucidez enquanto fora do corpo ou com a devida rememoração de fatos vivenciados em ambientes além das três dimensões, das quais nosso cérebro não foi projetado para assimilar.

Pessoalmente acredito que a melhor técnica, portanto seja inicialmente vencer a barreira de nossa própria ilusão de que somos o corpo físico e temos um espírito (e não o inverso, que é a verdade), de que o universo é apenas material etc. Vencemos estas barreiras a partir do momento que temos contato com literatura séria sobre estes temas, sejam elas teosófica, espíritas, espiritualistas ou das mais diversas linhas existentes e interiorizando estas realidades, mesmo que de forma inicialmente intelectual, de maneira a prepararmos para a contrapartida que virá em seguida, que é a vivência prática. Quanto mais informações assimilarmos mais pronto estaremos para vivenciar esta realidade relatada por outros desde os mais remotos tempos, pois melhor aceitaremos as lembranças obtidas enquanto fora do corpo.

Há uma famosa frase que diz que quando o discípulo está preparado o mestre aparece. Esta metáfora relaciona-se justamente com esta quebra de paradigma de nossa forma de ver a espiritualidade. Quando estivermos prontos as experiências projetivas aparecerão naturalmente, assim como qualquer outra habilidade.

Técnicas são importantes? Em determinado momento sim, pois elas nos guiarão ao estado mais próximo possível de uma projeção astral, estado este que envolve um relaxamento físico, uma concentração, um objetivo mental claro que nos impulsione a atingir determinado estado transcendente, permitindo que o corpo adormeça, mas a lucidez se mantenha desperta, de maneira muito semelhante ao paradoxo de “dormir acordado”.

Qualquer técnica que mantenha firme sua lucidez, mas que adormeça seu corpo é válida, pois este é o princípio fundamental que rege as experiências fora do corpo, portanto relaxamento e afirmações mentais são importantes para mantermos o foco e “burlarmos” um mecanismo mental enraizado em nós de que diz que ao adormecer o corpo a consciência também deve adormecer. Esta é uma das maiores das travas para o sucesso do projetor astral, só perdendo para a trava do medo, que vencemos novamente por meio da leitura e da assimilação destas realidades.

Por Alexei Bueno, janeiro de 2019.

Sensações da Projeção Astral: Catalepsia Projetiva

viagem-astralEsta sensação é mais comum do que imaginamos e ocorre com as mais diversas pessoas, sejam elas crianças, adultos, idosos, homens, mulheres, etc. Normalmente a criança, penso eu, entende as sensações projetivas de maneira muito mais natural, já que a maioria não passou pelo processo de condicionamento físico ou das “travas mentais”.

Muitas pessoas alguma vez na vida após dormirem já pensaram estar acordando, porém subitamente perceberam que não conseguiam abrir os olhos, se mexerem ou mesmo gritarem para chamar alguém que lhe tire desta situação (concordo que nada agradável), mas que apesar de parecer num primeiro momento como algo horrível, afirmo que esta é uma sensação absolutamente natural, inofensiva e que está relacionada com as chamadas experiências fora do corpo, projeção astral ou a popular “viagem astral”.

Naturalmente que há também explicações científicas para esta sensação, conhecida na ciência como “paralisia do sono”, a partir da qual tratam o tema como um distúrbio do sono, sendo este um ponto de vista válido, porém limitado quando em comparação aos estudos metafísicos, ou seja, que extrapolam o entendimento físico imediato. Entendimentos que busco aqui com base no ser humano multidimensional, ou seja, portador de uma consciência que se desprende de seu veículo (corpo físico).

Interessante pensar que uma sensação muitas das vezes ignorada pelas pessoas representa indícios que comprovam que somos muito mais que a matéria física, com base em que se estamos lúcidos no momento no qual o corpo físico encontra-se adormecido temos por verificação que nossa consciência logicamente não se encontrará no cérebro que dorme, mas existe em níveis mais complexos.

Sob a perspectiva das experiências fora do corpo entendemos que quando ficamos consciente naquele período no qual nossas energias estão mais “soltas” metaforicamente falando percebemos a sensação de incapacidade de movimento e atuação física, já que estaremos neste caso lúcidos justamente naquele período de desprendimento ou afrouxamento dos laços espirituais proporcionado pelo sono de modo que é lógico não obtermos  neste caso o controle imediato de nosso veículo físico.

Estando em estado de profundo relaxamento físico (seja numa soneca ou cochilo), com ondas cerebrais mais lentas tais como as “ondas alfas” e também metabolismo mais baixo há a necessidade de alguns instantes para que possamos acordar nossa contraparte física e retomar os movimentos. Instantes estes que quando acrescentado do medo do desconhecido ou da ignorância (no bom sentido da palavra) do tema aqui analisado, pode parecer “eternos” minutos de desespero por não conseguir se mexer ou acordar.

Normalmente ficamos inconscientes neste período de maneira que na maior parte de nossas vidas não temos esta sensação, que poderá ocorrer tanto quando estamos “consciencialmente lúcidos” no momento imediatamente após “dormir” (ao se desprender do corpo) como ao “acordar” (no retorno ao corpo).

Imagine o procedimento de pilotarmos um automóvel, no momento no qual ocorre a troca de marcha, por um curto instante, ao pisarmos no pedal da embreagem a tração dos motores “param”, de maneira que o automóvel me movimenta apenas pela inércia… Podemos imaginar que se o carro fosse um ser consciente esta mudança de marcha seria percebida como um momento no qual o mesmo não consegue “se mover”. A mudança de marcha poderia também (nesta metáfora) ser associada a mudança dimensional que realizamos ao dormirmos e imediatamente (de forma consciente ou não) nos desprendermos extrafísicamente.

Ao sentir a “catalepsia projetiva”, que não é uma doença, mas sim uma condição natural de nossa espiritualidade, não se preocupe, mantenha a calma e a lucidez e provavelmente irá vivenciar uma experiência fora do corpo lúcida. Mas caso queira retomar os movimentos, não tente acordar imediatamente o corpo, mas pense em mexer o dedo indicador de maneira a ativar aos poucos a atenção do corpo físico.

De qualquer forma minha mensagem é: o corpo precisa dormir, mas não necessariamente você. Siga sua viagem, sem medo de trocar a marcha e alçar voos cada vez mais alto na espiritualidade.

Projeção em conjunto com posterior confirmação

Mirassol, 01 de março de 2003. Cai no sono fazendo a afirmação: “agora estarei em estado extracorpóreo!!” à exemplo de uma técnica de projeção que li recentemente. Numa adaptação para personalizar a técnica realizei também concentrando em meu chackra frontal, de modo como se eu falasse por este chackra… Rapidamente fui caindo no sono.

Sem que eu percebesse agora me vi com mais 2 pessoas em estado totalmente consciente num plano extrafísico, porém não conseguia ver ou memorizar a fisionomia destas pessoas que se encontravam próximas a mim.

Agora eu podia voar com uma incrível sensação de liberdade e ficava a dar piruetas em pleno ar!

Quanto ao lugar que estava havia casas simples, separadas por muros, e também pequenos prédios, certamente me encontrava em alguma pequena cidade astral.

Em determinado momento estive com uma menina adolescente de aproximadamente 15 anos de idade. Observei que ela tinha cicatrizes em seu corpo astral, então perguntei o por que daquilo e ela me disse que seu pai batia muito nela e acabou machucando seu corpo… Neste momento fui invadido por muita raiva do pai dela ao perceber por intuição que esta menina desencarnou pelo fato de ser espancada pelo pai… Me recompus e disse algo relacionado à lei do karma, comentando que o pai dela iria se arrepender e consequentemente teria o retorno da má ação que infligiu em sua própria filha.

Essa menina tinha cabelos castanhos lisos na altura dos ombros e devia ter algo como 1,60m de altura, pois dava para perceber que como sou mais alto, ela olhava para cima para conversar comigo.

Quanto a consciência que ficava próxima a mim percebi que era feminina e que era alguém com um forte laço familiar. Provavelmente participamos de certa forma desta atividade de assistência.

Acordei antes do horário programado, eram 5h30 da madrugada. Ao acordar veio uma grande carga positivamente emotiva, que traduzo como sendo uma alegria por ter vivenciado esta assistência extrafísica. Peguei uma folha de papel e fiz esta anotação para não esquecer.

* Normalmente relato minhas projeções para minha mãe e agora pela manhã obtive a grande surpresa do dia (e provavelmente a maior surpresa de todas minhas projeções): uma das pessoas que estavam junto a mim nesta projeção era minha própria mãe que veio a confirmar todo o relato aqui descrito e para minha surpresa o complementou com trechos de que não me recordei.

Minha mãe viu um desenho da região extrafísica que fiz pela manhã e reconheceu o local, as casas (e principalmente o encontro com a moça desencarnada).

Para mim esta foi uma das maiores comprovações do fenômeno da projeção consciente.  Estou feliz por ter realizado juntamente com minha mãe! Provavelmente na ocasião da assistência não me foi permitido reconhecer minha mãe para não prejudicar os trabalhos que lá desenvolvíamos ou não a reconheci por falha de minha própria memória, porém pude percebe-la no aspecto energético de sua presença naquele momento. Já minha mãe pode me reconhecer imediatamente após a assistência enquanto voávamos pela região, acima das casas, trecho este que não pude me recordar.

A multidimensionalidade na física moderna

No domínio de minha limitada compreensão, venho refletir um pouco sobre as modernas teorias da física teórica relacionadas com as várias dimensões do Universo, ou como também chamam, dos “universos paralelos”. Através de minha recente leitura do livro “Hiperespaço – Uma odisseia científica através de universos paralelos, empenamentos do tempo e a décima dimensão”, escrito pelo físico PhD Michio Kaku, pude conhecer um pouco deste complexo e ao mesmo tempo intrigante assunto.

O professor Michio Kaku é conhecido mundialmente por seus estudos de física quântica relacionados com a teoria que unificaria todas as forças da Natureza, conhecida como Teoria das Cordas. Graduou-se em Harvard e recebeu o título de doutor em Berkeley. Kaku realiza uma importante divulgação científica principalmente no aspecto mais “esotérico”, ou me arriscaria a dizer místico, da física teórica.

Compreendi que ficou evidente que a grande mensagem do livro é que “as leis físicas se tornam mais simples num espaço de dimensões múltiplas”. De fato, sob uma perspectiva de múltiplas dimensões, seria simples e natural a unificação de todas as forças da Natureza. São elas: a força eletromagnética, nuclear forte, nuclear fraca e também a gravitacional. O feito científico de compreendermos a unificação delas é por muitos cientistas considerado “o santo graal da física”, seria o fim de uma busca realizada pelas maiores mentes científicas da humanidade, tais como Albert Einstein e, mais recentemente, Stephen Hawking.

É realmente muito mais fácil compreendermos as leis do Universo quando incluímos múltiplas dimensões em nosso universo. A prova disto está nas comprovadas teorias de Einstein, nas quais para que pudessem explicar e demonstrá-las — assim como a gravidade, que é explicada pela distorção do espaço-tempo, ou as que envolvem o fenômeno da dilatação do tempo, a exemplo da velocidade do observador que influencia na passagem do tempo (relatividade) — ele teve que incluir uma quarta dimensão, que é uma dimensão temporal, pois apenas as três dimensões (altura, largura e profundidade), que nos são de senso comum, não seriam suficientes para explicar fenômenos mais complexos, porém fundamentais para as leis da natureza.

Uma explicação da física moderna a partir da concepção de múltiplas dimensões verifica-se no exemplo da natureza da luz. Sabemos que a luz é uma onda, porém a pergunta é: se a luz é uma onda, o que está “ondulando” para permitir sua propagação no vácuo do espaço? Teorias modernas tendem a crer que a luz seja propagada pela vibração da quinta dimensão, ou seja, sob determinado ponto de vista o próprio vácuo está vibrando, de modo que o vácuo no sentido de “vazio” e inatividade é pura ilusão. Com a quinta dimensão, forças (ou campos) como a gravidade, luz, eletricidade e magnetismo são unificadas com base em que todos estes fenômenos são na realidade distorções que ocorrem no nosso Universo, mas cuja origem está em dimensões não visíveis. Chegamos desta forma ao ponto que qualquer teoria tridimensional é “pequena demais” para descrever as forças que governam nosso complexo e ao mesmo tempo magnífico Universo.

Segundo estudo da Teoria das Supercordas, existem 10 dimensões, sendo três de espaço, uma de tempo (espaço-tempo) e mais seis outras que são necessárias para unificar todas as leis que governam o Universo, mas fato é que não podemos perceber outras dimensões, nosso cérebro na realidade já está programado e, por instinto ou senso comum, sabemos que o mundo é tridimensional, porém se todas nossas noções de senso comum sobre o Universo fossem corretas nossa ciência já teria compreendido seus segredos há muito tempo.

Falar sobre quinta dimensão é como descrever as múltiplas matizes de um pôr do sol para uma pessoa deficiente visual. Falar em outras dimensões é como o “mito da caverna” de Platão, e também comparo esta mesma dificuldade a relatar determinadas experiências espirituais, tais como uma projeção astral que pode ocorrer em realidades espirituais onde muitas das vezes tempo, espaço e outras referências comuns para nossa noção de realidade simplesmente não fazem parte.

Muitos cientistas não dão crédito a estas ideias multidimensionais pelo fato de que elas não podem ser medidas em laboratório, estas outras dimensões seriam de tamanho tão pequeno (muito menor do que um próton) que provavelmente nunca teremos equipamentos sensíveis a ponto de detectá-las. Por outro lado, talvez não possamos medir estas outras dimensões justamente por serem elas o que o espiritualismo denomina de mundo espiritual, ou a Teosofia denomina de outros planos, tais como Plano Astral, Plano Mental, etc.

Façamos um comparativo hipotético: imagine que fosse possível a existência da vida em apenas duas dimensões, ou seja, imagine um mundo onde só existam largura e profundidade, alto e baixo não existissem, para os hipotéticos seres bidimensionais que lá habitam. Pois bem, nossa interferência tridimensional em um mundo assim provocaria fantásticos fenômenos “paranormais” do ponto de vista dos hipotéticos seres bidimensionais, tais como os relatados em algumas sessões espíritas onde houve materializações e efeitos físicos cuidadosamente pesquisados por Allan Kardec.

A vivência das experiências fora do corpo, tais como a projeção astral mencionada anteriormente, está também de acordo com as teorias do hiperespaço no que tange aos relatos da maioria das ações realizadas pela pessoa que vivencia em seu corpo sutil (ou corpo astral, psicossoma, corpo psíquico, etc.) fenômenos como atravessar parede, ver através de objetos fisicamente densos, não sofrer a influência da gravidade, visão em 360 graus, entre outros. Interessante mencionarmos que o pensamento espiritualista ou metafísico está de acordo com a física de múltipla dimensão.

Segundo a física da quinta dimensão, um hipotético ser desta dimensão poderia muito facilmente atravessar paredes, realizar o que denominamos de teletransporte e também ter visão de “raios X” assim como alguns clarividentes relatam.

Para que a física possa deduzir teorias de outras dimensões e estruturar um corpo científico, tem de haver uma matemática para calcar-se, justamente pelo fato de não termos como verificar em laboratório estas outras dimensões, então é aí que a matemática nos fornece o suporte intelectual necessário para concebermos estas avançadas teorias científicas.

Srinivasa Ramanujan (1887–1920) foi um matemático indiano autodidata que, surpreendentemente, sem nenhuma formação acadêmica, contribuiu com sua avançada matemática para criar fórmulas sem precedentes que vieram a contribuir posteriormente na Teoria das Cordas de Joseph Polchinski e em outras aplicações recentes de física quântica. Ramanujan dizia sentir que um ser superior, sua deusa, sussurrava as fórmulas que resolviam problemas impossíveis, inclusive em seus sonhos (ou projeções astrais?). A biografia deste gênio indiano da matemática avançada poderá ser assistida no filme “O homem que viu o infinito”.

A Teoria das Cordas é atualmente a melhor candidata para unificar o micro, o macro e todas as forças. Nesta teoria, cada partícula subatômica tal como o próton e nêutron são vibrações das cordas. Tudo que existe é constituído de átomos que por sua vez são compostos por partículas que são a ressonância de um tipo de vibração da “corda”, sendo esta, portanto, a origem dos verdadeiros blocos fundamentais de tudo que existe. Lendo estes conceitos, lembrei-me imediatamente do livro “Caibalion”, que sintetiza os ensinamentos de Hermes Trismegisto (que teria vivido por volta de 1.330 a.C.) no que diz respeito ao “princípio de vibração”, o qual sintetiza justamente o fato de tudo ser vibração.

Com relação ainda ao princípio de funcionamento da unificação das forças, não poderia deixar também de citar um dos cientistas que muito admiro: Michael Faraday. Outro gênio autodidata é Rosacruz, que teve uma infância paupérrima mas que, após superar muitos desafios pessoais, descobriu o princípio da teoria de campo, que mais tarde seria útil pelo fato de que na realidade todas as forças da natureza podem ser expressas como um campo. Mesmo que as equações de campo do mundo subatômico sejam diferentes da gravidade, isto seria um problema se não fosse possível acomodá-las na teoria das múltiplas dimensões.

A teoria das múltiplas dimensões é parte da teoria da própria criação. Poderíamos, com a Teoria das Cordas, compreender até mesmo o que havia antes do Big Bang, sendo assim extremamente complexo para nós obtermos comprovações em laboratório.  Quem sabe outras civilizações mais avançadas do Universo já dominem este problema que a nós é e será por muito tempo intransponível. Quanto à espiritualidade, ela é sinônimo de realidade, ou seja, é quando vemos além do véu da ilusão de um Universo aparentemente sólido e tridimensional.

Espiritualismo universalista

Segundo a Wikiédia o Universalismo é uma crença na qual todos os homens estão destinados à “Salvação Eterna”, em virtude da Bondade de Deus e que existe um Deus Único para todos os povos, independente de Religiões.

Ainda no mesmo verbete encontramos que o termo também tem vários entendimentos, a depender da corrente de pensamento ou raciocínio de quem o estuda. Para citar um exemplo, aqui no Brasil é muito comum a referências ao “espiritualismo universalista”, que se trata de uma corrente filosófica ou um paradigma que diz que cada indivíduo, ao invés de aderir, com exclusividade a um determinado sistema (ou movimento) de crenças e doutrinas faria sua própria síntese ou resumo pessoal a partir das diversas correntes existentes e inclusive às demais expressões culturais da humanidade, a exemplo da arte, da filosofia e da ciência em geral.

Penso que a maioria dos praticantes e estudantes de Viagem Astral tende ao passar do tempo a terem uma visão espiritualista universalista, levando em consideração o fato de que do lado de lá, no plano astral ou espiritual, iremos nos deparar com consciências (ou espíritos) de todas as culturas e linhas filosóficas-religiosas existentes no planeta de modo que se desejarmos uma melhor interação e aprendizado penso que o posicionamento universalista seja o melhor caminho.

Acredito que ter um posicionamento universalista não é realizar uma mistura mística, colcha de retalhos ou fazer uma “salada esotérica” como muitos dizem, mas sim realizar uma “síntese universalista” pessoal de modo a unir o que há de melhor em cada linha, numa somatória sadia ao ponto de expandirmos nossa consciência íntima sem tolher nossa visão para algo único, mas sim com a certeza de que a Verdade não está em nenhum lugar específico, evitando desta forma o consumo de “pacotes prontos” em forma de dogmas que não podem ser questionados ou de uma fé que não possa ser racionalizada e comparada.

Certa vez ouvi em uma palestra o palestrante dizer que o ponto de vista é sempre a vista de um ponto. Seguindo este raciocínio penso que a evolução é maior quando há a liberdade de pensamento e a coragem em realizar uma busca que não se limite em apenas uma crença, um único ponto de vista ou formato.

Uma postura universalista nos chama também para a responsabilidade de treinarmos nosso “crivo do discernimento” de maneira a assimilarmos o que há de bom em cada linha e dispensar o lado pessoal, humano e “egóico” que naturalmente sempre existirá e persistirá em tudo.

Universalismo relaciona-se com: o ecumenismo (unidade entre as religiões), o pluralismo religioso (considerar as diversas religiões existentes como algo necessário às diversas pessoas e culturas), o holismo (sistema que entende que um todo determina como se comportam as partes), a transdiciplinaridade/interdisciplinaridade (que busca o entendimento do mundo a partir do estudo de diversas disciplinas e suas correlações, proporcionando uma maior abertura ao conhecimento).

Aristóteles afirmava um pensamento universalista quando dizia que o todo é maior do que a soma das suas partes, demonstrando que o melhor realmente ocorre quando olhamos para a diversidade ou para os diversos ângulos de uma realidade que é complexa ou invés de colocarmos verdadeira “tapas conscienciais”, a exemplo às tapas colocadas cavalos para que os mesmos olhem e caminhem apenas para uma única direção.

O Universalismo se opões ao “sectarismo”, palavra que nos remete as pessoas apegadas a apenas um único ponto de vista. Pessoas que se acham detentoras da verdade, mesmo sabendo que o Universo é infinito, estreitando a visão, como se a Verdade tivesse ou necessitasse de um dono.

Seguindo este raciocínio concluímos que há diversos caminhos para atingirmos a evolução espiritual e com relação a isto lembro de uma frase do livro “O Poder das Luzes e das Cores – Viagem azul para fora do corpo” de Zueli Leal, que li em minha adolescência, que diz que “todos os caminhos nos levam ao centro”. É justamente isto que nos remete o universalismo, não apontando um caminho único que nos salvará, mas sim nos lembrando de que o Universo é deveras complexo para que algum ser humano ou entidade possa nos dizer que este ou aquele caminho seja o correto, o melhor ou mesmo o único correto.

O seriado de ficção científica Star Trek (ou Jornada nas Estrelas, no Brasil) do qual sou fã, nos demonstra o universalismo no momento em que na cultura do personagem Vulcano chamado Spock é comentado a filosofia da “diversidade infinita em combinações infinitas”, guardando neste conceito a noção da variabilidade ilimitada de nosso Universo. Assim como Gene Roddenberry (que é o criador da série) imagino que, hipoteticamente falando, qualquer ser extraterreno que dominou a capacidade tecnológica de viagens interestelares não poderia ter um pensamento diferente deste.

Revelam-nos afinidade com o espiritualismo universalista pesquisadores e projetores conscientes como Wagner Borges, Luiz Roberto Mattos, Saulo Calderon e muitos outros que não promovem uma verdade única mas sim uma realidade única existente por de trás de toda aparente diversidade.

Ser espiritualista universalista é enxergar a unidade existente por de trás da doutrina espírita, do Hinduísmo, da Projeciologia, do Budismo, da Umbanda, da Teosofia, do esoterismo etc., sabendo que há no universo algumas leis que são naturais e imutáveis tais como o karma, a reencarnação, a existência do espírito reencarnante que existe antes da formação do corpo físico e continua sua caminhada após o descarte do mesmo, mantendo estes conceitos em consideração em diversos lugares, contudo sem que haja “concorrência” entre eles.

Uma assistência no umbral (dimensão densa)

umbralMirassol, 22 de maio de 2017. Na experiência projetiva de hoje obtive diversos níveis de lucidez durante o decorrer da projeção, porém certamente em alguns momentos recordo de estar até provavelmente 90% lúcido, reconhecendo naturalmente inclusive o fato de estar projetado naquele momento.

Quando deitei para dormir decidi não assistir nenhum filme no Netflix. Fiz por alguns momentos uma rápida sessão de EV (estado vibracional) e desejei estar lúcido extrafísicamente, porém sem nenhuma pretensão, principalmente pelo fato de já transcorrerem diversos meses dos quais não obtenho uma vivência projetiva.

Logo após um curto período de inconsciência retomei a lucidez estando em uma espécie de fazenda, rancho ou sítio. Era noite, provavelmente alta madrugada e eu realizava alguma atividade por lá que exigia alguma concentração e empenho. Com relação a meu estado emocional, sentia uma preocupação ou ansiedade, porém ainda sem lucidez necessária para identificar do que se tratava.

Em determinado momento de maior lucidez um grupo de amigos me apresentaram um sistema computacional que respondia a comandos vocálicos. Este dispositivo estava instalado em determinado setor desta fazenda para realizar algum procedimento no trabalho que lá era desempenhado. Pude escutar o aparelho responder a perguntas de modo muito mais avançado que nossos “assistentes” existentes em celulares tais como a “siri”. Foi-me informado que foi necessário a interação de diversos países (ou técnicos de diversos países) para desenvolver tal aparato eletrônico.

Em outro momento de lucidez me encontrava sozinho em um lado mais deserto da propriedade rural e como de costume olhei para o céu estrelado. Curiosamente pude observar uma quantidade imensa de estrelas, porém todas situadas a grandes distância, tinha a impressão que o céu não estava translúcido, impedindo que a luz das estrelas brilhassem com facilidade.

A pesar da fragmentação de minha lucidez retornava em diversos momentos e em outra ocasião pude perceber que eu podia volitar alguns metros do chão, porém com certa dificuldade. Verifiquei que atravessar regiões “solidas” do ambiente no qual me encontrava tais como porteiras, paredes, cercas era também possível para mim. Após voar e atravessar tais objetos não tinha dúvida que estava projetado neste momento e foquei minha atenção e calma na questão de evitar um retorno não esperado ao corpo.

Penso que me encontrava em alguma região densa da espiritualidade, pois encontrei algumas pessoas dentro de um grande caixote de madeira. Uma das pessoas era um senhor moreno de meia idade, que estava sem camisa e havia passado por alguma cirurgia cardíaca, pois o mesmo me mostrou uma grande cicatriz no peito, que na realidade achei estranha, pois era muito grande ao ponto de eu pensar nos procedimentos de autópsia, tendo dúvidas se esta pessoa era encarnada ou não. Pela situação estranha que me situava estendi minhas mãos e projetei energia no objetivo de proteção minha e ao mesmo tempo de auxílio. Realizei o mesmo também em uma criança com roupas muito simples, talvez sujas.

Aproveitando a ocasião perguntei a ela se ela se estava gostando das energias ao que respondeu positivamente. Foi à maneira que encontrei de saber se minha ação estava “funcionando”. Na sequência o senhor pediu para tomar um “passe”, ao que realizei por vários minutos. Não entendi o motivo destas pessoas estarem algo como presas neste grande caixote de madeira e achei a situação bem estranha, porém me mantive firme e não tive medo em momento algum.

Em outro momento estava em outro departamento da fazenda onde existia uma barragem com água. Imaginei que fosse para os animais beberem. Estava totalmente escuro o ambiente, na realidade até mesmo sombrio. Existia uma espécie de pequenas boias que ficavam em torno da barragem. Peguei uma e havia alguns escritos. Imaginei que seriam dados do fabricante e me esforcei para memoriza-los para de alguma forma trazer uma “prova” de minha experiência, porém foi em vão, quanto mais me esforçava em memorizar mais difícil era compreender os escritos.

Em um dos momentos finais de minha projeção sai pela frente desta propriedade rural e visualizei uma grande avenida onde vi que havia centenas de carros, porém o ambiente estava tão escuro que era possível observar apenas as luzes dos faróis. Havia carros nos dois sentidos, indo e vindo. A pesar das luzes dos carros era como se eu estivesse em um local de trevas total. Estranhamente a sensação de trevas é mais do que o escuro, sendo percebida por mim algo quase como “gelatinoso”. Havia sempre um clima sombrio a pesar de minha segurança íntima.

Acordei normalmente e de maneira automática a exatamente um minuto antes do despertador. Meu sentimento e impressões ao acordar foram de ter vivenciado uma experiência real, ou seja, aquela costumeira sensação de realidade, porém pelo teor da mesma não existia um contentamento interno a pesar de neste momento estar contente em ter provavelmente realizado uma tarefa de assistência extrafísica.

 

Incorporação da alma no feto

capa-livroNestas férias de janeiro de 2017 um dos livros que adquiri (neste caso em um sebo virtual) foi o “A consciência encarnada e o corpo humano”, escrito pelo pesquisador Geraldo Medeiros Jr e publicado pela editora Icone.

Recomendo este livro a todos os estudantes de espiritualidade e da consciência, tendo o mesmo uma abordagem direta, técnica, clara e ao mesmo tempo e cativante! No capítulo 7 li sobre o tema “A consciência encarnada e a percepção”.  Dentro deste capítulo me chamou a atenção o tópico “Incorporação da alma” que trata de reflexões a respeito do momento e procedimentos relacionados ao procedimento que o espírito (ou consciência) realiza ao se ligar ao feto do bebe, consumando desta maneira a reencarnação.

Por ser um assunto que sempre tive interesse resolvi reproduzi-lo, reforçando que o mesmo é fruto de pesquisas extrafísicas do autor Geraldo Medeiros. Faço aqui a divulgação do livro que infelizmente se encontra esgotado, mas podendo ser adquirido em sebos virtuais. Bom, sem mais delonga vamos ao estudo do autor com relação à incorporação da alma no feto:

feto
http://www.infoescola.com/embriologia/feto/

“Muitas filosofias e religiões acreditam que a incorporação da alma no feto ocorre logo ao nascer. Na verdade, a união energética é efetivada a partir do primeiro momento da fecundação.

A consciência ainda por reencarnar encontra-se na sétima camada dimensional. Esta é a dimensão que proporciona o acesso a todas as outras dimensões. Um indivíduo com seu psicossoma não teria condições de se deslocar para este nível de dimensão, devido ao seu elevado grau de vibração. As moléculas que compõem seu corpo psicossomático não conseguiriam se manter agregadas.

Quando a consciência inteligente se predestina a reencarnar, ocorre, ao longo do período variante entre imediato a vários anos e mesmo séculos, uma diminuição do nível vibratório e frequencial da consciência. Isto permite que os outros corpos se componham no intuito de preparar o organismo tridimensional sem que haja danos, devido à alta carga energética da consciência reencarnante.

É interessante ressaltar que a fecundação só ocorre se as cargas energéticas do reencarnante forem compatíveis com as dos pais. Caso contrário, não haverá possibilidade de fecundação. Salvo casos de problemas orgânicos ou químicos (por ex.: contraceptivos). Existem ainda casos em que a mãe não deseja engravidar. Assim ela rejeitará toda e qualquer consciência que tente formar um vínculo energético para reencarnar. A rejeição neste caso ocorre pela mudança súbita da polaridade energética da mulher. Desta forma ela nunca propiciará condições adequadas para que a fecundação ocorra. Por ex.: se a polaridade da consciência reencarnante é positiva a mulher transmutará sua polaridade também em positiva. Isto acarretará na repulsão das cargas energéticas.

Para que o feto se forme dentro dos parâmetros energéticos adequados à forma humana existe o MEECE (Modelo Estrutural Energético da Consciência Encarnada). A formação do MEECE ocorre no primeiro momento da concepção. A origem do MEECE está na consciência encarnada. Este modelo estrutural energético combina-se com a forte energia dispendida pelo óvulo e o espermatozoide durante as primeiras divisões celulares. Ocorre neste instante uma fusão nuclear sem liberação de energia térmica que chega a romper as barreiras dimensionais que separam a consciência reencarnante da matéria física em composição. Quando a consciência forma esta conexão energética, a mesma capta informações caracteriais da energia liberada pela célula em divisão. Graças a esta informação, a consciência reencarnante inicia o processo de formação de um corpo psicossomático. Neste ponto o corpo causal e o mental já estão compostos, já que se trata de corpos que auxiliarão na transmissão e conexão entre a consciência reencarnante e o corpo físico.

Corpo energédico
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Até então, o corpo psicossomático já iniciou sua conformação antropomórfica. Isto graças à informação energética transmitida pela consciência reencarnante. O psicossoma primeiramente apresentará um corpo adulto. Este será a matriz composta pelo MEECE. Todos os órgãos, células, aparelho circulatório, músculos, circulação linfática, e demais sistemas já se apresentam formados em matéria psicossomática, ou matéria psi.

Ao longo do tempo este corpo passa pelo processo de encolhimento de partículas psi até atingir o formato do embrião em desenvolvimento. A esta altura, o corpo psicossomático começa reverter o processo e a acompanhar o desenvolvimento do embrião até o nascimento. Mesmo após o nascimento e até a fase adulta, o psicossoma acompanha as modificações decorrentes da transformação para a fase adulta até o envelhecimento.

Espermatozóide
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Note que a ligação energética do reencarnante acontece no primeiro momento da fecundação. Isto significa que a consciência reencarnante já se encontra em preparação para reencarnar. O momento exato em que isto ocorre é difícil de calcular, pois, como sabemos, não há limitações de tempo quando a consciência está fora dos padrões referenciais deste orbe.”

Encontro com Blavatsky por Geraldo Medeiros Jr.

livro-medeirosLivro: “Relatos de um projetor extrafísico”
Autor: Geraldo Medeiros Jr.

Editora: Ícone
Páginas: 128 até 134.
Relato do dia 05/03/1989

A sensação de sono esvaiu-se completamente. Tentei relaxar, muito embora não conseguisse devido ao intenso calor que fazia naquela noite.

Nenhum exercício fora aplicado para projeção. Adormeci tarde da noite.

Vi-me consciente num local totalmente estranho para mim. O local parecia uma casa antiga, de aspecto rústico. Muitas pessoas circulavam por lá, inclusive estava acompanhado pela minha mãe e minha irmã. Pelo aspecto do lugar pude perceber que tratava-se de um centro de reunião, ou melhor, um centro cultural.

Muitas pessoas entravam e saíam das salas. Tive o interesse de entrar numa daquelas salas para ver o que ocorria, ao mesmo tempo lembrei-me da conversa que havia tido com o nosso querido amigo e cientista Dr. Hernacasa-rusticani G. Andrade, que aconselhou-me a tentar dobrar o poder de observação sobre aquilo que porventura estivesse presenciando. Ressalto que um dia antes havia sido atendido pro sua assistente Profª Suzuki Hashizume para uma prévia análise sobre minhas experiências de projeção.

Para proceder conforme o aconselhado segui os seguintes passos:

1º) Observei a consciência das paredes e das portas existentes no local. Pareciam tão sólidas quanto as que existem em nossa dimensão.

2º) No momento em que entrei na sala para continuar minha observação notei que pessoas estavam sentadas ao redor da mesa, provavelmente reunidas para uma ceia. Não conhecia nenhum dos indivíduos presentes.

Observei a disposição da mesa e constatei que haviam pratos, copos e talheres como os nossos. O cardápio era composto de risoto de batatas e algumas verduras. Segurei uma colher de arroz no intuito de observar e a consistência daquela alimentação era como a nossa e fiquei surpreso em ver que tudo ali era exatamente igual, inclusive ao redor de cada grão de arroz pude notar uma certa oleosidade típica de algum tipo de refogado prévio.

3º) Fiquei intrigado, pois aquele mundo era muitíssimo parecido com o nosso. Questionei-me sobre a presença de minha mãe e minha irmã. Elas não suspeitavam de que estavam fora de nossa dimensão e também, como aquelas pessoas ali desdobradas continuavam com seus comportamentos inalterados, como se mantivessem plena consciência, ou melhor como se fossem habitantes efetivos daquela realidade.

Fomos levados por alguém até um determinado local que presumo ser específico para reuniões e intercâmbio de ideias.

A iluminação do lugar era fraca. Não conseguia notar nenhuma fonte de luz, fosse natural ou elétrica. Passamos por um corredor o qual nos conduzia até a um andar inferior. Neste andar havia uma escada em péssimas condições e, assim, tive que ajudar minha mãe a descer alguns degraus. Achava estranho pois sentia que possuía peso e isso causava-me uma certa insegurança.

Assim pensei:

— Será que mesmo fora do corpo continuo sofrendo influência gravitacional?

Foi quando chegamos a uma sala, um tanto estranha. Não sabia dizer o porquê desta impressão, pois o aspecto do lugar parecia normal, mas alguma coisa no ar não parecia bem.

De repente, vejo próxima à parede, bem a minha esquerda, uma das maiores místicas que já existiu, Madame Helena Petrovna Blavatsky, que me recebeu com muita atenção.

Dirigi-me a ela para conversar quando inopinadamente captou meu pensamento e disse:

— Para mim, nenhuma palavra pode ser ocultada. Sua mente pode ser facilmente perscrutada.

Notei que ao meu redor havia alguns rapazes de características estranhas que auxiliavam em qualquer coisa que porventura necessitasse. Ela se dirigia a eles com seriedade e de maneira um tanto enérgica, numa língua estranha para mim, provavelmente russo.

helena_blavatskyMadame Blavatsky parecia muito mais jovem, com seus olhos que transmitiam mistério e conhecimento.

Externei esta sensação a ela e então sorriu dizendo-me:

— Logicamente, quando estamos nesta forma tudo fica melhor e regenerado.

Sua roupa, até onde consigo me lembrar, era simples e usava um xale no cabelo.

O que realmente mais me impressionava eram seus olhos, claros, que olhavam para mim fixamente. Na verdade não sei se Mme. Blavatsky possuía olhos claros quando em vida terrena.

Tentei fazer um teste sobre leitura de pensamento com ela enquanto encontrávamos todos sentados ao redor dela. Pensei, então, numa palavra, não me lembro qual no momento, e com um sorriso revolou-a sem nenhum problema.

Perguntei-lhe como realizava todos estes fenômenos e qual o nosso objetivo em nos encontrarmos ali reunidos, e assim explanou:

— Estes fenômenos são realizados pura e simplesmente pela ação mental a qual é tão ignorada por vocês. Esta força mental é agregada a entidades afins que manipulam estas informações e executam exatamente aquilo que foi solicitado. No seu caso, quando pediu-me para ler seu pensamento, sua onda telepática foi-me transferida por um elemental o qual a intensificou e traduziu-a para que eu pudesse interceptá-la melhor. E é assim que podemos realizar tudo o que desejamos.

No que se refere a estarmos aqui, esclareço que presto serviços de auxílio para aqueles que necessitam esclarecimentos espirituais.

Subitamente, minha irmã, que estava ao meu lado, solicitou um auxílio, ou melhor, esclarecimento.

Mme. Blavatsky pediu-me para ficar ao seu lado, a fim de fornecer-lhe energia e soliciou a Leila para sentar-se a sua frente.

E assim foi feito. Iniciei uma instrospecção no intuito de auxiliá-la na doação energética. Neste instante, Mme. Blavatsky iniciou a leitura mental quando, de repente, minha visão obscureceu e vi-me na cama de meu quarto com o telefone tocando a toda intensidade.

Isto deixou-me profundamente irritado, pois iria saber algumas coisas que provavelmente poderiam auxiliar minha irmã, ou talvez não devesse possuir tal conhecimento para não piorar as coisas no mundo de Leila.

Levantei. As palavras de Mme. Blavatsky ainda ressoavam em meus ouvidos nitidamente.

Questionei minha irmã, posteriormente, sobre uma eventual lembrança da viagem extrafísica, e assim disse-me:

— Sonhei que estava numa casa de aspecto rústico. Não sabia onde era, mas, para mim, parecia um local onde situava-se uma espécie de escola.

Vi muitas pessoas andando para cima e para baixo. Você estava lá. Não sei por quê encontrei certa mulher a qual não conheço. Perguntei-lhe sobre o que havia numa determinada caixa. No exato momento em que aquilo ia ser revelado, acordei.

Noto que a caixa preta a qual minha irmã referiu-se poderia tratar-se de um simbolismo utilizado por seu subconsciente para melhor aceitação da própria situação consciencial na qual se encontrava.

Rehelena_blavatsky_1ssalto que não possuo grandes conhecimentos sobre Mme. Blavatsky e nunca tive oportunidade de ler nenhuma de suas obras.

Mais uma vez uma projeção grupal ocorre comprovadamente por terceiros através de comparações descritivas de locais frequentados extrafisicamente e situações vivenciadas em outros planos dimensionais.