Voar em projeção astral… Tem coisa melhor?

Aos dezenove anos comecei a ter projeções astrais involuntárias, que ocorriam no momento em que eu ia dormir. Também realizei algumas experiências durante o dia, com finalidade de comprovar para mim mesmo o fenômeno – e devo dizer que obtive sucesso.

Durante a grande maioria de minhas projeções eu nunca havia andado de avião, asa delta, pulado paraquedas, ou seja, nunca sai do solo, de modo que não havia em meu cérebro registro algum de sensação de voo, de leveza etc. Mas desde minha primeira projeção lúcida sempre foi muito constante e real sensação de flutuar, assim como ocorre com os astronautas em órbita da Terra.

Com o passar do tempo rapidamente descobri que é realmente muito agradável a sensação de volitar! Então toda vez que me percebia lúcido fora do corpo já dava um impulso e saia voando, dando piruetas no ar, fazendo acrobacias e algumas vezes voando bem alto a ponto de observar as cidades muito pequeninas. Na maioria das vezes eram voos noturnos e em minha comprovação pessoal durante o dia pude observar as nuvens bem de perto. É a melhor sensação do mundo! Não há liberdade maior do que o voo extrafísico… A projeção astral é realmente o “recreio da alma”, semelhante a todo presidiário que tem duas horas de “banho de sol”, temos oito horas de temporária liberdade metafísica.

Sempre fiquei surpreso ao notar que a gravidade não tem ação enquanto fora do corpo, mesmo nas projeções em que eu estava na minha cidade, visualizando, portanto, o plano físico. Isto me leva a crer que mesmo quando estamos numa frequência bem próxima ao corpo físico a ponto de ver seu quarto, sua casa, sua cidade, você na realidade não está no plano físico, já que podemos também atravessar paredes, conforme eu mesmo pude verificar.

Hoje faço uma associação com alguns temas culturais, algumas histórias infantis ou do imaginário popular, tais como a história das bruxas, que voam em uma vassoura:

bruxa_voando

Também temos o tapete mágico (ou voador), lendário das histórias das Mil e Uma Noites:

tapete_voador

Até mesmo super-heróis exibem esta habilidade de vencer a força gravitacional, tal como o super-homem:

super-homem

Nosso imaginário (ou inconsciente coletivo?) está recheado da imagem do ser humano voando, imagem esta que se torna realidade nas experiências fora do corpo já que neste estado, conforme comentei, não estamos sujeitos as leis do plano físico, estaremos sim sujeito a leis não-físicas de maneira a por exemplo verificarmos que o pensamento pode mais facilmente influenciar o ambiente ou mesmo permitir fácil comunicação.

Então chega o dia em que a empresa na qual trabalhava nos requisitou em São Paulo e para tanto forneceu viagem de avião para a equipe. Estava eu com o pensamento a mil, no que se refere ao trabalho que iria realizar no computador do cliente e principalmente impressionado com a minha primeira viagem de avião…

Para minha surpresa quando o avião realizou a primeira manobra após a decolagem, obtive um repentino e forte insight (ou “rapport”) e me lembrei – como que em um flash de memória – de minhas sensações de voo enquanto fora do corpo! Esbocei então um leve sorriso, pois obtinha naquele instante de certa maneira uma sutil verificação pessoal de meus voos extrafísicos.

 

Os chatos “sons projetivos” ou sons intracranianos

Decordoes_fluidicossagradável! Sim, esta é a primeira impressão que tive destes sons que percebo desde minha primeira projeção e por alguns anos sempre me “atormentavam”.

Tem para todos os gostos: zumbidos, chiados, tintinares, sibilamentos, estalos etc. Percebemos durante nossa decolagem consciente para fora do corpo (mais comum comigo) ou durante a reentrada.

Causa? Tudo indica que está relacionado as nossas energias, principalmente no que se refere ao “cordão de prata”, que se trata da ligação energética-espiritual que existe entre nossos corpos extrafísicos e o corpo físico. Tais ligações parte de todo o corpo espiritual e liga-se sutilmente ao corpo físico, porém durante a projeção estes filamentos fluídicos se “movimentam” e se reorganizam até se formarem um cordão que parte provavelmente da região da pineal do cérebro físico até a nuca da cabeça (ou para-cabeça) de nosso corpo espiritual.

Provavelmente a própria movimentação de vai e vem relacionada ao deslocamento ou vibração dos corpos sutis, principalmente na região da cabeça, provoca estes sons que não são físicos, mas sim relacionados digamos as “linhas de força” existente entre entre os corpos que se entrecruzam “atritando” entre si.

Por vezes, durante a saída consciente do corpo físico, percebo também um “tapa na orelha”. Não se trata de uma sensação física, mas sutil, porém não deixa de ser muito real! Esta sensação também está relacionada com a descoincidência (ou movimento) de nossos corpos sutis, principalmente do cordão de prata, já que o mesmo de concentra na área da cabeça e pode se movimentar próximo a região da orelha o que provoca esta sensação.

Mas não se preocupe, todas estas sensações são naturais e inofensivas, já que é apenas nossa constituição extrafísica em funcionamento. Não é sempre que tenho a lucidez apurada ao ponto de perceber todos estes detalhes projetivos, mas principalmente em minhas primeiras projeções “involuntárias” eram muito comuns e ao mesmo tempo muito intensas ao ponto de serem chatas ou inconvenientes.

Para fazer um paralelo vamos tomar como exemplo o processo de digestão de um alimento. O aparelho digestivo poderá “roncar” e produzir sons que são comuns e naturais relacionados a atividade que lá se opera. O coração também produz seu som característico, assim como a circulação do sangue. Tudo em nosso corpo de alguma forma vibra, se movimenta e vibração é som. Não seria diferente no que se refere a nossa constituição extrafísica ou espiritual.

Como comparamos estes sons projetivos? Poderíamos comparar com sons metálicos, turbina de avião, ronco de motor, rasgamento de seda, queda de grãos, batida de porta etc. Minha dica é: acostume-se a eles, perceba a maravilha que é estar lúcido a ponto de perceber suas próprias energias que se traduzem em sons. Curta a sensação da vibração proporcionada pelo “estado vibracional” e saiba que é justamente neste momento que ocorre a fase de decolagem para fora do corpo.

Após a decolagem ou projeção astral os sons cessarão, já que as energias se “acomodaram”, formando um cordão fluídico ou astral que poderá talvez ser visto. Sempre haverá um vínculo energético inquebrável – já que o cordão não é físico – entre você consciência e seus corpos. A existência deste cordão astral, dos chacras e do próprio duplo-etérico é de certa forma comprovada pelos sons projetivos… Olha que bacana.

Sensações da Projeção Astral: Catalepsia Projetiva

viagem-astralEsta sensação é mais comum do que imaginamos e ocorre com as mais diversas pessoas, sejam elas crianças, adultos, idosos, homens, mulheres, etc. Normalmente a criança, penso eu, entende as sensações projetivas de maneira muito mais natural, já que a maioria não passou pelo processo de condicionamento físico ou das “travas mentais”.

Muitas pessoas alguma vez na vida após dormirem já pensaram estar acordando, porém subitamente perceberam que não conseguiam abrir os olhos, se mexerem ou mesmo gritarem para chamar alguém que lhe tire desta situação (concordo que nada agradável), mas que apesar de parecer num primeiro momento como algo horrível, afirmo que esta é uma sensação absolutamente natural, inofensiva e que está relacionada com as chamadas experiências fora do corpo, projeção astral ou a popular “viagem astral”.

Naturalmente que há também explicações científicas para esta sensação, conhecida na ciência como “paralisia do sono”, a partir da qual tratam o tema como um distúrbio do sono, sendo este um ponto de vista válido, porém limitado quando em comparação aos estudos metafísicos, ou seja, que extrapolam o entendimento físico imediato. Entendimentos que busco aqui com base no ser humano multidimensional, ou seja, portador de uma consciência que se desprende de seu veículo (corpo físico).

Interessante pensar que uma sensação muitas das vezes ignorada pelas pessoas representa indícios que comprovam que somos muito mais que a matéria física, com base em que se estamos lúcidos no momento no qual o corpo físico encontra-se adormecido temos por verificação que nossa consciência logicamente não se encontrará no cérebro que dorme, mas existe em níveis mais complexos.

Sob a perspectiva das experiências fora do corpo entendemos que quando ficamos consciente naquele período no qual nossas energias estão mais “soltas” metaforicamente falando percebemos a sensação de incapacidade de movimento e atuação física, já que estaremos neste caso lúcidos justamente naquele período de desprendimento ou afrouxamento dos laços espirituais proporcionado pelo sono de modo que é lógico não obtermos  neste caso o controle imediato de nosso veículo físico.

Estando em estado de profundo relaxamento físico (seja numa soneca ou cochilo), com ondas cerebrais mais lentas tais como as “ondas alfas” e também metabolismo mais baixo há a necessidade de alguns instantes para que possamos acordar nossa contraparte física e retomar os movimentos. Instantes estes que quando acrescentado do medo do desconhecido ou da ignorância (no bom sentido da palavra) do tema aqui analisado, pode parecer “eternos” minutos de desespero por não conseguir se mexer ou acordar.

Normalmente ficamos inconscientes neste período de maneira que na maior parte de nossas vidas não temos esta sensação, que poderá ocorrer tanto quando estamos “consciencialmente lúcidos” no momento imediatamente após “dormir” (ao se desprender do corpo) como ao “acordar” (no retorno ao corpo).

Imagine o procedimento de pilotarmos um automóvel, no momento no qual ocorre a troca de marcha, por um curto instante, ao pisarmos no pedal da embreagem a tração dos motores “param”, de maneira que o automóvel me movimenta apenas pela inércia… Podemos imaginar que se o carro fosse um ser consciente esta mudança de marcha seria percebida como um momento no qual o mesmo não consegue “se mover”. A mudança de marcha poderia também (nesta metáfora) ser associada a mudança dimensional que realizamos ao dormirmos e imediatamente (de forma consciente ou não) nos desprendermos extrafísicamente.

Ao sentir a “catalepsia projetiva”, que não é uma doença, mas sim uma condição natural de nossa espiritualidade, não se preocupe, mantenha a calma e a lucidez e provavelmente irá vivenciar uma experiência fora do corpo lúcida. Mas caso queira retomar os movimentos, não tente acordar imediatamente o corpo, mas pense em mexer o dedo indicador de maneira a ativar aos poucos a atenção do corpo físico.

De qualquer forma minha mensagem é: o corpo precisa dormir, mas não necessariamente você. Siga sua viagem, sem medo de trocar a marcha e alçar voos cada vez mais alto na espiritualidade.