Lucidez e rememoração

Segundo o pesquisador Cesar de Souza Machado, a lucidez é a qualidade ou estado de estar lúcido, é a clareza de inteligência, a perspicácia, a acuidade, o funcionamento normal das faculdades mentais. Quando lúcidos, nosso pensamento é claro, conciso e preciso.

Uma pessoa alcoolizada, para citar um exemplo, não está de posse de sua lucidez total ou no mínimo tem sua lucidez alterada negativamente já que sua percepção e sensibilidades biológicas estão quimicamente alteradas de forma prejudicial.

Por outro lado, mesmo sem a alteração artificial da lucidez todos temos variação no grau de nossa lucidez a depender de fases da vida e idade física.

Nosso nível de lucidez pode ser também ampliado quando em uma meditação profunda ou até mesmo em uma experiência de expansão da consciência (experiência esta inclusive proporcionadas por determinados tipos de projeção astral).

Podemos considerar, portanto, dois tipos de lucidez: a física e a extrafísica. No segundo tipo há a diferença de que não estamos utilizando de um cérebro material como “lente” ou filtro das percepções obtidas pelo corpo.

Podemos por motivos diversos nos projetarmos – durante o sono, por exemplo – e não gozarmos da lucidez necessária para percebermos nossa condição extrafísica e então ficamos inconscientes do fato de que estamos temporariamente desligados do corpo. Esta falta de lucidez nos causa uma espécie de coma de modo que ficamos inconsciente durante 8 horas ou mais das quais estivemos fora do corpo em função do descanso do corpo físico, lembrando que quem precisa descansar é o corpo não a consciência encarnada.

Realizo o vínculo entre a lucidez e rememoração pensando na teoria de que não lembrar das projeções astrais não necessariamente significa dizer que você não esteja lúcido fora do corpo. Penso que podemos até mesmo estar desfrutando de uma vida extrafísica relativamente ativa, porém ao acordar todas as manhãs não é comum rememorar uma vivência obtive em ambientes extradimensionais para os quais nosso cérebro não foi projetado para interpretar ou pelo menos na maioria dos casos não foi originalmente “treinado”.

A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações, assim como um computador. Se não tivéssemos memória a cada vez que acordarmos de manhã seria como se nossa vida iniciasse recursivamente a partir deste ponto.

Temos uma memória cerebral física e uma memória extrafísica e ainda é um mistério para a ciência onde fica armazenada nossa memória, porém sabemos que não se restringe ao cérebro físico.

Nossas experiências extrafísicas são registradas no cérebro espiritual (do corpo espiritual) do projetor e quando retornamos ao corpo físico, os cérebros se “unem”, cada um em sua respectiva frequência e as informações precisam ser transferidas para o cérebro físico para que a pessoa ao “acordar” possa saber que ocorreu uma projeção astral.

No momento da transferência de informações ocorre uma “estrangulação” das lembranças ou perdas de informações que podem ser parciais e, não raro, totais, resultando assim em nenhuma rememoração.

Segundo Wagner Borges, quando o projetor retorna da projeção consciente para seu corpo físico, ocorre uma verdadeira batalha mental, pois o cérebro, dentro de seu condicionamento tridimensional, rejeita as informações extrafísicas que a consciência trouxe consigo. Com isso, em frações de segundo, a consciência projeta alguns sonhos, misturando-os às informações extrafísicas, aparentemente sem lógica, objetivando o sepultamento delas no fundo de seu arquivo mnemônico.

Por fim, segundo Cesar de Souza Machado, é importante frisar que nenhuma experiência vivida se perde para a consciência. Elas ficam registradas nos cérebros espirituais e podem ser recuperadas futuramente, quando isso for importante.

Técnica projetiva do relaxamento

Introdução

No início de minhas primeiras projeções involuntárias eu desejava comprová-las para mim mesmo de maneira a ter uma verificação própria do fenômeno.

Particularmente a melhor técnica na qual pude repetir por diversas vezes com sucesso a projeção astral foi a técnica do relaxamento. Trata-se, porém, de um relaxamento guiado mentalmente pelo próprio praticante, juntamente com uma boa dose de força de vontade e empenho para manter a lucidez e não se entregar ao sono ou ao onirismo.

Esta é uma prática fácil e serve como base para diversos outros experimentos mais avançados, já que a base de toda prática parapsíquica está no desligamento temporário e voluntário de nossos sentidos físicos de maneira a aplicarmos nossa consciência em outros níveis de vibrações. Todo relaxamento faz com que o cérebro emita ondas alfas.

É uma espécie de “cochilo” consciente. A todo momento você tem de se esforçar para manter a concentração e não deixar sua lucidez se “apagar”.

Dicas preliminares:

Para melhor aproveitamento é interessante se possível seguir uma rotina diária, exceto naturalmente nos dias em que você estiver com sono ou muito cansado, já que nestes casos não haverá a concentração necessária para executá-los. (Uma rotina auxilia a “criar sinapses” e determinado condicionamento físico/espiritual).

Procure um local onde você possa permanecer isolado por alguns momentos.

Pratique num momento de calma, em ambiente de paz, com atenção e sem preocupação com o tempo. Particularmente prefiro reservar meia hora antes de “dormir”, principalmente levando em conta que já continuarei deitado na cama pelo restante da noite.

É interessante você manter um diário de anotações para registrar certas sensações e efeitos físicos e psíquicos que venham acontecer e desta maneira permitir você traçar um desenvolvimento em suas práticas. (praticar as técnicas projetivas também é uma maneira de realizarmos auto-pesquisa)

E não menos importante:

Nunca permita que o desânimo (ou mesmo preguiça) lhe tire a motivação

O desenvolvimento parapsíquico varia de pessoa para pessoa, por isso, não tente se espelhar nos resultados alheios.

Vamos para a técnica:

Deite-se ou sente-se numa cadeira confortável, fechando tranquilamente as pálpebras. Caso você não esteja muito cansado mentalmente ou fisicamente a ponto de dormir ou perder a concentração durante a técnica deite-se em sua cama.

Sinta seus pés e peça mentalmente a eles que relaxem, soltando ao mesmo tempo toda a musculação e tensão que por ventura esteja nesta região.

Faça o mesmo comando mental para suas pernas, tronco, costas, membros superiores (braços, mãos…), músculos faciais, couro cabeludo, tudo com calma e ao mesmo tempo relaxando cada parte o máximo possível, como se pesassem muito a ponto de que você não conseguisse mais mover tal região.

Após estar com seu corpo todo plenamente relaxado concentre-se em sua testa, imaginando que todo o seu ser se encontra neste ponto, ou seja, você é apenas um ponto… Desta maneira neste momento você retirou a atenção do seu corpo físico e neste momento é importante manter a concentração na vontade de se projetar, deixando ao mesmo tempo seu metabolismo o mais baixo possível (o que inclui uma respiração o mais lenta e tranquila possível).

Mantenha-se neste estado de puro relaxamento pelo tempo que desejar, mas não force para permanecer neste estado. Todo e qualquer exercício deverá lhe trazer bem-estar. Curta e desfrute deste momento!

Comigo, a partir deste estágio começo a sentir uma espécie de “cochilo consciente”, este cochilo vai e vem aumentando a frequência de maneira que com o passar do tempo ele surge e se mantém ao mesmo tempo em que eu continuo com minha lucidez… Então ocorre a projeção astral (ou inicialmente uma “projeção parcial” tal como uma perna ou um braço) podendo muitas das vezes ser acompanhada com o “estado vibracional” ou a “catalepsia projetiva”.

Após realizá-lo anote em seu diário de experimentos os efeitos causados de maneira a poder posteriormente medir seu progresso.

Divulgação da “Ordem Rosacruz AMORC”

Que significam as iniciais A.M.O.R.C.?
Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz.
A AMORC nunca foi denominada Associação, Sociedade, Círculo ou designada por qualquer outro termo semelhante.

Resultado de imagem para rosacruz amorc
https://www.amorc.org.br/

Qual é o objetivo do misticismo Rosacruz?
Dar ao homem os meios intelectuais e espirituais de enfrentar as vicissitudes de sua vida cotidiana e conhecer a felicidade. É transmitir um conhecimento prático fundamentado numa apresentação das leis cósmicas e naturais que atuam em nós e ao nosso redor.

Atenção: a palavra “misticismo” aqui não tem nada a ver com práticas mágicas, comportamento estranho ou como sinônimo de embuste. Aqui esta palavra designa o estudo dos elos naturais e universais que unem cada ser vivo à Causa Primeira de todas as coisas (ou seja, à divindade).

Qual é a origem dos ensinamentos rosacruzes?
Remota às escolas de mistérios do Egito Antigo. Nessas antigas escolas, místicos esclarecidos reuniam-se para estudar os mistérios da vida e daí vem sua denominação de escolas de mistérios.
Nestas escolas reuniam-se buscadores que aspiravam a uma compreensão das leis naturais, universais e espirituais.
Atenção: a palavra “mistério” não significa aqui algo de insólito ou de estranho, mas em vez disso naquela época designava uma sabedoria secreta, que só os Iniciados conheciam.

Atenção: a palavra “mistério” não significa aqui algo de insólito ou de estranho, mas em vez disso naquela época designava uma sabedoria secreta, que só os Iniciados conheciam.

Quais foram os faraós que mais contribuíram para os fundamentos da Ordem?
Segundo a Tradição rosacruz, o faraó Tutmés III (1504 – 1447 a.C.), da
18º Dinastia, era um dos Iniciados que frequentavam as Escolas de
Mistérios do Egito.

Resultado de imagem para Tutmés III
Tutmés III – https://www.descobriregipto.com/tutmes-iii/

Cerca de setenta anos mais tarde, o faraó Amenhotep IV nasceu no palácio real de Tebas. Admitido na Ordem ele se tornou Grande Mestre da mesma e se dedicou a estruturar os seus ensinamentos e rituais. Mudou de nome e passou a se chamar Akhenaton.
Conhecido pelo estabelecimento da crença de um Deus único.

Resultado de imagem para Akhenaton
Akhenaton – https://nationalgeographic.sapo.pt/historia/grandes-reportagens/1336-akhenaton-o-farao-que-revolucionou-o-egipto?showall=1

Qual é o plano de estudos seguido nos ensinamentos rosacruzes?
Os estudos divide-se em quatro seções:
Postulantes: apresentação geral da Tradição, da história e os primeiros assuntos
Neófitos: compreende três Graus. Essa seção constitui uma breve abordagem dos assuntos tratados nas seguintes.
Iniciados: comporta noves Graus, denominados Graus do Templo, cada qual dedicado a um tema da Ontologia Rosacruz.
Illuminati: comporta três Graus e trata de assuntos esotéricos, com exercícios místicos.

Qual é a importância das Iniciações?
Existe uma importância do ponto de vista místico, psicológico e histórico. O estudante não está apenas fazendo um curso, mas também se submetendo a graus de estudo, rituais, cerimônias, exercícios e demonstrações, que têm longa base histórica. As Iniciações são preparadas para apresentar ao estudante, de maneira impressionante,
simbólica e dramatizada, a importância de cada novo Grau de sua afiliação à Ordem.

Todas Iniciações lançam luz sobre certos assuntos que sem elas talvez não fossem perfeitamente compreendidos e apreciados. Além disso elas despertam a reação psíquica e emocional do
indivíduo quanto aos temas a serem estudados, produzindo a sensibilidade e o estado de consciência que de outro modo não poderiam ser conseguidos.

Existem Rosacruzes reconhecidos pela história?
Sim. Ao longo da História, muitas pessoas eminentes nos campos das ciências e das artes estiveram associadas à Ordem Rosacrus. Como exemplo podemos citar:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton

Isaac Newton: filósofo e matemático inglês, descobriu a lei da gravidade e é famoso por ter sido um dos maiores cientistas de todos os tempos.
Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci

Leonardo Da Vinci: uma das figuras mais importantes do Renascimento, se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.
Quem pensa pouco, erra muito

https://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Faraday

Michael Faraday: considerado um dos cientista mais influentes de todos os tempos, tendo sido descrito como o melhor experimentalista na história da ciência. Suas descobertas em eletromagnetismo forneceram a base para os trabalhos de Edison, Siemens, Tesla e Westinghouse.
Nada é tão maravilhoso que não possa existir, se admitido pelas leis da Natureza

Outros: Paracelso, François Rebelais, Teresa de Ávila, Francis Bacon, René Descartes, Blaise Pascal, Benjamin Franklin etc.

Quais temas estuda-se na Ordem?
São 12 graus que se estendem por tempo indeterminado com a finalidade do desenvolvimento pessoal. O Rosacrucianismo não se resume apenas a leituras mas insere-se também numa dimensão de desenvolvimento interior e psíquico.

Alguns dos temas abordados: Matéria e energia, a natureza ilusório de tempo e espaço, consciência humana e cósmica, meditação, desenvolvimento da intuição, aura, cura metafísica, sons místicos, telepatia, telecinesia, vibroturgia, radiestesia, alquimia espiritual, poder criativo da visualização, projeção psíquica (ou projeção astral), despertando a consciência psíquica, reencarnação e carma, intuição, inspiração e iluminação, corpo psíquico e os centros psíquicos etc.

Deus? Os rosacruzes entendem Deus como a Inteligência Absoluta que criou tudo o que existe nos planos visível e invisível, porém não como um ser antropormórfico, limitado por forma humana ou outra, mas sim como uma essência que se difunde e anima toda e cada parte da Criação.

Maçonaria? É uma organização independente, mas guarda juntamente com a AMORC um relacionamento fraternal e de mútuo respeito.

Gurus? Não tem nenhum guru, mestre ou líder autoproclamado. Todas os Oficiais da Ordem são eleitos e servem de forma impessoal à organização.

Religião? Rosacrucianismo não é uma religião. O misticismo rosacruz traduz-se no estudo e na aplicação das leis divinas na vida diária. É a aplicação dessas leis que permite que o ser humano seja mais feliz – seja nos negócios, na saúde, na família ou em qualquer campo da vida huamana. O rosacruz é uma pessoa prática, não um sonhador. Nada está incluído nos ensinamentos da AMORC que não seja aplicável e não produza resultados benéficos.

Para saber mais acesse: https://www.amorc.org.br/

Compilado por Alexei Bueno em 05/03/2019 após completar um ano de estudos da Rosacruz.



Introdução a Bioenergia

pranaSignifica “energia da vida” e é uma espécie de campo energético que emana de todo ser vivo e desta maneira engloba todos os indivíduos do planeta.

A bioenergia tem sua existência reconhecida desde as mais remotas épocas e por diversos povos, participando desta maneira da maioria das tradições espiritualistas.

Desta forma este fenômeno recebeu diversos nomes conforme a cultura que o estudou:

Qi ou Chi, como é conhecido na China

Prana, como é conhecido na Índia (que descobriu a cinco mil anos atrás).

Energia sutil, energia vital ou “fluído vital” como é muito bem descrita e abordada no Espiritismo.

Apesar de um amplo estudo por diversos povos, foram os iogues que propuseram o sistema de CHACRAS e NADIS, existente em nosso corpo sutil (ou “duplo etérico”) e que compõe a medicina oriental a exemplo da acupuntura.

Através dos chacras, em nossos corpos sutis, absolvemos e exteriorizamos (enviamos para fora) a bioenergia e desta forma – assim como nosso processo de respiração – ocorre a movimentação da bioenergia e consequente sustentação da vitalidade ou da própria vida biológica.

A fotografia Kirlian nos fornece um interessante indício da bioenergia após capturar a interferência física que um campo elétrico causa nesta energia sutil e registrá-la na chapa fotográfica. É possível utilizar desta fotografia para diversas análises no campo da saúde.

A bioenergia é em si mesma neutra (assim como a energia elétrica), mas é modulada (ou seja, trabalhada ou modificada) pelos nossos PENSAMENTOS e EMOÇÕES, e desta maneira conduz uma informação que poderá ser benéfica ou não.

O passe espírita, terapia de Reiki ou a cura pranica são exemplo de práticas que fazem uso desta energia.

Cabe a nós cultivarmos bons pensamentos e emoções para que nossas energias sejam sempre boas e desta maneira possamos externa-las para as demais pessoas e ambientes dos quais constantemente interagimos.

Projeção astral no Antigo Egito

Não há “donos” do fenômeno das experiências fora do corpo. A prova listo está na História, que confirma a universalidade do mesmo através de registro dos mais diversos povos.

Até mesmo no Antigo Egito, entre 3 mil e 5 mil anos atrás, há registros da saída de um corpo sutil do corpo físico e seu posterior retorno com lembrança da experiência.

Estes fatos vem a comprovar que esta vivência independe de cultura, condição socioeconômica, gênero, idioma, nacionalidade, idade, religião ou sistema de crença.

Naquela época havia o conceito do “Ka”, que seria o Corpo Astral ou “O Duplo”. Na imagem abaixo vemos a simbologia do Ka, voando acima de um corpo, segurando algo como uma lanterna que representa para nós o “cordão de prata”.

ka

Naturalmente que para aquele povo os ensinamentos relacionados com a projeção astral eram reservados apenas para poucos eleitos. Eles realizavam a projeção astral em rituais iniciáticos de modo que a pessoa iniciada nos mistérios poderia por conta própria vivenciar o mundo espiritual e comprovar sua própria imortalidade.

Hoje em dia não há mais o mistério, o fenômeno é conhecido por todos, está na mídia, na internet, no cinema, nos diversos institutos de pesquisa e até mesmo na medicina através dos relatos de experiências de quase morte.

O filósofo britânico Paul Brunton em seu maravilhoso livro “O Egito Secreto” (super recomendo a leitura) relata uma incrível experiência projetiva que vivenciou ao passar uma noite dentro da grande pirâmide do Egito!

egito_secreto

Curioso notar que ainda nos tempos atuais há Amparadores e todo um pessoal extrafísico nos bastidores espirituais das pirâmides.

É ou não é uma bonita paisagem, que ainda atiça nossa imaginação no que ocorria por lá no se refere à projeção astral:

piramide_egito

Melhor técnica para projeção astral?

Nossa cultura ocidental está recheada de técnicas, derivadas das ciências que por meio de metodologias científicas descortinaram diversas linhas de pesquisas, seja para a computação, telecomunicação, para a medicina ou mesmo meteorologia, todas vinculadas ao estudo e prática de técnicas.

Porém acredito que algumas pessoas orientais, que também estão em busca pelo autoconhecimento, considerariam curiosa nossa necessidade incessante por técnicas com finalidades de obter vivências espirituais, já que como seres humanos, como consciências únicas e individualizadas somos muito diferentes de máquinas que ao seguir determinado “checklist” atingem automaticamente um determinado objetivo predeterminado ou pré-programado.

No outro extremo temos pessoas extremamente “religiosas” de maneira que se não existir um incenso, uma música ambiente, se não estiverem calçando uma sandália branca e com a cama posicionada a noventa graus do polo Norte pensam que nada irão conseguir no que tange as experiências fora do corpo. Outras ainda consideram que é necessário estar determinado grau em determinada escola esotérica, ser um mestre nos mistérios ou um médium espírita para vivenciar esta experiência, que é antes de tudo uma vivência natural e humana, que na realidade independente de doutrinas, filosofias, religiões ou mesmo técnicas.

A exemplo disto os animais, mesmo que sem consciência disto, se projetam simplesmente por serem um princípio espiritual ligado temporariamente a um corpo material. Nós também nos projetamos, mesmo que inconsciente ou a apenas alguns centímetros do corpo físico, já que basta o adormecimento de nossa contraparte física para proporcionalmente obtermos uma liberdade espiritual, já que não somos o corpo, portanto o normal é nos desprendermos do mesmo.

Técnicas são importantes? Com certeza, pois apenas com persistência, treino e o uso de técnicas específicas podemos aprender de maneira melhor direcionada à por exemplo tocar determinado instrumento musical ou melhor adquirir determinada habilidade. Através de treino podemos nos aperfeiçoar, mas para isto não precisamos nos obcecar por técnicas.

Técnicas são essenciais? Talvez não! Talvez mais importante que um conjunto de técnicas seja o conhecimento ou entendimento do que estamos buscando, ou seja, descobrir qual é nosso objetivo em sair do corpo conscientemente. Como dizem: “se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve”. Por isso a importância de buscarmos objetivos positivos e construtivos antes de executarmos uma técnica.

Vejo muitos adolescentes em busca de técnicas projetivas, mas que mal leram um livro sequer sobre o assunto, sobre o plano espiritual ou sobre nossos veículos extrafísicos. Não conhecem nem a si mesmo, espiritualmente falando, mas querem a partir de uma técnica executada em uma noite estar viajando em outras dimensões. Aparentemente encaram a projeção astral como um jogo de videogame ou um passatempo leviano, não meditando na grandeza que implica estes assuntos.

Existe uma melhor técnica? Talvez a melhor técnica seja primeiramente “destravar” nossos condicionamentos enraizados desde o nascimento. Sim, pois desde muito pequenos somos condicionados a deitar numa cama e “apagar” a lucidez para acordar no outro dia. Talvez seja necessário criarmos sinapses especificamente relacionadas com a lucidez enquanto fora do corpo ou com a devida rememoração de fatos vivenciados em ambientes além das três dimensões, das quais nosso cérebro não foi projetado para assimilar.

Pessoalmente acredito que a melhor técnica, portanto seja inicialmente vencer a barreira de nossa própria ilusão de que somos o corpo físico e temos um espírito (e não o inverso, que é a verdade), de que o universo é apenas material etc. Vencemos estas barreiras a partir do momento que temos contato com literatura séria sobre estes temas, sejam elas teosófica, espíritas, espiritualistas ou das mais diversas linhas existentes e interiorizando estas realidades, mesmo que de forma inicialmente intelectual, de maneira a prepararmos para a contrapartida que virá em seguida, que é a vivência prática. Quanto mais informações assimilarmos mais pronto estaremos para vivenciar esta realidade relatada por outros desde os mais remotos tempos, pois melhor aceitaremos as lembranças obtidas enquanto fora do corpo.

Há uma famosa frase que diz que quando o discípulo está preparado o mestre aparece. Esta metáfora relaciona-se justamente com esta quebra de paradigma de nossa forma de ver a espiritualidade. Quando estivermos prontos as experiências projetivas aparecerão naturalmente, assim como qualquer outra habilidade.

Técnicas são importantes? Em determinado momento sim, pois elas nos guiarão ao estado mais próximo possível de uma projeção astral, estado este que envolve um relaxamento físico, uma concentração, um objetivo mental claro que nos impulsione a atingir determinado estado transcendente, permitindo que o corpo adormeça, mas a lucidez se mantenha desperta, de maneira muito semelhante ao paradoxo de “dormir acordado”.

Qualquer técnica que mantenha firme sua lucidez, mas que adormeça seu corpo é válida, pois este é o princípio fundamental que rege as experiências fora do corpo, portanto relaxamento e afirmações mentais são importantes para mantermos o foco e “burlarmos” um mecanismo mental enraizado em nós de que diz que ao adormecer o corpo a consciência também deve adormecer. Esta é uma das maiores das travas para o sucesso do projetor astral, só perdendo para a trava do medo, que vencemos novamente por meio da leitura e da assimilação destas realidades.

Por Alexei Bueno, janeiro de 2019.

A multidimensionalidade na física moderna

No domínio de minha limitada compreensão, venho refletir um pouco sobre as modernas teorias da física teórica relacionadas com as várias dimensões do Universo, ou como também chamam, dos “universos paralelos”. Através de minha recente leitura do livro “Hiperespaço – Uma odisseia científica através de universos paralelos, empenamentos do tempo e a décima dimensão”, escrito pelo físico PhD Michio Kaku, pude conhecer um pouco deste complexo e ao mesmo tempo intrigante assunto.

O professor Michio Kaku é conhecido mundialmente por seus estudos de física quântica relacionados com a teoria que unificaria todas as forças da Natureza, conhecida como Teoria das Cordas. Graduou-se em Harvard e recebeu o título de doutor em Berkeley. Kaku realiza uma importante divulgação científica principalmente no aspecto mais “esotérico”, ou me arriscaria a dizer místico, da física teórica.

Compreendi que ficou evidente que a grande mensagem do livro é que “as leis físicas se tornam mais simples num espaço de dimensões múltiplas”. De fato, sob uma perspectiva de múltiplas dimensões, seria simples e natural a unificação de todas as forças da Natureza. São elas: a força eletromagnética, nuclear forte, nuclear fraca e também a gravitacional. O feito científico de compreendermos a unificação delas é por muitos cientistas considerado “o santo graal da física”, seria o fim de uma busca realizada pelas maiores mentes científicas da humanidade, tais como Albert Einstein e, mais recentemente, Stephen Hawking.

É realmente muito mais fácil compreendermos as leis do Universo quando incluímos múltiplas dimensões em nosso universo. A prova disto está nas comprovadas teorias de Einstein, nas quais para que pudessem explicar e demonstrá-las — assim como a gravidade, que é explicada pela distorção do espaço-tempo, ou as que envolvem o fenômeno da dilatação do tempo, a exemplo da velocidade do observador que influencia na passagem do tempo (relatividade) — ele teve que incluir uma quarta dimensão, que é uma dimensão temporal, pois apenas as três dimensões (altura, largura e profundidade), que nos são de senso comum, não seriam suficientes para explicar fenômenos mais complexos, porém fundamentais para as leis da natureza.

Uma explicação da física moderna a partir da concepção de múltiplas dimensões verifica-se no exemplo da natureza da luz. Sabemos que a luz é uma onda, porém a pergunta é: se a luz é uma onda, o que está “ondulando” para permitir sua propagação no vácuo do espaço? Teorias modernas tendem a crer que a luz seja propagada pela vibração da quinta dimensão, ou seja, sob determinado ponto de vista o próprio vácuo está vibrando, de modo que o vácuo no sentido de “vazio” e inatividade é pura ilusão. Com a quinta dimensão, forças (ou campos) como a gravidade, luz, eletricidade e magnetismo são unificadas com base em que todos estes fenômenos são na realidade distorções que ocorrem no nosso Universo, mas cuja origem está em dimensões não visíveis. Chegamos desta forma ao ponto que qualquer teoria tridimensional é “pequena demais” para descrever as forças que governam nosso complexo e ao mesmo tempo magnífico Universo.

Segundo estudo da Teoria das Supercordas, existem 10 dimensões, sendo três de espaço, uma de tempo (espaço-tempo) e mais seis outras que são necessárias para unificar todas as leis que governam o Universo, mas fato é que não podemos perceber outras dimensões, nosso cérebro na realidade já está programado e, por instinto ou senso comum, sabemos que o mundo é tridimensional, porém se todas nossas noções de senso comum sobre o Universo fossem corretas nossa ciência já teria compreendido seus segredos há muito tempo.

Falar sobre quinta dimensão é como descrever as múltiplas matizes de um pôr do sol para uma pessoa deficiente visual. Falar em outras dimensões é como o “mito da caverna” de Platão, e também comparo esta mesma dificuldade a relatar determinadas experiências espirituais, tais como uma projeção astral que pode ocorrer em realidades espirituais onde muitas das vezes tempo, espaço e outras referências comuns para nossa noção de realidade simplesmente não fazem parte.

Muitos cientistas não dão crédito a estas ideias multidimensionais pelo fato de que elas não podem ser medidas em laboratório, estas outras dimensões seriam de tamanho tão pequeno (muito menor do que um próton) que provavelmente nunca teremos equipamentos sensíveis a ponto de detectá-las. Por outro lado, talvez não possamos medir estas outras dimensões justamente por serem elas o que o espiritualismo denomina de mundo espiritual, ou a Teosofia denomina de outros planos, tais como Plano Astral, Plano Mental, etc.

Façamos um comparativo hipotético: imagine que fosse possível a existência da vida em apenas duas dimensões, ou seja, imagine um mundo onde só existam largura e profundidade, alto e baixo não existissem, para os hipotéticos seres bidimensionais que lá habitam. Pois bem, nossa interferência tridimensional em um mundo assim provocaria fantásticos fenômenos “paranormais” do ponto de vista dos hipotéticos seres bidimensionais, tais como os relatados em algumas sessões espíritas onde houve materializações e efeitos físicos cuidadosamente pesquisados por Allan Kardec.

A vivência das experiências fora do corpo, tais como a projeção astral mencionada anteriormente, está também de acordo com as teorias do hiperespaço no que tange aos relatos da maioria das ações realizadas pela pessoa que vivencia em seu corpo sutil (ou corpo astral, psicossoma, corpo psíquico, etc.) fenômenos como atravessar parede, ver através de objetos fisicamente densos, não sofrer a influência da gravidade, visão em 360 graus, entre outros. Interessante mencionarmos que o pensamento espiritualista ou metafísico está de acordo com a física de múltipla dimensão.

Segundo a física da quinta dimensão, um hipotético ser desta dimensão poderia muito facilmente atravessar paredes, realizar o que denominamos de teletransporte e também ter visão de “raios X” assim como alguns clarividentes relatam.

Para que a física possa deduzir teorias de outras dimensões e estruturar um corpo científico, tem de haver uma matemática para calcar-se, justamente pelo fato de não termos como verificar em laboratório estas outras dimensões, então é aí que a matemática nos fornece o suporte intelectual necessário para concebermos estas avançadas teorias científicas.

Srinivasa Ramanujan (1887–1920) foi um matemático indiano autodidata que, surpreendentemente, sem nenhuma formação acadêmica, contribuiu com sua avançada matemática para criar fórmulas sem precedentes que vieram a contribuir posteriormente na Teoria das Cordas de Joseph Polchinski e em outras aplicações recentes de física quântica. Ramanujan dizia sentir que um ser superior, sua deusa, sussurrava as fórmulas que resolviam problemas impossíveis, inclusive em seus sonhos (ou projeções astrais?). A biografia deste gênio indiano da matemática avançada poderá ser assistida no filme “O homem que viu o infinito”.

A Teoria das Cordas é atualmente a melhor candidata para unificar o micro, o macro e todas as forças. Nesta teoria, cada partícula subatômica tal como o próton e nêutron são vibrações das cordas. Tudo que existe é constituído de átomos que por sua vez são compostos por partículas que são a ressonância de um tipo de vibração da “corda”, sendo esta, portanto, a origem dos verdadeiros blocos fundamentais de tudo que existe. Lendo estes conceitos, lembrei-me imediatamente do livro “Caibalion”, que sintetiza os ensinamentos de Hermes Trismegisto (que teria vivido por volta de 1.330 a.C.) no que diz respeito ao “princípio de vibração”, o qual sintetiza justamente o fato de tudo ser vibração.

Com relação ainda ao princípio de funcionamento da unificação das forças, não poderia deixar também de citar um dos cientistas que muito admiro: Michael Faraday. Outro gênio autodidata é Rosacruz, que teve uma infância paupérrima mas que, após superar muitos desafios pessoais, descobriu o princípio da teoria de campo, que mais tarde seria útil pelo fato de que na realidade todas as forças da natureza podem ser expressas como um campo. Mesmo que as equações de campo do mundo subatômico sejam diferentes da gravidade, isto seria um problema se não fosse possível acomodá-las na teoria das múltiplas dimensões.

A teoria das múltiplas dimensões é parte da teoria da própria criação. Poderíamos, com a Teoria das Cordas, compreender até mesmo o que havia antes do Big Bang, sendo assim extremamente complexo para nós obtermos comprovações em laboratório.  Quem sabe outras civilizações mais avançadas do Universo já dominem este problema que a nós é e será por muito tempo intransponível. Quanto à espiritualidade, ela é sinônimo de realidade, ou seja, é quando vemos além do véu da ilusão de um Universo aparentemente sólido e tridimensional.

Espiritualismo universalista

Segundo a Wikiédia o Universalismo é uma crença na qual todos os homens estão destinados à “Salvação Eterna”, em virtude da Bondade de Deus e que existe um Deus Único para todos os povos, independente de Religiões.

Ainda no mesmo verbete encontramos que o termo também tem vários entendimentos, a depender da corrente de pensamento ou raciocínio de quem o estuda. Para citar um exemplo, aqui no Brasil é muito comum a referências ao “espiritualismo universalista”, que se trata de uma corrente filosófica ou um paradigma que diz que cada indivíduo, ao invés de aderir, com exclusividade a um determinado sistema (ou movimento) de crenças e doutrinas faria sua própria síntese ou resumo pessoal a partir das diversas correntes existentes e inclusive às demais expressões culturais da humanidade, a exemplo da arte, da filosofia e da ciência em geral.

Penso que a maioria dos praticantes e estudantes de Viagem Astral tende ao passar do tempo a terem uma visão espiritualista universalista, levando em consideração o fato de que do lado de lá, no plano astral ou espiritual, iremos nos deparar com consciências (ou espíritos) de todas as culturas e linhas filosóficas-religiosas existentes no planeta de modo que se desejarmos uma melhor interação e aprendizado penso que o posicionamento universalista seja o melhor caminho.

Acredito que ter um posicionamento universalista não é realizar uma mistura mística, colcha de retalhos ou fazer uma “salada esotérica” como muitos dizem, mas sim realizar uma “síntese universalista” pessoal de modo a unir o que há de melhor em cada linha, numa somatória sadia ao ponto de expandirmos nossa consciência íntima sem tolher nossa visão para algo único, mas sim com a certeza de que a Verdade não está em nenhum lugar específico, evitando desta forma o consumo de “pacotes prontos” em forma de dogmas que não podem ser questionados ou de uma fé que não possa ser racionalizada e comparada.

Certa vez ouvi em uma palestra o palestrante dizer que o ponto de vista é sempre a vista de um ponto. Seguindo este raciocínio penso que a evolução é maior quando há a liberdade de pensamento e a coragem em realizar uma busca que não se limite em apenas uma crença, um único ponto de vista ou formato.

Uma postura universalista nos chama também para a responsabilidade de treinarmos nosso “crivo do discernimento” de maneira a assimilarmos o que há de bom em cada linha e dispensar o lado pessoal, humano e “egóico” que naturalmente sempre existirá e persistirá em tudo.

Universalismo relaciona-se com: o ecumenismo (unidade entre as religiões), o pluralismo religioso (considerar as diversas religiões existentes como algo necessário às diversas pessoas e culturas), o holismo (sistema que entende que um todo determina como se comportam as partes), a transdiciplinaridade/interdisciplinaridade (que busca o entendimento do mundo a partir do estudo de diversas disciplinas e suas correlações, proporcionando uma maior abertura ao conhecimento).

Aristóteles afirmava um pensamento universalista quando dizia que o todo é maior do que a soma das suas partes, demonstrando que o melhor realmente ocorre quando olhamos para a diversidade ou para os diversos ângulos de uma realidade que é complexa ou invés de colocarmos verdadeira “tapas conscienciais”, a exemplo às tapas colocadas cavalos para que os mesmos olhem e caminhem apenas para uma única direção.

O Universalismo se opões ao “sectarismo”, palavra que nos remete as pessoas apegadas a apenas um único ponto de vista. Pessoas que se acham detentoras da verdade, mesmo sabendo que o Universo é infinito, estreitando a visão, como se a Verdade tivesse ou necessitasse de um dono.

Seguindo este raciocínio concluímos que há diversos caminhos para atingirmos a evolução espiritual e com relação a isto lembro de uma frase do livro “O Poder das Luzes e das Cores – Viagem azul para fora do corpo” de Zueli Leal, que li em minha adolescência, que diz que “todos os caminhos nos levam ao centro”. É justamente isto que nos remete o universalismo, não apontando um caminho único que nos salvará, mas sim nos lembrando de que o Universo é deveras complexo para que algum ser humano ou entidade possa nos dizer que este ou aquele caminho seja o correto, o melhor ou mesmo o único correto.

O seriado de ficção científica Star Trek (ou Jornada nas Estrelas, no Brasil) do qual sou fã, nos demonstra o universalismo no momento em que na cultura do personagem Vulcano chamado Spock é comentado a filosofia da “diversidade infinita em combinações infinitas”, guardando neste conceito a noção da variabilidade ilimitada de nosso Universo. Assim como Gene Roddenberry (que é o criador da série) imagino que, hipoteticamente falando, qualquer ser extraterreno que dominou a capacidade tecnológica de viagens interestelares não poderia ter um pensamento diferente deste.

Revelam-nos afinidade com o espiritualismo universalista pesquisadores e projetores conscientes como Wagner Borges, Luiz Roberto Mattos, Saulo Calderon e muitos outros que não promovem uma verdade única mas sim uma realidade única existente por de trás de toda aparente diversidade.

Ser espiritualista universalista é enxergar a unidade existente por de trás da doutrina espírita, do Hinduísmo, da Projeciologia, do Budismo, da Umbanda, da Teosofia, do esoterismo etc., sabendo que há no universo algumas leis que são naturais e imutáveis tais como o karma, a reencarnação, a existência do espírito reencarnante que existe antes da formação do corpo físico e continua sua caminhada após o descarte do mesmo, mantendo estes conceitos em consideração em diversos lugares, contudo sem que haja “concorrência” entre eles.

Incorporação da alma no feto

capa-livroNestas férias de janeiro de 2017 um dos livros que adquiri (neste caso em um sebo virtual) foi o “A consciência encarnada e o corpo humano”, escrito pelo pesquisador Geraldo Medeiros Jr e publicado pela editora Icone.

Recomendo este livro a todos os estudantes de espiritualidade e da consciência, tendo o mesmo uma abordagem direta, técnica, clara e ao mesmo tempo e cativante! No capítulo 7 li sobre o tema “A consciência encarnada e a percepção”.  Dentro deste capítulo me chamou a atenção o tópico “Incorporação da alma” que trata de reflexões a respeito do momento e procedimentos relacionados ao procedimento que o espírito (ou consciência) realiza ao se ligar ao feto do bebe, consumando desta maneira a reencarnação.

Por ser um assunto que sempre tive interesse resolvi reproduzi-lo, reforçando que o mesmo é fruto de pesquisas extrafísicas do autor Geraldo Medeiros. Faço aqui a divulgação do livro que infelizmente se encontra esgotado, mas podendo ser adquirido em sebos virtuais. Bom, sem mais delonga vamos ao estudo do autor com relação à incorporação da alma no feto:

feto
http://www.infoescola.com/embriologia/feto/

“Muitas filosofias e religiões acreditam que a incorporação da alma no feto ocorre logo ao nascer. Na verdade, a união energética é efetivada a partir do primeiro momento da fecundação.

A consciência ainda por reencarnar encontra-se na sétima camada dimensional. Esta é a dimensão que proporciona o acesso a todas as outras dimensões. Um indivíduo com seu psicossoma não teria condições de se deslocar para este nível de dimensão, devido ao seu elevado grau de vibração. As moléculas que compõem seu corpo psicossomático não conseguiriam se manter agregadas.

Quando a consciência inteligente se predestina a reencarnar, ocorre, ao longo do período variante entre imediato a vários anos e mesmo séculos, uma diminuição do nível vibratório e frequencial da consciência. Isto permite que os outros corpos se componham no intuito de preparar o organismo tridimensional sem que haja danos, devido à alta carga energética da consciência reencarnante.

É interessante ressaltar que a fecundação só ocorre se as cargas energéticas do reencarnante forem compatíveis com as dos pais. Caso contrário, não haverá possibilidade de fecundação. Salvo casos de problemas orgânicos ou químicos (por ex.: contraceptivos). Existem ainda casos em que a mãe não deseja engravidar. Assim ela rejeitará toda e qualquer consciência que tente formar um vínculo energético para reencarnar. A rejeição neste caso ocorre pela mudança súbita da polaridade energética da mulher. Desta forma ela nunca propiciará condições adequadas para que a fecundação ocorra. Por ex.: se a polaridade da consciência reencarnante é positiva a mulher transmutará sua polaridade também em positiva. Isto acarretará na repulsão das cargas energéticas.

Para que o feto se forme dentro dos parâmetros energéticos adequados à forma humana existe o MEECE (Modelo Estrutural Energético da Consciência Encarnada). A formação do MEECE ocorre no primeiro momento da concepção. A origem do MEECE está na consciência encarnada. Este modelo estrutural energético combina-se com a forte energia dispendida pelo óvulo e o espermatozoide durante as primeiras divisões celulares. Ocorre neste instante uma fusão nuclear sem liberação de energia térmica que chega a romper as barreiras dimensionais que separam a consciência reencarnante da matéria física em composição. Quando a consciência forma esta conexão energética, a mesma capta informações caracteriais da energia liberada pela célula em divisão. Graças a esta informação, a consciência reencarnante inicia o processo de formação de um corpo psicossomático. Neste ponto o corpo causal e o mental já estão compostos, já que se trata de corpos que auxiliarão na transmissão e conexão entre a consciência reencarnante e o corpo físico.

Corpo energédico
http://3.bp.blogspot.com/-Y2gi0kF6f1k/T2cJvIOc2ZI/AAAAAAAAAhA/uAJk5G50ums/s320/aurafull.gif

Até então, o corpo psicossomático já iniciou sua conformação antropomórfica. Isto graças à informação energética transmitida pela consciência reencarnante. O psicossoma primeiramente apresentará um corpo adulto. Este será a matriz composta pelo MEECE. Todos os órgãos, células, aparelho circulatório, músculos, circulação linfática, e demais sistemas já se apresentam formados em matéria psicossomática, ou matéria psi.

Ao longo do tempo este corpo passa pelo processo de encolhimento de partículas psi até atingir o formato do embrião em desenvolvimento. A esta altura, o corpo psicossomático começa reverter o processo e a acompanhar o desenvolvimento do embrião até o nascimento. Mesmo após o nascimento e até a fase adulta, o psicossoma acompanha as modificações decorrentes da transformação para a fase adulta até o envelhecimento.

Espermatozóide
http://blog.comshalom.org/vidasemduvida/wp-content/uploads/sites/5/2014/09/espermatozoide-humano-size-598.jpg

Note que a ligação energética do reencarnante acontece no primeiro momento da fecundação. Isto significa que a consciência reencarnante já se encontra em preparação para reencarnar. O momento exato em que isto ocorre é difícil de calcular, pois, como sabemos, não há limitações de tempo quando a consciência está fora dos padrões referenciais deste orbe.”

Minha visita no CEAEC – Centro de Altos Estudos da Conscienciologia e ao Waldo Vieira – www.ceaec.org.br

No dia 30 do mês de junho do ano de 2014 fiz uma visita no CEAEC, em Foz do Iguaçú-PR, onde reside Waldo Vieira e os estudantes de Conscienciologia/Projeciologia e irei fazer um breve relato de minhas impressões.

Indo para o CEAEC observei diversos condomínios fechados bem próximo ao CEAEC de modo que muitos moram por lá mesmo, pois o local é um pouco retirado da cidade de Foz do Iguaçu.

Cheguei no CEAEC as 10 horas da manhã e no portão de entrada obtive um crachá de visitante. Não obtive maiores dificuldades em obter acesso e me dirigi a recepção onde preenchi um cadastro que inclusive perguntava se eu havia feito algum curso de Conscienciologia ou se era tenepessista *1

Então a recepcionista disse que Waldo Vieira estava naquele momento realizando uma mini Tertúlia que iria até as 11 horas da manhã, que é uma reunião na qual Waldo responde perguntas dos presentes e até mesmo dos internautas. Claro que fui correndo para lá rs…

O lugar (Tertuliárium) é enorme e subi uma grande escada para entrar, sendo o mesmo uma espécie de grande auditório em formato circular, internamente lembra aqueles anfiteatros gregos (ou romanos), da época da Grécia antiga.

Foto1

Assinei um livro de presença e Waldo já estava respondendo algumas questões já a algum tempo. Minha primeira observação foi que havia pouquíssimas pessoas pelo tamanho do “auditório”. Não sei se Waldo me viu entrar, sentei e disfarçadamente tirei uma foto para registro:

Foto2

Sentei bem próximo a um microfone mas decidi ficar só observando o papo e logo Waldo comentava algo relacionado a época que estava com Chico Xavier. Era relacionado com a questão de que Chico era da Tacon *2 e comentava que Chico tinha a imagem um santo em seu quarto e que no momento de sair ele fazia um gesto mandando beijo em direção à imagem, naturalmente para exemplificar algo relacionado a religiosidade (ou falta de lucidez), que de certa forma a Conscienciologia combate, sob a característica de ser a religião algo como uma amarra ou muleta psicológica do ser humano (opinião minha, conforme tenho observado). Como peguei a conversa no meio do caminho não sei qual foi a pergunta que foi feita.

Uma mulher fez uma pergunta sobre as energias concentradas no CEAEC, ou algo relacionado a bioenergia do local ao que Waldo respondeu de forma direta para não fazer desta questão algo digamos “místico”, e entendi que o desejo dele era mostrar que devemos empregar nosso tempo com algo mais prático e não se perder em detalhes que não levam ao resultados que desejam.

O CEAEC tem uma estrutura completa, contando com restaurante, banheiros, uma espécie de doceria, livraria (sim, comprei o livro abaixo):

Foto3

Nesta época havia poucas pessoas por lá, provavelmente apenas os trabalhadores (todos voluntários) e os frequentadores assíduos. Haviam pessoas provavelmente mais assíduas que vestiam todo de branco como o Waldo e estavam sempre próximo a ele. Não obtive facilidade em fazer amizade com os visitantes, exceto a recepcionista que me orientou sobre o funcionamento do lugar.

Após almoçar (muito boa a comida) andei pelo lugar todo, que inclusive é um paraíso, muito bem arborizado, florido. Visitei a Holoteca (uma espécie de grande biblioteca), visualizei os laboratórios, que são como pequenas casinhas e um hotel que estava em construção. Só havia eu andando pelo local. Não me cansava de tirar fotos, realmente um lugar muito belo:

Foto4

Logo após o almoço haveria outra tertúlia imaginei que seria do Waldo novamente mas desta vez não era o Waldo, mas sim uma colaboradora (não sei o nome dela pois não houve apresentação) e havia também outra que defendia um novo artigo para a “Enciclopédia da Conscienciologia”. Este artigo chama-se “Convivência Familiar Sadia” e trata das diversas complexidades da convivência familiar.

Recebi um folheto contendo o artigo e como já era de se esperar verifiquei uma linguagem excessivamente técnica e de difícil compreensão, utilizando de toda a metodologia que a ciência denominada Conscienciologia pode fornece:

“Definologia. A convivência familiar sadia é a condição de interação hígida, interassistencial e evolutiva entre as conscins, homem e mulheres, consanguíneas ou parentes”.

Apesar de ser um artigo bem técnico, todos os presentes faziam perguntas sobre termos e palavras que não conheciam e a moça respondia de maneira muito didática, clara, objetiva e em uma linguagem que todos, inclusive eu (que sou um visitante externo) entendíamos perfeitamente, porém, ao que parece o que fica registrado nos documentos da Enciclopédia tem que ser escrito e colocado com toda a formalidade que a Consciologia preza.

Diferentemente de quando cheguei na mini-tertúlia do Waldo a moça colaboradora que sentou no centro do Tertuliarium (local ocupado anteriormente pelo Waldo) notou fortemente minha presença de “visitante” do local, ao ponto de olhar para mim diversas vezes. Até mesmo fiquei um pouco apreensivo imaginando que ela iria perguntar o que eu estaria fazendo ali (risos). Certamente ficou curiosa com minha presença, mas em momento algum alguém (exceto a recepcionista) veio questionar de onde eu era, qual meu interesse etc…

Terminando este Tertuliarium fui conhecer a Holoteca, onde fui recebido por uma das trabalhadoras me informando as sessões, os tratados científicos de Waldo que estavam exposto logo na entrada. Havia milhares de livros, sendo os do Waldo, dicionários e outros mais. Disse que estava apenas visitando e fui sugerido pela moça a realizar uma “auto-pesquisa”, que eu poderia realizar pesquisas, mas não fui questionado com relação ao que eu buscava lá.

Por volta das cinco horas da tarde é claro que queria utilizar um dos laboratórios, queria utilizar o de EV (Estado Vibracional), então comprei crédito na recepção (R$ 15,00 para utilizar por uma hora e meia) e fiz uma entrevista. Inicialmente não informei nada sobre minhas leituras e vivência, mas durante alguns instantes conversando sobre energias e técnicas a voluntária (não me lembro do nome da moça) logo percebeu que eu já conhecia um pouco do assunto, dizendo algo como “ah! você já sabe das coisa…” rs… Minha interlocutora até relatou sua experiência pessoal por entre diversas religiões e mesmo uma de suas projeções que mais a marcou. Naquele momento estava apenas como ouvinte e talvez após passar pelo laboratório pensei que poderia comentar algo mais a meu respeito. Interessante saber que mesmo para quem não tem conhecimento nenhum eles explicam verbalmente tudo de maneira de fácil entendimento, porém ao acessar qualquer documento por escrito, serão apenas termos técnicos, principalmente baseados no livro Projeciologia.

Escolhi o laboratório número 01 que é o de Estado Vibracional e após preencher um questionário que continha até mesmo questões sobre meu estado de saúde ganhei um kit com colcha de cama, uma capa para colocar no travesseiro e uma para colocar nos pés (para não andar descalço no piso), também fui orientado a finalizar o experimento 15 minutos antes para tomar notas. Então por volta das 17h30min iniciei minha “auto-pesquisa”, como é muito falado por lá:

Foto5

O silêncio em todo o CEAEC é total, e dentro do laboratório você fica totalmente isolado, a ponto de ter de acender uma luz na parte externa do mesmo para quem esteja por fora saber que existe alguém utilizando o laboratório.

Dentro do laboratório, era tudo de cor branca, havia livros, materiais diversos para leitura em uma mesa, com caneta, relógio despertador, havia ar condicionado, luz com controle de intensidade, nas paredes quadros informativos (no caso sobre o estado vibracional). Havia é claro uma cama e uma poltrona daquelas do tipo “poltrona do papai”, muito confortável que estica as pernas e inclina.

Tentei circular energias e após algum tempo sentia que as mesmas circulavam de forma suave de forma “automática”, com uma espécie de inércia, porém a temperatura em Foz cai muito drasticamente a partir das 18h de modo que tive que interromper o experimento para pegar um cobertor (que havia na cadeira ao lado).

Por ser a primeira oportunidade nada de realmente interessante me ocorreu, mas certamente naquele ambiente se ficasse mais um ou dois dias não tenho dúvidas que a projeção é enormemente facilitada de modo que vivencias fora do corpo são facilitadas pelas condições.

Ao terminar de usar o laboratório, devolvi meu kit e passando já das 18hrs minha preocupação foi chamar um taxi para voltar para o hotel. No máximo as 19hrs e em um frio de uns 15 graus voltei para o hotel.

Minhas considerações finais é que no CEAEC, no meu caso visitei por visitar, ou seja, sem nenhum compromisso ou objetivo específico e desta maneira fiquei por minha conta, mas tendo um direcionamento ou na ocorrência de algum evento, curso ou palestra penso que a visita seja mais bem aproveitada. Talvez isto causaria ao iniciante uma sensação de estar “perdido” pelo local, mesmo por que no dia-a-dia é muito pouco movimentado, mas é um lugar de grande paz, de muita natureza, bastante material teórico e de pesquisa e ótimas energias, recomendo.

 

*1 – Tenepes (tarefa energética pessoal) é transmissão de bioenergias assistenciais, individual; programada com horário diário, do ser humano, auxiliado por amparadores extrafísicos; na vigília física ordinária; diretamente para consciências extrafísicas (desencarnados, espíritos) carentes ou doentes, intangíveis e invisíveis à visão humana comum ou indivíduos projetados, ou não, próximos ou distantes, também carentes ou doentes.

*2 – tacon (tarefa da consolação). A tacon é a tarefa da consolação, assistencial, pessoal ou grupal, primária. Mais fácil de ser executada e mais simpática dentro do ambiente social humano, traz a gratificação imediata como retorno pelos esforços do praticante. Lida com a consolação máxima aos carentes, desvalidos sociais, inexperientes rudimentares quanto á evolução ou as conscins troposféricas.