Entrevista com Flávio Amaral (3º Parte)

Esta é a continuação e da entrevista concedida por Flávio Amaral, em 05/01/2016

Alexei – Qual sua opinião sobre a espiritualidade, ou seja, sobre as correntes espiritualistas com relação não sob o ponto de vista religioso, mas sim filosófico, tais como Budismo, Teosofia e Espiritismo? Sua visão neste aspecto alterou após sua saída dos grupos conscienciólogos?

espiritualidadeFlávio – Alterou muito. Antigamente eu as rotulava de “religião”. Colocava também a Parapsicologia no conceito de “ciência convencional”. E assim, sobrava só a Conscienciologia, como representante do que interessava. Um ano depois da minha saída, quando comecei a reler meus próprios artigos e livros, percebi que aquele discurso já não fazia qualquer sentido. Foi um ano em que me dediquei a assuntos “não espiritualistas”, por exemplo a Informática. Mas só de ficar fora daquele ambiente, aquelas ideias carregadas foram se dissipando. Me aproximei de áreas da Filosofia, Psicologia e da própria Parapsicologia. Retomei o gosto pelas Artes. Aí fui percebendo como eu ignorava um amplo universo de conhecimento. Eu estava literalmente “formatado” pela Conscienciologia.

Passei a não ter afeição especial por correntes de pensamento. Os campos de conhecimento são de domínio público, então depende de cada autor fazer um trabalho de boa ou má qualidade naquele campo. Então eu sou mais de buscar autores de boa qualidade do que me afeiçoar por alguma linha. Gosto muito da Parapsicologia, mas prefiro um texto bem escrito por um materialista ou por um behaviorista do que um texto ruim escrito por um parapsicólogo, e vice-versa. Não me considero um “pesquisador”, um profissional de alguma especialidade. O que eu faço é buscar compreender os problemas que surgem na minha vida, então vou estudar para buscar resolvê-los, onde quer que seja.

Acho que as espiritualidades se preocupam em tentar explicar coisas, e neste ponto acabam colocando o carro à frente dos bois. É mais ou menos o que observo acontecer com a Conscienciologia também. Tentam fazer o trabalho dos cientistas que eles tanto criticam. O melhor que as espiritualidades nos oferecem não está no campo explicativo, mas no campo terapêutico e artístico. E são campos que dispensam explicações. Uma cura se justifica por ela própria. Se o resultado é consistente, não importa se foi “espírito”, “placebo”, “sugestão” etc. Uma pintura mediúnica, romance ou carta psicografada, idem. Os espiritualistas bem-sucedidos são os que apresentam bom resultados, e não boas explicações. De vez em quando tento aplicar em meus amigos alguma técnica de regressão a vida passada ou experiência fora do corpo. Não me importa se o cara saiu do corpo, se lembrou de outra vida, ou se aquilo é um fenômeno mental apenas. O que me importa é se consegui promover uma experiência que foi enriquecedora para a pessoa.

ceaec_tertuliariumAlexei – Quais lições boas e ruins você assimilou, tomando por base sua produtiva participação nos grupos Conscienciológicos e também após rever atualmente os fatos ocorridos?

Flávio – São 15 anos de lições boas e ruins. Conforme cada momento umas me marcaram mais do que outras. Algo que me marca muito atualmente eu li algum tempo depois de sair de Foz do Iguaçu, quando tentava compreender o que havia acontecido. É uma frase de Jeannie Mills, ex-discípula e sobrevivente de Jim Jones, líder do People’s Temple. Ela disse: “Quando você encontrar as pessoas mais amigáveis que já conheceu, que lhe apresentem para o grupo mais afetuoso que você já encontrou, e achar o líder a pessoa mais inspiradora, cuidadosa, amorosa e compreensiva que já viu, e então descobrir que a causa do grupo é algo que você nunca ousou imaginar poder ser alcançada, e tudo isso parecer bom demais para ser verdade, provavelmente é bom demais para ser verdade! Não abandone sua educação, seus desejos e ambições, para seguir um arco-íris.”

Alexei – Em sua opinião você acredita ser a Projeciologia uma proposta válida para uma nova ciência nos estudos relacionados com as projeções da consciência?

projeciologia_livroFlávio – Para estudar e pesquisar a experiência fora do corpo nunca foi necessária a Projeciologia. Há diversos métodos e técnicas de pesquisa amplamente conhecidos e que já são utilizados para pesquisar o assunto, a exemplo de estudos com amostras populacionais, estudos em laboratório, estudos de caso, ensaios filosóficos, levantamentos bibliográficos e mesmo os relatos pessoais em primeira pessoa. A Projeciologia é basicamente uma estratégia publicitária que procura convencer as pessoas de que fora dela não existem trabalhos relevantes feitos sobre a EFC. Livros novos sobre Viagem Astral no Brasil acabam usando as palavras novas de Vieira, fazendo pensar que são “descobertas” ou “novos achados” de pesquisa, quando na verdade são palavras novas aplicadas a conceitos espiritualistas antigos, os quais Vieira não faz questão nenhuma de citar, para permanecer como o centro dos holofotes.

Nesses exatos 30 anos de Projeciologia (1986-2015), devido ao seu isolamento, ela não conseguiu contribuir com pesquisas externas sobre o assunto, nem soube aproveitar as contribuições de outras áreas. Repito: para estudar a EFC, não precisamos das palavras novas projeciológicas. Basta ter alguma pergunta ou dúvida e buscar meios para resolvê-la. São os passos básicos de qualquer trabalho científico ou indagação filosófica. O resto não é pesquisa mas divulgação e publicidade.

Alexei – Gostaria de saber com relação a sua vivência no CEAEC (Centro de Altos Estudos da Conscienciologia), de certa forma próxima a Waldo Vieira, qual seria sua impressão e opinião do propositor da Conscienciologia (e Projeciologia). Waldo seria uma pessoa de grande evolução no aspecto digamos de paranormalidade ou espiritual? Ou apenas um médium estudioso?

prof._waldo_vieiraFlávio – Não o coloco num patamar “evoluído”, no sentido ético. Presenciei alguns fenômenos dele que não sei como explicar a não ser pela telepatia ou cura à distância, entre outros. Nada muito “hollywoodiano” mas que me causaram uma forte impressão de ser uma pessoa com alguma paranormalidade.

Ele é um leitor voraz e, com isso, tem bastante cultura geral e sempre consegue trazer ideias inspiradoras. Quando você tem cultura geral é mais fácil seduzir os outros. Waldo utiliza isso com maestria. Ele pode falar sobre Biologia ou Política, por exemplo. Não o suficiente para impressionar um biólogo ou um cientista político, mas para captar a atenção de um novato no assunto, que pode achar fantástico aquele homem de barba branca que sabe de tudo.

Muitos jovens, no período natural de contestação familiar, acabam se afeiçoando a ele em substituição à antiga figura paterna. Mas Vieira não consegue estabelecer relação de pé de igualdade com as pessoas. Intelectualmente, por exemplo, ele evita mencionar os autores de onde ele tira suas ideias. Assim, permanece n o centro dos holofotes. Para se relacionar com Vieira, você precisa estar a serviço dele. Precisa ser uma relação onde você precisa dele mas ele não precisa de você. E para falar de sua paranormalidade, bem, basta lembrar que em Maio ele informou a todos que 40 espíritos ultra-avançados o haviam procurado para dar diretrizes sobre seus próximos 7 livros mas, 1 mês depois, ele decide fazer uma cirurgia cardíaca invasiva, de caráter não-urgente, em pleno inverno de Foz do Iguaçu, falecendo devido a complicações no pós-operatório. São coisas que não batem, sabe?

Alexei – Atualmente como dissidente como você imagina que seja visto pelos grupos de Conscienciólogos? Fariam eles uma imagem de alguém que foi ou está digamos “obsedado”, ou mesmo como o próprio Waldo disse na Tertúlia citada na segunda entrevista como alguém com personalidade “psicopática”? Como alguém destinado ao “umbral” ou como eles denominam “baratrosfera”? Ou apenas no sentido de não estar digamos “preparado” aos conhecimentos que no ponto de vista deles seriam o que há de melhor?

cartao-vermelhoFlávio – Quando você sai (seja expulso ou por vontade própria) da comunidade conscienciológica, igual ao que ocorre com as Testemunhas de Jeová, Gnose, Cientologia, Opus Dei entre outras, você se torna uma “não-pessoa”. E cada indivíduo irá buscar a explicação que lhe convier. Se perguntar na comunidade conscienciológica, cada um irá lhe responder uma coisa diferente, inclusive estas possibilidades que você mesmo citou. Um termos que eles gostam de usar é “ressentido”. É como se eu te desse um soco na cara e agora você não pode me criticar por isso pois você está “ressentido”.

Uma coisa é certa: as respostas são curtas, prontas, com pouca elaboração. Eles se apegarão à primeira frase que fizer sentido, para não pensarem muito e correrem o risco de cair em alguma contradição. Pois é muito duro para alguém que mudou toda a sua vida em nome de uma causa conscientizar-se de que o grupo tem incoerências desse tipo, ou de que o grupo possa não ser o melhor caminho a seguir.

Vou usar uma comparação drástica e espero que as pessoas não se sintam ofendidas com ela. Não é um juízo moral, mas uma analogia apenas. É parecido com tentar conversar com a pessoa viciada em algum narcótico e deslumbrada com seus “novos amigos” de vício. Para essa pessoa, os não viciados, os de fora, representam algo ruim. Ele vai chamar de chatos, caretas, hipócritas, qualquer coisa. Não importa, são meras frases prontas para dispensar o que for externo e diferente. Se você começar a fazer muitas perguntas para ele, ele se tornará agressivo. Toda família nota isso, tanto em um filho que entrou para a droga como em um filho que entrou para um grupo manipulador.

Essa agressão é uma reação de impaciência, pois a pessoa está cheia de incoerências e cada pergunta deixa ela exposta a dissonâncias cognitivas. Em contrapartida, os novos companheiros, que ele mal conhecia, agora se tornaram os melhores amigos. Simplesmente pois todos protegem uns aos outros em torno desse interesse comum, que é um interesse monopolizador e altamente indutor de dependência – a droga. Se um dia este viciado resolver largar o vício, aqueles “melhores amigos” irão esquecer dele, pressioná-lo ou até estigmatizá-lo e odiá-lo.

Leia as duas partes anteriores desta entrevista:

Entrevista com Flávio Amaral (2º Parte)

Entrevista com Flávio Amaral (1º parte)

Fonte das imagens (ilustrações) desta parte da entrevista:

http://institutopaideia.com.br/noticia/palestra-gratuitas-tem-como-pauta-a-espiritualidade-e-inteligencia-emocional/

http://redeglobo.globo.com/sc/rbstvsc/noticia/2015/05/reporter-da-rbs-dirige-documentario-sobre-obra-de-waldo-vieira.html

Entrevista com Luiz Roberto Mattos – Hipnose e Espiritualidade

Ihipnose1ntrodução: A hipnose é um estado psicológico especial gerado por um processo de indução, no qual o indivíduo fica suscetível à sugestão do hipnotizador. Nesta entrevista aproveitamos o conhecimento de Luiz Roberto Mattos da hipnose, de suas vivências práticas em experiências fora do corpo, diversas outras relacionadas com fenômenos mediúnicos e espirituais em geral para abordar este interessante tema de maneira diversificada.

Alexei: Luiz gostaria de iniciar nossa entrevista perguntando a respeito de sua formação em hipnose, qual curso foi necessário realizar para aprender a técnica e se tornar um hipnotista?

Luiz: Comecei a fazer regressão de memória com 20 anos, mas somente fora do corpo, induzido por meu mentor espiritual. E somente muitos anos após, depois dos 40 anos, descobri que em Salvador existia um grande hipnotista, um dos melhores do Brasil, professor universitário, que dava curso de hipnose, o professor Antonio Carreiro de Almeida. Fiz o curso com ele, gostei muito, e repeti o curso, e depois fiquei alguns meses indo aos domingos somente para a parte prática. Com isso eu aprendi a hipnotizar, e fiz muitas experiências com amigos e familiares fazendo-os regredirem. Descobri que fazer regressão não era tão difícil quanto imaginava antes.

Alexei: A palavra “hipnose” no dicionário está relacionada a “sono”. Qual seria a diferença da mente quando hipnotizada da mente do sujeito que está dormindo?

Luiz: A palavra hipnose deriva de hipnos, deus grego do sono. Todavia, em que pese do ponto de vista externo, de quem vê uma pessoa sob o efeito da hipnose, parecer estar ela dormindo, na verdade ela está totalmente consciente, ouvindo tudo ao seu redor. Mas não interfere no processo da hipnose. Não sai do processo hipnótico sozinho, isto enquanto o hipnotista está agindo sobre ela com suas palavras. E a recordação ao sair do chamado transe hipnótico vai depender do comando do condutor da hipnose. Se o condutor der comando para a pessoa nada lembrar ao “despertar” (sair do transe), ela de fato não se recordará de nada ao sair do transe.

hipnose2Alexei: Todas as pessoas podem ser hipnotizadas ou para que a técnica funcione a contento é necessário se permitir vivenciar a experiência? Seria um pré-requisito possuir determinada capacidade de concentração ou de meditação?

Luiz: Pelo que aprendi no curso, e pelo que recordo,  somente cerda de 2% das pessoas não conseguem entrar no transe hipnótico, ou seja, não conseguem ser hipnotizadas. E isso é fruto de pesquisas. Isso acontece porque 1% tem problemas neurológicos, problemas mentais, e 1% por dificuldade de concentração. As pessoas que não conseguem se concentrar, por alguma razão, não conseguem entrar no transe hipnótico. É porque a hipnose trabalha exatamente com a concentração, seja na voz do condutor, um som ou um objeto…mas 98% são suscetíveis de ser hipnotizadas!

Mesmo que a pessoa não se permita, que mentalmente rejeite os comandos do condutor, se ela estiver concentrada na voz do hipnotista, pode ser hipnotizada. Isso aconteceu com uma amiga minha, que sem me dizer ficou resistindo por vários minutos, mas acabou fechando os olhos e entrando no transe hipnótico. Ao sair do transe, me confessou que resistiu ao máximo…rs

Já vi muita gente ser hipnotizada contra a vontade!

Alexei: O que exatamente seria o subconsciente e como funciona esta memória? Como seria possível, por exemplo, conforme vi em sessões de hipnoses realizadas na TV lembrarmo-nos do que ocorreu com nossa mãe enquanto que na época ainda estávamos sendo gerado no útero?

Luiz: Difícil dizer “exatamente” o que é o subconsciente…rs

Essa é uma definição de psicólogos e filósofos.

O que posso dizer, com base em minhas experiências espirituais, inclusive de meditação yogue, é que na verdade não existe uma separação real em nossa mente. Somos um ser unitário. Chamamos de espírito ou alma. Migramos de corpo em corpo, as reencarnações. E a nossa essência não se perde. Ela se conserva e evolui. Mas a cada nova encarnação, sendo novo o corpo, e novo o cérebro, as memórias (lembranças) da vida anterior são adormecidas, como se fossem arquivadas em pastas em um grande arquivo, ou, para usar uma linguagem moderna da informática, nossos arquivos de memória a cada existência vão sendo armazenados nas “nuvens”…rs…para não encher o nosso “HD”…rs

Cada vida com sua memória armazenada em um arquivo próprio, uma pasta própria. Então temos muitos milhares de pastas (arquivos) armazenadas nas nuvens, em uma dimensão muito sutil, e não sabemos a senha para acessar esses arquivos…rs

Como podemos chamar esses arquivos de memória que não conseguimos acessar? Podemos chamar de subconsciente? Ele está “abaixo” (sub) do consciente! Na verdade não está abaixo, mas numa dimensão mais sutil, invisível. Está nas “nuvens”!

Nossos mentores espirituais podem acessar esses arquivos, e nos fazer ver ou reviver algumas partes de seu conteúdo. Isso não é muito comum. Precisamos ter muita maturidade espiritual para acessar seus conteúdos, porque muitas vezes ele é traumático. O esquecimento do passado tem sua razão de ser, tem uma função!

Meu mestre Sana Khan me fez regredir a muitas vidas, como podem ver no meu livro Sana Khan – Um Mestre no Além, volume I. Mas isso estando eu fora do corpo.

Quando estávamos ainda no útero materno, já estávamos conscientes. Ouvíamos sons, ouvíamos vozes, sobretudo de nossa mãe. E isso tudo também foi  registrado em nossa mente, e no cérebro. Mas não permaneceu no consciente. Essa memória se deslocou para o subconsciente, foi enviada para as “nuvens”. Não conseguimos, normalmente, e sem ajuda, acessar esse conteúdo do tempo uterino. Mas com o processo da hipnose, até mesmo no grau mais leve, podemos acessar essa memória. Já fiz algumas pessoas reviverem esse tempo dentro do útero.

hipnose3Alexei: Agora abordando o aspecto digamos mais espiritual, como saber se em uma regressão de memória a pessoa está fantasiando ou resgatando uma memória real de uma existência ou encarnação anterior?

Luiz: Na hipnose você (sob efeito do comando de voz) não está no controle! O condutor do processo de hipnose assume o controle temporariamente. Há muitos graus do transe hipótico. No grau mais leve, algumas pessoas saem do transe se quiserem. Mas mesmo nesse caso elas não controlam o que veem, se estiverem vivenciando uma regressão de memória de verdade.

Estando você sem o controle mental, se o condutor da regressão, hábil, experiente, comandar para você voltar ao dia do seu aniversário de 5 anos, para o momento do parabéns, você rapidamente começa a reviver aquele momento, integralmente. Você se sente criança, pequeno, sente a mesma emoção daquele dia, vê as pessoas ao seu redor, tudo. É como voltar no tempo.

É impossível o hipnotizado fantasiar! Durante o transe hipnótico a pessoa não pensa, não faz julgamentos ou análises, não critica, ela apenas vê, ouve e sente…é um sujeito meramente passivo enquanto durar o processo da hipnose…

Alexei: Em um vídeo no Youtube assisti uma determinada pessoa que enquanto hipnotizada e com o uso de uma sugestão relatava sua vida futura, digamos daqui a trinta anos. Percebi que havia certa exatidão no que dizia, citando sua futura profissão, estado de saúde etc. Naturalmente que esta pessoa estava fantasiando, pois esta vida futura não existe ainda. O que se passa neste caso? Se caso uma pessoa pode fantasia para uma “vida futura” não poderia ocorrer o mesmo processo para uma “vida passada”?

Luiz: Não se trata aí de regressão de memória. A regressão, como o próprio nome diz, tem a ver com regressar, voltar atrás…

Só podemos regressar ao passado, em processo de regressão de memória, aos arquivos de nossas vidas, armazenados nas “nuvens”.

Esse arquivo, que é individual, só contém as nossas vidas passadas.

Não temos registro do que ainda não aconteceu!  De uma vida ainda não vivida…

Então, só consigo imaginar a possibilidade de visualização do futuro, de uma vida futura, adentrando outro tipo de “arquivo”, que é do planejador…Deus!

Algumas poucas pessoas têm o dom genuíno de adentrar esse “arquivo”, ou essa mente, divina, e ver o futuro. O mais impressionante caso, pela riqueza dos detalhes apresentados, foi Nostradamus.

Não temos como afirmar se o vídeo e seu conteúdo são verídicos! Ou se a pessoa estava realmente hipnotizada! Ou simplesmente imaginando…

Mas como disse antes, na hipnose verdadeira o sujeito hipnotizado não tem controle sob o conteúdo que vem à sua mente…não pode imaginar…ele sequer está pensando…é passivo no processo…

Alexei: Luiz, qual é a sensação de alguém enquanto está hipnotizado? Ficamos “dormindo” ou lúcidos? Escutamos o que falamos e lembramos posteriormente da experiência ou não?

Luiz: O hipnotizado está consciente e totalmente lúcido durante todo o processo! Recorda-se, normalmente, de tudo após sair do transe hipnótico, a não ser que o condutor da hipnose dê comando para ela não lembrar de nada!

Só para exemplificar, uma vez no curso de hipnose, na parte prática, que era chamada de Hipnose de Palco, uma rapaz magrinho, que estava sendo preparado (com hipnose) há alguns dias para o “espetáculo”, foi hipnotizado e recebeu o comando para ficar rígido (duro) como uma tábua. Imediatamente ele ficou reto e imóvel. Então dois rapazes pegaram ele e colocaram a cabeça num banco alto e os pés em outro. A maior parte do corpo flutuando no ar, sem qualquer apoio! Na horizontal! Ele nem inclinou. E estava com os olhos fechados. Era como uma tábua, horizontal, imóvel. Então o mestre de hipnose colocou na barriga do rapaz uma pedra de piso, grande, quadrada, e pegou uma marreta e deu uma porretada na pedra, que quebrou e caiu no chão. Depois mandou tirar o rapaz e colocar em pé novamente no chão, e tirou ele do transe.

Como o rapaz foi se sentar do meu lado, aproveitei para interrogá-lo. Perguntei se ele estava consciente, ouvindo tudo ao seu redor, se sentiu a marretada e se sentiu dor. Ele me respondeu que estava consciente o tempo todo, ouvindo tudo, sentiu a marretada, mas não sentiu dor alguma!

Esse é um dos experimentos mais impressionantes que eu já assisti e que mostram o que pode fazer a hipnose!

Alexei: Em seu livro “Sana Khan I” você relata a vivência de diversas regressões de memórias, mas ocdivulgacao-sana-khanorridas fora do corpo, em experiências que conhecemos como viagem astral ou projeção da consciência. Estas regressões foram realizadas sob um processo semelhante ao da hipnose?

Luiz: Não, não foi utilizada a hipnose nessas regressões no plano astral.

O mestre Sana Khan, mentor muito elevado, e com grande poder energético, tocava na minha testa e isso me fazia acessar os arquivos de memória do meu subconsciente, nas “nuvens”…rs

Alexei: Luiz, já li na internet que há alguns profissionais que trabalham com hipnose sob o ponto de vista terapêutico da regressão a vidas passadas que dizem que na técnica utilizada o terapeuta atua apenas como um intermediário ou facilitador, sendo que a regressão em si é realizada pelo Amparador (ou Guia Espiritual) da pessoa que submete ao procedimento. Neste caso a pessoa irá lembrar e vivenciar exatamente o que for permitido pelo guia e ambos (guia e terapeuta) trabalham em conjunto. Você já ouviu falar desta técnica? Poderia detalhar o funcionamento da mesma?

Luiz: Não conheço ninguém que faça isso! Digo um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra.

O conselho de psicologia não admite esse tipo de coisa! Para a ciência, não existe espírito, e portanto não existe reencarnação! Então não existe regressão de memória a vidas passadas!

Trabalhar com isso não é científico! Ainda não!

Dessa forma, o psicólogo que for descoberto fazendo isso pode ter o seu registro cassado…uma famosa psicóloga de Salvador que fazia Terapia de Vidas Passadas teve problemas com o Conselho por causa disso!

No futuro, acredito, isso será comum, e aceito! A hipnose é uma ferramenta que, se bem utilizada, pode fazer maravilhas! Pode ajudar a curar traumas, fobias, vícios, etc. E já é utilizada por alguns odontólogos (dentistas) como substituto da anestesia.

A parceria de um bom psicólogo ou terapeuta com um mentor espiritual pode ajudar muito o paciente. O mentor espiritual conhece melhor o paciente do que o terapeuta, e mais, conhece o passado (vidas passadas) do paciente, sabendo bem o que gerou certos traumas, fobias, transtornos mentais, etc. Isso pode ser de grande ajuda! Mas quantos psicólogos e terapeutas veem espíritos, ou ouvem, e sabem lidar com isso?

Na atualidade, se um psicólogo ou terapeuta disser que vê ou ouve espíritos, será logo tido como esquisofrênico…rs

Alexei: Você consegue durante uma experiência fora do corpo obter acesso a suas memórias de vidas anteriores de maneira voluntária, caso positivo seria um fenômeno semelhante a uma auto-hipnose? Seria este o caso dos relatos que temos na literatura ocultista de acesso aos “registros akáshicos”?

registrosLuiz: Não consigo acessar o tempo todo ou na hora que quiser meus arquivos de vidas passadas! Consigo muitas vezes, com grande esforço mental, e de acordo com a necessidade, e mesmo sozinho, sem a ajuda do mentor espiritual.

Não é auto-hipnose! É uma concentração focada! Um desejo forte!

Às vezes antes de dormir penso firmemente que gostaria de ver o que deu causa a uma desavença na família, por exemplo, relacionada com vidas passadas, e quando saio do corpo eu vejo. Nem sempre é, no entanto, uma regressão de memória minha. Posso ver o passado como um filme, ou estando num ambiente tridimensional, mas sem interferir, acompanhando tudo.

Outro dia eu estava (fora do corpo) num ambiente assim, como se estivesse lá, no passado, dentro de uma base da Marinha americana, vendo minha esposa vestida com a farda da marinha. Eu já sabia que ela atuou com agente secreto comigo na Segunda Guerra, sendo eu oficial da Marinha americana, mas não sabia que ela também era da Marinha. Então eu disse ao espírito que estava comigo durante essa vivência fora do corpo “Então Vanda também era da Marinha!”. Não era uma regressão de memória! Eu estava vendo o passado, cenas de outra vida, mas eu não estava participando da cena!

O que são “registros akásicos”? Penso ser o ambiente que eu chamei de “nuvem”, fazendo um paralelo com a informática. As “nuvens” estão em algum provedor! Qual é o provedor de todos os seres do universo? Até mesmo o nome provedor já nos remete ao Provedor…rs

O Provedor Universal…o Absoluto…a Consciência Cósmica Universal…

Alexei: Com o auxílio da hipnose poderia uma pessoa obter uma experiência fora do corpo? Poderíamos utilizar de uma sugestão hipnótica com o objetivo de melhorar nosso nível de lucidez enquanto fora do corpo ou para auxiliar a rememoração das vivências extrafísicas após retornar?

Luiz: Acredito que sim! E penso nisso há anos!

Ainda não tive oportunidade de testar minha teoria a este respeito…rs

Aceito cobais…rs

Alexei: Será possível também através da hipnose conseguirmos realizar contatos mediúnicos com um espírito (ou Consciência) desencarnado?

Luiz: Bom, estou entendendo que seria um contato psicofônico de um espírito desencarnado através da pessoa submetida à hipnose…

Se a pessoa é médium de psicofonia, acho, em tese, possível. Isso porque a hipnose levaria mais rapidamente o médium a um estado de passividade mental, evitando sua interferência no processo de comunicação.

A incorporação (psicofonia) é um processo complexo, que envolve inclusive o afastamento parcial do corpo astral do médium, para que o desencarnado faça um acoplamento do seu corpo astral. Só testando para ver…rs

Alexei: É possível preencarnacaoela hipnose de regressão recordar o tempo entre vidas? Ou seja, recordar do que vivenciamos antes de encarnarmos ou exatamente após desencarnarmos? Normalmente o que as pessoas em média relatam destes períodos?

Luiz: Há nos estados Unidos, pelo que li algum tempo atrás, pessoas fazendo experimentos com isso. Fazendo a pessoa regredir ao período que chamam de intervidas. O período que passamos no mundo espiritual (Plano astral) entre duas encarnações.

Isso é muito interessante! Poder recordar das andanças em cidades do mundo espiritual, os estudos e o planejamento reencarntório prévio, etc. Mas acho que ninguém gostaria de lembrar do tempo que passou no Umbral por causa de suas ações na última vida…rs

Alexei: Seria possível utilizarmos da hipnose em uma sessão mediúnica e através do médium poder hipnotizar o espírito desencarnado comunicante para que o mesmo, por exemplo, se recorde de erros cometidos no passado?

Luiz: Sim! Aprendi isso com um grande coordenador de reunião mediúnica chamado Professor Walter Porto, o maior doutrinador que conheci em centro espírita!

Iniciamos um trabalho mediúnico em 1978, em um centro espírita de Salvador, e nele Professor Walter fazia os espíritos, quando necessário, verem o seu passado em uma tela na sua frente.

É claro que havia também a participação dos mentores do trabalho, que colocavam um aparelho semelhante a uma televisão na frente do espírito. Mas era o comando de voz do doutrinador (facilitador) que levava o espírito a acessar seus arquivos nas “nuvens”, no seu subconsciente.

Eu fui dirigente de reunião mediúnica em alguns grupos, durante muitos anos, e fazia isso direto, e ensinei outros doutrinadores a fazerem isso.

Para trabalhar o perdão, sobretudo, essa técnica tinha uma eficiência de quase 100%!

Um espírito se vingando ou buscando se vingar de um encarnado quando vê o passado, fazendo, ele próprio, o mesmo, ou coisa pior à sua atual vítima, na maioria das vezes para, pensa, e desiste ao menos da vingança..daí até o perdão é uma questão de tempo não muito longo…e se o espírito desistiu da vingança, muitas vezes termina aí um processo de obsessão…resolveu de imediato o problema do encarnado (se for só uma obsessão!)…

Alexei: Agradeço pelo seu tempo no pronto atendimento e na resposta deste interessante assunto e gostaria que você nos deixasse uma mensagem para aqueles que estão interessados em aprender hipnose, realizar uma hipnose de regressão ou que desejam se aprofundar no assunto.

Luiz: Em primeiro lugar, digo que a hipnose há algum tempo começou a ser desmistificada!

A hipnose foi muito mal utilizada no passado, e por isso sofreu grande crítica e preconceito!

Algumas áreas da ciência têm redespertado o lado bom e útil da hipnose, e devido ao estigma da hipnose, alteraram seu nome…para o mestre Carreiro, com quem aprendi, a chamada Programação Neurolinguística nada mais é do que hipnose…mudaram o nome…

Anestesia por hipnose, terapia de vidas passadas, tratamento de fobias como medo de lugares fechados, medo de altura, tratamento de vícios como tabagismo, droga e muitas outros têm sido cada vez mais frequente com a utilização da hipnose.

A hipnose é coisa séria! Não pode ser utilizada de forma egoísta para fins puramente pessoais!

Tentar usar a hipnose para dominar os outros nem pensar! Era isso o que antigos sacerdotes do egito faziam…eu era um deles…

Hipnose pode ser uma importante e útil ferramenta complementar na ciência! Mas sempre com estudo e muita responsabilidade! Nunca, jamais, como brincadeira ou passatempo!

Fonte de pesquisa para as ilustrações (imagens):
http://redeclinicadahipnose.com.br/desmistificando-hipnose/http://www.cristinamabreu.com/registros-ak-shicos.html
http://www.centrodeestudos.org/reencarnacao-3/

Entrevista com Flávio Amaral (2º Parte)

Esta é a continuação e da entrevista concedida por Flávio Amaral, em 05/01/2016

Alexei – No youtube existe um vídeo de uma “Tertúlia” realizada pelo Waldo Vieira e outros conscienciólogos, conforme podemos assistir abaixo:

O título é “Publicação Cosmoética sobre Invexologia tratada ANTICOSMOETICAMENTE” e vemos Waldo criticar ferozmente um livro publicado por você. Após várias e agressivas críticas, que inclui sua própria personalidade, de maneira totalmente agressiva como provavelmente nunca vimos, Waldo utiliza de palavras como “covarde”, lhe chamando de “psicopata”, “mal caráter” etc. Você poderia nos esclarecer o ocorrido? Qual assunto contém este livro publicado por você que provocaria tamanha ira em Waldo Vieira e demais conscienciólogos?

Flávio – Para quem quiser conhecer o episódio em detalhes, as acusações deles e
minhas respostas estão disponíveis no meu website:

http://autopesquisas.blogspot.com.br/2013/01/conscienciologia-nota-deesclarecimento.html.

Tentando ser o mais sintético possível: qualquer tentativa de explicar o ato de
Vieira como discordância de ideias falha. Vieira elogiou meu livro publicamente após ler os originais que estavam na editora (https://www.youtube.com/watch?v=5x_q-8ltyx4 aos 51 minutos).

Um belo dia, em questão de 15 minutos, atendendo a 2 reclamações de coordenadores, muda de ideia e resolve que precisa “acabar com o autor” pois seu livro é um “lixo total”. Posteriormente, não por arrependimento mas para não desgastar mais sua imagem, posa de reconciliador dizendo que “o livro era bom”:

São opiniões que oscilam ao sabor de interesses políticos e casuísmo, e são permitidos lá dentro pois Vieira foi criando, ao longo de 3 décadas, um grupo dócil que lhe dá autoridade absoluta para fazer o que quiser sem ser questionado. Portanto, não foi o livro que o irritou. O livro irritou alguns coordenadores, indignados pois eu larguei o trabalho administrativo e resolvi estudar mais. Eles se acharam no direito de fazer ingerência sobre a editoração do livro, que até então seguia em harmonia junto com a Editares.

O que irritou Vieira é que não permiti que ele me usasse para suas fantasias de
poder irrestrito e absoluto. O segundo problema: o livro é bastante alinhado com a visão de mundo conscienciológica. Quem quiser tirar a dúvida, basta lê-lo no meu website ou me pedir a versão impressa. Além de Vieira, vários voluntários ficaram positivamente impactados com o livro e o elogiaram, incluindo o coordenador dos principais projetos de expansão da Conscienciologia na atualidade – Cesar Cordioli – e o candidato da comunidade a Prefeito de Foz do Iguaçu – Phelipe Mansur.

A terceira falsidade divulgada por eles é de que eu prometi coisas e não
cumpri. A verdade é que houve uma ingerência na qual Vieira, atendendo a poucos indignados, constrangeu a editora, forçando-a a encerrar o trabalho, que mal havia começado. Como eles divulgam que eu prometi revisar o livro se foram eles próprios que abortaram a revisão? É como você se divorciar e depois ficar controlando o ex. Exerci minha capacidade de cidadão e fiz uma independente. Mencionei os 5 revisores que enviaram suas notas por escrito, como um dever de qualquer autor de dar crédito aos que participaram do trabalho. Dois se sentiram ofendidos e me acusaram de tê-los chamados de avalistas, sendo que avalista de livro é uma figura abolida já no século XVIII, na época em que eram proibidas publicações independentes.

Outro crítico, professor de pós-graduação em “Pensamento Crítico”, me acusa de fazer o livro parecer como sendo da Editares, ou seja, ele realmente acha que seus colegas de voluntariado não têm pensamento crítico suficiente para ver que se o livro não leva o selo da Editares, nem menciona a Editares na ficha catalográfica, não tem como achar que foi publicado pela Editares. Essas entre outras mentiras são facilmente desmascaradas por quem der uma rápida olhada no livro.

teaticas-invexologiaO que o leitor encontrará no livro “Teáticas da Invexologia” é a Conscienciologia normal e muito parecida 3 com a de outras obras daquele grupo. A diferença é que foi um livro independente e aquela comunidade não tolera – repito – não tolera que pessoas de fora falem sobre a Conscienciologia. No meu caso, reagiram com agressividade pois o objetivo era me excluir do grupo. Em outros casos eles geralmente agem apenas com indiferença.

 

Alexei – Após receber os ataques do grupo da Conscienciologia como você se sentiu e reagiu, principalmente tendo em vista todo o trabalho desenvolvido para eles, por diversos anos?

consFlávio – Minha primeira reação foi acreditar em meios de reconciliação. Como um cão fiel que, após ser agredido pelo dono, continua junto a este, mais dócil ainda, abaixando a orelha e balançando o rabo. Afinal de contas, a comunidade
conscienciológica era minha fonte de proteção, suporte emocional e meu projeto de vida. Mas logo ficou claro que esta reconciliação só seria possível se eu aceitasse as acusações que estavam sendo feitas contra mim e lhes poupasse de qualquer necessidade de refletirem sobre seus atos. Não é uma reconciliação autêntica mas a aceitação de uma relação onde as instituições (e seus representantes) têm poder de agir como bem entenderem sobre seus membros sem precisarem arcar com responsabilidades. É quase como aquelas confissões medievais forçadas em que a pessoa admite ser bruxa, automaticamente eximindo as arbitrariedades praticadas pelos inquisidores.

Até fiz “consciencioterapia”, onde esta relação ficou ainda mais clara. Então peguei a autoconfiança que me restava e resolvi tocar a minha vida fora dali. Ao longo do tempo houve momentos em que eu não queria saber do assunto; outros nos quais pensar sobre o assunto era algo praticamente obsessivo; outros em que sentia enorme pena daquelas pessoas ou revolta e ingratidão por ter sido  ignorado e até agredido por um grupo ao qual me dediquei com todos meus esforços; outros em que me sentia absolutamente ingênuo como quem despende tempo, dinheiro e dedicação para tentar levar à frente uma canoa furada; outras vezes ainda a comunidade conscienciológica era uma queda de braços, um alvo sobre o qual eu precisaria experimentar as minhas forças. Enfim, nasci de novo e de certa maneira sou uma criança de 4 anos de idade tentando experimentar o mundo. Uma coisa é certa, nunca senti saudades ou vontade de retornar, pois a decepção foi muito grande.

Alexei – Qual sua opinião sobre o cenário da Conscienciologia nos tempos atuais, principalmente após a desencarnação de Waldo Vieira?

Flávio – Enquanto campo de conhecimento ela deve continuar onde está. São obras que não conseguem contribuir muito para o conhecimento humano em geral pois, ao invés de crescerem junto com outras disciplinas, se obrigam a desacreditá-las. Se 4 eu mato o outro, como vou conseguir contribuir e dialogar com ele? Enquanto ela não reconhecer discursos diferentes, permanecerá solitária. Fora do Brasil, a principal força a carregar a bandeira da Conscienciologia é a IAC. Tenho muito carinho pelos seus voluntários,
Wagner, Nanci e muitos outros que trabalham incansavelmente. Sempre
fui bem tratado por eles. Atualmente temos uma certa identidade em
comum, pois ambos fomos “expulsos” pelo grupo de Vieira – eu individualmente e eles enquanto instituição. Isso tem ajudado a nossa aproximação.

iacPenso que a IAC se encontra sob duas forças que no médio prazo podem ser conflitantes. A primeira é a de conduzir pesquisa na área “transcendental”. Isso está levando o grupo a interagir com cientistas de vários grupos, universidades e instituições, congressos etc. O problema é que pesquisa tende a representar altos custos e baixas receitas. Em todo lugar é assim, pesquisa depende de financiamento.

Por outro lado, a IAC precisa de recursos e sua principal fonte, hoje, é  proveniente de cursos e livros. Mas com o trabalho de pesquisa e abertura interinstitucional, é provável que comece a cair um pouco o “charme” da Conscienciologia. Ela sempre dependeu muito de um discurso de ser “a” grande inovação em termos de ciência, conhecimento e desenvolvimento humano. Eu acreditava que era assim até começar a ver o “mundo lá fora”. Acho que a tendência é essa. O estudo multidisciplinar – nem precisa ser pesquisa de fato – vai questionando muitos conceitos conscienciológicos que a comunidade não costuma colocar em dúvida. A própria IAC, na minha percepção, está enfatizando cada vez menos a marca Conscienciologia e procurando falar em Estudos da Consciência. Acho que com o tempo eles irão assumira a identidade de escola de desenvolvimento humano, multidisciplinar, sem ligarem muito para as ideias que são vendidas hoje sob o nome de Conscienciologia.

No campo social é que devemos ver novas configurações da Conscienciologia. Vieira sempre foi um aglutinador. Mas seu estilo de liderança estimulava a dependência dos voluntários, tanto que a pergunta mais comum sempre foi “quem irá substituir Waldo Vieira?” Nas entrelinhas é uma ansiedade do grupo vieirista em ter alguém para seguir. Ele expulsava os pensadores independentes e ficava com as ovelhas dóceis. Agora as ovelhas perderam o pastor. O que vai acontecer? Ficarão sem rumo e talvez sejam alvos de alguns lobos. O lobo não é mal-intencionado mas apenas o que consome a ovelha. O destino da ovelha é servir a alguém. 5 Estes voluntários serviam a Waldo Vieira, acreditando estarem servindo a um ideal, essa abstração chamada “Conscienciologia”. Hoje, eles continuarão lutando por esse ideal. Com o tempo, alguns empreendedores perceberão que conseguem se beneficiar disso. Na minha opinião, serão os investimentos privados, em especial o hotel e, futuramente, a faculdade e o hospital:

Alguns voluntários são sócios ou diretores desses empreendimentos, então conseguirão fechar bons negócios, “parcerias”, com as instituições conscienciológicas, que é uma reserva de mão-deobra gratuita muito  interessante. Procure no Trip Advisor pelo Hotel Mabu Interludium. É impressionante como um hotel com praticamente 1 ou 2 anos de fundação conseguiu tantas avaliações e notas boas. Não digo que não foram merecidas, mas o fato é que a maioria das avaliações lá são de voluntários.

mabu-interludium-fachadaProvavelmente estão sendo sinceros nas avaliações mas não teriam tanta prontidão em avaliar outros hoteis onde ficaram. Moral da história: um empreendimento privado que consiga se associar ao nome da Conscienciologia irá usufruir de um apoio especial e espontâneo dessas centenas pessoas. Isso tudo é trabalho, representa valor, é o sonho de qualquer empreendimento econômico lucrativo. Agora estão colocando um candidato a Prefeito para as eleições do próximo ano. Os voluntários já estão servindo de cabos eleitorais gratuitos, defendendo o candidato nas redes sociais e entre seus amigos e conhecidos. Um prefeito mobiliza também secretários, facilita aprovação de obras etc. Há muito interesse envolvido.

Assista a primeira parte desta entrevista:

Entrevista com Flávio Amaral (1º parte)

Fonte das imagens da segunda parte da entrevista com Flávio Amaral:
CEAEC e Tertuliarium: http://blog.ludevie.com.br/ceaec-foz-do-iguacu/
Livro Teáticas da Invexologia: http://espiritismoapometria.blogspot.com.br/2013/04/teaticas-dainvexologia-livro-de-flavio.html
Vídeo de Flávio Amaral Projeciologia (livro) – https://www.youtube.com/watch?v=B13crIUcNQY
IAC: http://www.iacworld.org/pt-pt/
Hotel Interludium: http://www.zarpo.com.br/mabu-interludium-iguassu-convention/hotel-luxo-foz-do-iguacu-10976.html

Entrevista com Flávio Amaral (1º parte)

 

Esta é a primeira parte de uma série de entrevistas concedida por Flávio Amaral, em 05/01/2016

Flávio Amaral é graduado em Economia, mestre em Administração de Empresas, profissional do setor financeiro.
É atualmente estudioso e professor de Parapsicologia, e também autor do site Flavio-Amaralwww.autopesquisas.com que conta com diversos vídeos, artigos, livros e do grupo “O que penso da Conscienciologia” do Facebook, cujo endereço é: https://www.facebook.com/groups/conscienciologialivre
Com relação à Conscienciologia (ou Projeciologia), concebida pelo Dr. Waldo Vieira, Flavio foi voluntário, professor, fundador e administrador de instituições conscienciológicas, no período de 1999 a 2012.
Autor dos livros Inversão Existencial (Editares, 2011, em coautoria), Teáticas da Invexologia (edição pessoal, 2012) e O que penso da Conscienciologia (e-book).

Seu e-mail para contato é famaral@inbox.com.

Alexei – Flávio gostaria de saber como surgiu seu interesse pela Projeciologia (e Concienciologia), que estuda fenômenos também conhecido por outros termos tais como viagem astral, experiência fora do corpo, projeção astral, desdobramento etc.

Flávio – Eu tinha 18 anos quando meu pai me falou sobre a experiência fora do corpo (EFC). Até então nossa família não ligava muito para assuntos espiritualistas.

O primeiro livro que li sobre isso foi o Projeções da Consciência. Naquela noite e outras vezes, nas semanas seguintes, tive experiências de pequenas saídas fora do corpo, que me fizeram questionar minha visão de mundo e cativaram meu interesse daquele momento em diante.

Alexei – Atualmente você tem estudado Parapsicologia. Existe algum assunto específico que lhe chamou a atenção e que esteja relacionado com as experiências fora do corpo?

Flávio – Ccarlos-alvarado-nancy-zingroneompletamente. Recentemente fiz dois cursos à distância com Carlos Alvarado e Nancy Zingrone, casal que tem vastíssima leitura e rigor nas pesquisas sobre experiência fora do corpo. São quase desconhecidos no Brasil pois suas publicações estão nas revistas científicas de língua inglesa.

Nós, brasileiros, somos herdeiros direta ou indiretamente de Waldo Vieira. Acreditamos que a saída do corpo é uma questão de “praticar técnicas”. A pesquisa parapsicológica aponta que não é bem assim e elabora reflexões muito interessantes nesta área. Em primeiro lugar, a saída do corpo é um resultado. É algo orgânico, dependente do seu contexto de vida e interesses no momento. Querer provocá-la sem pensar nisso é quase como querer sonhar com algo que não tem nada a ver com seu contexto. “Essa noite vou sonhar que estou jogando golf” – simplesmente não é assim que acontece.

Para fazer isso eu preciso mudar minha rotina, pelo menos naquele dia, me envolvendo com o assunto. Quem sabe funciona no primeiro dia. No segundo dia, não funciona mais. E para sonhar com jogo de golf a todo momento, o assunto tem que estar realmente integrado na minha vida e na minha mente. Querer bolar um processo artificial para sonhar com jogo de golf só vai aumentar minha ansiedade e frustração.

projecaoO que fazemos não é tentar controlar o fenômeno. No máximo, facilitamos o processo. O que tenho percebido é que nós não “desenvolvemos” a experiência fora do corpo, e sim a “predispomos”. É mais ou menos como outras experiências. Você pode predispor uma experiência de alegria ou de tristeza, fazendo algumas coisas. Não é algo que você “desenvolve” propriamente. Se sua rotina for deprimente, vai ser difícil “desenvolver” um estado de alegria. Existem pessoas que, pela infância ou genética, parecem naturalmente predispostas a sentirem mais alegria do que outras. Afora isso, se você quiser experimentar mais alegria na sua vida, não é exatamente uma questão de treino, mas das transformações que precisará fazer. Vejo a saída do corpo de modo parecido. Mas não vou te dizer que estou 100% certo disso. É apenas uma outra possibilidade, alternativa à visão predominante mais “tecnicista” que encontramos por aí. Acho que são reflexões que precisamos fazer.

Alexei – Com relação à prática das experiências lúcidas fora do corpo (viagem astral) você teria alguma experiência pessoal para nos contar que foi marcante em suas vivências com relação a esta temática?

Flávio – Sim. A experiência em si é marcante. Isso de desgrudar do corpo e começar a flutuar, sabe… Nunca tive experiências marcantes do ponto de vista da comprovação pública, mas vez por outra tenho alguma experiência fora do corpo e sempre são marcantes para evidenciar meu estado mental e existencial naquele momento.

Pode ser uma simples frase do tipo “dê mais atenção à Geoenergia”, que no momento específico e nos meses que se seguiram foi de grande importância para guiar minhas decisões. O que eu faço é uma análise mais profunda possível da simbologia de cada experiência. Sempre encontro respostas interessantes para aquele momento.

Na maioria dos relatos projetivos as pessoas ainda depositam mais atenção para fora do que para dentro de si mesmas. Muitos espiritualistas criticam os cientistas por “não olharem para si mesmos”, mas quando saem do corpo fazem a mesma coisa. Se ocupam com os cenários e inclusive fazem questão de demarcar que aquelas percepções estão “fora”, relutam em correlacionar suas percepções externas e seu próprio mundo subjetivo. Isso ainda não é autoconhecimento. Pessoalmente, prefiro fazer o contrário.

Meu estilo de aprender com as experiências fora do corpo se parece muito com os métodos que alguns Psicoterapeutas utilizam para estudar os próprios sonhos, por exemplo Gale Delaney, Montague Ulmann, Stanley Krippner, Rhea White, Fritz Perls e o próprio Freud. Ainda pretendo escrever mais sobre o tópico. Na página http://autopesquisas.blogspot.com.br/p/parapsicologia.html há 3 links para artigos meus sobre experiência fora do corpo. Eles são um pouco diferentes dos relatos tradicionais, e procuram dar uma ideia para o leitor do que faço e como procuro relacionar o conteúdo das experiências com a minha vida.

Tenho também algo que acredito ser lembrança de uma vida passada e que, no final das contas, acabou sendo também uma premonição, e aí percebi bem os padrões de comportamento meus que estavam se repetindo. Pretendo escrever sobre isso também.

Alexei – Em seu canal “O que é uma Seita” aprendemos diversos conceitos e questões relacionadas a manipulações psicológica que comumente podem ocorrer nas diversas seitas e até mesmo em grupos de estudos dos quais imagino que ocorra de forma tão sutil que não percebermos de maneira lúcida a influência desta condição. Minha pergunta é: existe algum grupo em que a pessoa possa se expressar livremente sem digamos uma “restrição” no que ler, no que pensar e buscar, ou seja, que não nos imponha determinado condicionamento psicológicos? Seria o caso de nos portarmos como universalistas ou pesquisadores livres (autônomos), não filiados a grupos? Caberia o termo “universalista” para expressar uma condição na qual não exista as “amarras” impostas pelas seitas em geral?

heresiasFlávio – Sim, existem, e muitos. Liberdade existe em níveis. Não temos liberdade absoluta nem quando estamos sozinhos. Somos sempre condicionados pelas circunstâncias biológicas e ambientais. Alguns grupos oferecem ambientes mais livres do que outros. Isso que eu chamo de “seita”, por exemplo, costuma exercer uma influência total sobre a sua vida. Ela busca fazer você se desenvolver “para dentro” dela. O ideal, na seita, é você se tornar um membro dela, se comportar conforme seus ideais e se aproximar ao máximo do líder, que é visto como um exemplo de vida incomparável no Planeta.

O sentimento é de que você precisa da seita em 100% e a seita não precisa de você. É uma relação de dependência. Em um grupo aberto, do contrário, você é formado “para fora” dele. Uma escola de idiomas, por exemplo, vocês estabelecem uma relação de troca. Você paga por um serviço. Seu objetivo ali é específico – aprender o idioma – para alguma finalidade que é externa à própria escola. Terminou o curso, você vai embora. A escola não é seu projeto de vida. O que você faz nas suas horas vagas não é problema de ninguém naquela escola. O diretor da escola não é um guru ou mestre. Normalmente os grupos “abertos” irão abrir portas para você se relacionar melhor com o mundo. Os grupos sectários irão deixar você cada vez mais desinteressado pelo mundo e mais grudado naquele grupo específico.

É mais ou menos a diferença entre casar com uma pessoa legal e casar com uma pessoa possessiva, ou a diferença entre consumir um alimento e consumir uma droga que cause dependência.
Alexei – Você foi uma personalidade ativa e bem conceituada na Projeciologia. Atuando como professor, fundando e administrando instituições conscienciológicas, porém já a algum tempo tornou-se dissidente, assim como Wagner Borges, Saulo Calderon, entre outros. Gostaria de saber o que levou você a decidir que lá não era o seu lugar, que era necessário buscar algo além ou que talvez que provocou um sentimento de que aquele não era o seu caminho?

Flávio – Especificamente foi quando percebi a reação de centenas de pessoas que, apesar de conviverem há anos comigo, tanto na sede em Foz do Iguaçu como em outras cidades, aceitaram as declarações mais mentirosas de Waldo Vieira e alguns colegas próximos a meu respeito, e a retaliação que fizeram em retorno, me expulsando e tentando me estigmatizar, em um evento que ficou online e marcou a Conscienciologia para sempre. Naquele momento eu ainda não consegui entender o que estava se passando mas compreendi imediatamente duas coisas:

caec(1) ou aqueles voluntários acreditam em qualquer coisa que venha dos seus líderes (e não apenas acreditam mas agem de acordo, por exemplo, me tirando de trabalhos que eu realizava junto a pelo menos 3 instituições naquele momento)

(2) ou então eles não têm forças para discordar. Qualquer uma das opções
significava que não me interessava mais trabalhar com aquele grupo. Talvez eu estivesse muito fascinado até o momento para ver que a dinâmica possível lá dentro é de seguidores e não de livres pensadores. Em um grupo que tem comportamento de rebanho, só há espaço para pastores e ovelhas. Quem não quiser ser pastor nem ovelha será tratado como lobo, ou seja, alguém que não é bem-vindo.

Não considero a mim, nem a Wagner Borges, nem a Saulo Calderon como dissidentes. Sou apenas mais um espiritualista que gosta de trocar ideias com os outros, interagindo de igual para igual, e não como se eu tivesse a “boa nova” que vai transformar a Humanidade. A comunidade de Waldo Vieira é que se tornou dissidente dela mesma, dos princípios democráticos e científicos que ela defende na teoria. Estão muito obstinados na defesa de uma imagem, com cada vez menos preocupação pelo conteúdo. Da mesma forma que muitas igrejas neopentecostais se afastam cada vez mais dos estudos religiosos e se transformam em salões de eventos, comícios, shows, canais de televisão, publicidade, palanque político, arrecadação de dinheiro, e andam até treinando “exércitos” de Cristo.

 

Fonte das imagens:
– http://archived.parapsych.org/members/n_zingrone.html
– www.viagemastral.com (Saulo Calderon)
– tempora-mores.blogspot.com.br/2014/01/como-reconhecer-uma-seita.html
– www.grupouniversalista.com.br
– parasinapse.blogspot.com.br/2013/05/parelencologia-extrafisica.html

Entrevista com Guilherme Fauque. Tema: Viagem Astral e Espiritualidade em geral

foto-guilhermeApresentação: Meu nome é Guilherme Fauque. Sou professor de Filosofia, formado pela UPF do Rio Grande do Sul, espiritualista, Rosacruz, estudante de hipnose e um eterno amante das projeções da consciência.

 

Alexei: Olá Guilherme, primeiramente agradeço por nos conceder esta entrevista e como pergunta inicial desejo saber o que levou a você se interessar pelas temáticas espiritualistas, principalmente as relacionadas à viagem astral ou projeção da consciência?

Guilherme: Olá Alexei. É um prazer conceder esta entrevista e dividir um pouco sobre assuntos tão caros para mim.

Bem, o interesse pela temática espiritualista surgiu muito cedo em minha vida devido à influência materna. Minha mãe sempre gostou (e gosta) muito do místico, do espiritual. Desde muito nova ela sempre teve uma forte mediunidade, que se estendeu naturalmente aos filhos. Desde a mais tenra idade presenciei fenômenos psíquicos em casa e estes fatos influenciaram muito minha curiosidade natural. Sempre fui muito curioso com a espiritualidade e nunca me limitei a explicações de senso comum, isso me fez, naturalmente, buscar respostas. Mas, onde encontrar estas respostas? Aí surgiu uma grande paixão… Os livros. Na minha infância e adolescência não existia a internet, então a fonte de conhecimento estava somente nos livros. Quanto tinha um livro nas mãos, lia e relia várias vezes, procurando tirar todo o proveito possível das informações ali contida. 

Nestas leituras iniciais sobre a espiritualidade, peguei um livro de minha mãe chamado “O Poder do Subconsciente”, de Joseph Murphy. Neste livro me deparei com a menção de um fenômeno, que já havia experienciado à revelia, relatado por Murphy, de um tal Dr. Quimby que deslocava-se para fora do corpo. Procurei em outros livros deste autor e encontrei mais relatos, nos livros “Telepsiquismo” e “Magia do Poder Extra-Sensorial”. Fiquei fascinado, pois já havia experimentado esse fenômeno e pensava tratar-se tão somente de algum tipo de sonho muito real. Aí começou uma grande paixão pela projeção da consciência.

 

Alexei: Guilherme, o conheço a um bom tempo, diria desde a época do antigo Orkut, acredito que você já participou de diversas linhas esotéricas e espiritualistas. Gostaria que o amigo compartilhasse conosco um pouco de sua caminhada por entre as doutrinas e estudos espiritualistas (e filosóficos).

Guilherme:  Pois é… O saudoso Orkut. A plataforma de grupos era muito boa para discussões…

Bem, minha curiosidade logo me levou a buscar respostas em grupos esotéricos, na tentativa de aprofundar o que lia de forma um tanto esparsa nos livros do Murphy, no que tange as capacidades mentais do ser humano e possibilidade de um mundo além dos sentidos. Entrei para um grupo chamado “Colégio dos Magos”, onde recebia monografias em casa e estudava diligentemente, realizando práticas espiritualistas e algumas ritualísticas. Foi um mundo que se abriu. Comecei a pesquisar sobre parapsicologia e até tive alguns contatos com radiestesia, astrologia e Tarot. Depois saí do Colégio dos Magos, pois achei um pouco superficial alguns assuntos, e entrei na OVDT, uma ordem templária que tinha um trabalho muito legal com a história dos templários e trazia algumas práticas muito legais de meditação e ritualística. Mas, ainda não era o que queria. Conheci um pouco da Golden Dawn, mas acabei me encontrando na Ordem Rosacruz AMORC. A Rosacruz me deu uma forte base espiritualista, mística, ritualística, com práticas muito interessantes sobre assunto parapsicológicos que gostava muito, entre eles, claro, a projeção da consciência. Além disso, havia uma Loja (Templo) em minha cidade, o que me oportunizou entrar em contato com outros praticantes que tinham uma busca semelhante a minha. Sou membro até hoje, adoro a AMORC. Depois da AMORC, ainda vim a conhecer mais a fundo e estudar o Espiritismo, onde tive um profundo contato com a mediunidade. Também fiz cursos de Reiki e Fluidoterapia, para trabalhar com a questão energética, Projeciologia do IIPC. Mas, foi devido a AMORC que resolvi aprofundar na Filosofia e me graduei em Licenciatura Plena em Filosofia pela UPF, que hoje levo como profissão de professor de Filosofia.

Atualmente, tenho me aventurado nos estudos e prática da Hipnose. Encontrei na hipnose uma interessante prática que pode ajudar no desenvolvimento humano, tanto no seu aspecto prático do dia-a-dia, mas como no seu aspecto espiritual.

 

Alexei: Agora com relação à prática da viagem astral ou projeção da consciência, conte-nos sobre sua primeira experiência fora do corpo: Com qual idade você se lembra de suas vivências iniciais; Você já conhecia o assunto? Relate um pouco sobre suas primeiras vivências, foi algo involuntário ou provocado por sua vontade?

Guilherme: Rapaz, agora vamos falar de algo que me fascina, que é a paixão da minha vida – kkkkkkkkkkk

A primeira experiência da qual tenho lembrança foi entre 6 ou 7 anos. Não tenho certeza da idade, mas é por aí. Lembro de ter ido dormir e quando despertei estava fora de casa, na rua em frente a minha casa, atrás de um gato que me olhava desconfiado (sempre adorei gatos). Lembro que olhei em volta e vi que era noite e que eu estava de pijama, lembro até hoje da sensação de liberdade, lembro do ambiente, da noite e da sensação que me passava. Me sentia seguro. Corri atrás do gato e quando fui pegá-lo, pisei no rabo do gato e ele fugiu. Então acordei imediatamente. Minha mãe afirmava que era um sonho, mas eu ficava uma fera dizendo que era verdade – kkkkkkkkkkkkk.

Bem, até os 15 anos tive experiências esporádicas involuntárias. Deitava em minha cama de tarde, depois do colégio e do almoço, relaxava para tirar uma soneca e quando via, saía pela janela do quarto voando. Adorava esta sensação! Voava pelo campo que tinha ao lado da minha casa, sobrevoava a casa dos vizinhos e morria de medo de bater nos fios de alta tensão – kkkkkkkkkkkk. Isso também acontecia durante a noite.

Foi aí que tive contato com o clássico “Viagens Fora do Corpo” de Robert Monroe! Confesso que nem sei quantas vezes li aquele livro… era meu livro de cabeceira. Lia e relia! Foi aí que tive minhas primeiras experiências induzidas. Procurei ser metódico. Comecei experimentando o temeroso e assustador “Estado Vibracional”. Lembro como se fosse hoje… Estava deitado em colchão no chão da sala, fazendo a prática proposta no livro do Monroe, quando entrei no estado de “sono acordado”, ou seja, sabia que o corpo estava dormindo, pois ouvia-o ressonar, mas estava completamente consciente. De repente, vibrações intensas começaram a circular pelo corpo. Aquilo era demasiadamente intenso, como se estivesse sendo eletrocutado. Meu corpo tremia todo, meu coração parecia que ia saltar pela boca, e quando tentei me mexer, não conseguia. Meu corpo estava paralisado, tremendo como se estivesse segurando uma britadeira. Meu primeiro pensamento foi: “Não devia ter mexido com isso, agora estou tendo um ataque cardíaco e vou morrer”. Você pode imaginar o pânico que senti na hora. Só queria que aquilo acabasse logo e eu sobrevivesse – kkkkkkkkkkkkk. Então, consegui mexer os dedos da mão e tudo passou… Me levantei apavorado! Foi então que lembrei que Monroe falava sobre isso.

Logo consegui induzir outros estados vibracionais e eles começaram a ficar menos fortes. Então, comecei a primeiramente arriscar tirar um braço para fora do corpo. Fiz várias experiências onde só tirava o braço, tocava ao redor, tocava no chão, esticava o braço tocando as paredes. Depois, em outras práticas, tirava os braços e tentava me levantar… Enfim, fiz vária práticas experimentais totalmente conscientes, ou seja, sem “gap” de consciência. Até conseguir sentar, sair do quarto, atravessar a porta (mesmo esta etapa foram várias práticas… comecei tocando a porta, depois atravessando os braços e por fim atravessando o corpo todo) e me deslocar até outros ambientes da casa. Foram vivências fantásticas!

 

Alexei: Guilherme gostaria de saber sua opinião com relação à Conscienciologia, ou mais precisamente a Projeciologia, neociência idealizada pelo Dr. Waldo Vieira.

Guilherme: Bem, que fique claro… É a minha opinião. Portanto, somente uma expressão do que penso no momento.

Quanto a Conscienciologia não tenho muito a falar, pois não me aprofundei, embora tenha lido vários livros. O que sempre me interessou nas pesquisas do Waldo era o campo da Projeciologia. Na projeciologia fiz os cursos básico e avançado, onde tive experiências fantásticas! Pude ver o grande amparo espiritual que havia durante este curso, com vários amparadores presentes.

Contudo, penso que a preocupação em se tornar ciência ou cientificamente aceita, fez com que a Projeciologia se tornasse enfadonha e até preconceituosa, por vezes beirando a arrogância. Não podemos negar os grandes avanços neste estudo que foram alcançados. Também não posso negar o grande fascínio que este estudo me traz e o quanto aprendi no IIPC. Contudo, hoje em dia não tenho contato com o IIPC porque vejo que eles falam o mesmo que já estudei em outras vertentes do conhecimento, apenas trocando os nomes por neologismos e colocando-se um ar de superioridade e arrogância. Não gosto disto. Penso que existem outros institutos que fazem um trabalho muito bom também! Temos o IPPB, temos o Instituto Monroe. Como estudioso, prefiro beber dá agua de cada um deles, sem ficar preso a um único poço. Afinal, no final da jornada, ao atravessarmos “o grande rio”, o barquinho tem que ser deixado para trás e não carregado nas costas.

 

Alexei: Vejo que atualmente nos grupos do Facebook há muitas pessoas jovens buscando as experiências fora do corpo, porém desejando obter resultados imediatistas e também sem um objetivo definido. Qual sua opinião a respeito desta realidade que temos observado em nosso grupo no Facebook (Aventuras além do corpo) e certamente em muitos outros?

Guilherme: Me parece que o caráter imediatista se acentuou… ou talvez eu esteja ficado velho e sem paciência. Quem sabe as duas opções.

Sabe, o mundo de hoje nos dá acesso a tantas informações que parece impossível ao jovem se concentrar em alguma coisa. São tantos estímulos que penso que acabará levando a juventude a um “overload”… vai acabar pifando o hardware da rapaziada… kkkkkkkkkkk

Você dá uma pesquisada no professor Google e encontra centenas de referências a algum assunto, dando a falsa sensação de que você sabe tudo sobre algum assunto, quando na verdade, apenas arranhou a superfície. Então, o jovem logo se cansa e passa para outro assunto, sem se aprofundar em nada. Permanece sempre em águas rasas, sem se dar conta das maravilhas que existem mais no fundo.

Isso se reflete nos grupos do facebook. De cada 10 que entra, 9 querem uma prática que os faça ter uma projeção da consciência agora e quando você os manda estudar, desaparecem do grupo.

Não existem caminhos fáceis e rápidos. É preciso subir os degraus para se chegar no topo. É assim que funciona.    

Enfim, talvez estejamos vivendo a era da superficialidade…

 

Alexei: Agora retornando as suas vivências práticas com a viagem astral, poderia nos relatar uma experiência que você recorde e que mais o impressionou?

Guilherme: Experiências de viagem astral são sempre impactantes. Mas, a experiência que mais me impressionou foi certa vez que sai do corpo em um nível vibratório muito próximo ao físico e olhei para o “sanctum sanctorum” Rosacruz, o local de estudos que cada Rosacruz mantém em casa, e vi as mais belas cores já vistas em minha vida. Olhei e em volta do “sanctum” havia uma aura colorida, algo como um vapor colorido que se espraiava ao redor deste, com as cores mais indescritíveis que eu poderia relatar. Algo como um arco-íris brilhante das mais belas cores. Infelizmente, me faltam palavras para relatar tal beleza de cores. Isso me impactou muito e me fez ver o quanto são belas as energias espraiadas pela reflexão espiritual e a oração.

 

Alexei: Acompanhando sua página no Facebook vejo que você sempre gostou muito de artes marciais. Gostaria que você comentasse sobre este seu interesse na prática das artes marciais e se talvez elas possam ser um caminho que venha de encontro com a espiritualidade?

Guilherme: Quando buscamos nos elevar como seres espirituais, é preciso preencher a lei do triângulo: corpo, mente e espírito. Ninguém pode chegar a um grau maior de espiritualidade cuidando de apenas um aspecto de sua vida. Se você cuida do corpo, mas não da mente, comete um grande erro, pois este um dia perecerá e irá apodrecer embaixo da terra. Se cuidar somente da mente, se tornará um intelectual, mas poderá lhe faltar a saúde corporal para cumprir sua missão, ou a força espiritual para isso. Mas, se cuida do espírito, tão somente, poderá se tornar um fanático, que aceita absurdos pela falta da razão. Como dizia Buda, é preciso seguir o equilíbrio, o caminho do meio. Uma mente saudavelmente crítica, racional e afiada, um veículo saudável e capaz de realizar as tarefas necessárias, juntamente com um espírito evoluído, tenderão a levar a sabedoria e a felicidade.

As artes marciais são, para mim, uma ferramenta de equilíbrio. Os verdadeiros artistas marciais também foram grandes pensadores. Basta ver as inúmeras histórias Zen e Taoistas que temos na literatura oriental. A arte marcial é como uma meditação em movimento. No Zen Budismo, um dos princípios para se chegar à iluminação é aprender a viver no momento presente, estar cônscio do aqui e agora, para se chegar à felicidade e realização. Ora, o que é melhor para se estar completamente presente no momento do que um punho vindo em direção ao seu rosto? (risos). Estou brincando, é claro. Embora não seja uma inverdade.

Existe uma história Zen que fala de um homem que vinha peregrinando e encontrou um tigre faminto em seu caminho. O homem em disparada acabou caindo de um monte e ficou pendurado em uma raiz que saia da lateral deste monte. Então, olhou para cima e lá estava o tigre, rosnando e babando, com os dentes arreganhados, esperando ele subir. O homem olhou para baixo e viu que havia um ninho de serpentes, todas prontas para lhe abocanhar assim que caísse. Então, olhou para a parede do monte a sua frente e viu uma bela rosa. Estendeu a mão, tocando-a e deleitou-se com o seu odor. “Ah, que bela flor”.

Fora esta filosofia toda que temos nas artes marciais tradicionais, que é o que pratico, existe também a questão da auto-estima, da saúde corporal, redução do stress, a defesa pessoal (defesa do corpo, que é um direito básico), disciplina, sentido de hierarquia e respeito com aqueles que já trilharam o caminho antes de nós. Enfim, penso que as artes marciais tem muito a nos ensinar e nos ajudar em nosso caminho físico e espiritual. Porém, vejo isso nas artes marciais TRADICIONAIS. Já não penso da mesma forma de sistemas modernos que visam ganhos financeiros, estimulam a violência, a competição puramente, etc.

 

Alexei: Guilherme, em seu ponto de vista, o que devemos fazer para tentarmos aumentar nosso nível de lucidez, objetivando naturalmente uma maior capacidade de recordarmos nossas vivências fora do corpo que ocorre, por exemplo, durante o sono?

Guilherme: Esta aí uma pergunta que persegui muito. Penso que a resposta está, primeiramente, em aumentar a lucidez física. Práticas como a meditação Zen Budista e o moderno Mindfulness são ótimos para melhorar nossa consciência física, a consciência do aqui e agora. A partir de uma melhor consciência do aqui e agora, podem-se realizar práticas específicas para desenvolver a consciência no plano astral. Práticas como o questionamento se está dormindo ou acordado e a observância de qualquer discrepância que esteja ocorrendo, por exemplo, alguma coisa estranha que está no local e não deveria estar ali. A prática do puxar o dedo com a forte intenção de estica-lo também é interessante, pois durante um sonho, a tendência é o dedo esticar. Enfim, são várias práticas que visam a confirmação de que se você está no físico ou não, práticas que necessitam de uma consciência do aqui e agora, juntamente com uma saturação mental que o fará repetir estas atitudes de observância no astral.  Não existem segredos, somente muito prática.

 

Alexei: Estou atualmente, provavelmente de forma semelhante à de muitos outros leitores, passando pelo chamado “recesso projetivo”. Termo este que na realidade se traduz na dificuldade em lembrarmos as vivências fora do corpo, fato este que nos transmite a sensação de total “apagão” no que tange à lucidez das viagens astrais. O que você teria a dizer para quem esteja por semelhante situação?

Guilherme: Não dá para dizer que haja uma única causa para isso. Existem muitos fatores que levam a este recesso projetivo. O acúmulo de tarefas durante o dia, fazendo com que o cansaço físico e mental leve a este “apagão”. O “overload” de informação também pode levar a um cansaço mental e um possível apagão. Alimentação ruim durante a noite. Stress, ansiedade, enfim, são tantas situações que mais nos atrapalham do que ajudam a ter projeções conscientes. Porém, penso que a meditação do tipo “Mindfulness”, uma atitude mais consciente perante a vida e as tarefas diárias, alimentação leve à noite e práticas diárias antes de dormir, sem pressão, sem stress, resolvem o problema do apagão. Mas a verdade é que andamos “hipnotizados” durante o dia, esquecemos de meditar e respirar corretamente, comemos porcaria a noite e vamos deitar tarde, com a mente cansada… Aí, só pode vir o apagão mesmo – kkkkkkkkkkkk.

 

Alexei: Para finalizar esta entrevista irei fazer aquela clássica pergunta: Qual é sua técnica projetiva favorita?

Guilherme: Estou focando na auto-hipnose agora, como um meio de criar âncoras que me façam entrar no estado mais propício à projeção.

Mas, basicamente, foco sempre no relaxamento gradual do corpo físico, procuro manter a concentração no “terceiro olho” (ou seja, num ponto entre as sobrancelhas, porém um pouco mais acima) e aos poucos vou “desligando” o corpo físico. Depois foco numa técnica de movimentação, como do balanço, flutuação, subir uma corda, etc. e deixo o corpo adormecer nesta sensação. Dá ótimos resultados para mim.

Entrevista com William Buhlman (feita em 2009)

william-buhlmanWilliam Buhlman é um dos grandes pesquisadores americanos sobre as experiências fora do corpo (EFC). Buhlman vêm pesquisando o assunto por cerca de 40 anos, tendo experiências pessoais que lhe deram insights únicos sobre o assunto. Seu primeiro livro, intitulado “Aventuras Além do Corpo”, publicado no Brasil pela Ediouro, reúne experiências próprias de sua busca particular por respostas, além de técnicas que preparam o leitor para suas próprias experiências.

Durante os últimos dez anos, Buhlman conduziu pesquisas internacionais sobre as experiências fora do corpo (EFC) que incluiram mais de 18.000 participantes em mais de 42 países. O resultado desta extensa pesquisa resultou em um novo livro intitulado O Segredo da Alma, lançado pela editora Pensamento. Neste livro são apresentados diversos relatos de pessoas nas mais diversas situações. Na segunda parte do livro, Buhlman aborda questões teóricas e práticas sobre a questão das viagens astrais, passando técnicas mais avançadas do que no primeiro livro. Juntamente, seus dois livros já foram lançados em oito línguas diferentes.

Além dos livros, Buhlman lançou áudios de música e práticas, utilizando-se da tecnologia de sincronização cerebral. No entanto, estes áudios não foram lançados no Brasil.

Buhlman também é conferencista, tendo realizado inúmeras palestras e workshops em diversos países, onde apresenta teorias sobre as EFCs, além de conduzir práticas utilizando-se de hipnose, visualização e meditação.

Bom dia Sr. Buhlman.

Alexei: Li pela primeira vez sobre as “membranas energéticas” em seu primeiro livro e minha dúvida é que entendia até então que as dimensões ou planos espirituais (energéticos) não teriam uma “barreira” ou “divisão” clara entre os mesmos, mas seriam constituídos a partir de um continuum de energia cada vez mais sutil. Para lhe fazer uma comparação de idéias, imaginava as dimensões semelhantes às cores de um arco-íris, ou seja, não é possível perceber exatamente onde acaba uma e começa outra cor. Poderia nos esclarecer mais a este respeito?

Buhlman: Em teoria a analogia do arco-íris esta perfeita; todavia nunca experimentei as cores. Baseado em minhas experiências, todas as membranas energéticas de separação dimensional parecem, para mim, cinzas e nebulosas. Algumas pessoas relatam pontos de vista diferentes quanto a este assunto. Durante uma EFC nosso estado de consciência e ponto de vista pessoal determinarão nossas perspectivas. Além do mais, nossa mente está sempre interpretando nossas experiências. Algumas pessoas relatam muros de energia que são quase sólidos em textura, enquanto outros, como eu, relatam uma estrutura como uma neblina de energia. Tornar-se um observador objetivo da realidade é uma tarefa altamente desafiadora e poucos escrevem sobre isto. Parto do principio de nada e faço meu melhor para reafirmar minhas observações com múltiplas EFCs. Alguns exploradores das EFCs confundem as fronteiras das realidades de consenso com as membranas dimensionais energéticas, a primeira é fácil de observar e a segunda é muito difícil.

Além disso, mover-se entre dimensões requer uma mudança interna de consciência. Não é uma questão de movimentação, mas de uma mudança de consciência para uma frequência mais fina/alta dentro de nós. Toda a verdadeira exploração é interior.

Alexei: Hoje em dia muito se fala sobre física quântica e demais teorias multidimensionais… Assisti a uma palestra ano passado onde um físico muito falava em universos paralelos, porém ao final debochou das experiências fora do corpo. Gostaríamos de saber se seria possível com base nas atuais descobertas neste campo, traçar um paralelo e estabelecer um modelo ou teoria que venha de alguma forma fazer com que as experiências fora do corpo sejam mais bem vistas pela comunidade científica?

Buhlman: Muitas pessoas ridicularizam o que elas não compreendem. Sinto que esta questão só pode ser resolvida pelas experiências pessoas além do corpo, ao invés de conjecturas intelectuais. Conheço cientistas nos Estados Unidos que têm EFCs e discutem abertamente a natureza multidimensional do universo. Por exemplo, o autor Fred Alan Wolf é um físico americano muito conhecido e que tem experiências fora do corpo; ele escreveu um livro sobre universos paralelos.

Alexei: Li seus dois livros publicados aqui no Brasil. Gostei muito deles e inclusive o homenageamos ao criar uma comunidade de estudos com o mesmo nome de seu primeiro livro. Gostaríamos de saber se está em seus planos a publicação de novos livros ou mesmo relatos?

Buhlman: Atualmente estou escrevendo um livro novo e tenho vários projetos de gravações em áudio. Espero que estes possam ser publicados no próximo ano (2010).

Alexei: Segundo suas pesquisas, em média, qual o melhor caminho (ou técnica) indicada por você ao aspirante à exploração fora do corpo?

Buhlman: Geralmente uma aproximação mais fácil funcionará melhor. Visto que a prática diária de uma técnica de EFC é a chave do sucesso e recomendo métodos que as pessoas possam ser capazes de ajustar aos seus estilos de vida por pelo menos por 60 dias. A repetição diária é essencial. Eu detalho cerca de 30 métodos em meus livros. A técnica do alvo é ótima para aqueles que tem boas habilidades de visualização. As afirmações e métodos de movimentação podem ser muito efetivos; entretanto, a chave é reter a sua intenção focada a medida que seus últimos pensamentos desvanecem para o sono. Repita o método toda vez que acordar durante a noite.

Alexei: observamos aqui no Brasil um crescente estudo na área da “comunicação instrumental”, que trata da comunicação com consciências extrafísicas utilizando-se de aparelhos eletrônicos. Será este, em sua opinião, um possível caminho para a física explorar o universo extrafísico?

Buhlman: Nos próximos 100 anos não penso que a tecnologia física sozinha poderá ter evoluída o suficiente para nos prover comunicações com as dimensões não físicas. A separação de dimensões é por planos. O foco de exploração deveria ser numa mais efetiva auto iniciação as EFCs; sabemos que isto funciona.

Alexei: Em seu livro “Aventuras além do corpo” há relatos de experiências em dimensões mais internas, porém onde ocorreu interações simbólicas de elementos que compõe sua própria consciência (relato de 25 de outubro de 1973). Neste caso estaríamos corretos em afirmar que não houve um deslocamento aos planos ou dimensões extrafísicas, mas sim uma espécie de contato consciente com outra parcela de seu próprio ser? Podemos concluir que as experiências fora do corpo também proporcionam não apenas viagens fora do corpo, mas também um mergulho na própria alma do praticante?

Buhlman: Estava me comunicando com outro aspecto da minha consciência. Senti que meu Eu Superior estava criando uma oportunidade de aprendizado para meu crescimento pessoal.

Alexei: Tempos atrás obtive uma experiência fora do corpo onde não enxergava nada (conhecia por aqui como “projeção cega”). Então pedi mentalmente “clareza agora” e também por luz. Porém não me ocorreu nenhuma mudança em minha visão, apesar de já estar com certo nível de consciência fora do corpo. Será que neste caso havia algum bloqueio em minha visão extrafísica que não permitiu a abertura da mesma por auto-sugestão?

Buhlman: Este é um assunto comum. Penso que seja causado por consciência insuficiente presente em nosso corpo não físico/energético. A afirmação repetida “Consciência agora!” irá aumentar a percentagem de consciência presente no corpo energético que você estiver experienciando. As vezes repito silenciosamente esta afirmação durante minhas EFCs para prolongar minha experiência e manter o foco.

Alexei: Gostei muito de seu relato que descreve um contato extrafísico com o homem com uma túnica púrpura (5 de dezembro de 1986). Estes contatos são muito relatados também pelos pesquisadores aqui do Brasil e os chamamos de guias espirituais ou “amparadores”. Gostaríamos de saber se você realizou, após concluir seu primeiro livro, mais contatos com este seu guia espiritual.

Buhlman: Sim, em poucas ocasiões interagi com um guia espiritual. Meu guia ou amparador normalmente prefere ficar oculto. Geralmente guias evoluídos preferem não interromper ou alterar nossas experiências naturais a menos que seja necessário. Descobri que meu primeiro guia era um aspecto de meu eu superior. Vi meu primeiro guia espiritual como uma parte interna do Eu superior e não como uma força ou personalidade. Confio plenamente no meu eu interior. Lembre-se, nós todos somos seres multidimensionais com imensas capacidades.

Alexei: Achei interessante em seu primeiro livro abordar questões da física, buracos negros e muitos outros fenômenos estelares. Fico a imaginar se seria possível uma pessoa durante uma experiência fora do corpo no espaço (na dimensão próxima a física) adentrar um buraco negro e poder visualizar o que ocorre dentro do mesmo, obtendo desta forma maiores informações à ciência.

Buhlman: Acho que os fenômenos estelares são apenas reflexos externos das massivas mudanças internas de energia que ocorrem no plano astral. Penso que as realidades internas não físicas são muito mais interessantes do que as do mundo externo, então meu interesse nos eventos físicos é limitado. Estou certo de que alguém poderia explorar os buracos negros durante EFCs se conseguissem focar sua atenção neles. Eu, pessoalmente, acho minha natureza multidimensional muito mais interessante do que qualquer evento físico.

Alexei: William, por favor, deixe-nos uma mensagem para nossa comunidade de estudiosos brasileiros das experiências fora do corpo.

Buhlman: A exploração de nossa consciência é nossa primeira tarefa. Acredito que nos reconectarmos com nosso Eu Superior é a coisa mais importante que devemos fazer em nossa vida física. O método do Eu Superior sobre o qual escrevei é uma maneira poderosa de experiência isto. Durante sua próxima EFC, saia de seu corpo físico e então exija experienciar o seu eu superior ou essência espiritual. Esta é uma poderosa afirmação e uma exigência de ação imediata: “Eu superior agora!”. Espero os resultados e permaneço completamente aberto a experiências extremas além da minha compreensão. Nossa mentalidade é decisiva. Me entrego a orientação interior e confio nos resultados de minha experiência, não importante o quanto seja intensa ou extrema elas possam ser. A coragem se torna lei quando se sabe que é imortal.

Guilherme: Sr. Buhlman, recebi alguns newsletter do seu site que informavam que você estava na China. Bem, a China é um país incrível e com uma ancestral história. Sr. Buhlman, você teve experiências fora do corpo quando esteve lá?

Buhlman: Vivi na China por quatro anos e tive várias EFCs relacionadas com encarnações passadas na China. Agora sinto que fui atraído para lá devido a muitos eventos pessoais e energias passadas mal resolvidas que eu experiênciei lá. No geral viver na China ampliou minha visão de mundo. Somos todos atraídos para as experiências de vida, relacionamentos e interações necessárias para nossa educação espiritual.

Guilherme: Tenho esperado muito seu novo livro. Você tem planos para o lançamento? Qual será o foco de atenção do próximo livro?

Buhlman: Estou escrevendo um livro novo e gravando dois programas de áudio. Não tenho títulos definidos ainda. O livro será uma novela sobre a vida após a morte, tendo como foco o desenvolvimento espiritual e nossa contínua evolução para além do corpo físico. A evolução interna de nossa alma é enfatizada.

Guilherme: Quando mudamos nossas atividades costumeiras é comum que as experiências extracorpóreas diminuam também. Qual a freqüência que das suas experiências extracorpóreas atualmente?

Buhlman: Descobri que minhas EFCs cresciam e decresciam dependendo do meu foco externo. Quando estava envolvido demais com os dramas físicos, minhas experiências reduziam.

Guilherme: Para finalizarmos, gostaria de lhe fazer uma pergunta relativa um sistema religioso muito popular no Brasil, do qual ouvimos muito falar sobre EFCs, é chamdado aqui de Espiritismo, criado pelo francês Allan Kardec. Você já ouviu falar desta religião? O que pensa sobre as religiões?

Buhlman: Não sei nada sobre Allan Kardec; ele não é popular nos EUA. Pessoalmente me mantenho longe de todos os sistemas de crenças religiosos. O que é uma crença senão a falta de conhecimento? Em geral as crenças distorcem nosso estado de consciência com falsas informações, conceitos e conclusões. Acredito que todas as religiões são inexatas e equivocadas. Nossa exploração pessoal interior é a chave para nossa evolução espiritual – quase todas as crenças de origem humanas são falhas. Acho que é essencial aumentarmos nossas experiências espirituais pessoais – não nossas crenças.

Agradecemos muito a sua entrevista para a nossa comunidade!

Alexei Bueno
Guilherme Fauque (tradutor).

Dezembro de 2009

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Entrevista com Guilherme Vieira da Silva, tema: Clarividência

Guilher-Vieira-SilvaApresentação: Guilherme frequentou por anos instituições de pesquisa da consciência e também espiritualistas. A mais de três décadas obteve vivências diretas relacionadas com o plano espiritual, somadas a seu parapsiquismo, tal como a clarividência, que trata-se da capacidade de percepção de consciências extrafísicas (pessoas desencarnadas), seres ou lugares além do plano físico.

Clarividência: segundo a Parapsicologia, é a capacidade de obter conhecimento de evento, ser ou objeto, sem a utilização de quaisquer canais sensoriais humanos conhecidos e sem a utilização de Telepatia. O termo “Clarividência” também é aplicado, em certas escolas de espiritualismo e ocultismo, à chamada “visão espiritual”, que permite enxergar planos espirituais ou pelo menos algo pertencente a tais planos.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Clarivid%C3%AAncia

Alexei: Olá Guilherme, primeiramente gostaria de agradecê-lo pela sua atenção e por atender tão prontamente meu pedido de entrevista-lo. Inicialmente peço ao amigo que realize uma apresentação resumida de sua pessoa e que também gostaria que partilhasse conosco de suas buscas ou andanças pela espiritualidade ou pelas instituições, sendo estas religiosas ou não, até os dias atuais.

Guilherme: Boa Tarde! É uma honra poder participar desta entrevista. O meu nome é Guilherme Vieira da Silva e tenho 56 anos de idade. Atualmente trabalho numa escola municipal de ensino fundamental no município de Boituva/SP e o meu cargo é auxiliar administrativo. Há aproximadamente trinta anos atrás fui convidado por alguns jovens da minha idade para participar de um grupo de estudos sobre extraterrestres e espiritualismo e por indicação de um deles, posteriormente comecei a frequentar o espiritismo (dois anos) e a Rosacruz (um ano). Um daqueles amigos também indicou um recém-inaugurado Instituto Internacional de Projeciologia (quatro anos). Eu frequentei aquelas instituições nos primeiros anos dos meus estudos, lá pelo final da década de 80 e início dos anos 90.

 Alexei: Guilherme, gostaria de saber também como se deu suas primeiras vivências relacionadas com o parapsiquismo, em especial com a clarividência.

Guilherme: Até os vinte e cinco anos de idade eu levava uma vida igual a das outras pessoas, porém depois disso começaram a acontecer diversos fenômenos paranormais diariamente comigo. Dentre esses fenômenos, a clarividência foi o que mais vezes aconteceram comigo durante todos esses anos.

Alexei: Em sua obra ou projeto, denominado “Vivência Parapsíquica I”, e também no Youtube você comenta que já frequentou instituições Conscienciológicas, sendo aluno do Dr. Waldo Vieira. Gostaria que comentasse sobre suas andanças pela Projeciologia (ou Cosncienciologia), como conheceu Dr. Waldo Vieira e quais suas principais impressões relacionadas àquela instituição.

Guilherme: Eu frequentei o Instituto Internacional de Projeciologia de 1988 até o final de 1991. Naquela época ainda não existia a Conscienciologia. O Dr. Waldo Vieira foi meu professor no então Curso Avançado. Nos cursos básicos os professores eram o Wagner Borges e o Wagner Alegretti. Lembro-me que fiz muitos experimentos práticos com esses três professores.

Alexei: Percebo que atualmente você encontra-se afastado das instituições Conscienciológicas, gostaria de saber o principal motivo que levou o amigo a se distanciar, ao menos no que se refere ao seu passado, das atividades relacionadas aquela instituição e se atualmente você participa de outro algum grupo de estudos ou práticas espiritualistas ou religiosa.

Guilherme: Quando uma pessoa tem uma percepção espiritual relativamente desenvolvida é muito comum ela enxergar a raiz de muitas coisas que as outras pessoas não enxergam, portanto o seu ponto de vista torna-se discordante sobre determinadas questões. Eu resolvi seguir o meu caminho sozinho e não me arrependi. Atualmente não participo de nenhum grupo espiritualista.

Alexei: Penso que nós, não clarividentes, somos de certa maneira de entender “cegos” com relação à espiritualidade, principalmente no que se relaciona a este sentido da visão espiritual. Gostaria de saber em sua opinião o quanto somos afetados ou influenciados pela espiritualidade, muitas vezes sem sequer perceber. Qual seria um indício que podemos identificar que estamos sob uma influência negativa e como podemos reverter este quadro.

Guilherme: Nós todos somos influenciados 24 horas por dia pelo plano extrafísico, principalmente projetores conscientes desenvolvidos, médiuns avançados, etc. No caso de influências negativas não existe uma solução que sirva pra todos, pois o processo reencarnatório das pessoas apresenta características e peculiaridades próprias. Cada caso é um caso. No meu projeto – Vivência Parapsíquica I – na página 57 eu dou algumas dicas nesse sentido quando falo sobre Assediadores Extrafísicos, se for este o caso.

Alexei: Guilherme já li em publicações de algumas escolas esotéricas e também espiritualistas temas relacionados ao incentivo de técnicas ou exercícios para que pessoas que não são dotadas da clarividência possam desenvolver esta capacidade. Gostaria de saber sua opinião sobre esta questão do desenvolvimento desta capacidade parapsiquica por quem não nasceu com a mesma desenvolvida.

Guilherme: No meu projeto eu exponho algumas ideias sobre o desenvolvimento da clarividência. É interessante, pelo menos no início, a pessoa interessada frequentar alguma instituição credenciada e praticar muitos exercícios e técnicas a fim de observar se ela tem algum potencial a ser desenvolvido. Às vezes a pessoa tem um potencial adormecido e precisa apenas de um empurrãozinho. Penso que existam motivos específicos para alguém ser clarividente desenvolvido.

Alexei: Gostaria de saber a respeito de uma de suas vivências relacionadas com a clarividência que mais o marcou positivamente ou que lhe trouxe maior conhecimento ou verificação das realidades espirituais.

Guilherme: Desde meados da década de 80 eu passei a ter algum tipo de contato com os meus irmãos extraterrestres, porém nunca os tinha visto tão claramente como aconteceu em 1993. Naquele ano eu tive uma experiência excelente de clarividência na qual eu pude vê-los nitidamente. Dentre todas as visões clarividentes que tive na minha vida essa foi a mais significativa para mim. Eu descrevo esta experiência na página 3 do meu projeto quando falo sobre Para-Ufologia.

Alexei: Ainda tratando de suas vivências relacionadas à clarividência, mas agora relacionada aos aspectos negativos, gostaria que relatasse alguma vivência que lhe trouxe malefício ou que seja considerada por você como algo que lhe prejudicou ou marcou negativamente.

Guilherme: Na página 68 do meu projeto eu relato um caso de ataque extrafísico “Um Raio Na Minha Testa”. Naquela época eu era alvo de constantes ataques extrafísicos, mas não tinha uma estrutura interior fortalecida como tenho hoje e quase dessomei (desencarnei) em decorrência daquilo.

Alexei: Estou lendo sua obra “Vivência Parapsíquica I” e observei relatos relacionados com visão de seres de outros planetas, digamos de extraterrestres desencarnados ou mesmo projetados, que interagiram com você em diversas situações. Normalmente na literatura espiritualista ou teosófica não vi muita menção a esta questão e por este motivo gostaria de perguntar se a interferência ou influência extraterrena em nosso planeta é algo que ocorre mais na atualidade ou foram propositalmente omitidas dos clássicos da literatura espiritualista como, por exemplo, do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

Guilherme: Eu sou muito claro em fazer relatos sobre extraterrestres. Allan Kardec, assim como o Dr. Waldo Vieira e outros, por questões pessoais, falaram muito superficialmente sobre este assunto.

Alexei: Guilherme para finalizar esta entrevista não pude deixar de lembrar de uma amiga de trabalho que morre de medo de “ver espíritos”. É um medo tão extremo que ela não fica no escuro sozinha. Acho que muitas outras pessoas que também convivem com esta fobia ao ler esta entrevista gostariam de perguntar a mesma coisa: Você não tem medo de ver espíritos?

Guilherme: Eu não tenho medo de ver espíritos. Nós fomos condicionados desde a nossa infância a ter medo de várias coisas. Quando adultos precisamos trabalhar para desbloquear as nossas parapercepções. Imagine você que uma das técnicas para desenvolver a clarividência é exatamente ficar dentro de um quarto sozinho e totalmente escuro sentado numa cadeira no meio do quarto.

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