Pequena reflexão sobre o estudo da projeção astral

Este texto tem como objeto “pincelar” algumas doutrinas e principais estudiosos da projeção astral pelo qual pessoalmente transitei em minha caminhada. Paralelamente também farei algumas reflexões, com base em meu ponto de vista.

Importante ressaltar que não existe “donos” das experiências fora do corpo ou projeção astral. A prova disto está nas referências históricas que confirmam a universalidade do fenômeno que esteve presente em diversos povos e nas mais diversas épocas, inclusive de maneira simultânea.

O QUE VOCÊ SABE SOBRE ANTIGO EGITO ? | Quizur
Fonte: google

Desde o Antigo Egito, entre 3 mil e 5 mil anos atrás, há registros da prática da projeção astral a partir de rituais iniciáticos. Naquela ocasião os indivíduos poderiam por experiência própria vivenciar as realidades dos planos espirituais ou extrafísicos, iniciando-se desta maneira aos “mistérios” da sabedoria mística que para a época era revelado a poucos que demonstravam serem merecedores deste conhecimento.

A partir das antigas sociedades secreta este estudo modernizou-se e despontou em diversas doutrinas espiritualistas atuais tais como na Ordem Rosacruz, que em sua metodologia de ensino reservam um determinado grau especificamente para o estudo da “projeção psíquica”. A Ordem Rosacruz – AMORC é uma organização místico-filosófica, sem fins econômicos que promove o autoaperfeiçoamento do ser humano por meio do despertar de suas habilidades internas – que incluem entre outras a projeção astral, a fim de que tenha uma vida mais plena e integral.

O interessante da AMORC é que o conhecimento é transmitido em “doses homeopáticas”, ou seja, pequenas quantidades de maneira que ao chegar no momento de estudar a projeção astral a pessoa iniciada nesta ordem esotérica já terá todo um background de conhecimentos necessários. Este é um ponto positivo e geralmente a pessoa interessada só em “oba-oba” não passa dos primeiros graus ao ponto de que aquela que atinge os maiores provou interesse e desenvoltura necessários e requeridos para este tema.

Também na Sociedade Teosófica há muito material para estudo de projeção astral, já que ela compartilha de todo um background oriental e metafísico. Temos no corpo literário autores como Charles Webster Leadbeater e Annie Besant, que realizaram diversas pesquisas espirituais ou metafísicas a partir de experiências fora do corpo e da clarividência. Não poderia deixar de citar ótimas obras teosóficas tais como “O Corpo Astral”, “O Plano Astral”, “O Corpo Mental”, “O Plano Mental”, “Auxiliares invisíveis” etc.

A Sociedade Teosófica tem três objetivos, sendo eles:

1 – Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor.
2 – Encorajar o estudo de Religião comparada, Filosofia e Ciência.
3 – Investigar as leis não explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem.

O “ponto negativo” da abordagem iniciática é a restrição do tema a apenas “iniciados”. Sabemos que não é bem por aí, já que a projeção astral é capacidade natural inata do ser humano, ou seja, não é necessário ser iniciado em uma determinada “escola” para vivenciar ou praticar.

Entendo que tem de haver uma orientação quanto a estes conhecimentos, penso que devemos trabalhar com as pessoas não através do medo e do mistério, mas sim utilizando a informação e – parafraseando um termo da Conscienciologia –  da cosmoética.

No Espiritismo também obtive algum contato com o tema, principalmente no Livros dos Espíritos de Allan Kardec, onde há um capítulo específico sobre desdobramento e também em livros psicografados por Chico Xavir, pelo espírito de André Luiz.

Muitos espíritas porém tratam o tema como sendo um fenômeno mediúnico, o que não se verifica, pois como afirmado anteriormente a projeção astral independe de fatores espirituais para ocorrer, já que é capacidade de todos. Como diz Wagner Borges: “para sair do corpo basta estar em um”, ou seja, independentemente de filosofias ou religiões é um fenômeno que alguns denominam “parafisiológico”.

Nos EUA tivemos um pioneiro no estudo da projeção astral justamente por não haver vínculos com ordens esotéricas ou espiritualistas: Robert Monroe. Também conhecido como “Bob”, Monroe era empresário, engenheiro de som, jornalista e parapsicólogo. Após iniciar a vivência de experiências fora do corpo de maneira involuntária, decidiu estudar a fundo o fenômeno, mas com base na pesquisa, na metodologia científica, desvinculando-se desta maneira do “misticismo popular” em alta na década de 50 nos EUA.

Como Monroe tinha profundos conhecimentos técnicos relacionados ao som ele criou ferramentas inéditas para que através do som induzir a pessoa a atingir estados alterados de consciência, que propiciavam naturalmente experiências fora do corpo e expansão da consciência. Assim como ele muitos outros americanos já haviam vivenciado tais experiências de maneira involuntária e então seu Instituto muito colaborou para os esclarecimentos destas pessoas e posteriormente divulgar o tema ao mundo todo.

Também aqui no Brasil tivemos e temos importantes pesquisadores da projeção astral. Iniciando pelo Dr. Waldo Vieira que criou uma ciência denominada Projeciologia, que é uma subdivisão da Conscienciologia, responsável pela pesquisa e ensino da projeção consciente. Então iniciou-se a divulgação do tema no Brasil com o termo “projeção da consciência”. Houve uma importante entrevista concedida por Waldo Vieira na antiga “Revista Planeta” – se não me engano na década de 90 – na qual meu pai era assinante.

A Projeciologia com o passar do tempo adotou terminologias bem específicas, com o objetivo de se “distanciar” do Espiritismo no qual Waldo estive por décadas vinculado. Waldo escreveu muitos livros e tratados (leia-se livros gigantescos), de densa leitura, diga-se de passagem, mas que destrinchou o assunto como nunca, sendo portanto um “prato cheio” para pesquisadores (que são chamados de Conscienciólogos).

A maioria dos termos conscienciológicos tem exatamente o mesmo sentido de outros já pré-existentes pela literatura espiritualistas. Outros são novos, trazendo desta forma interessantes ideias e conceitos.

A meu ver a Projeciologia colocou o “pé no chão” do assunto viagem astral no Brasil, justo numa época em que o tema era popularmente relacionado com o Espiritismo por meio errôneo de um fenômeno mediúnico ou com “Lobsang Rampa”.

A Conscienciologia teve seus dissidentes e também inspirou muitos outros pesquisadores, sendo um dos principais o Prof. Wagner Borges que com o intuito de simplificar o conhecimento criou seu próprio Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas (IPPB), que a pesar dos termos semelhantes com o tempo foi tomando personalidade própria, principalmente com influências relacionada com o orientalismo, mas sempre com uma base sólida de conhecimento técnico. Com uma abordagem espiritualista universalista, Wagner não colocou fronteiras aos seus estudos e até hoje ministra os mais diversos cursos e palestras.

No Brasil frutificaram muitos ótimos projetores conscientes que também são pesquisadores, conferencistas e escritores, tais como Geraldo Medeiro Júnior, Luiz Roberto Mattos, Saulo Calderon, Deborah Sachs (representando o Monroe Institute no Brail), Cesar de Souza Machado etc.

Luiz Roberto Mattos trabalha como desembargador na justiça do trabalho e escreveu “Sana Khan – um mestre no além”, um livro escrito em estilo romanceado e muito agradável de se ler, relatando suas experiências extrafísicas e aprendizados espiritualistas.

Atualmente contamos também com um ótimo trabalho desenvolvido por Nanci Trivellato e Wagner Alegretti através do IAC – International Academy Of Consciousness, disponibilizando canais no Youtube, cursos à distância, cursos presenciais etc. Nanci desenvolveu o livro “Estado Vibracional – pesquisas, técnicas e aplicações”. Nesta instituição temos um equilíbrio entre tecnicidade e objetividade, ou seja, mesmo mantendo critérios técnicos e científicos de pesquisa há a divulgação ao grande público, inclusive no que se refere a questão pedagógica.

Atualmente vivemos ótimos tempos para a projeção astral aqui Brasil e com objetivo de auxiliar o estudante deixo abaixo links relacionado a esta breve pincelada deste breve cenário projetivo aqui retratado:

Site da Rosacruz: www.amorc.org.br

Site da Sociedade Teosófica: https://www.sociedadeteosofica.org.br/

Instituto Monroe nos EUA: www.monroeinstitute.org

Portal Monroe Brasil: http://www.portalmonroebrasil.com/

Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia: www.iipc.org

Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas de Wagner Borges: www.ippb.org.br

Site do Cesar de Souza Machado: http://www.metaconsciencia.com

Site do Luiz Roberto Mattos: www.mestresanakhan.com.br

Site da IAC: https://brasil.iacworld.org/

Site GVA – Grupo Viagem Astral, de Saulo Calderon, com bastante material gratuito: http://www.viagemastral.com

Para finalizar aproveita a oportunidade deixo também o link do curso de projeção astral e espiritualidade que criei, com base em minhas leituras e pesquisas: http://alexeibueno.com.br/cursoviagemastral/

Estude de tudo e pondere conforme sua análise e experiência pessoal 🙂

As dimensões de manifestação

Na ficção científica é muito comum vermos histórias de pessoas indo para outra dimensão, tal como a quarta ou quinta. Também na física quântica atualmente escutamos teorias um tanto quanto “malucas” de outras dimensões paralelas a nossa, na qual existiriam outra humanidade, com uma espécie de cópia diferente de nós mesmo. Mas, são apenas teorias, sem comprovação alguma. Tem este texto o objetivo de refletirmos um pouco sobre esta questão, fazendo é claro um paralelo com a espiritualidade e a própria projeção astral.

Dimensionalidade
As 3 dimensões cartesianas

Nosso cérebro consegue perceber 3 dimensões espaciais e mais uma temporal. As três dimensões espaciais se traduzem em comprimento, largura e altura. Sempre que pensamos em um objeto material podemos notar nele um comprimento, uma largura e uma altura. Os matemáticos podem representar qualquer objeto utilizando-se de um sistema de 3 coordenadas, mais conhecidas como eixos cartesianos X, Y e Z.

Seguindo este raciocínio, algo que possua 4 dimensões teria além das 3 mais alguma coisa, mas este “alguma coisa” não poderia ser um outro lugar com três dimensões de espaço e mais uma de tempo. Por este motivo provavelmente não seja correto utilizarmos de termos que se refere a um lugar chamado “quarta dimensão”, “quinta dimensão” etc.
No que se refere ao assunto “plano espiritual” parece que existe outros universos “dentro” de nosso próprio. Com isso não quero dizer que sejam “realidades paralelas”, mas sim realidades sutis coexistindo com a nossa, porém em níveis energéticos internos mais sutis e, portanto, ainda não detectáveis por nossa aparelhagem científica.

Luz de Umbanda: Projeção Astral - Viagem Fora do Corpo

Muitas pessoas relatam experiências extracorpóreas onde observam seu próprio corpo físico enquanto literalmente flutuam no ambiente. Talvez o sujeito em questão não esteja necessariamente em “outra dimensão”, mas sim vivenciando estruturas mais “sutis” ou “internas” de nosso próprio universo de maneira que lá teremos outras leis físicas onde por exemplo nossa gravidade não necessariamente se aplica, onde nossos pensamentos, sentimentos e emoções teriam alguma influência no ambiente entre muitos outros fenômenos que por aqui no plano físico fogem o senso comum.

Nos planos extrafísicos você poderá atravessar paredes da densa matéria terrestre, já que a partir de seu ponto de vista (ou melhor dizendo, de manifestação) a estrutura atômica não representa interferência com seu corpo sutil.

Não faz muito tempo obtive uma experiência fora do corpo totalmente consciente do momento da “decolagem” até o retorno. Neste dia me deitei para dormir sem sequer pensar em projeção astral. Para minha surpresa senti uma espécie de “deslocamento espiritual” de modo que percebi um movimento de meu corpo astral literalmente se projetando ou deslocando-se para fora da matéria. Para mim verifiquei neste momento que o fenômeno da projeção nem sempre é uma “viagem interna” como alguns dizem, já que minha consciência literalmente se deslocou ou projetou para um espaço que obviamente não era o físico.

Para minha segunda surpresa da noite eu já não estava no meu apartamento e sim em outro ambiente que aparentemente coexistia com meu apartamento. Me vi em outra casa na qual era de dia! Passei ao lado de uma grande janela para sair na varanda com um gramado e com uma espécie de riacho onde havia muitas pedras na lateral com uma lenta correnteza de águas cristalinas… Realmente um belo lugar! Não resisti e entrei na água, sentindo de maneira sutil o ambiente que obviamente continha as três dimensões espaciais e o tempo, já que diferentemente de um sono eu percebia a passagem do tempo.

Infelizmente retornei bruscamente ao corpo e minha primeira impressão foi a estranheza de ter vivenciado algo como uma mudança de realidade, porém paradoxalmente no “mesmo ambiente” que era meu apartamento.

Analisando posteriormente estes fatos acredito que o deslocamento que senti ocorreu quando minha consciência “mudou” de realidade e não necessariamente de dimensão. A outra realidade, digamos, “mais interna” que estive também tinha as dimensões que meu quarto físico tem, inclusive havia lá a gravidade, já que diferentemente de outras projeções não sai flutuando, sendo portanto um “mundo” totalmente novo para mim, talvez quem sabe encontrava-me no chamado “mundo espiritual” dos espíritas, coexistindo com nosso plano físico, porém vibrando em escala não físicas.

Concordo com o pesquisador e projetor consciente William Bhulman, que explica que nosso universo e inclusive a matéria que nele está inclusa são uma espécie de “continuum energético”, partindo de uma escala mais densa e sutilizando-se em estruturas cada vez mais interna ao pondo de “escapar” de nossa realidade material e adentrar o que os espíritas chamam de mundo espiritual ou plano astral, sendo que as divisões de planos ou dimensões seriam apenas nomes didáticos para compreendermos as diversas realidades de manifestação da estrutura multidimensional na qual podemos interagir.

Estudo Nosso Lar – capítulo 13 – Um minuto de reflexão
Representação artística da colônia extrafísica chamada “Nosso Lar”

Penso que o termo “dimensões de manifestação” se difere com a ideia de quarta ou quinta dimensão, segundo apresentado pela física, já que estas não seriam lugares para a manifestação de nossa consciência. Mesmo no plano astral, sendo uma subestrutura interna de nosso universo, teríamos também as “dimensões cartesianas astrais”, característica daquela região onde nos manifestamos a partir de corpos mais sutis.

Reflexões sobre a consciência

René Descartes – Consciência.org

Desde as mais remotas épocas os filósofos questionam a respeito de nossa própria essência… “Cogito, ergo sum” ou se preferirem em português: “Penso, logo existo”. Esta é a famosa frase de autoria do filósofo e matemático francês René Descartes (1596 – 1650). Após duvidar de todas as coisas ele chega à conclusão de que mesmo que tudo fosse uma ilusão não poderia duvidar do fato de sua própria existência, já que pelo menos ele é alguma coisa que pensa e, portanto, existe.

Esta “coisa que pensa” é segundo algumas doutrinas espiritualistas a nossa essência primordial, sendo ela inteligente, imaterial e principalmente indestrutível ou imortal. Modernamente denominada de “consciência”.

Waldo Vieira dedicou sua vida para criar uma ciência que estuda a consciência, sendo ela a essência de tudo. Veio a público então a Consciênciologia e no livro Nossa Evolução, de sua autoria, colocou como definição de consciência o seguinte: “A consciência é nossa realidade maior, ou somos nós, mais do que a energia e a matéria”.

Podemos, portanto, deduzir que no universo conhecido há dois componentes: matéria e consciência. A matéria transforma-se em energia e vice-versa, manifestando-se numa ampla diversidade de fenômenos muito bem conhecidos pela Física. Claro que ainda há alguns mistérios a ser desvendados tais como a “matéria escura” e também a “energia escura”, que são temas complexos da astrofísica que a muito se encontram sem resposta definitiva do que se trata, mas além da matéria/energia só poderá existir a consciência que utiliza-se da matéria em seus diversos graus de densidade energética como “palco” para sua própria evolução e manifestação, manifestando-se inclusive em múltiplas maneiras e formas, até chegar ao ser humano pensante que um dia utilizando de seu próprio atributo “consciencial” chamado raciocínio chegou na solução do próprio paradoxo da existência dizendo “penso, logo existo”.

Mas para algumas ciências tais como a psicologia ou medicina a consciência tem um significado mais simplista do que a alma ou o espírito dos Espíritas, significa apenas a percepção de fenômenos externos, ou seja, aquele estado da pessoa estar desperta e atenta ao que ocorre sendo, que neste caso foi notada apenas uma minúscula faceta do complexo fenômeno consciencial.

Há um bom tempo, porém, nota-se que a consciência tem em si atributos muito além da percepção proporcionada pela sensibilidade de nossos sentidos físicos, a citar a “consciência subjetiva” que nos permite realizar reflexões e diversos processos mentais. Também temos a “subconsciência” que se mostra como algo muito maior e complexo do que a própria consciência da medicina.

Para a doutrina espiritualista denominada Teosofia a consciência (ou “Átman” em sânscrito) tem sua origem na emanação do Logos, do qual podemos considerar como sendo uma divindade e se expressando através de diferentes veículos (corpos). Consideram-na como uma “fagulha espiritual”, na quando sendo todos nós esta fagulha evidenciamos atributos tais como a sabedoria, a inteligência etc.Já para o espiritismo utiliza-se do termo espírito, que do latim significa respiração ou sopro, sendo segundo Allan Kardec, o princípio inteligente do Universo que quando encarnado no ser humano recebe o nome de alma.

Espiritismo: é verdade que quando dormimos nosso espírito sai do ...

O fato é que estando todos nós “dentro” do fenômeno da consciência nunca saberemos o que realmente ela é, mas através dos atributos por ela manifestados e estudos realizados por diversas tradições-filosofias esotéricas e espiritualistas podemos realizar algumas inferências tais como:

* Não é composta nem de energia e nem de matéria
* Não é limitada pela forma, pelo espaço ou até mesmo pelo tempo (!)
* Se manifesta utilizando de corpos de matéria
* É imortal e indestrutível (sim, mesmo o “buraco negro” dos astrofísicos não poderá destruí-la)

Para concluirmos estas singelas reflexões com “chave de ouro” segue um interessante pensamento de Rumi que diz:

Morri como mineral e tornei-me planta, morri como planta e renasci como animal, morri como animal e fui Homem”.

REALIDADE: espaço físico e espaço biológico

Este artigo foi publicado originalmente em uma revista de ficção científica chamada “Warp 9” da série “Jornada nas Estrelas” ou Star Trek). O autor chama-se Cesar Augusto Othero Tiossi

Um antigo sábio chinês fazia uma pergunta muito interessante aos seus discípulos: “Se uma árvore cai no meio de uma floresta e ninguém está lá para ouvir, ela produz barulho?”.

Você poderia estar pensando no que esta pergunta tem a ver com um fanzine de ficção científica. Afinal não estamos discutindo filosofia, certo? Errado. Esta pergunta também tem muito a ver com ciência e física. Para entender a relação veja a figura abaixo:

Quando olhando um objeto logo interpretamos o que ele é, mas na verdade não passa de um monte de átomos.

Tudo o que vemos é interpretado pelo nosso cérebro. Não importa o que olhamos, sempre o cérebro dará sua opinião a respeito. Os átomos constituintes do objeto estão seguindo as leis quânticas que regem seu mundo subatômico e não têm a mínima ideia do que pensamos a respeito dos objetos que eles criam ao se juntarem.

Do mesmo modo uma árvore no meio da floresta quando cai produz uma onda de choque que movimenta o ar à sua volta. Esta onda de choque só será ruído quando alguém estiver lá para ouvir.

Isto acontece com todos os seres vivos. Cada espécie, de acordo com o seu sistema sensorial, terá uma visão particular do universo que o cerca. Por exemplo algumas cobras possuem órgãos sensoriais para percepção da radiação infravermelha. Com esta informação elas podem localizar alimento vivo mais facilmente no escuro do que se só pudessem contar com a visão.

Nossa percepção do mundo físico é feita através de cinco sentidos que são capazes de captar várias informações através de percepção de ondas de luz, ondas sonoras, contato físico e análise química. Isto viciou o nosso cérebro. Quero dizer que sempre que pensamos algo temos que colocar este pensamento como informação sonora, visual, táctil ou química. Uma prova disso é que muitas pessoas tem que ouvir os próprios pensamentos. Logo, nossa percepção do mundo estará quase sempre condicionada aos cinco sentidos. Não quero dizer que só poderemos entender do mundo o que os nossos cinco sentidos percebem, mas que qualquer ideia nova deve ser traduzida para que possamos compreender. Por exemplo quando um professor tem que explicar um conceito físico sempre tem que recorrer a um exemplo ou uma analogia para que o aluno possa acomodar a informação no cérebro.

Isto traz algumas perguntas muito incômodas: Se nossa espécie vivesse embaixo d’água, saberíamos o que são estelas? Seria possível explicar o que é gravidade para um atum, que vive flutuando nas águas marinhas?
No começo da história da humanidade as leis físicas eram totalmente dependentes dos nossos sentidos, por exemplo os elementos físicos conhecidos eram: o fogo, a água, a terra e o ar. Mas a ciência evoluiu e ultrapassou os nossos sentidos. Hoje, instrumentos conseguem “ver” muito além do que o olho humano, sabemos que a luz é apenas uma faixa de frequências de um espectro eletromagnético muito mais amplo e assim por diante.

Agora estamos com várias maneiras de interpretar o universo, desde o nível subatômico até o nível cósmico, mas em nosso dia a dia o uso de todas estas leis não é prático. Por exemplo sabemos que a interpretação Newtoniana da gravidade foi superada pela teoria da relatividade, mas não recorremos às equações relativísticas para calcular a velocidade de um carro em uma estrada.

De tudo isto podemos concluir que existem vários pontos de vista para se interpretar o universo em que vivemos. Esta interpretação depende de nossa percepção do que está a nossa volta e de como interagimos com o meio que nos cerca e não é fácil saber quando um conceito esta sendo influenciado por nossos sentidos ou se chegamos realmente a uma lei universal.

Como “pensamos” o espaço? Espaço parece ser algo tão simples, um lugar onde podemos colocar coisas, por exemplo. Geralmente associamos espaço à distância. Dificilmente vem à nossa mente um espaço relativístico que é alterado com a massa dos objetos que nele estão contidos, que pode ser representado de várias maneiras matemáticas e que a forma do espaço define coisas importantes como órbitas planetárias.

Como percebemos o tempo? Imaginamos o tempo como uma sucessão de eventos, um depois do outro, igual em toda a parte, isto é, pensamos sempre em horas, dias, meses, etc. Quase sempre esquecemos que o tempo não é igual em toda a parte e que os eventos se sucedem dependendo de efeitos relativísticos e que um relógio colocado em um satélite não marcará o tempo como se estivesse aqui na Terra. Após algum tempo os relógios não estarão mais sincronizados.

Como imaginamos um objeto como um toco de madeira? Logo vem à nossa mente um bloco sólido e duro que machucaria a cabeça de alguém se para lá fosse arremessado. É muito difícil vir à mente que este bloco é uma composição de átomos e que o espaço entre eles é enorme. Que a forma do bloco é garantida devido a forças físicas e que um átomo não está ligado fisicamente a outro.

Para conhecer o universo que nos cerca inicialmente imaginamos que tudo era como víamos. Que tudo poeria ser interpretado como sendo algo palpável. Quanto mais o conhecimento evoluiu, mais a realidade física se distanciou da realidade perceptível, o que obrigou a criação de instrumentos científicos cada vez mais sofisticados e que podem perceber coisas que nossos sentidos nem sonharem ser possível existir.

E assim a ciência vai caminhando, indo cada vez mais longe e gerando teorias cada vez mais transcendentes às nossas limitações físicas.
Como seria ver o universo com olhos que percebessem raios X? Ou que percebessem luz infravermelha ou ultravioleta ou ainda que conseguissem ter uma visão espectrográfica de um metal? A série Star Trek – A Nova Geração nos brindou com essa incrível possibilidade no visor de Geordi LaForge.

O tenente LaForge é cego. O problema está nos seus olhos e não no seu cérebro. Isto possibilitou que sua falta de visão fosse compensada através de uma prótese que realiza as funções de seus olhos. Só que este aparelho não reproduz a visão exatamente como um olho, mas transmite informações de vários tipos para o cérebro para que sejam interpretadas. Assim, o cérebro de LaForge recebe informações de vários comprimentos de onda e que devem ser interpretadas para que surja a imagem de algo compreensível.

Uma ideia de como LaForge se utiliza de seu visor para ver está no livro O Navio Fantasma (Ghost Ship). Nessa história, em um determinado momento LaForge relata à Dr. Crusher suas dificuldades para aprender a reinterpretar o universo à sua volta com o uso do visor.

No episódio para a televisão “O Âmago da Glória” (Heart of Glory) o visor de LaForge é conectado à tela principal da ponte. O que o visor manda ao cérebro não é nada parecido com o que o nosso olho envia para nós. As imagens parecem distorcidas e confusas como se estivéssemos vendo outro lugar. Quando LaFOrge e outra pessoa veem um mesmo local, cada sistema visual – o visor e o olho – seleciona e converte os dados à sua maneira para envio ao cérebro.

Imagine como seria o início da ciência se todos nós víssemos as coisas como LaForge vê através de seu visor. Será que teríamos descoberto as mesmas leis físicas que conhecemos hoje?

A CIÊNCIA E O MÍSTICO, por Epaminondas S. B. Ferraz

A SABEDORIA ORIENTAL

O que diz a ciência atual sobre as ideias básicas do misticismo oriental? Nos últimos tempos, a insistência nesse tipo de indagação tem chamado a atenção para que se faça um paralelismo entre o misticismo oriental e o conhecimento científico atual. De fato, com o advento da física moderna, no começo do século passado, dando explicações para a maioria dos fenômenos até então inexplicáveis pelos conceitos clássicos, uma nova gama de incertezas se abateu sobre os cientistas. A teoria dos quanta, o princípio da incerteza, o espaço-tempo, dualismo onda-partícula, a velocidade limite, etc., são temas que a princípio deliciam os estudiosos mais que, depois de uma reflexão mais profunda, chegam a ser frustrantes, pela falta de explicações mais convincentes a luz do conhecimento atual.

Os conceitos da física moderna parecem nos conduzir a uma nova visão do mundo que, surpreendentemente, nos mostra um intrigante paralelismo com as ideias expressas nas filosofias religiosas do oriente que aparecem, por exemplo, no Hinduísmo, no Budismo e no Taoismo.

O NASCIMENTO DA CIÊNCIA

A chamada filosofia ocidental deriva das escolas filosóficas da antiga Grécia, no século VI a.C., oriundas do oriente, numa época em que ciência, religião e filosofia se confundiam. A filosofia grega pré-socrática considerava que o universo era constituído a partir de uma substancia fundamental que, segundo Heráclito e seus seguidores era o fogo-etéreo e para outros seria uma essência desconhecida que constituiria a única realidade eterna.

Surgiu então a escola atomista liderada por Leucipo e consolidade por Demócrito, que considerava o universo como constituído de partículas indivisíveis, incriadas e indestrutíveis, diferentes apenas por sua forma e tamanho, as quais denominaram de átomos. Galileu, por ter sido o pioneiro a usar o método científico para combinar o conhecimento empírico com a matemática, é chamado de pai da ciência.

A CIÊNCIA E O MÍSTICO

Desde os tempos de Aristóteles quando a ciência se separou da filosofia e da religião, e depois com muito mais intensidade a partir do Renascimento, a civilização ocidental foi conduzida a exercitar o raciocínio concreto. O mundo moderno, tecnológico, nos força a nos alienarmos da natureza e do ponto de equilíbrio, desenvolvendo o concreto e esquecendo o intuitivo.

Fomos treinados para só acreditar no real, naquilo que se pode ver através dos nossos sentidos. O nosso mundo é concreto, tridimensional e tudo o que foge à nossa percepção nos soa como falso ou irreal. O que não é material é misterioso. Mas com o progresso da ciência, cada vez mais o mistério vai sendo explicado e passa a ser realidade. Por isso, é preciso que tenhamos sensibilidade e abstração para distinguir que muitas coisas que se nos apresentam como improváveis e até mesmo absurdas, poderão vir a ser uma realidade no dia de amanhã. Da mesma forma, essa atual busca pelos ensinamentos orientais e sabedorias antigas, pode ser um sinal de que uma nova era evolutiva, alavancada no desenvolvimento do pensamento intuitivo, pode estar surgindo.

AS PARTES E O TODO

O paradigma da mecânica clássica é: num sistema complexo, a dinâmica do todo pode ser entendida a partir das propriedades das partes. Ou seja, para se compreender o todo, o sistema complexo deve ser dividido em pedaços que o compõe, estudando-se as propriedades das partes e os mecanismos de interação entre elas. Com o advento da física quântica um novo paradigma se apresenta: as propriedades das partes só podem ser plenamente entendidas pela dinâmica do todo. O todo, portanto, é o fundamental e uma vez entendido, pode-se em princípio, compreender as propriedades e as relações entre as partes.

Essa mudança na maneira de pensar sobre as relações entre as partes e o todo, começou quando os físicos quânticos perceberam que a natureza, ao nível atômico, não se apresenta como um universo mecânico, formado por bloco fundamentais (tijolos, peças), mas sim, como uma rede de relações, uma verdadeira teia de interconexões. Verificaram que não podeima mais usar a noção de parte, como um átomo ou uma partícula, no sentido clássico. As partes são impossíveis de serem precisamente definidas isoladamente, pois se apresentam diferentemente, dependendo do contexto em que estão inseridas. O que quer qu se chame de parte é meramente um padrão que possui alguma estabilidade e portanto capta a nossa atenção.

Todas as coisas são vistas como interdependentes, inseparáveis, e como padrões transitórios de uma realidade última.

Curso gratuito e a distância de projeção astral e espiritualismo

A exatos um ano tive a ideia de criar um curso sobre projeção astral, já que este é um tema que estudo e vivencio a mais de 20 anos, mas após refletir cheguei na conclusão de que o fenômeno projetivo é apenas a “ponta do iceberg” que envolve muitos outros assuntos espiritualista dos quais não poderia ignorar.

Meu principal objetivo ao criar um curso gratuito é fornecer um material introdutório, porém ao mesmo tempo pontuando importantes tópicos relacionados com as temáticas das experiências fora do corpo e também da espiritualidade ou metafísica, principalmente por que considero estes assuntos temas inter-relacionados.

Observo atualmente nas redes sociais muitos debates sobre projeção astral que são infelizmente normalmente “rasos” com relação ao ocultismo, à teosofia entre outros aspectos metafísicos (ou de sabedoria esotérica) que o tema requer. Vejo até pessoas que estudam ou que até mesmo vivenciam a projeção astral dizendo ter medo da vida após a morte, medo de “espíritos” ou mesmo com afirmações esdrúxulas tais como sobre a morte do espírito, ou com posturas deveras materialistas que não condiz com o que almejam.

Assim como muitos fizeram e fazem cabe a nós pesquisadores compartilhar materiais embasados na espiritualidade, na pesquisa, na vivência de pessoas sérias ou até mesmo colocando um pouco de nossas vivências pessoais e leituras objetivando auxiliar aqueles que buscam um autoconhecimento sério e com responsabilidade evolutiva.

Não é por que um curso seja gratuito que será ruim ou mal elaborado. Muito pelo contrário, já realizei cursos pagos que me surpreenderam a falta de suporte, falta de atenção para com os alunos e principalmente de material didático (ou mesmo didática).

Ao divulgar este curso a primeira crítica que recebi foi relacionada com a atualização… Em resposta disse que pretendo mantê-lo em constante atualização, seja nos tópicos já existente ou criando novos tópicos, dentro da minha disponibilidade de tempo de pesquisas, leituras, reflexões e inspirações.

Não faço uso de palavras, termos e construções fraseológicas muito elaborada, já que a simplicidade e objetividade sempre fizeram parte de meu modo de ser, além do que não sou escritor e portanto minha habilidade neste campo é limitada.

Como pesquisador transito por diversas áreas buscando o que considero importante para o estudo e vivência do tema, seja no Espiritismo, na Teosofia, na Projeciologia, nas escolas esotéricas ou com pesquisadores/autores diversos.

Chega de conversa 🙂 e se você estiver interessado basta acessar:

http://alexeibueno.com.br/cursoviagemastral/

Autodefesa energética

Este tópico tem por objetivo refletirmos sobre defesa energética ou espiritual e gostaria de iniciar com duas perguntas:

1) Devemos nos defender de quê (ou quem)?
2) Porque deveríamos nos defender?

Se pensarmos bem em primeiro lugar devemos nos defendermos de nós mesmo, já que somos nós que criamos quaisquer dos processos energéticos que possam vir nos acompanhar. São nossos pensamentos, sentimentos e energias que criam nossa identidade e consequentemente o ambiente para aqueles que nos acompanham física ou extrafísicamente.

Cada pessoa carrega sua “mala psíquica”, da qual somos nós os responsáveis, contendo dentro dela “assinaturas energéticas” desta e de outras existências, o que cria nossa realidade atual.

Se a pessoa vive sempre sob uma perspectiva negativa da vida terá como companhia espiritual aqueles que também se sintonizam com esta mesma assinatura psíquica, já que semelhante atrai semelhante.

Penso que antes de falarmos de autodefesa energética é necessário um choque de realidade no sentido de encararmos nossas falhas emocionais, os dramas da existência terrena e convivências. Para exemplificar: pessoas que só falam de desgraças tendem a ter coisas ruins materializadas em suas vidas, afinal, se é assim que elas veem o mundo, é essa sua expectativa e é isso o que terão ao seu redor, tanto fisicamente falando como metafisicamente, mantendo desta maneira um círculo vicioso.

Aquele que vive com equilíbrio, vigiando os próprios pensamentos, trabalhando a reforma íntima e sem os meandros das conveniências está de certa maneira automaticamente “protegido”, já que consequentemente estarão bem acompanhados espiritualmente. Colocando de outra maneira isto quer dizer que se alimentamos a positividade através dos nossos pensamentos, sentimento e ações, por afinidade é isso o que atrairemos.

As técnicas de autodefesa têm muito a contribuir, já que propiciam um maior autodomínio energético, mas apenas elas não bastam para assegurar a eliminação do ambiente espiritual pesado, pois como já foi dito anteriormente nós criamos nossa realidade a cada instante.
Os maiores ataques extrafísicos que sofri foram em momentos de desequilíbrio emocional ocasionados pelas dificuldades da vivência física.

Com relação a técnicas o que se recomenda é:
1) Circulação de energias: também conhecido como Estado Vibracional (EV) ou também a técnica OLVE (que é um aperfeiçoamento do EV, criada pela Nanci). Quando você trabalha suas energias, circulando, movimentando isto impede de que consciências extrafísicas fiquem muito próximas e ligada a nós, de certa maneira nos possibilita uma “limpeza espiritual”, diria que uma espécie de “autopasse energético”.

2) Exteriorização de energias: quando “jogamos” nossas energias para fora o que está problemático também vai junto. Pessoalmente coloco minha força de vontade em ação juntamente com minha concentração no objetivo de “expulsar” energias para todos os lados. Após poucos minutos então gosto de pensar na natureza, no espaço sideral, na divindade, com o objetivo de renovar meu ambiente psíquico. Muitas vezes uma música instrumental auxilia.

Gostaria aqui de acrescentar que acredito que estas práticas sejam também particulares de cada um, não havendo uma “receita de bolo”. Se a pessoa se sente bem em acender um incenso, não vejo problema. Alguns poderiam dizer que música, incenso são muletas (e são), mas por outro lado de quanta muleta tecnológica estamos atualmente atrelados em nosso dia a dia, apenas para citar um exemplo? O prejudicial é colocarmos tais itens acima de nossa capacidade consciencial e principalmente fomentar o fanatismo.

3) Criar com a força de vontade e visualização criativa uma espécie de “capsula” ou campo de força em torno de seu corpo. De certa maneira nossos pensamentos plasmam realidades metafísica. Esta também é uma técnica comum nos meios ocultistas.

E o mais importante de tudo é: vigilância sobre os próprios pensamentos e mudanças positivas de atitude.

Alexei.

Sobre espiritualidade

O espiritualismo admite a existência de um princípio divido e portanto imortal em todo ser humano, chamado de espírito ou alma. Portanto muitas correntes filosófica e inclusive religiões vão de encontro ao espiritualismo neste ponto, sendo que o que as difere são as diversas crenças do que ocorre com o espírito após deixar o corpo humano ou antes de adentrá-lo, respectivamente em função da morte e do nascimento.

As religiões surgiram ao mesmo tempo em que o homem obteve sua crença na alma e elas tem por finalidade preparar os fiéis para cruzar as portas do além, porém muitas das religiões atuais – na realidade diria que assim como nas religiões primitivas – se resumem na clemência, em pedir a proteção de Deus ou mesmo favores divinos, em troca de alguns “sacrifícios”, que geralmente são bens materiais do próprio pedinte.

As escolas esotéricas também podem ser classificadas como espiritualistas ao se dedicarem a assuntos que dizem respeito a aspectos sutis da natureza. No entanto, os conhecimentos esotéricos são transmitidos a pessoas que se preparam para tal fim, conhecidas como iniciados, assim como os Rosacruzes e Maçons. Já o Espiritismo transmite seu conhecimento a todos que se interessem, de modo irrestrito. A Teosofia tem aspectos tanto esotéricos, quando exotéricos (ou seja, divulga seus conhecimentos ao grande público como também de maneira específica em certos grupos).

  • Alma: é a consciência encarnada ou a essência espiritual que anima cada ser humano.
  • Espírito: tem um significado ambíguo e muito geral (amplo), podendo inclusive ter muitos significados.

O materialismo é a corrente filosófica que só admite a existência da matéria e tem por consciência como sendo apenas uma manifestação ou produto das atividades do cérebro. A pesar de muitos colocarem Descartes como sinônimo de materialismo (cartesiano…) estão enganados pois Descartes era Rosacruz e portanto um sábio místico ou esotérico que certamente admitia nossa transcendência existencial. De qualquer maneira, todo ser humano se questiona em algum momento de sua vida sua questão espiritual.

Nem todo ateu é materialista, de fato muitos são pessoas que foram crentes mas que após diversas provas rejeitaram a fé pregada pelas religiões ou que não aceitam a definição de Deus que é proposta pelas religiões vigentes.

SOBRE ALGUMAS DOUTRINAS E FILOSOFIAS ESPIRITUALISTAS QUE ESTUDO:

A Teosofia é uma doutrina espiritualista que resume ideias filosóficas, religiosas e científicas inerentes às diversas religiões e culturas, consolidada por Blavatsky. Teria surgido inicialmente na Índia e é uma espécie de código moral divino que se encontra na raiz de todas as religiões ao longo da História, porém Blavatsky sintetizou das tradições orientais diversos termos que, através de sua versão moderna da Teosofia foram popularizados no Ocidente de maneira que conceitos tais como Maya (ilusão), Dharma (caminho), reencarnação e o Karma foram amplamente divulgados.

O movimento teosófico é influenciado por doutrinas tais como Taoísmo, o Budismo, a Cabala, o Cristianismo, a Gnose e o Hermetismo.

O lema da Sociedade Teosófica é “Não há religião superior à Verdade”. Na realidade não há nada superior à Verdade, porém esta Verdade pode e é relativa a nosso entendimento. A Verdade também está restrita a nossa lucidez ou limitação na compreensão dos mistérios da existência.

O Espiritismo é uma doutrina espiritualista de cunho filosófico, científico e religioso. Aqui no Brasil as características religiosas está muito presente, porém em sua originalidade observamos no consolidador “Allan Kardec” uma pessoa de forte base investigativa no sentido de organizar as informações passadas passada dos  espíritos aos médios consolidando uma nova doutrina ao mesmo tempo em que também observava o fenômeno com o crivo da razão e discernimento (veja o filme biográfico “Kardec”).

O interessante do Espiritismo é que está em constante evolução – pois utiliza da ferramenta mediúnica que é capacidade inata do ser humano em intermediar as consciências desencarnadas – de maneira que médiuns como Chico Xavier vieram a atualizar e ampliar os conhecimentos espirituais, a exemplo da obra “Nosso Lar” que detalhou muito nosso entendimento das cidades ou colônias extrafísicas.

Como toda doutrina, o Espiritismo também tem suas limitações e dificuldades, já que doutrinas são feitas por seres humanos, sejam eles encarnados ou desencarnados e uma das confusões do Espiritismo com relação à Projeção Astral é dizer que este é um fenômeno mediúnico ou que deverá ser desenvolvido apenas por médios e sob a tutela de algum centro espírita… Balela, a saída consciente do ser humano é inerente a todos nós e independe de doutrinas, filosofias ou religiões. Não há “donos” da viagem astral, mesmo que existam doutrinas que estudem este tema.

Projeciologia: Waldo Vieira trabalhou na mediunidade com Chico Xavier por diversos anos, inclusive psicografando livros em parceria. Livros dos quais um em especial foi psicografado de uma maneira muito interessante já que Chico e Waldo residiam em cidades diferentes de maneira que um psicografava os capítulos pares enquanto outro os ímpares – lembrando que na época mal havia telefones para se comunicarem – e ao unirem os capítulo obtiveram um livro totalmente consistente…

Após alguns desentendimentos internos Waldo deixou o movimento espírita com a finalidade de criar uma nova ciência, uma ciência que teria por base o espiritualismo e também a pesquisa e prática das experiências fora do corpo.

Ao criar uma nova ciência Waldo necessitou criar também termos e palavras com uma estrutura igualmente científica, no sentido de catalogar, detalhar e sintetizar tudo o que havia até então sobre os fenômenos da consciência, portanto a Projeciologia é a ciência da Projeção da Consciência, que é uma parte da Conscienciologia, ciência que trata da consciência.

Alguns termos criados foram muito importantes pois desvincularam a temática das experiências fora do corpo do apego religioso ou cultural. Eu, assim como alguns colegas utilizamos de alguns dos termos, como por exemplo “amparador extrafísico”, em referência à guia ou protetor espiritual. O próprio termo “consciência” é uma tentativa bem-sucedida de desvincular dos termos “espírito” ou “alma”. Somos seres autoconscientes de maneira que nossa Consciência é nossa essência, nossa realidade imortal. Na questão bioenergética o Estado Vibracional também é um termo hoje bastante divulgado.

Por outro lado, outros termos são complicados e alguns até mesmo engraçados, tal como a “baratrosfera” que significa o “umbral” dos espíritas, ou seja, as dimensões doentias onde encontram-se pessoas desencarnadas e perturbadas.

Também não podemos negar que alguns termos foram muito bem pensados tal como “energossoma” para o caso do duplo etérico, já que soma significa corpo e “ener” é um prefixo de energético. Nada mais justo para nomear um corpo energético sutil.

A Projeciologia (e também Conscienciologia) tem por lema o princípio da descrença, definido pelo lema “Não acredita em nada, experimente e tire suas próprias conclusões”, de maneira que diferente das religiões e algumas outras doutrinas esotéricas propões a experiência própria em oposição a crenças com base em tradição e na fé, o que é um posicionamento muito interessante no que se relaciona a projeção astral, paranormalidade e por que não no espiritualismo moderno.

AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosacruz (www.amorc.org.br) é uma organização internacional, de natureza filosófica, iniciática e tradicional, que perpetua o Conhecimento dos iniciados do antigo Egito.

Trata-se do conhecimento que grandes pensadores, metafísicos que vem sendo transmitindo desde a mais remota antiguidade. É também uma doutrina espiritualista, mas abordando diversos assuntos, desde conhecimentos científicos, às leis que regem o mundo metafísico.

O que mais me chamou a atenção na AMORC é a sua didática na transmissão dos conhecimentos (através de monografias – pequenos livros – que são enviados pelo correio mensalmente), e também por conter exercícios práticos que visam o desenvolvimento pessoal e também das faculdades psíquicas.

Compreendo a AMORC como uma “faculdade da vida”, abrangendo os assuntos materiais e também imateriais de nossa existência, sob uma roupagem iniciática, ou seja, constituída de graus que o estudante vai galgando no decorrer dos estudos, o que é interessante, pois até chegar no patamar onde abordam a projeção astral (chamada por eles de “projeção psíquica”) terá o estudante uma bagagem de conhecimento considerável, de maneira que não há como “queimar etapas”: é necessário conhecer determinados assuntos antes de estudar a projeção astral.

Naturalmente que a Rosacruz não aborda a projeção psíquica extremamente a fundo, já que a proposta é o desenvolvimento de diversas potencialidades com objetivo de proporcionar uma vida mais harmoniosa para alcançarmos saúde, felicidade e paz, o que envolve diversos temas.

Sendo uma organização de natureza iniciática existe o emprego de iniciações – das quais não há a obrigação do estudando em participar – que tem importância no ponto de vista psicológico e histórico. São como dramatizações que contém simbolismos e nos transmitem conhecimentos que de outra maneira talvez não fossem perfeitamente compreendidos, já que há neste caso também uma reação emocional quanto aos temas abordados nas respectivas iniciações.

O que mais chamou minha atenção na Rosacruz é o posicionamento questionador e filosóficos empreendido aos estudantes, atitude esta que afirma que não devemos aceitar algo sem questionar, que o saudável é sermos como “um ponto de interrogação ambulante”.

Para concluir estas reflexões, deixo a seguir três pontos ressaltados por Ralph M. Lewis, sobre espiritualidade, que permeia todas as doutrinas, filosofias espiritualistas e também religiões:

1 – É reconhecer a transcendência da imortalidade da consciência humana

2 – Reconhecer a existência de um poder onipotente e onisciente

3 – Reconhecer que o homem e todas as coisas tem sua origem no Único Transcendental

E como disse certa vez também Ralph M. Lewis: “espiritualidade é um sentimento pessoal sobre a relação com a divindade, não sendo a aquisição de credos e ritos”.

Acredito que o positivo seja mantermos uma abordagem eclética e universalista no estudo da espiritualidade, de maneira que independente da fonte do conhecimento, ou seja, sendo ela o Espiritismo, a Teosofia, a Rosacruz, ou as religiões e filosofias em geral, o importante é assimilarmos a porção que nos sensibilize a alma e toque positivamente nossa intuição, mantendo sempre o senso crítico para descartarmos o restante.

Espiritualidade é sinônimo de realidade, ou seja, é quando podemos ver além do véu da ilusão gerado pelas nossas crenças, para perceber a realidade que está por trás de todas as coisas.

Lucidez e rememoração

Segundo o pesquisador Cesar de Souza Machado, a lucidez é a qualidade ou estado de estar lúcido, é a clareza de inteligência, a perspicácia, a acuidade, o funcionamento normal das faculdades mentais. Quando lúcidos, nosso pensamento é claro, conciso e preciso.

Uma pessoa alcoolizada, para citar um exemplo, não está de posse de sua lucidez total ou no mínimo tem sua lucidez alterada negativamente já que sua percepção e sensibilidades biológicas estão quimicamente alteradas de forma prejudicial.

Por outro lado, mesmo sem a alteração artificial da lucidez todos temos variação no grau de nossa lucidez a depender de fases da vida e idade física.

Nosso nível de lucidez pode ser também ampliado quando em uma meditação profunda ou até mesmo em uma experiência de expansão da consciência (experiência esta inclusive proporcionadas por determinados tipos de projeção astral).

Podemos considerar, portanto, dois tipos de lucidez: a física e a extrafísica. No segundo tipo há a diferença de que não estamos utilizando de um cérebro material como “lente” ou filtro das percepções obtidas pelo corpo.

Podemos por motivos diversos nos projetarmos – durante o sono, por exemplo – e não gozarmos da lucidez necessária para percebermos nossa condição extrafísica e então ficamos inconscientes do fato de que estamos temporariamente desligados do corpo. Esta falta de lucidez nos causa uma espécie de coma de modo que ficamos inconsciente durante 8 horas ou mais das quais estivemos fora do corpo em função do descanso do corpo físico, lembrando que quem precisa descansar é o corpo não a consciência encarnada.

Realizo o vínculo entre a lucidez e rememoração pensando na teoria de que não lembrar das projeções astrais não necessariamente significa dizer que você não esteja lúcido fora do corpo. Penso que podemos até mesmo estar desfrutando de uma vida extrafísica relativamente ativa, porém ao acordar todas as manhãs não é comum rememorar uma vivência obtive em ambientes extradimensionais para os quais nosso cérebro não foi projetado para interpretar ou pelo menos na maioria dos casos não foi originalmente “treinado”.

A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações, assim como um computador. Se não tivéssemos memória a cada vez que acordarmos de manhã seria como se nossa vida iniciasse recursivamente a partir deste ponto.

Temos uma memória cerebral física e uma memória extrafísica e ainda é um mistério para a ciência onde fica armazenada nossa memória, porém sabemos que não se restringe ao cérebro físico.

Nossas experiências extrafísicas são registradas no cérebro espiritual (do corpo espiritual) do projetor e quando retornamos ao corpo físico, os cérebros se “unem”, cada um em sua respectiva frequência e as informações precisam ser transferidas para o cérebro físico para que a pessoa ao “acordar” possa saber que ocorreu uma projeção astral.

No momento da transferência de informações ocorre uma “estrangulação” das lembranças ou perdas de informações que podem ser parciais e, não raro, totais, resultando assim em nenhuma rememoração.

Segundo Wagner Borges, quando o projetor retorna da projeção consciente para seu corpo físico, ocorre uma verdadeira batalha mental, pois o cérebro, dentro de seu condicionamento tridimensional, rejeita as informações extrafísicas que a consciência trouxe consigo. Com isso, em frações de segundo, a consciência projeta alguns sonhos, misturando-os às informações extrafísicas, aparentemente sem lógica, objetivando o sepultamento delas no fundo de seu arquivo mnemônico.

Por fim, segundo Cesar de Souza Machado, é importante frisar que nenhuma experiência vivida se perde para a consciência. Elas ficam registradas nos cérebros espirituais e podem ser recuperadas futuramente, quando isso for importante.

Técnica projetiva do relaxamento

Introdução

No início de minhas primeiras projeções involuntárias eu desejava comprová-las para mim mesmo de maneira a ter uma verificação própria do fenômeno.

Particularmente a melhor técnica na qual pude repetir por diversas vezes com sucesso a projeção astral foi a técnica do relaxamento. Trata-se, porém, de um relaxamento guiado mentalmente pelo próprio praticante, juntamente com uma boa dose de força de vontade e empenho para manter a lucidez e não se entregar ao sono ou ao onirismo.

Esta é uma prática fácil e serve como base para diversos outros experimentos mais avançados, já que a base de toda prática parapsíquica está no desligamento temporário e voluntário de nossos sentidos físicos de maneira a aplicarmos nossa consciência em outros níveis de vibrações. Todo relaxamento faz com que o cérebro emita ondas alfas.

É uma espécie de “cochilo” consciente. A todo momento você tem de se esforçar para manter a concentração e não deixar sua lucidez se “apagar”.

Dicas preliminares:

Para melhor aproveitamento é interessante se possível seguir uma rotina diária, exceto naturalmente nos dias em que você estiver com sono ou muito cansado, já que nestes casos não haverá a concentração necessária para executá-los. (Uma rotina auxilia a “criar sinapses” e determinado condicionamento físico/espiritual).

Procure um local onde você possa permanecer isolado por alguns momentos.

Pratique num momento de calma, em ambiente de paz, com atenção e sem preocupação com o tempo. Particularmente prefiro reservar meia hora antes de “dormir”, principalmente levando em conta que já continuarei deitado na cama pelo restante da noite.

É interessante você manter um diário de anotações para registrar certas sensações e efeitos físicos e psíquicos que venham acontecer e desta maneira permitir você traçar um desenvolvimento em suas práticas. (praticar as técnicas projetivas também é uma maneira de realizarmos auto-pesquisa)

E não menos importante:

Nunca permita que o desânimo (ou mesmo preguiça) lhe tire a motivação

O desenvolvimento parapsíquico varia de pessoa para pessoa, por isso, não tente se espelhar nos resultados alheios.

Vamos para a técnica:

Deite-se ou sente-se numa cadeira confortável, fechando tranquilamente as pálpebras. Caso você não esteja muito cansado mentalmente ou fisicamente a ponto de dormir ou perder a concentração durante a técnica deite-se em sua cama.

Sinta seus pés e peça mentalmente a eles que relaxem, soltando ao mesmo tempo toda a musculação e tensão que por ventura esteja nesta região.

Faça o mesmo comando mental para suas pernas, tronco, costas, membros superiores (braços, mãos…), músculos faciais, couro cabeludo, tudo com calma e ao mesmo tempo relaxando cada parte o máximo possível, como se pesassem muito a ponto de que você não conseguisse mais mover tal região.

Após estar com seu corpo todo plenamente relaxado concentre-se em sua testa, imaginando que todo o seu ser se encontra neste ponto, ou seja, você é apenas um ponto… Desta maneira neste momento você retirou a atenção do seu corpo físico e neste momento é importante manter a concentração na vontade de se projetar, deixando ao mesmo tempo seu metabolismo o mais baixo possível (o que inclui uma respiração o mais lenta e tranquila possível).

Mantenha-se neste estado de puro relaxamento pelo tempo que desejar, mas não force para permanecer neste estado. Todo e qualquer exercício deverá lhe trazer bem-estar. Curta e desfrute deste momento!

Comigo, a partir deste estágio começo a sentir uma espécie de “cochilo consciente”, este cochilo vai e vem aumentando a frequência de maneira que com o passar do tempo ele surge e se mantém ao mesmo tempo em que eu continuo com minha lucidez… Então ocorre a projeção astral (ou inicialmente uma “projeção parcial” tal como uma perna ou um braço) podendo muitas das vezes ser acompanhada com o “estado vibracional” ou a “catalepsia projetiva”.

Após realizá-lo anote em seu diário de experimentos os efeitos causados de maneira a poder posteriormente medir seu progresso.