Lucidez e rememoração

Segundo o pesquisador Cesar de Souza Machado, a lucidez é a qualidade ou estado de estar lúcido, é a clareza de inteligência, a perspicácia, a acuidade, o funcionamento normal das faculdades mentais. Quando lúcidos, nosso pensamento é claro, conciso e preciso.

Uma pessoa alcoolizada, para citar um exemplo, não está de posse de sua lucidez total ou no mínimo tem sua lucidez alterada negativamente já que sua percepção e sensibilidades biológicas estão quimicamente alteradas de forma prejudicial.

Por outro lado, mesmo sem a alteração artificial da lucidez todos temos variação no grau de nossa lucidez a depender de fases da vida e idade física.

Nosso nível de lucidez pode ser também ampliado quando em uma meditação profunda ou até mesmo em uma experiência de expansão da consciência (experiência esta inclusive proporcionadas por determinados tipos de projeção astral).

Podemos considerar, portanto, dois tipos de lucidez: a física e a extrafísica. No segundo tipo há a diferença de que não estamos utilizando de um cérebro material como “lente” ou filtro das percepções obtidas pelo corpo.

Podemos por motivos diversos nos projetarmos – durante o sono, por exemplo – e não gozarmos da lucidez necessária para percebermos nossa condição extrafísica e então ficamos inconscientes do fato de que estamos temporariamente desligados do corpo. Esta falta de lucidez nos causa uma espécie de coma de modo que ficamos inconsciente durante 8 horas ou mais das quais estivemos fora do corpo em função do descanso do corpo físico, lembrando que quem precisa descansar é o corpo não a consciência encarnada.

Realizo o vínculo entre a lucidez e rememoração pensando na teoria de que não lembrar das projeções astrais não necessariamente significa dizer que você não esteja lúcido fora do corpo. Penso que podemos até mesmo estar desfrutando de uma vida extrafísica relativamente ativa, porém ao acordar todas as manhãs não é comum rememorar uma vivência obtive em ambientes extradimensionais para os quais nosso cérebro não foi projetado para interpretar ou pelo menos na maioria dos casos não foi originalmente “treinado”.

A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações, assim como um computador. Se não tivéssemos memória a cada vez que acordarmos de manhã seria como se nossa vida iniciasse recursivamente a partir deste ponto.

Temos uma memória cerebral física e uma memória extrafísica e ainda é um mistério para a ciência onde fica armazenada nossa memória, porém sabemos que não se restringe ao cérebro físico.

Nossas experiências extrafísicas são registradas no cérebro espiritual (do corpo espiritual) do projetor e quando retornamos ao corpo físico, os cérebros se “unem”, cada um em sua respectiva frequência e as informações precisam ser transferidas para o cérebro físico para que a pessoa ao “acordar” possa saber que ocorreu uma projeção astral.

No momento da transferência de informações ocorre uma “estrangulação” das lembranças ou perdas de informações que podem ser parciais e, não raro, totais, resultando assim em nenhuma rememoração.

Segundo Wagner Borges, quando o projetor retorna da projeção consciente para seu corpo físico, ocorre uma verdadeira batalha mental, pois o cérebro, dentro de seu condicionamento tridimensional, rejeita as informações extrafísicas que a consciência trouxe consigo. Com isso, em frações de segundo, a consciência projeta alguns sonhos, misturando-os às informações extrafísicas, aparentemente sem lógica, objetivando o sepultamento delas no fundo de seu arquivo mnemônico.

Por fim, segundo Cesar de Souza Machado, é importante frisar que nenhuma experiência vivida se perde para a consciência. Elas ficam registradas nos cérebros espirituais e podem ser recuperadas futuramente, quando isso for importante.

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