Visitas a diversos ambientes extrafísicos

Mirassol, 25 de agosto de 2016.

curso-sauloDiria que as lembranças de minhas andanças espirituais de hoje não foram conscientemente induzidas, mas certamente tiveram a lucidez positivamente incentivada através de um ótimo curso sobre projeção da consciência desenvolvido pelo amigo Saulo Calderon [https://www.youtube.com/playlist?list=PL4i5CG-o3OoGrwn6h8THrmS5BRf5tfAku]. Curso este excelente e de ótima didática! Recomendo a todos os interessados a assistirem e deixo aqui meu agradecimento pessoal pelo fato de que graças ao mesmo pude melhorar minha lucidez ao ponto de poder recordar-me desta experiência que irei relatar a seguir.

Após assistir o Capítulo 3 do referido curso, já estando na cama, fechei o Tablet e virei para o lado, desejando dormir. Não tinha exatamente a pretensão de realizar uma projeção lúcida, mas o assunto estava pipocando em minha mente, mesmo que cansada após um longo dia de trabalho.

museu_ABC_aranguren_gallegos_arquitectos (6)Quando retomei a lucidez lembro-me de estar em algum ambiente fechado no plano espiritual, pensei ser algo como uma bonita recepção de um hotel, mas sentia também como sendo algo semelhante a um imenso galpão onde havia pessoas residindo, pois reparei que havia quartos, com possivelmente camas e guarda-roupas.

O ambiente era enorme e eu estava lá como visitante ou observador. Após algum tempo inesperadamente e de forma instantânea o ambiente mudou totalmente e eu me encontrava agora em outro recinto que também era um ambiente fechado, mas diferentemente do anterior observei que havia muitas mudanças: as paredes eram belas, com uma luminosidade esverdeada como nunca vi no plano físico, também surgiu belas esculturas artísticas, quadros nas paredes etc.

Havia pessoas de diversos países, pois não conseguia me comunicar com algumas, não sei se por alguma dificuldade de sintonia, porém com outras entendia perfeitamente e ficávamos felizes ao nos entender. Pena que não pude me recordar do que conversávamos apenas lembro-me de minha surpresa quando exclamava algo como “… Puxa que legal! Você está me entendendo!…”.

Resultado de imagem para chafariz ledApós outro lapso igualmente instantâneo me encontrava novamente em outro ambiente, que de forma semelhante era amplo e fechado, porém igualmente ou mais bonito do anterior! Observava uma fonte ou chafariz de água, quadros bonitos, certamente um local de raro requinte, caminhava por todos os lados, olhando as pessoas, o ambiente, as obras de arte etc.

Por algum fenômeno que desconheço de tempos em tempos minha consciência trocava de ambiente sem que houvesse uma repetição, sendo que cada novo lugar era mais bonito que o anterior, exibindo sempre uma característica específica, seja na cor das paredes, nas obras de arte, na arquitetura, etc.

Provavelmente passei por ambiente das mais diversas cores, tais como verde, vermelha, marrom, porém todas as cores eram belas, muito vívidas e positivamente diferentes das cores que observamos por aqui de modo que é difícil descrevê-las.

Após passar por no mínimo cinco ambientes diferentes de maneira lúcida Resultado de imagem para museu modernoraciocinei que seria impossível meu cérebro (do corpo físico) memorizar tamanha beleza de cores e formas em tão numerosos lugares e senti pena pela realidade de que grande parte desta vivencia se perderia ao meu retorno para o limitado corpo físico.

Após este último pensamento, relacionado ao meu corpo físico, retornei imediatamente, já no horário habitual de acordar. Felizmente com a lembrança vívida, mesmo que ainda pequena em comparação com o que vivenciei enquanto lúcido do lado de lá.

Analisando agora minha própria experiência, enquanto anoto em meu diário, penso que provavelmente visitei alguma colônia extrafísica ou cidade espiritual, que era organizada algo como que de forma “setorizada” em diversos ambientes, que talvez atendessem ao gosto das pessoas que lá moravam.

Entrevista com Flávio Amaral (3º Parte)

Esta é a continuação e da entrevista concedida por Flávio Amaral, em 05/01/2016

Alexei – Qual sua opinião sobre a espiritualidade, ou seja, sobre as correntes espiritualistas com relação não sob o ponto de vista religioso, mas sim filosófico, tais como Budismo, Teosofia e Espiritismo? Sua visão neste aspecto alterou após sua saída dos grupos conscienciólogos?

espiritualidadeFlávio – Alterou muito. Antigamente eu as rotulava de “religião”. Colocava também a Parapsicologia no conceito de “ciência convencional”. E assim, sobrava só a Conscienciologia, como representante do que interessava. Um ano depois da minha saída, quando comecei a reler meus próprios artigos e livros, percebi que aquele discurso já não fazia qualquer sentido. Foi um ano em que me dediquei a assuntos “não espiritualistas”, por exemplo a Informática. Mas só de ficar fora daquele ambiente, aquelas ideias carregadas foram se dissipando. Me aproximei de áreas da Filosofia, Psicologia e da própria Parapsicologia. Retomei o gosto pelas Artes. Aí fui percebendo como eu ignorava um amplo universo de conhecimento. Eu estava literalmente “formatado” pela Conscienciologia.

Passei a não ter afeição especial por correntes de pensamento. Os campos de conhecimento são de domínio público, então depende de cada autor fazer um trabalho de boa ou má qualidade naquele campo. Então eu sou mais de buscar autores de boa qualidade do que me afeiçoar por alguma linha. Gosto muito da Parapsicologia, mas prefiro um texto bem escrito por um materialista ou por um behaviorista do que um texto ruim escrito por um parapsicólogo, e vice-versa. Não me considero um “pesquisador”, um profissional de alguma especialidade. O que eu faço é buscar compreender os problemas que surgem na minha vida, então vou estudar para buscar resolvê-los, onde quer que seja.

Acho que as espiritualidades se preocupam em tentar explicar coisas, e neste ponto acabam colocando o carro à frente dos bois. É mais ou menos o que observo acontecer com a Conscienciologia também. Tentam fazer o trabalho dos cientistas que eles tanto criticam. O melhor que as espiritualidades nos oferecem não está no campo explicativo, mas no campo terapêutico e artístico. E são campos que dispensam explicações. Uma cura se justifica por ela própria. Se o resultado é consistente, não importa se foi “espírito”, “placebo”, “sugestão” etc. Uma pintura mediúnica, romance ou carta psicografada, idem. Os espiritualistas bem-sucedidos são os que apresentam bom resultados, e não boas explicações. De vez em quando tento aplicar em meus amigos alguma técnica de regressão a vida passada ou experiência fora do corpo. Não me importa se o cara saiu do corpo, se lembrou de outra vida, ou se aquilo é um fenômeno mental apenas. O que me importa é se consegui promover uma experiência que foi enriquecedora para a pessoa.

ceaec_tertuliariumAlexei – Quais lições boas e ruins você assimilou, tomando por base sua produtiva participação nos grupos Conscienciológicos e também após rever atualmente os fatos ocorridos?

Flávio – São 15 anos de lições boas e ruins. Conforme cada momento umas me marcaram mais do que outras. Algo que me marca muito atualmente eu li algum tempo depois de sair de Foz do Iguaçu, quando tentava compreender o que havia acontecido. É uma frase de Jeannie Mills, ex-discípula e sobrevivente de Jim Jones, líder do People’s Temple. Ela disse: “Quando você encontrar as pessoas mais amigáveis que já conheceu, que lhe apresentem para o grupo mais afetuoso que você já encontrou, e achar o líder a pessoa mais inspiradora, cuidadosa, amorosa e compreensiva que já viu, e então descobrir que a causa do grupo é algo que você nunca ousou imaginar poder ser alcançada, e tudo isso parecer bom demais para ser verdade, provavelmente é bom demais para ser verdade! Não abandone sua educação, seus desejos e ambições, para seguir um arco-íris.”

Alexei – Em sua opinião você acredita ser a Projeciologia uma proposta válida para uma nova ciência nos estudos relacionados com as projeções da consciência?

projeciologia_livroFlávio – Para estudar e pesquisar a experiência fora do corpo nunca foi necessária a Projeciologia. Há diversos métodos e técnicas de pesquisa amplamente conhecidos e que já são utilizados para pesquisar o assunto, a exemplo de estudos com amostras populacionais, estudos em laboratório, estudos de caso, ensaios filosóficos, levantamentos bibliográficos e mesmo os relatos pessoais em primeira pessoa. A Projeciologia é basicamente uma estratégia publicitária que procura convencer as pessoas de que fora dela não existem trabalhos relevantes feitos sobre a EFC. Livros novos sobre Viagem Astral no Brasil acabam usando as palavras novas de Vieira, fazendo pensar que são “descobertas” ou “novos achados” de pesquisa, quando na verdade são palavras novas aplicadas a conceitos espiritualistas antigos, os quais Vieira não faz questão nenhuma de citar, para permanecer como o centro dos holofotes.

Nesses exatos 30 anos de Projeciologia (1986-2015), devido ao seu isolamento, ela não conseguiu contribuir com pesquisas externas sobre o assunto, nem soube aproveitar as contribuições de outras áreas. Repito: para estudar a EFC, não precisamos das palavras novas projeciológicas. Basta ter alguma pergunta ou dúvida e buscar meios para resolvê-la. São os passos básicos de qualquer trabalho científico ou indagação filosófica. O resto não é pesquisa mas divulgação e publicidade.

Alexei – Gostaria de saber com relação a sua vivência no CEAEC (Centro de Altos Estudos da Conscienciologia), de certa forma próxima a Waldo Vieira, qual seria sua impressão e opinião do propositor da Conscienciologia (e Projeciologia). Waldo seria uma pessoa de grande evolução no aspecto digamos de paranormalidade ou espiritual? Ou apenas um médium estudioso?

prof._waldo_vieiraFlávio – Não o coloco num patamar “evoluído”, no sentido ético. Presenciei alguns fenômenos dele que não sei como explicar a não ser pela telepatia ou cura à distância, entre outros. Nada muito “hollywoodiano” mas que me causaram uma forte impressão de ser uma pessoa com alguma paranormalidade.

Ele é um leitor voraz e, com isso, tem bastante cultura geral e sempre consegue trazer ideias inspiradoras. Quando você tem cultura geral é mais fácil seduzir os outros. Waldo utiliza isso com maestria. Ele pode falar sobre Biologia ou Política, por exemplo. Não o suficiente para impressionar um biólogo ou um cientista político, mas para captar a atenção de um novato no assunto, que pode achar fantástico aquele homem de barba branca que sabe de tudo.

Muitos jovens, no período natural de contestação familiar, acabam se afeiçoando a ele em substituição à antiga figura paterna. Mas Vieira não consegue estabelecer relação de pé de igualdade com as pessoas. Intelectualmente, por exemplo, ele evita mencionar os autores de onde ele tira suas ideias. Assim, permanece n o centro dos holofotes. Para se relacionar com Vieira, você precisa estar a serviço dele. Precisa ser uma relação onde você precisa dele mas ele não precisa de você. E para falar de sua paranormalidade, bem, basta lembrar que em Maio ele informou a todos que 40 espíritos ultra-avançados o haviam procurado para dar diretrizes sobre seus próximos 7 livros mas, 1 mês depois, ele decide fazer uma cirurgia cardíaca invasiva, de caráter não-urgente, em pleno inverno de Foz do Iguaçu, falecendo devido a complicações no pós-operatório. São coisas que não batem, sabe?

Alexei – Atualmente como dissidente como você imagina que seja visto pelos grupos de Conscienciólogos? Fariam eles uma imagem de alguém que foi ou está digamos “obsedado”, ou mesmo como o próprio Waldo disse na Tertúlia citada na segunda entrevista como alguém com personalidade “psicopática”? Como alguém destinado ao “umbral” ou como eles denominam “baratrosfera”? Ou apenas no sentido de não estar digamos “preparado” aos conhecimentos que no ponto de vista deles seriam o que há de melhor?

cartao-vermelhoFlávio – Quando você sai (seja expulso ou por vontade própria) da comunidade conscienciológica, igual ao que ocorre com as Testemunhas de Jeová, Gnose, Cientologia, Opus Dei entre outras, você se torna uma “não-pessoa”. E cada indivíduo irá buscar a explicação que lhe convier. Se perguntar na comunidade conscienciológica, cada um irá lhe responder uma coisa diferente, inclusive estas possibilidades que você mesmo citou. Um termos que eles gostam de usar é “ressentido”. É como se eu te desse um soco na cara e agora você não pode me criticar por isso pois você está “ressentido”.

Uma coisa é certa: as respostas são curtas, prontas, com pouca elaboração. Eles se apegarão à primeira frase que fizer sentido, para não pensarem muito e correrem o risco de cair em alguma contradição. Pois é muito duro para alguém que mudou toda a sua vida em nome de uma causa conscientizar-se de que o grupo tem incoerências desse tipo, ou de que o grupo possa não ser o melhor caminho a seguir.

Vou usar uma comparação drástica e espero que as pessoas não se sintam ofendidas com ela. Não é um juízo moral, mas uma analogia apenas. É parecido com tentar conversar com a pessoa viciada em algum narcótico e deslumbrada com seus “novos amigos” de vício. Para essa pessoa, os não viciados, os de fora, representam algo ruim. Ele vai chamar de chatos, caretas, hipócritas, qualquer coisa. Não importa, são meras frases prontas para dispensar o que for externo e diferente. Se você começar a fazer muitas perguntas para ele, ele se tornará agressivo. Toda família nota isso, tanto em um filho que entrou para a droga como em um filho que entrou para um grupo manipulador.

Essa agressão é uma reação de impaciência, pois a pessoa está cheia de incoerências e cada pergunta deixa ela exposta a dissonâncias cognitivas. Em contrapartida, os novos companheiros, que ele mal conhecia, agora se tornaram os melhores amigos. Simplesmente pois todos protegem uns aos outros em torno desse interesse comum, que é um interesse monopolizador e altamente indutor de dependência – a droga. Se um dia este viciado resolver largar o vício, aqueles “melhores amigos” irão esquecer dele, pressioná-lo ou até estigmatizá-lo e odiá-lo.

Leia as duas partes anteriores desta entrevista:

Entrevista com Flávio Amaral (2º Parte)

Entrevista com Flávio Amaral (1º parte)

Fonte das imagens (ilustrações) desta parte da entrevista:

http://institutopaideia.com.br/noticia/palestra-gratuitas-tem-como-pauta-a-espiritualidade-e-inteligencia-emocional/

http://redeglobo.globo.com/sc/rbstvsc/noticia/2015/05/reporter-da-rbs-dirige-documentario-sobre-obra-de-waldo-vieira.html

Entrevista com Luiz Roberto Mattos – Hipnose e Espiritualidade

Ihipnose1ntrodução: A hipnose é um estado psicológico especial gerado por um processo de indução, no qual o indivíduo fica suscetível à sugestão do hipnotizador. Nesta entrevista aproveitamos o conhecimento de Luiz Roberto Mattos da hipnose, de suas vivências práticas em experiências fora do corpo, diversas outras relacionadas com fenômenos mediúnicos e espirituais em geral para abordar este interessante tema de maneira diversificada.

Alexei: Luiz gostaria de iniciar nossa entrevista perguntando a respeito de sua formação em hipnose, qual curso foi necessário realizar para aprender a técnica e se tornar um hipnotista?

Luiz: Comecei a fazer regressão de memória com 20 anos, mas somente fora do corpo, induzido por meu mentor espiritual. E somente muitos anos após, depois dos 40 anos, descobri que em Salvador existia um grande hipnotista, um dos melhores do Brasil, professor universitário, que dava curso de hipnose, o professor Antonio Carreiro de Almeida. Fiz o curso com ele, gostei muito, e repeti o curso, e depois fiquei alguns meses indo aos domingos somente para a parte prática. Com isso eu aprendi a hipnotizar, e fiz muitas experiências com amigos e familiares fazendo-os regredirem. Descobri que fazer regressão não era tão difícil quanto imaginava antes.

Alexei: A palavra “hipnose” no dicionário está relacionada a “sono”. Qual seria a diferença da mente quando hipnotizada da mente do sujeito que está dormindo?

Luiz: A palavra hipnose deriva de hipnos, deus grego do sono. Todavia, em que pese do ponto de vista externo, de quem vê uma pessoa sob o efeito da hipnose, parecer estar ela dormindo, na verdade ela está totalmente consciente, ouvindo tudo ao seu redor. Mas não interfere no processo da hipnose. Não sai do processo hipnótico sozinho, isto enquanto o hipnotista está agindo sobre ela com suas palavras. E a recordação ao sair do chamado transe hipnótico vai depender do comando do condutor da hipnose. Se o condutor der comando para a pessoa nada lembrar ao “despertar” (sair do transe), ela de fato não se recordará de nada ao sair do transe.

hipnose2Alexei: Todas as pessoas podem ser hipnotizadas ou para que a técnica funcione a contento é necessário se permitir vivenciar a experiência? Seria um pré-requisito possuir determinada capacidade de concentração ou de meditação?

Luiz: Pelo que aprendi no curso, e pelo que recordo,  somente cerda de 2% das pessoas não conseguem entrar no transe hipnótico, ou seja, não conseguem ser hipnotizadas. E isso é fruto de pesquisas. Isso acontece porque 1% tem problemas neurológicos, problemas mentais, e 1% por dificuldade de concentração. As pessoas que não conseguem se concentrar, por alguma razão, não conseguem entrar no transe hipnótico. É porque a hipnose trabalha exatamente com a concentração, seja na voz do condutor, um som ou um objeto…mas 98% são suscetíveis de ser hipnotizadas!

Mesmo que a pessoa não se permita, que mentalmente rejeite os comandos do condutor, se ela estiver concentrada na voz do hipnotista, pode ser hipnotizada. Isso aconteceu com uma amiga minha, que sem me dizer ficou resistindo por vários minutos, mas acabou fechando os olhos e entrando no transe hipnótico. Ao sair do transe, me confessou que resistiu ao máximo…rs

Já vi muita gente ser hipnotizada contra a vontade!

Alexei: O que exatamente seria o subconsciente e como funciona esta memória? Como seria possível, por exemplo, conforme vi em sessões de hipnoses realizadas na TV lembrarmo-nos do que ocorreu com nossa mãe enquanto que na época ainda estávamos sendo gerado no útero?

Luiz: Difícil dizer “exatamente” o que é o subconsciente…rs

Essa é uma definição de psicólogos e filósofos.

O que posso dizer, com base em minhas experiências espirituais, inclusive de meditação yogue, é que na verdade não existe uma separação real em nossa mente. Somos um ser unitário. Chamamos de espírito ou alma. Migramos de corpo em corpo, as reencarnações. E a nossa essência não se perde. Ela se conserva e evolui. Mas a cada nova encarnação, sendo novo o corpo, e novo o cérebro, as memórias (lembranças) da vida anterior são adormecidas, como se fossem arquivadas em pastas em um grande arquivo, ou, para usar uma linguagem moderna da informática, nossos arquivos de memória a cada existência vão sendo armazenados nas “nuvens”…rs…para não encher o nosso “HD”…rs

Cada vida com sua memória armazenada em um arquivo próprio, uma pasta própria. Então temos muitos milhares de pastas (arquivos) armazenadas nas nuvens, em uma dimensão muito sutil, e não sabemos a senha para acessar esses arquivos…rs

Como podemos chamar esses arquivos de memória que não conseguimos acessar? Podemos chamar de subconsciente? Ele está “abaixo” (sub) do consciente! Na verdade não está abaixo, mas numa dimensão mais sutil, invisível. Está nas “nuvens”!

Nossos mentores espirituais podem acessar esses arquivos, e nos fazer ver ou reviver algumas partes de seu conteúdo. Isso não é muito comum. Precisamos ter muita maturidade espiritual para acessar seus conteúdos, porque muitas vezes ele é traumático. O esquecimento do passado tem sua razão de ser, tem uma função!

Meu mestre Sana Khan me fez regredir a muitas vidas, como podem ver no meu livro Sana Khan – Um Mestre no Além, volume I. Mas isso estando eu fora do corpo.

Quando estávamos ainda no útero materno, já estávamos conscientes. Ouvíamos sons, ouvíamos vozes, sobretudo de nossa mãe. E isso tudo também foi  registrado em nossa mente, e no cérebro. Mas não permaneceu no consciente. Essa memória se deslocou para o subconsciente, foi enviada para as “nuvens”. Não conseguimos, normalmente, e sem ajuda, acessar esse conteúdo do tempo uterino. Mas com o processo da hipnose, até mesmo no grau mais leve, podemos acessar essa memória. Já fiz algumas pessoas reviverem esse tempo dentro do útero.

hipnose3Alexei: Agora abordando o aspecto digamos mais espiritual, como saber se em uma regressão de memória a pessoa está fantasiando ou resgatando uma memória real de uma existência ou encarnação anterior?

Luiz: Na hipnose você (sob efeito do comando de voz) não está no controle! O condutor do processo de hipnose assume o controle temporariamente. Há muitos graus do transe hipótico. No grau mais leve, algumas pessoas saem do transe se quiserem. Mas mesmo nesse caso elas não controlam o que veem, se estiverem vivenciando uma regressão de memória de verdade.

Estando você sem o controle mental, se o condutor da regressão, hábil, experiente, comandar para você voltar ao dia do seu aniversário de 5 anos, para o momento do parabéns, você rapidamente começa a reviver aquele momento, integralmente. Você se sente criança, pequeno, sente a mesma emoção daquele dia, vê as pessoas ao seu redor, tudo. É como voltar no tempo.

É impossível o hipnotizado fantasiar! Durante o transe hipnótico a pessoa não pensa, não faz julgamentos ou análises, não critica, ela apenas vê, ouve e sente…é um sujeito meramente passivo enquanto durar o processo da hipnose…

Alexei: Em um vídeo no Youtube assisti uma determinada pessoa que enquanto hipnotizada e com o uso de uma sugestão relatava sua vida futura, digamos daqui a trinta anos. Percebi que havia certa exatidão no que dizia, citando sua futura profissão, estado de saúde etc. Naturalmente que esta pessoa estava fantasiando, pois esta vida futura não existe ainda. O que se passa neste caso? Se caso uma pessoa pode fantasia para uma “vida futura” não poderia ocorrer o mesmo processo para uma “vida passada”?

Luiz: Não se trata aí de regressão de memória. A regressão, como o próprio nome diz, tem a ver com regressar, voltar atrás…

Só podemos regressar ao passado, em processo de regressão de memória, aos arquivos de nossas vidas, armazenados nas “nuvens”.

Esse arquivo, que é individual, só contém as nossas vidas passadas.

Não temos registro do que ainda não aconteceu!  De uma vida ainda não vivida…

Então, só consigo imaginar a possibilidade de visualização do futuro, de uma vida futura, adentrando outro tipo de “arquivo”, que é do planejador…Deus!

Algumas poucas pessoas têm o dom genuíno de adentrar esse “arquivo”, ou essa mente, divina, e ver o futuro. O mais impressionante caso, pela riqueza dos detalhes apresentados, foi Nostradamus.

Não temos como afirmar se o vídeo e seu conteúdo são verídicos! Ou se a pessoa estava realmente hipnotizada! Ou simplesmente imaginando…

Mas como disse antes, na hipnose verdadeira o sujeito hipnotizado não tem controle sob o conteúdo que vem à sua mente…não pode imaginar…ele sequer está pensando…é passivo no processo…

Alexei: Luiz, qual é a sensação de alguém enquanto está hipnotizado? Ficamos “dormindo” ou lúcidos? Escutamos o que falamos e lembramos posteriormente da experiência ou não?

Luiz: O hipnotizado está consciente e totalmente lúcido durante todo o processo! Recorda-se, normalmente, de tudo após sair do transe hipnótico, a não ser que o condutor da hipnose dê comando para ela não lembrar de nada!

Só para exemplificar, uma vez no curso de hipnose, na parte prática, que era chamada de Hipnose de Palco, uma rapaz magrinho, que estava sendo preparado (com hipnose) há alguns dias para o “espetáculo”, foi hipnotizado e recebeu o comando para ficar rígido (duro) como uma tábua. Imediatamente ele ficou reto e imóvel. Então dois rapazes pegaram ele e colocaram a cabeça num banco alto e os pés em outro. A maior parte do corpo flutuando no ar, sem qualquer apoio! Na horizontal! Ele nem inclinou. E estava com os olhos fechados. Era como uma tábua, horizontal, imóvel. Então o mestre de hipnose colocou na barriga do rapaz uma pedra de piso, grande, quadrada, e pegou uma marreta e deu uma porretada na pedra, que quebrou e caiu no chão. Depois mandou tirar o rapaz e colocar em pé novamente no chão, e tirou ele do transe.

Como o rapaz foi se sentar do meu lado, aproveitei para interrogá-lo. Perguntei se ele estava consciente, ouvindo tudo ao seu redor, se sentiu a marretada e se sentiu dor. Ele me respondeu que estava consciente o tempo todo, ouvindo tudo, sentiu a marretada, mas não sentiu dor alguma!

Esse é um dos experimentos mais impressionantes que eu já assisti e que mostram o que pode fazer a hipnose!

Alexei: Em seu livro “Sana Khan I” você relata a vivência de diversas regressões de memórias, mas ocdivulgacao-sana-khanorridas fora do corpo, em experiências que conhecemos como viagem astral ou projeção da consciência. Estas regressões foram realizadas sob um processo semelhante ao da hipnose?

Luiz: Não, não foi utilizada a hipnose nessas regressões no plano astral.

O mestre Sana Khan, mentor muito elevado, e com grande poder energético, tocava na minha testa e isso me fazia acessar os arquivos de memória do meu subconsciente, nas “nuvens”…rs

Alexei: Luiz, já li na internet que há alguns profissionais que trabalham com hipnose sob o ponto de vista terapêutico da regressão a vidas passadas que dizem que na técnica utilizada o terapeuta atua apenas como um intermediário ou facilitador, sendo que a regressão em si é realizada pelo Amparador (ou Guia Espiritual) da pessoa que submete ao procedimento. Neste caso a pessoa irá lembrar e vivenciar exatamente o que for permitido pelo guia e ambos (guia e terapeuta) trabalham em conjunto. Você já ouviu falar desta técnica? Poderia detalhar o funcionamento da mesma?

Luiz: Não conheço ninguém que faça isso! Digo um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra.

O conselho de psicologia não admite esse tipo de coisa! Para a ciência, não existe espírito, e portanto não existe reencarnação! Então não existe regressão de memória a vidas passadas!

Trabalhar com isso não é científico! Ainda não!

Dessa forma, o psicólogo que for descoberto fazendo isso pode ter o seu registro cassado…uma famosa psicóloga de Salvador que fazia Terapia de Vidas Passadas teve problemas com o Conselho por causa disso!

No futuro, acredito, isso será comum, e aceito! A hipnose é uma ferramenta que, se bem utilizada, pode fazer maravilhas! Pode ajudar a curar traumas, fobias, vícios, etc. E já é utilizada por alguns odontólogos (dentistas) como substituto da anestesia.

A parceria de um bom psicólogo ou terapeuta com um mentor espiritual pode ajudar muito o paciente. O mentor espiritual conhece melhor o paciente do que o terapeuta, e mais, conhece o passado (vidas passadas) do paciente, sabendo bem o que gerou certos traumas, fobias, transtornos mentais, etc. Isso pode ser de grande ajuda! Mas quantos psicólogos e terapeutas veem espíritos, ou ouvem, e sabem lidar com isso?

Na atualidade, se um psicólogo ou terapeuta disser que vê ou ouve espíritos, será logo tido como esquisofrênico…rs

Alexei: Você consegue durante uma experiência fora do corpo obter acesso a suas memórias de vidas anteriores de maneira voluntária, caso positivo seria um fenômeno semelhante a uma auto-hipnose? Seria este o caso dos relatos que temos na literatura ocultista de acesso aos “registros akáshicos”?

registrosLuiz: Não consigo acessar o tempo todo ou na hora que quiser meus arquivos de vidas passadas! Consigo muitas vezes, com grande esforço mental, e de acordo com a necessidade, e mesmo sozinho, sem a ajuda do mentor espiritual.

Não é auto-hipnose! É uma concentração focada! Um desejo forte!

Às vezes antes de dormir penso firmemente que gostaria de ver o que deu causa a uma desavença na família, por exemplo, relacionada com vidas passadas, e quando saio do corpo eu vejo. Nem sempre é, no entanto, uma regressão de memória minha. Posso ver o passado como um filme, ou estando num ambiente tridimensional, mas sem interferir, acompanhando tudo.

Outro dia eu estava (fora do corpo) num ambiente assim, como se estivesse lá, no passado, dentro de uma base da Marinha americana, vendo minha esposa vestida com a farda da marinha. Eu já sabia que ela atuou com agente secreto comigo na Segunda Guerra, sendo eu oficial da Marinha americana, mas não sabia que ela também era da Marinha. Então eu disse ao espírito que estava comigo durante essa vivência fora do corpo “Então Vanda também era da Marinha!”. Não era uma regressão de memória! Eu estava vendo o passado, cenas de outra vida, mas eu não estava participando da cena!

O que são “registros akásicos”? Penso ser o ambiente que eu chamei de “nuvem”, fazendo um paralelo com a informática. As “nuvens” estão em algum provedor! Qual é o provedor de todos os seres do universo? Até mesmo o nome provedor já nos remete ao Provedor…rs

O Provedor Universal…o Absoluto…a Consciência Cósmica Universal…

Alexei: Com o auxílio da hipnose poderia uma pessoa obter uma experiência fora do corpo? Poderíamos utilizar de uma sugestão hipnótica com o objetivo de melhorar nosso nível de lucidez enquanto fora do corpo ou para auxiliar a rememoração das vivências extrafísicas após retornar?

Luiz: Acredito que sim! E penso nisso há anos!

Ainda não tive oportunidade de testar minha teoria a este respeito…rs

Aceito cobais…rs

Alexei: Será possível também através da hipnose conseguirmos realizar contatos mediúnicos com um espírito (ou Consciência) desencarnado?

Luiz: Bom, estou entendendo que seria um contato psicofônico de um espírito desencarnado através da pessoa submetida à hipnose…

Se a pessoa é médium de psicofonia, acho, em tese, possível. Isso porque a hipnose levaria mais rapidamente o médium a um estado de passividade mental, evitando sua interferência no processo de comunicação.

A incorporação (psicofonia) é um processo complexo, que envolve inclusive o afastamento parcial do corpo astral do médium, para que o desencarnado faça um acoplamento do seu corpo astral. Só testando para ver…rs

Alexei: É possível preencarnacaoela hipnose de regressão recordar o tempo entre vidas? Ou seja, recordar do que vivenciamos antes de encarnarmos ou exatamente após desencarnarmos? Normalmente o que as pessoas em média relatam destes períodos?

Luiz: Há nos estados Unidos, pelo que li algum tempo atrás, pessoas fazendo experimentos com isso. Fazendo a pessoa regredir ao período que chamam de intervidas. O período que passamos no mundo espiritual (Plano astral) entre duas encarnações.

Isso é muito interessante! Poder recordar das andanças em cidades do mundo espiritual, os estudos e o planejamento reencarntório prévio, etc. Mas acho que ninguém gostaria de lembrar do tempo que passou no Umbral por causa de suas ações na última vida…rs

Alexei: Seria possível utilizarmos da hipnose em uma sessão mediúnica e através do médium poder hipnotizar o espírito desencarnado comunicante para que o mesmo, por exemplo, se recorde de erros cometidos no passado?

Luiz: Sim! Aprendi isso com um grande coordenador de reunião mediúnica chamado Professor Walter Porto, o maior doutrinador que conheci em centro espírita!

Iniciamos um trabalho mediúnico em 1978, em um centro espírita de Salvador, e nele Professor Walter fazia os espíritos, quando necessário, verem o seu passado em uma tela na sua frente.

É claro que havia também a participação dos mentores do trabalho, que colocavam um aparelho semelhante a uma televisão na frente do espírito. Mas era o comando de voz do doutrinador (facilitador) que levava o espírito a acessar seus arquivos nas “nuvens”, no seu subconsciente.

Eu fui dirigente de reunião mediúnica em alguns grupos, durante muitos anos, e fazia isso direto, e ensinei outros doutrinadores a fazerem isso.

Para trabalhar o perdão, sobretudo, essa técnica tinha uma eficiência de quase 100%!

Um espírito se vingando ou buscando se vingar de um encarnado quando vê o passado, fazendo, ele próprio, o mesmo, ou coisa pior à sua atual vítima, na maioria das vezes para, pensa, e desiste ao menos da vingança..daí até o perdão é uma questão de tempo não muito longo…e se o espírito desistiu da vingança, muitas vezes termina aí um processo de obsessão…resolveu de imediato o problema do encarnado (se for só uma obsessão!)…

Alexei: Agradeço pelo seu tempo no pronto atendimento e na resposta deste interessante assunto e gostaria que você nos deixasse uma mensagem para aqueles que estão interessados em aprender hipnose, realizar uma hipnose de regressão ou que desejam se aprofundar no assunto.

Luiz: Em primeiro lugar, digo que a hipnose há algum tempo começou a ser desmistificada!

A hipnose foi muito mal utilizada no passado, e por isso sofreu grande crítica e preconceito!

Algumas áreas da ciência têm redespertado o lado bom e útil da hipnose, e devido ao estigma da hipnose, alteraram seu nome…para o mestre Carreiro, com quem aprendi, a chamada Programação Neurolinguística nada mais é do que hipnose…mudaram o nome…

Anestesia por hipnose, terapia de vidas passadas, tratamento de fobias como medo de lugares fechados, medo de altura, tratamento de vícios como tabagismo, droga e muitas outros têm sido cada vez mais frequente com a utilização da hipnose.

A hipnose é coisa séria! Não pode ser utilizada de forma egoísta para fins puramente pessoais!

Tentar usar a hipnose para dominar os outros nem pensar! Era isso o que antigos sacerdotes do egito faziam…eu era um deles…

Hipnose pode ser uma importante e útil ferramenta complementar na ciência! Mas sempre com estudo e muita responsabilidade! Nunca, jamais, como brincadeira ou passatempo!

Fonte de pesquisa para as ilustrações (imagens):
http://redeclinicadahipnose.com.br/desmistificando-hipnose/http://www.cristinamabreu.com/registros-ak-shicos.html
http://www.centrodeestudos.org/reencarnacao-3/

Entrevista com Flávio Amaral (2º Parte)

Esta é a continuação e da entrevista concedida por Flávio Amaral, em 05/01/2016

Alexei – No youtube existe um vídeo de uma “Tertúlia” realizada pelo Waldo Vieira e outros conscienciólogos, conforme podemos assistir abaixo:

O título é “Publicação Cosmoética sobre Invexologia tratada ANTICOSMOETICAMENTE” e vemos Waldo criticar ferozmente um livro publicado por você. Após várias e agressivas críticas, que inclui sua própria personalidade, de maneira totalmente agressiva como provavelmente nunca vimos, Waldo utiliza de palavras como “covarde”, lhe chamando de “psicopata”, “mal caráter” etc. Você poderia nos esclarecer o ocorrido? Qual assunto contém este livro publicado por você que provocaria tamanha ira em Waldo Vieira e demais conscienciólogos?

Flávio – Para quem quiser conhecer o episódio em detalhes, as acusações deles e
minhas respostas estão disponíveis no meu website:

http://autopesquisas.blogspot.com.br/2013/01/conscienciologia-nota-deesclarecimento.html.

Tentando ser o mais sintético possível: qualquer tentativa de explicar o ato de
Vieira como discordância de ideias falha. Vieira elogiou meu livro publicamente após ler os originais que estavam na editora (https://www.youtube.com/watch?v=5x_q-8ltyx4 aos 51 minutos).

Um belo dia, em questão de 15 minutos, atendendo a 2 reclamações de coordenadores, muda de ideia e resolve que precisa “acabar com o autor” pois seu livro é um “lixo total”. Posteriormente, não por arrependimento mas para não desgastar mais sua imagem, posa de reconciliador dizendo que “o livro era bom”:

São opiniões que oscilam ao sabor de interesses políticos e casuísmo, e são permitidos lá dentro pois Vieira foi criando, ao longo de 3 décadas, um grupo dócil que lhe dá autoridade absoluta para fazer o que quiser sem ser questionado. Portanto, não foi o livro que o irritou. O livro irritou alguns coordenadores, indignados pois eu larguei o trabalho administrativo e resolvi estudar mais. Eles se acharam no direito de fazer ingerência sobre a editoração do livro, que até então seguia em harmonia junto com a Editares.

O que irritou Vieira é que não permiti que ele me usasse para suas fantasias de
poder irrestrito e absoluto. O segundo problema: o livro é bastante alinhado com a visão de mundo conscienciológica. Quem quiser tirar a dúvida, basta lê-lo no meu website ou me pedir a versão impressa. Além de Vieira, vários voluntários ficaram positivamente impactados com o livro e o elogiaram, incluindo o coordenador dos principais projetos de expansão da Conscienciologia na atualidade – Cesar Cordioli – e o candidato da comunidade a Prefeito de Foz do Iguaçu – Phelipe Mansur.

A terceira falsidade divulgada por eles é de que eu prometi coisas e não
cumpri. A verdade é que houve uma ingerência na qual Vieira, atendendo a poucos indignados, constrangeu a editora, forçando-a a encerrar o trabalho, que mal havia começado. Como eles divulgam que eu prometi revisar o livro se foram eles próprios que abortaram a revisão? É como você se divorciar e depois ficar controlando o ex. Exerci minha capacidade de cidadão e fiz uma independente. Mencionei os 5 revisores que enviaram suas notas por escrito, como um dever de qualquer autor de dar crédito aos que participaram do trabalho. Dois se sentiram ofendidos e me acusaram de tê-los chamados de avalistas, sendo que avalista de livro é uma figura abolida já no século XVIII, na época em que eram proibidas publicações independentes.

Outro crítico, professor de pós-graduação em “Pensamento Crítico”, me acusa de fazer o livro parecer como sendo da Editares, ou seja, ele realmente acha que seus colegas de voluntariado não têm pensamento crítico suficiente para ver que se o livro não leva o selo da Editares, nem menciona a Editares na ficha catalográfica, não tem como achar que foi publicado pela Editares. Essas entre outras mentiras são facilmente desmascaradas por quem der uma rápida olhada no livro.

teaticas-invexologiaO que o leitor encontrará no livro “Teáticas da Invexologia” é a Conscienciologia normal e muito parecida 3 com a de outras obras daquele grupo. A diferença é que foi um livro independente e aquela comunidade não tolera – repito – não tolera que pessoas de fora falem sobre a Conscienciologia. No meu caso, reagiram com agressividade pois o objetivo era me excluir do grupo. Em outros casos eles geralmente agem apenas com indiferença.

 

Alexei – Após receber os ataques do grupo da Conscienciologia como você se sentiu e reagiu, principalmente tendo em vista todo o trabalho desenvolvido para eles, por diversos anos?

consFlávio – Minha primeira reação foi acreditar em meios de reconciliação. Como um cão fiel que, após ser agredido pelo dono, continua junto a este, mais dócil ainda, abaixando a orelha e balançando o rabo. Afinal de contas, a comunidade
conscienciológica era minha fonte de proteção, suporte emocional e meu projeto de vida. Mas logo ficou claro que esta reconciliação só seria possível se eu aceitasse as acusações que estavam sendo feitas contra mim e lhes poupasse de qualquer necessidade de refletirem sobre seus atos. Não é uma reconciliação autêntica mas a aceitação de uma relação onde as instituições (e seus representantes) têm poder de agir como bem entenderem sobre seus membros sem precisarem arcar com responsabilidades. É quase como aquelas confissões medievais forçadas em que a pessoa admite ser bruxa, automaticamente eximindo as arbitrariedades praticadas pelos inquisidores.

Até fiz “consciencioterapia”, onde esta relação ficou ainda mais clara. Então peguei a autoconfiança que me restava e resolvi tocar a minha vida fora dali. Ao longo do tempo houve momentos em que eu não queria saber do assunto; outros nos quais pensar sobre o assunto era algo praticamente obsessivo; outros em que sentia enorme pena daquelas pessoas ou revolta e ingratidão por ter sido  ignorado e até agredido por um grupo ao qual me dediquei com todos meus esforços; outros em que me sentia absolutamente ingênuo como quem despende tempo, dinheiro e dedicação para tentar levar à frente uma canoa furada; outras vezes ainda a comunidade conscienciológica era uma queda de braços, um alvo sobre o qual eu precisaria experimentar as minhas forças. Enfim, nasci de novo e de certa maneira sou uma criança de 4 anos de idade tentando experimentar o mundo. Uma coisa é certa, nunca senti saudades ou vontade de retornar, pois a decepção foi muito grande.

Alexei – Qual sua opinião sobre o cenário da Conscienciologia nos tempos atuais, principalmente após a desencarnação de Waldo Vieira?

Flávio – Enquanto campo de conhecimento ela deve continuar onde está. São obras que não conseguem contribuir muito para o conhecimento humano em geral pois, ao invés de crescerem junto com outras disciplinas, se obrigam a desacreditá-las. Se 4 eu mato o outro, como vou conseguir contribuir e dialogar com ele? Enquanto ela não reconhecer discursos diferentes, permanecerá solitária. Fora do Brasil, a principal força a carregar a bandeira da Conscienciologia é a IAC. Tenho muito carinho pelos seus voluntários,
Wagner, Nanci e muitos outros que trabalham incansavelmente. Sempre
fui bem tratado por eles. Atualmente temos uma certa identidade em
comum, pois ambos fomos “expulsos” pelo grupo de Vieira – eu individualmente e eles enquanto instituição. Isso tem ajudado a nossa aproximação.

iacPenso que a IAC se encontra sob duas forças que no médio prazo podem ser conflitantes. A primeira é a de conduzir pesquisa na área “transcendental”. Isso está levando o grupo a interagir com cientistas de vários grupos, universidades e instituições, congressos etc. O problema é que pesquisa tende a representar altos custos e baixas receitas. Em todo lugar é assim, pesquisa depende de financiamento.

Por outro lado, a IAC precisa de recursos e sua principal fonte, hoje, é  proveniente de cursos e livros. Mas com o trabalho de pesquisa e abertura interinstitucional, é provável que comece a cair um pouco o “charme” da Conscienciologia. Ela sempre dependeu muito de um discurso de ser “a” grande inovação em termos de ciência, conhecimento e desenvolvimento humano. Eu acreditava que era assim até começar a ver o “mundo lá fora”. Acho que a tendência é essa. O estudo multidisciplinar – nem precisa ser pesquisa de fato – vai questionando muitos conceitos conscienciológicos que a comunidade não costuma colocar em dúvida. A própria IAC, na minha percepção, está enfatizando cada vez menos a marca Conscienciologia e procurando falar em Estudos da Consciência. Acho que com o tempo eles irão assumira a identidade de escola de desenvolvimento humano, multidisciplinar, sem ligarem muito para as ideias que são vendidas hoje sob o nome de Conscienciologia.

No campo social é que devemos ver novas configurações da Conscienciologia. Vieira sempre foi um aglutinador. Mas seu estilo de liderança estimulava a dependência dos voluntários, tanto que a pergunta mais comum sempre foi “quem irá substituir Waldo Vieira?” Nas entrelinhas é uma ansiedade do grupo vieirista em ter alguém para seguir. Ele expulsava os pensadores independentes e ficava com as ovelhas dóceis. Agora as ovelhas perderam o pastor. O que vai acontecer? Ficarão sem rumo e talvez sejam alvos de alguns lobos. O lobo não é mal-intencionado mas apenas o que consome a ovelha. O destino da ovelha é servir a alguém. 5 Estes voluntários serviam a Waldo Vieira, acreditando estarem servindo a um ideal, essa abstração chamada “Conscienciologia”. Hoje, eles continuarão lutando por esse ideal. Com o tempo, alguns empreendedores perceberão que conseguem se beneficiar disso. Na minha opinião, serão os investimentos privados, em especial o hotel e, futuramente, a faculdade e o hospital:

Alguns voluntários são sócios ou diretores desses empreendimentos, então conseguirão fechar bons negócios, “parcerias”, com as instituições conscienciológicas, que é uma reserva de mão-deobra gratuita muito  interessante. Procure no Trip Advisor pelo Hotel Mabu Interludium. É impressionante como um hotel com praticamente 1 ou 2 anos de fundação conseguiu tantas avaliações e notas boas. Não digo que não foram merecidas, mas o fato é que a maioria das avaliações lá são de voluntários.

mabu-interludium-fachadaProvavelmente estão sendo sinceros nas avaliações mas não teriam tanta prontidão em avaliar outros hoteis onde ficaram. Moral da história: um empreendimento privado que consiga se associar ao nome da Conscienciologia irá usufruir de um apoio especial e espontâneo dessas centenas pessoas. Isso tudo é trabalho, representa valor, é o sonho de qualquer empreendimento econômico lucrativo. Agora estão colocando um candidato a Prefeito para as eleições do próximo ano. Os voluntários já estão servindo de cabos eleitorais gratuitos, defendendo o candidato nas redes sociais e entre seus amigos e conhecidos. Um prefeito mobiliza também secretários, facilita aprovação de obras etc. Há muito interesse envolvido.

Assista a primeira parte desta entrevista:

Entrevista com Flávio Amaral (1º parte)

Fonte das imagens da segunda parte da entrevista com Flávio Amaral:
CEAEC e Tertuliarium: http://blog.ludevie.com.br/ceaec-foz-do-iguacu/
Livro Teáticas da Invexologia: http://espiritismoapometria.blogspot.com.br/2013/04/teaticas-dainvexologia-livro-de-flavio.html
Vídeo de Flávio Amaral Projeciologia (livro) – https://www.youtube.com/watch?v=B13crIUcNQY
IAC: http://www.iacworld.org/pt-pt/
Hotel Interludium: http://www.zarpo.com.br/mabu-interludium-iguassu-convention/hotel-luxo-foz-do-iguacu-10976.html