Entrevista com Flávio Amaral (1º parte)

 

Esta é a primeira parte de uma série de entrevistas concedida por Flávio Amaral, em 05/01/2016

Flávio Amaral é graduado em Economia, mestre em Administração de Empresas, profissional do setor financeiro.
É atualmente estudioso e professor de Parapsicologia, e também autor do site Flavio-Amaralwww.autopesquisas.com que conta com diversos vídeos, artigos, livros e do grupo “O que penso da Conscienciologia” do Facebook, cujo endereço é: https://www.facebook.com/groups/conscienciologialivre
Com relação à Conscienciologia (ou Projeciologia), concebida pelo Dr. Waldo Vieira, Flavio foi voluntário, professor, fundador e administrador de instituições conscienciológicas, no período de 1999 a 2012.
Autor dos livros Inversão Existencial (Editares, 2011, em coautoria), Teáticas da Invexologia (edição pessoal, 2012) e O que penso da Conscienciologia (e-book).

Seu e-mail para contato é famaral@inbox.com.

Alexei – Flávio gostaria de saber como surgiu seu interesse pela Projeciologia (e Concienciologia), que estuda fenômenos também conhecido por outros termos tais como viagem astral, experiência fora do corpo, projeção astral, desdobramento etc.

Flávio – Eu tinha 18 anos quando meu pai me falou sobre a experiência fora do corpo (EFC). Até então nossa família não ligava muito para assuntos espiritualistas.

O primeiro livro que li sobre isso foi o Projeções da Consciência. Naquela noite e outras vezes, nas semanas seguintes, tive experiências de pequenas saídas fora do corpo, que me fizeram questionar minha visão de mundo e cativaram meu interesse daquele momento em diante.

Alexei – Atualmente você tem estudado Parapsicologia. Existe algum assunto específico que lhe chamou a atenção e que esteja relacionado com as experiências fora do corpo?

Flávio – Ccarlos-alvarado-nancy-zingroneompletamente. Recentemente fiz dois cursos à distância com Carlos Alvarado e Nancy Zingrone, casal que tem vastíssima leitura e rigor nas pesquisas sobre experiência fora do corpo. São quase desconhecidos no Brasil pois suas publicações estão nas revistas científicas de língua inglesa.

Nós, brasileiros, somos herdeiros direta ou indiretamente de Waldo Vieira. Acreditamos que a saída do corpo é uma questão de “praticar técnicas”. A pesquisa parapsicológica aponta que não é bem assim e elabora reflexões muito interessantes nesta área. Em primeiro lugar, a saída do corpo é um resultado. É algo orgânico, dependente do seu contexto de vida e interesses no momento. Querer provocá-la sem pensar nisso é quase como querer sonhar com algo que não tem nada a ver com seu contexto. “Essa noite vou sonhar que estou jogando golf” – simplesmente não é assim que acontece.

Para fazer isso eu preciso mudar minha rotina, pelo menos naquele dia, me envolvendo com o assunto. Quem sabe funciona no primeiro dia. No segundo dia, não funciona mais. E para sonhar com jogo de golf a todo momento, o assunto tem que estar realmente integrado na minha vida e na minha mente. Querer bolar um processo artificial para sonhar com jogo de golf só vai aumentar minha ansiedade e frustração.

projecaoO que fazemos não é tentar controlar o fenômeno. No máximo, facilitamos o processo. O que tenho percebido é que nós não “desenvolvemos” a experiência fora do corpo, e sim a “predispomos”. É mais ou menos como outras experiências. Você pode predispor uma experiência de alegria ou de tristeza, fazendo algumas coisas. Não é algo que você “desenvolve” propriamente. Se sua rotina for deprimente, vai ser difícil “desenvolver” um estado de alegria. Existem pessoas que, pela infância ou genética, parecem naturalmente predispostas a sentirem mais alegria do que outras. Afora isso, se você quiser experimentar mais alegria na sua vida, não é exatamente uma questão de treino, mas das transformações que precisará fazer. Vejo a saída do corpo de modo parecido. Mas não vou te dizer que estou 100% certo disso. É apenas uma outra possibilidade, alternativa à visão predominante mais “tecnicista” que encontramos por aí. Acho que são reflexões que precisamos fazer.

Alexei – Com relação à prática das experiências lúcidas fora do corpo (viagem astral) você teria alguma experiência pessoal para nos contar que foi marcante em suas vivências com relação a esta temática?

Flávio – Sim. A experiência em si é marcante. Isso de desgrudar do corpo e começar a flutuar, sabe… Nunca tive experiências marcantes do ponto de vista da comprovação pública, mas vez por outra tenho alguma experiência fora do corpo e sempre são marcantes para evidenciar meu estado mental e existencial naquele momento.

Pode ser uma simples frase do tipo “dê mais atenção à Geoenergia”, que no momento específico e nos meses que se seguiram foi de grande importância para guiar minhas decisões. O que eu faço é uma análise mais profunda possível da simbologia de cada experiência. Sempre encontro respostas interessantes para aquele momento.

Na maioria dos relatos projetivos as pessoas ainda depositam mais atenção para fora do que para dentro de si mesmas. Muitos espiritualistas criticam os cientistas por “não olharem para si mesmos”, mas quando saem do corpo fazem a mesma coisa. Se ocupam com os cenários e inclusive fazem questão de demarcar que aquelas percepções estão “fora”, relutam em correlacionar suas percepções externas e seu próprio mundo subjetivo. Isso ainda não é autoconhecimento. Pessoalmente, prefiro fazer o contrário.

Meu estilo de aprender com as experiências fora do corpo se parece muito com os métodos que alguns Psicoterapeutas utilizam para estudar os próprios sonhos, por exemplo Gale Delaney, Montague Ulmann, Stanley Krippner, Rhea White, Fritz Perls e o próprio Freud. Ainda pretendo escrever mais sobre o tópico. Na página http://autopesquisas.blogspot.com.br/p/parapsicologia.html há 3 links para artigos meus sobre experiência fora do corpo. Eles são um pouco diferentes dos relatos tradicionais, e procuram dar uma ideia para o leitor do que faço e como procuro relacionar o conteúdo das experiências com a minha vida.

Tenho também algo que acredito ser lembrança de uma vida passada e que, no final das contas, acabou sendo também uma premonição, e aí percebi bem os padrões de comportamento meus que estavam se repetindo. Pretendo escrever sobre isso também.

Alexei – Em seu canal “O que é uma Seita” aprendemos diversos conceitos e questões relacionadas a manipulações psicológica que comumente podem ocorrer nas diversas seitas e até mesmo em grupos de estudos dos quais imagino que ocorra de forma tão sutil que não percebermos de maneira lúcida a influência desta condição. Minha pergunta é: existe algum grupo em que a pessoa possa se expressar livremente sem digamos uma “restrição” no que ler, no que pensar e buscar, ou seja, que não nos imponha determinado condicionamento psicológicos? Seria o caso de nos portarmos como universalistas ou pesquisadores livres (autônomos), não filiados a grupos? Caberia o termo “universalista” para expressar uma condição na qual não exista as “amarras” impostas pelas seitas em geral?

heresiasFlávio – Sim, existem, e muitos. Liberdade existe em níveis. Não temos liberdade absoluta nem quando estamos sozinhos. Somos sempre condicionados pelas circunstâncias biológicas e ambientais. Alguns grupos oferecem ambientes mais livres do que outros. Isso que eu chamo de “seita”, por exemplo, costuma exercer uma influência total sobre a sua vida. Ela busca fazer você se desenvolver “para dentro” dela. O ideal, na seita, é você se tornar um membro dela, se comportar conforme seus ideais e se aproximar ao máximo do líder, que é visto como um exemplo de vida incomparável no Planeta.

O sentimento é de que você precisa da seita em 100% e a seita não precisa de você. É uma relação de dependência. Em um grupo aberto, do contrário, você é formado “para fora” dele. Uma escola de idiomas, por exemplo, vocês estabelecem uma relação de troca. Você paga por um serviço. Seu objetivo ali é específico – aprender o idioma – para alguma finalidade que é externa à própria escola. Terminou o curso, você vai embora. A escola não é seu projeto de vida. O que você faz nas suas horas vagas não é problema de ninguém naquela escola. O diretor da escola não é um guru ou mestre. Normalmente os grupos “abertos” irão abrir portas para você se relacionar melhor com o mundo. Os grupos sectários irão deixar você cada vez mais desinteressado pelo mundo e mais grudado naquele grupo específico.

É mais ou menos a diferença entre casar com uma pessoa legal e casar com uma pessoa possessiva, ou a diferença entre consumir um alimento e consumir uma droga que cause dependência.
Alexei – Você foi uma personalidade ativa e bem conceituada na Projeciologia. Atuando como professor, fundando e administrando instituições conscienciológicas, porém já a algum tempo tornou-se dissidente, assim como Wagner Borges, Saulo Calderon, entre outros. Gostaria de saber o que levou você a decidir que lá não era o seu lugar, que era necessário buscar algo além ou que talvez que provocou um sentimento de que aquele não era o seu caminho?

Flávio – Especificamente foi quando percebi a reação de centenas de pessoas que, apesar de conviverem há anos comigo, tanto na sede em Foz do Iguaçu como em outras cidades, aceitaram as declarações mais mentirosas de Waldo Vieira e alguns colegas próximos a meu respeito, e a retaliação que fizeram em retorno, me expulsando e tentando me estigmatizar, em um evento que ficou online e marcou a Conscienciologia para sempre. Naquele momento eu ainda não consegui entender o que estava se passando mas compreendi imediatamente duas coisas:

caec(1) ou aqueles voluntários acreditam em qualquer coisa que venha dos seus líderes (e não apenas acreditam mas agem de acordo, por exemplo, me tirando de trabalhos que eu realizava junto a pelo menos 3 instituições naquele momento)

(2) ou então eles não têm forças para discordar. Qualquer uma das opções
significava que não me interessava mais trabalhar com aquele grupo. Talvez eu estivesse muito fascinado até o momento para ver que a dinâmica possível lá dentro é de seguidores e não de livres pensadores. Em um grupo que tem comportamento de rebanho, só há espaço para pastores e ovelhas. Quem não quiser ser pastor nem ovelha será tratado como lobo, ou seja, alguém que não é bem-vindo.

Não considero a mim, nem a Wagner Borges, nem a Saulo Calderon como dissidentes. Sou apenas mais um espiritualista que gosta de trocar ideias com os outros, interagindo de igual para igual, e não como se eu tivesse a “boa nova” que vai transformar a Humanidade. A comunidade de Waldo Vieira é que se tornou dissidente dela mesma, dos princípios democráticos e científicos que ela defende na teoria. Estão muito obstinados na defesa de uma imagem, com cada vez menos preocupação pelo conteúdo. Da mesma forma que muitas igrejas neopentecostais se afastam cada vez mais dos estudos religiosos e se transformam em salões de eventos, comícios, shows, canais de televisão, publicidade, palanque político, arrecadação de dinheiro, e andam até treinando “exércitos” de Cristo.

 

Fonte das imagens:
– http://archived.parapsych.org/members/n_zingrone.html
– www.viagemastral.com (Saulo Calderon)
– tempora-mores.blogspot.com.br/2014/01/como-reconhecer-uma-seita.html
– www.grupouniversalista.com.br
– parasinapse.blogspot.com.br/2013/05/parelencologia-extrafisica.html

Conversa com mentor espiritual (Preto Velho)

Preto_Velho_SiteEra o dia 26 de abril de 2009. Estava com um questionamento pessoal muito grande antes de dormir e então pedi a Deus a lucidez necessária para que eu tome a decisão e use as palavras certas para resolvê-lo e dormi normalmente, porém com períodos onde acordava pelo motivo da preocupação excessiva em que me encontrava na época para resolver as questões que me afligia…

Horas depois, já fora do corpo, sentia que estava me deslocando a uma velocidade muito grande, voando em uma espécie de corredor ou túnel no qual fazia curva para as mais diversas direções! Neste momento pensei em me manter calmo para não prejudicar esta vivência e após várias curvas, já no final do túnel, apareceu uma espécie de janela redonda ou círculo e inesperadamente dentro do mesmo surgiu uma figura de apenas a cabeça de uma pessoa sorrindo.

Esta pessoa era um negro, aparentava ter aproximadamente 30 anos, tinha uma barba rente a pele, rosto um pouco magro e os cabelos um pouco grandes mas eram enrolados. Estava sempre sorrindo e seus dentes eram extremamente brancos a ponto de irradiar uma luz de grande paz em seu sorriso.

Como estava lúcido neste momento logo perguntei quem era, porém ele ficou apenas com o sorriso no rosto sem responder… Então eu parado ali, bem na frente, fui raciocinando a respeito de quem poderia estar me acontecendo e cheguei rapidamente na conclusão de que estava conversando com o Preto Velho que minha mãe e minha avó recebiam no passado e desta vez reformulei minha pergunta, dizendo:

– Você é o “Pai Sabino” que minha mãe recebia?

Então o homem carinhosamente segurou meu queixo e continuou apenas com um sorriso e transparecia muita felicidade, talvez pelo fato de eu ter lembrado quem ele era.

Comentei sobre o pedido que fiz antes de dormir, ao qual me disse sua opinião a respeito de meu conflito pessoal da época e felizmente pude após retornar ao corpo lembrar do teor do conselho e do auxílio que ali recebia.

Aproveitando da oportunidade de estar frente a frente com meu amparador, perguntei a ele qual seria sua opinião a respeito de minhas projeções ao que após abrir um sorriso retornou a pergunta para mim respondendo “O importante é o que você está achando… O que você está achando?”.

Comentei que estava adorando e relatei minha projeção do dia anterior, me esforçando para lembrar os detalhes e após contá-la ele respondeu curiosamente que “ficou sabendo” desta minha recente experiência. Neste momento fiquei imaginando a ligação que existiria por traz disto tudo e sempre muito curioso comentei que deveria aproveitar esta oportunidade para esclarecer muitas coisas, mas entendo que obviamente estaria eu sairia do foco de meu motivo de estar lá naquele momento e certamente que se prolongasse muito esta vivência não iria lembrar de muita coisa ao retornar para meu corpo físico posteriormente. Portanto de maneira repentina ele não se encontrava naquele círculo ou janela que havia se formado, ficando vazio aquele ambiente.

Por fim concluir que meu amparador ou mentor espiritual havia ido embora, e eu o agradeci pela experiência e imediatamente acordei no corpo físico que encontrava-se na posição de decúbito dorsal (barriga para cima) percebendo a dificuldade em transferir estas memórias para o denso cérebro físico. O que levou alguns segundos, mas que após assimilar a experiência fiquei positivamente emocionado.

Entrevista com Guilherme Fauque. Tema: Viagem Astral e Espiritualidade em geral

foto-guilhermeApresentação: Meu nome é Guilherme Fauque. Sou professor de Filosofia, formado pela UPF do Rio Grande do Sul, espiritualista, Rosacruz, estudante de hipnose e um eterno amante das projeções da consciência.

 

Alexei: Olá Guilherme, primeiramente agradeço por nos conceder esta entrevista e como pergunta inicial desejo saber o que levou a você se interessar pelas temáticas espiritualistas, principalmente as relacionadas à viagem astral ou projeção da consciência?

Guilherme: Olá Alexei. É um prazer conceder esta entrevista e dividir um pouco sobre assuntos tão caros para mim.

Bem, o interesse pela temática espiritualista surgiu muito cedo em minha vida devido à influência materna. Minha mãe sempre gostou (e gosta) muito do místico, do espiritual. Desde muito nova ela sempre teve uma forte mediunidade, que se estendeu naturalmente aos filhos. Desde a mais tenra idade presenciei fenômenos psíquicos em casa e estes fatos influenciaram muito minha curiosidade natural. Sempre fui muito curioso com a espiritualidade e nunca me limitei a explicações de senso comum, isso me fez, naturalmente, buscar respostas. Mas, onde encontrar estas respostas? Aí surgiu uma grande paixão… Os livros. Na minha infância e adolescência não existia a internet, então a fonte de conhecimento estava somente nos livros. Quanto tinha um livro nas mãos, lia e relia várias vezes, procurando tirar todo o proveito possível das informações ali contida. 

Nestas leituras iniciais sobre a espiritualidade, peguei um livro de minha mãe chamado “O Poder do Subconsciente”, de Joseph Murphy. Neste livro me deparei com a menção de um fenômeno, que já havia experienciado à revelia, relatado por Murphy, de um tal Dr. Quimby que deslocava-se para fora do corpo. Procurei em outros livros deste autor e encontrei mais relatos, nos livros “Telepsiquismo” e “Magia do Poder Extra-Sensorial”. Fiquei fascinado, pois já havia experimentado esse fenômeno e pensava tratar-se tão somente de algum tipo de sonho muito real. Aí começou uma grande paixão pela projeção da consciência.

 

Alexei: Guilherme, o conheço a um bom tempo, diria desde a época do antigo Orkut, acredito que você já participou de diversas linhas esotéricas e espiritualistas. Gostaria que o amigo compartilhasse conosco um pouco de sua caminhada por entre as doutrinas e estudos espiritualistas (e filosóficos).

Guilherme:  Pois é… O saudoso Orkut. A plataforma de grupos era muito boa para discussões…

Bem, minha curiosidade logo me levou a buscar respostas em grupos esotéricos, na tentativa de aprofundar o que lia de forma um tanto esparsa nos livros do Murphy, no que tange as capacidades mentais do ser humano e possibilidade de um mundo além dos sentidos. Entrei para um grupo chamado “Colégio dos Magos”, onde recebia monografias em casa e estudava diligentemente, realizando práticas espiritualistas e algumas ritualísticas. Foi um mundo que se abriu. Comecei a pesquisar sobre parapsicologia e até tive alguns contatos com radiestesia, astrologia e Tarot. Depois saí do Colégio dos Magos, pois achei um pouco superficial alguns assuntos, e entrei na OVDT, uma ordem templária que tinha um trabalho muito legal com a história dos templários e trazia algumas práticas muito legais de meditação e ritualística. Mas, ainda não era o que queria. Conheci um pouco da Golden Dawn, mas acabei me encontrando na Ordem Rosacruz AMORC. A Rosacruz me deu uma forte base espiritualista, mística, ritualística, com práticas muito interessantes sobre assunto parapsicológicos que gostava muito, entre eles, claro, a projeção da consciência. Além disso, havia uma Loja (Templo) em minha cidade, o que me oportunizou entrar em contato com outros praticantes que tinham uma busca semelhante a minha. Sou membro até hoje, adoro a AMORC. Depois da AMORC, ainda vim a conhecer mais a fundo e estudar o Espiritismo, onde tive um profundo contato com a mediunidade. Também fiz cursos de Reiki e Fluidoterapia, para trabalhar com a questão energética, Projeciologia do IIPC. Mas, foi devido a AMORC que resolvi aprofundar na Filosofia e me graduei em Licenciatura Plena em Filosofia pela UPF, que hoje levo como profissão de professor de Filosofia.

Atualmente, tenho me aventurado nos estudos e prática da Hipnose. Encontrei na hipnose uma interessante prática que pode ajudar no desenvolvimento humano, tanto no seu aspecto prático do dia-a-dia, mas como no seu aspecto espiritual.

 

Alexei: Agora com relação à prática da viagem astral ou projeção da consciência, conte-nos sobre sua primeira experiência fora do corpo: Com qual idade você se lembra de suas vivências iniciais; Você já conhecia o assunto? Relate um pouco sobre suas primeiras vivências, foi algo involuntário ou provocado por sua vontade?

Guilherme: Rapaz, agora vamos falar de algo que me fascina, que é a paixão da minha vida – kkkkkkkkkkk

A primeira experiência da qual tenho lembrança foi entre 6 ou 7 anos. Não tenho certeza da idade, mas é por aí. Lembro de ter ido dormir e quando despertei estava fora de casa, na rua em frente a minha casa, atrás de um gato que me olhava desconfiado (sempre adorei gatos). Lembro que olhei em volta e vi que era noite e que eu estava de pijama, lembro até hoje da sensação de liberdade, lembro do ambiente, da noite e da sensação que me passava. Me sentia seguro. Corri atrás do gato e quando fui pegá-lo, pisei no rabo do gato e ele fugiu. Então acordei imediatamente. Minha mãe afirmava que era um sonho, mas eu ficava uma fera dizendo que era verdade – kkkkkkkkkkkkk.

Bem, até os 15 anos tive experiências esporádicas involuntárias. Deitava em minha cama de tarde, depois do colégio e do almoço, relaxava para tirar uma soneca e quando via, saía pela janela do quarto voando. Adorava esta sensação! Voava pelo campo que tinha ao lado da minha casa, sobrevoava a casa dos vizinhos e morria de medo de bater nos fios de alta tensão – kkkkkkkkkkkk. Isso também acontecia durante a noite.

Foi aí que tive contato com o clássico “Viagens Fora do Corpo” de Robert Monroe! Confesso que nem sei quantas vezes li aquele livro… era meu livro de cabeceira. Lia e relia! Foi aí que tive minhas primeiras experiências induzidas. Procurei ser metódico. Comecei experimentando o temeroso e assustador “Estado Vibracional”. Lembro como se fosse hoje… Estava deitado em colchão no chão da sala, fazendo a prática proposta no livro do Monroe, quando entrei no estado de “sono acordado”, ou seja, sabia que o corpo estava dormindo, pois ouvia-o ressonar, mas estava completamente consciente. De repente, vibrações intensas começaram a circular pelo corpo. Aquilo era demasiadamente intenso, como se estivesse sendo eletrocutado. Meu corpo tremia todo, meu coração parecia que ia saltar pela boca, e quando tentei me mexer, não conseguia. Meu corpo estava paralisado, tremendo como se estivesse segurando uma britadeira. Meu primeiro pensamento foi: “Não devia ter mexido com isso, agora estou tendo um ataque cardíaco e vou morrer”. Você pode imaginar o pânico que senti na hora. Só queria que aquilo acabasse logo e eu sobrevivesse – kkkkkkkkkkkkk. Então, consegui mexer os dedos da mão e tudo passou… Me levantei apavorado! Foi então que lembrei que Monroe falava sobre isso.

Logo consegui induzir outros estados vibracionais e eles começaram a ficar menos fortes. Então, comecei a primeiramente arriscar tirar um braço para fora do corpo. Fiz várias experiências onde só tirava o braço, tocava ao redor, tocava no chão, esticava o braço tocando as paredes. Depois, em outras práticas, tirava os braços e tentava me levantar… Enfim, fiz vária práticas experimentais totalmente conscientes, ou seja, sem “gap” de consciência. Até conseguir sentar, sair do quarto, atravessar a porta (mesmo esta etapa foram várias práticas… comecei tocando a porta, depois atravessando os braços e por fim atravessando o corpo todo) e me deslocar até outros ambientes da casa. Foram vivências fantásticas!

 

Alexei: Guilherme gostaria de saber sua opinião com relação à Conscienciologia, ou mais precisamente a Projeciologia, neociência idealizada pelo Dr. Waldo Vieira.

Guilherme: Bem, que fique claro… É a minha opinião. Portanto, somente uma expressão do que penso no momento.

Quanto a Conscienciologia não tenho muito a falar, pois não me aprofundei, embora tenha lido vários livros. O que sempre me interessou nas pesquisas do Waldo era o campo da Projeciologia. Na projeciologia fiz os cursos básico e avançado, onde tive experiências fantásticas! Pude ver o grande amparo espiritual que havia durante este curso, com vários amparadores presentes.

Contudo, penso que a preocupação em se tornar ciência ou cientificamente aceita, fez com que a Projeciologia se tornasse enfadonha e até preconceituosa, por vezes beirando a arrogância. Não podemos negar os grandes avanços neste estudo que foram alcançados. Também não posso negar o grande fascínio que este estudo me traz e o quanto aprendi no IIPC. Contudo, hoje em dia não tenho contato com o IIPC porque vejo que eles falam o mesmo que já estudei em outras vertentes do conhecimento, apenas trocando os nomes por neologismos e colocando-se um ar de superioridade e arrogância. Não gosto disto. Penso que existem outros institutos que fazem um trabalho muito bom também! Temos o IPPB, temos o Instituto Monroe. Como estudioso, prefiro beber dá agua de cada um deles, sem ficar preso a um único poço. Afinal, no final da jornada, ao atravessarmos “o grande rio”, o barquinho tem que ser deixado para trás e não carregado nas costas.

 

Alexei: Vejo que atualmente nos grupos do Facebook há muitas pessoas jovens buscando as experiências fora do corpo, porém desejando obter resultados imediatistas e também sem um objetivo definido. Qual sua opinião a respeito desta realidade que temos observado em nosso grupo no Facebook (Aventuras além do corpo) e certamente em muitos outros?

Guilherme: Me parece que o caráter imediatista se acentuou… ou talvez eu esteja ficado velho e sem paciência. Quem sabe as duas opções.

Sabe, o mundo de hoje nos dá acesso a tantas informações que parece impossível ao jovem se concentrar em alguma coisa. São tantos estímulos que penso que acabará levando a juventude a um “overload”… vai acabar pifando o hardware da rapaziada… kkkkkkkkkkk

Você dá uma pesquisada no professor Google e encontra centenas de referências a algum assunto, dando a falsa sensação de que você sabe tudo sobre algum assunto, quando na verdade, apenas arranhou a superfície. Então, o jovem logo se cansa e passa para outro assunto, sem se aprofundar em nada. Permanece sempre em águas rasas, sem se dar conta das maravilhas que existem mais no fundo.

Isso se reflete nos grupos do facebook. De cada 10 que entra, 9 querem uma prática que os faça ter uma projeção da consciência agora e quando você os manda estudar, desaparecem do grupo.

Não existem caminhos fáceis e rápidos. É preciso subir os degraus para se chegar no topo. É assim que funciona.    

Enfim, talvez estejamos vivendo a era da superficialidade…

 

Alexei: Agora retornando as suas vivências práticas com a viagem astral, poderia nos relatar uma experiência que você recorde e que mais o impressionou?

Guilherme: Experiências de viagem astral são sempre impactantes. Mas, a experiência que mais me impressionou foi certa vez que sai do corpo em um nível vibratório muito próximo ao físico e olhei para o “sanctum sanctorum” Rosacruz, o local de estudos que cada Rosacruz mantém em casa, e vi as mais belas cores já vistas em minha vida. Olhei e em volta do “sanctum” havia uma aura colorida, algo como um vapor colorido que se espraiava ao redor deste, com as cores mais indescritíveis que eu poderia relatar. Algo como um arco-íris brilhante das mais belas cores. Infelizmente, me faltam palavras para relatar tal beleza de cores. Isso me impactou muito e me fez ver o quanto são belas as energias espraiadas pela reflexão espiritual e a oração.

 

Alexei: Acompanhando sua página no Facebook vejo que você sempre gostou muito de artes marciais. Gostaria que você comentasse sobre este seu interesse na prática das artes marciais e se talvez elas possam ser um caminho que venha de encontro com a espiritualidade?

Guilherme: Quando buscamos nos elevar como seres espirituais, é preciso preencher a lei do triângulo: corpo, mente e espírito. Ninguém pode chegar a um grau maior de espiritualidade cuidando de apenas um aspecto de sua vida. Se você cuida do corpo, mas não da mente, comete um grande erro, pois este um dia perecerá e irá apodrecer embaixo da terra. Se cuidar somente da mente, se tornará um intelectual, mas poderá lhe faltar a saúde corporal para cumprir sua missão, ou a força espiritual para isso. Mas, se cuida do espírito, tão somente, poderá se tornar um fanático, que aceita absurdos pela falta da razão. Como dizia Buda, é preciso seguir o equilíbrio, o caminho do meio. Uma mente saudavelmente crítica, racional e afiada, um veículo saudável e capaz de realizar as tarefas necessárias, juntamente com um espírito evoluído, tenderão a levar a sabedoria e a felicidade.

As artes marciais são, para mim, uma ferramenta de equilíbrio. Os verdadeiros artistas marciais também foram grandes pensadores. Basta ver as inúmeras histórias Zen e Taoistas que temos na literatura oriental. A arte marcial é como uma meditação em movimento. No Zen Budismo, um dos princípios para se chegar à iluminação é aprender a viver no momento presente, estar cônscio do aqui e agora, para se chegar à felicidade e realização. Ora, o que é melhor para se estar completamente presente no momento do que um punho vindo em direção ao seu rosto? (risos). Estou brincando, é claro. Embora não seja uma inverdade.

Existe uma história Zen que fala de um homem que vinha peregrinando e encontrou um tigre faminto em seu caminho. O homem em disparada acabou caindo de um monte e ficou pendurado em uma raiz que saia da lateral deste monte. Então, olhou para cima e lá estava o tigre, rosnando e babando, com os dentes arreganhados, esperando ele subir. O homem olhou para baixo e viu que havia um ninho de serpentes, todas prontas para lhe abocanhar assim que caísse. Então, olhou para a parede do monte a sua frente e viu uma bela rosa. Estendeu a mão, tocando-a e deleitou-se com o seu odor. “Ah, que bela flor”.

Fora esta filosofia toda que temos nas artes marciais tradicionais, que é o que pratico, existe também a questão da auto-estima, da saúde corporal, redução do stress, a defesa pessoal (defesa do corpo, que é um direito básico), disciplina, sentido de hierarquia e respeito com aqueles que já trilharam o caminho antes de nós. Enfim, penso que as artes marciais tem muito a nos ensinar e nos ajudar em nosso caminho físico e espiritual. Porém, vejo isso nas artes marciais TRADICIONAIS. Já não penso da mesma forma de sistemas modernos que visam ganhos financeiros, estimulam a violência, a competição puramente, etc.

 

Alexei: Guilherme, em seu ponto de vista, o que devemos fazer para tentarmos aumentar nosso nível de lucidez, objetivando naturalmente uma maior capacidade de recordarmos nossas vivências fora do corpo que ocorre, por exemplo, durante o sono?

Guilherme: Esta aí uma pergunta que persegui muito. Penso que a resposta está, primeiramente, em aumentar a lucidez física. Práticas como a meditação Zen Budista e o moderno Mindfulness são ótimos para melhorar nossa consciência física, a consciência do aqui e agora. A partir de uma melhor consciência do aqui e agora, podem-se realizar práticas específicas para desenvolver a consciência no plano astral. Práticas como o questionamento se está dormindo ou acordado e a observância de qualquer discrepância que esteja ocorrendo, por exemplo, alguma coisa estranha que está no local e não deveria estar ali. A prática do puxar o dedo com a forte intenção de estica-lo também é interessante, pois durante um sonho, a tendência é o dedo esticar. Enfim, são várias práticas que visam a confirmação de que se você está no físico ou não, práticas que necessitam de uma consciência do aqui e agora, juntamente com uma saturação mental que o fará repetir estas atitudes de observância no astral.  Não existem segredos, somente muito prática.

 

Alexei: Estou atualmente, provavelmente de forma semelhante à de muitos outros leitores, passando pelo chamado “recesso projetivo”. Termo este que na realidade se traduz na dificuldade em lembrarmos as vivências fora do corpo, fato este que nos transmite a sensação de total “apagão” no que tange à lucidez das viagens astrais. O que você teria a dizer para quem esteja por semelhante situação?

Guilherme: Não dá para dizer que haja uma única causa para isso. Existem muitos fatores que levam a este recesso projetivo. O acúmulo de tarefas durante o dia, fazendo com que o cansaço físico e mental leve a este “apagão”. O “overload” de informação também pode levar a um cansaço mental e um possível apagão. Alimentação ruim durante a noite. Stress, ansiedade, enfim, são tantas situações que mais nos atrapalham do que ajudam a ter projeções conscientes. Porém, penso que a meditação do tipo “Mindfulness”, uma atitude mais consciente perante a vida e as tarefas diárias, alimentação leve à noite e práticas diárias antes de dormir, sem pressão, sem stress, resolvem o problema do apagão. Mas a verdade é que andamos “hipnotizados” durante o dia, esquecemos de meditar e respirar corretamente, comemos porcaria a noite e vamos deitar tarde, com a mente cansada… Aí, só pode vir o apagão mesmo – kkkkkkkkkkkk.

 

Alexei: Para finalizar esta entrevista irei fazer aquela clássica pergunta: Qual é sua técnica projetiva favorita?

Guilherme: Estou focando na auto-hipnose agora, como um meio de criar âncoras que me façam entrar no estado mais propício à projeção.

Mas, basicamente, foco sempre no relaxamento gradual do corpo físico, procuro manter a concentração no “terceiro olho” (ou seja, num ponto entre as sobrancelhas, porém um pouco mais acima) e aos poucos vou “desligando” o corpo físico. Depois foco numa técnica de movimentação, como do balanço, flutuação, subir uma corda, etc. e deixo o corpo adormecer nesta sensação. Dá ótimos resultados para mim.

Entrevista com William Buhlman (feita em 2009)

william-buhlmanWilliam Buhlman é um dos grandes pesquisadores americanos sobre as experiências fora do corpo (EFC). Buhlman vêm pesquisando o assunto por cerca de 40 anos, tendo experiências pessoais que lhe deram insights únicos sobre o assunto. Seu primeiro livro, intitulado “Aventuras Além do Corpo”, publicado no Brasil pela Ediouro, reúne experiências próprias de sua busca particular por respostas, além de técnicas que preparam o leitor para suas próprias experiências.

Durante os últimos dez anos, Buhlman conduziu pesquisas internacionais sobre as experiências fora do corpo (EFC) que incluiram mais de 18.000 participantes em mais de 42 países. O resultado desta extensa pesquisa resultou em um novo livro intitulado O Segredo da Alma, lançado pela editora Pensamento. Neste livro são apresentados diversos relatos de pessoas nas mais diversas situações. Na segunda parte do livro, Buhlman aborda questões teóricas e práticas sobre a questão das viagens astrais, passando técnicas mais avançadas do que no primeiro livro. Juntamente, seus dois livros já foram lançados em oito línguas diferentes.

Além dos livros, Buhlman lançou áudios de música e práticas, utilizando-se da tecnologia de sincronização cerebral. No entanto, estes áudios não foram lançados no Brasil.

Buhlman também é conferencista, tendo realizado inúmeras palestras e workshops em diversos países, onde apresenta teorias sobre as EFCs, além de conduzir práticas utilizando-se de hipnose, visualização e meditação.

Bom dia Sr. Buhlman.

Alexei: Li pela primeira vez sobre as “membranas energéticas” em seu primeiro livro e minha dúvida é que entendia até então que as dimensões ou planos espirituais (energéticos) não teriam uma “barreira” ou “divisão” clara entre os mesmos, mas seriam constituídos a partir de um continuum de energia cada vez mais sutil. Para lhe fazer uma comparação de idéias, imaginava as dimensões semelhantes às cores de um arco-íris, ou seja, não é possível perceber exatamente onde acaba uma e começa outra cor. Poderia nos esclarecer mais a este respeito?

Buhlman: Em teoria a analogia do arco-íris esta perfeita; todavia nunca experimentei as cores. Baseado em minhas experiências, todas as membranas energéticas de separação dimensional parecem, para mim, cinzas e nebulosas. Algumas pessoas relatam pontos de vista diferentes quanto a este assunto. Durante uma EFC nosso estado de consciência e ponto de vista pessoal determinarão nossas perspectivas. Além do mais, nossa mente está sempre interpretando nossas experiências. Algumas pessoas relatam muros de energia que são quase sólidos em textura, enquanto outros, como eu, relatam uma estrutura como uma neblina de energia. Tornar-se um observador objetivo da realidade é uma tarefa altamente desafiadora e poucos escrevem sobre isto. Parto do principio de nada e faço meu melhor para reafirmar minhas observações com múltiplas EFCs. Alguns exploradores das EFCs confundem as fronteiras das realidades de consenso com as membranas dimensionais energéticas, a primeira é fácil de observar e a segunda é muito difícil.

Além disso, mover-se entre dimensões requer uma mudança interna de consciência. Não é uma questão de movimentação, mas de uma mudança de consciência para uma frequência mais fina/alta dentro de nós. Toda a verdadeira exploração é interior.

Alexei: Hoje em dia muito se fala sobre física quântica e demais teorias multidimensionais… Assisti a uma palestra ano passado onde um físico muito falava em universos paralelos, porém ao final debochou das experiências fora do corpo. Gostaríamos de saber se seria possível com base nas atuais descobertas neste campo, traçar um paralelo e estabelecer um modelo ou teoria que venha de alguma forma fazer com que as experiências fora do corpo sejam mais bem vistas pela comunidade científica?

Buhlman: Muitas pessoas ridicularizam o que elas não compreendem. Sinto que esta questão só pode ser resolvida pelas experiências pessoas além do corpo, ao invés de conjecturas intelectuais. Conheço cientistas nos Estados Unidos que têm EFCs e discutem abertamente a natureza multidimensional do universo. Por exemplo, o autor Fred Alan Wolf é um físico americano muito conhecido e que tem experiências fora do corpo; ele escreveu um livro sobre universos paralelos.

Alexei: Li seus dois livros publicados aqui no Brasil. Gostei muito deles e inclusive o homenageamos ao criar uma comunidade de estudos com o mesmo nome de seu primeiro livro. Gostaríamos de saber se está em seus planos a publicação de novos livros ou mesmo relatos?

Buhlman: Atualmente estou escrevendo um livro novo e tenho vários projetos de gravações em áudio. Espero que estes possam ser publicados no próximo ano (2010).

Alexei: Segundo suas pesquisas, em média, qual o melhor caminho (ou técnica) indicada por você ao aspirante à exploração fora do corpo?

Buhlman: Geralmente uma aproximação mais fácil funcionará melhor. Visto que a prática diária de uma técnica de EFC é a chave do sucesso e recomendo métodos que as pessoas possam ser capazes de ajustar aos seus estilos de vida por pelo menos por 60 dias. A repetição diária é essencial. Eu detalho cerca de 30 métodos em meus livros. A técnica do alvo é ótima para aqueles que tem boas habilidades de visualização. As afirmações e métodos de movimentação podem ser muito efetivos; entretanto, a chave é reter a sua intenção focada a medida que seus últimos pensamentos desvanecem para o sono. Repita o método toda vez que acordar durante a noite.

Alexei: observamos aqui no Brasil um crescente estudo na área da “comunicação instrumental”, que trata da comunicação com consciências extrafísicas utilizando-se de aparelhos eletrônicos. Será este, em sua opinião, um possível caminho para a física explorar o universo extrafísico?

Buhlman: Nos próximos 100 anos não penso que a tecnologia física sozinha poderá ter evoluída o suficiente para nos prover comunicações com as dimensões não físicas. A separação de dimensões é por planos. O foco de exploração deveria ser numa mais efetiva auto iniciação as EFCs; sabemos que isto funciona.

Alexei: Em seu livro “Aventuras além do corpo” há relatos de experiências em dimensões mais internas, porém onde ocorreu interações simbólicas de elementos que compõe sua própria consciência (relato de 25 de outubro de 1973). Neste caso estaríamos corretos em afirmar que não houve um deslocamento aos planos ou dimensões extrafísicas, mas sim uma espécie de contato consciente com outra parcela de seu próprio ser? Podemos concluir que as experiências fora do corpo também proporcionam não apenas viagens fora do corpo, mas também um mergulho na própria alma do praticante?

Buhlman: Estava me comunicando com outro aspecto da minha consciência. Senti que meu Eu Superior estava criando uma oportunidade de aprendizado para meu crescimento pessoal.

Alexei: Tempos atrás obtive uma experiência fora do corpo onde não enxergava nada (conhecia por aqui como “projeção cega”). Então pedi mentalmente “clareza agora” e também por luz. Porém não me ocorreu nenhuma mudança em minha visão, apesar de já estar com certo nível de consciência fora do corpo. Será que neste caso havia algum bloqueio em minha visão extrafísica que não permitiu a abertura da mesma por auto-sugestão?

Buhlman: Este é um assunto comum. Penso que seja causado por consciência insuficiente presente em nosso corpo não físico/energético. A afirmação repetida “Consciência agora!” irá aumentar a percentagem de consciência presente no corpo energético que você estiver experienciando. As vezes repito silenciosamente esta afirmação durante minhas EFCs para prolongar minha experiência e manter o foco.

Alexei: Gostei muito de seu relato que descreve um contato extrafísico com o homem com uma túnica púrpura (5 de dezembro de 1986). Estes contatos são muito relatados também pelos pesquisadores aqui do Brasil e os chamamos de guias espirituais ou “amparadores”. Gostaríamos de saber se você realizou, após concluir seu primeiro livro, mais contatos com este seu guia espiritual.

Buhlman: Sim, em poucas ocasiões interagi com um guia espiritual. Meu guia ou amparador normalmente prefere ficar oculto. Geralmente guias evoluídos preferem não interromper ou alterar nossas experiências naturais a menos que seja necessário. Descobri que meu primeiro guia era um aspecto de meu eu superior. Vi meu primeiro guia espiritual como uma parte interna do Eu superior e não como uma força ou personalidade. Confio plenamente no meu eu interior. Lembre-se, nós todos somos seres multidimensionais com imensas capacidades.

Alexei: Achei interessante em seu primeiro livro abordar questões da física, buracos negros e muitos outros fenômenos estelares. Fico a imaginar se seria possível uma pessoa durante uma experiência fora do corpo no espaço (na dimensão próxima a física) adentrar um buraco negro e poder visualizar o que ocorre dentro do mesmo, obtendo desta forma maiores informações à ciência.

Buhlman: Acho que os fenômenos estelares são apenas reflexos externos das massivas mudanças internas de energia que ocorrem no plano astral. Penso que as realidades internas não físicas são muito mais interessantes do que as do mundo externo, então meu interesse nos eventos físicos é limitado. Estou certo de que alguém poderia explorar os buracos negros durante EFCs se conseguissem focar sua atenção neles. Eu, pessoalmente, acho minha natureza multidimensional muito mais interessante do que qualquer evento físico.

Alexei: William, por favor, deixe-nos uma mensagem para nossa comunidade de estudiosos brasileiros das experiências fora do corpo.

Buhlman: A exploração de nossa consciência é nossa primeira tarefa. Acredito que nos reconectarmos com nosso Eu Superior é a coisa mais importante que devemos fazer em nossa vida física. O método do Eu Superior sobre o qual escrevei é uma maneira poderosa de experiência isto. Durante sua próxima EFC, saia de seu corpo físico e então exija experienciar o seu eu superior ou essência espiritual. Esta é uma poderosa afirmação e uma exigência de ação imediata: “Eu superior agora!”. Espero os resultados e permaneço completamente aberto a experiências extremas além da minha compreensão. Nossa mentalidade é decisiva. Me entrego a orientação interior e confio nos resultados de minha experiência, não importante o quanto seja intensa ou extrema elas possam ser. A coragem se torna lei quando se sabe que é imortal.

Guilherme: Sr. Buhlman, recebi alguns newsletter do seu site que informavam que você estava na China. Bem, a China é um país incrível e com uma ancestral história. Sr. Buhlman, você teve experiências fora do corpo quando esteve lá?

Buhlman: Vivi na China por quatro anos e tive várias EFCs relacionadas com encarnações passadas na China. Agora sinto que fui atraído para lá devido a muitos eventos pessoais e energias passadas mal resolvidas que eu experiênciei lá. No geral viver na China ampliou minha visão de mundo. Somos todos atraídos para as experiências de vida, relacionamentos e interações necessárias para nossa educação espiritual.

Guilherme: Tenho esperado muito seu novo livro. Você tem planos para o lançamento? Qual será o foco de atenção do próximo livro?

Buhlman: Estou escrevendo um livro novo e gravando dois programas de áudio. Não tenho títulos definidos ainda. O livro será uma novela sobre a vida após a morte, tendo como foco o desenvolvimento espiritual e nossa contínua evolução para além do corpo físico. A evolução interna de nossa alma é enfatizada.

Guilherme: Quando mudamos nossas atividades costumeiras é comum que as experiências extracorpóreas diminuam também. Qual a freqüência que das suas experiências extracorpóreas atualmente?

Buhlman: Descobri que minhas EFCs cresciam e decresciam dependendo do meu foco externo. Quando estava envolvido demais com os dramas físicos, minhas experiências reduziam.

Guilherme: Para finalizarmos, gostaria de lhe fazer uma pergunta relativa um sistema religioso muito popular no Brasil, do qual ouvimos muito falar sobre EFCs, é chamdado aqui de Espiritismo, criado pelo francês Allan Kardec. Você já ouviu falar desta religião? O que pensa sobre as religiões?

Buhlman: Não sei nada sobre Allan Kardec; ele não é popular nos EUA. Pessoalmente me mantenho longe de todos os sistemas de crenças religiosos. O que é uma crença senão a falta de conhecimento? Em geral as crenças distorcem nosso estado de consciência com falsas informações, conceitos e conclusões. Acredito que todas as religiões são inexatas e equivocadas. Nossa exploração pessoal interior é a chave para nossa evolução espiritual – quase todas as crenças de origem humanas são falhas. Acho que é essencial aumentarmos nossas experiências espirituais pessoais – não nossas crenças.

Agradecemos muito a sua entrevista para a nossa comunidade!

Alexei Bueno
Guilherme Fauque (tradutor).

Dezembro de 2009

aventuras-alem-corpo

Entrevista com Guilherme Vieira da Silva, tema: Clarividência

Guilher-Vieira-SilvaApresentação: Guilherme frequentou por anos instituições de pesquisa da consciência e também espiritualistas. A mais de três décadas obteve vivências diretas relacionadas com o plano espiritual, somadas a seu parapsiquismo, tal como a clarividência, que trata-se da capacidade de percepção de consciências extrafísicas (pessoas desencarnadas), seres ou lugares além do plano físico.

Clarividência: segundo a Parapsicologia, é a capacidade de obter conhecimento de evento, ser ou objeto, sem a utilização de quaisquer canais sensoriais humanos conhecidos e sem a utilização de Telepatia. O termo “Clarividência” também é aplicado, em certas escolas de espiritualismo e ocultismo, à chamada “visão espiritual”, que permite enxergar planos espirituais ou pelo menos algo pertencente a tais planos.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Clarivid%C3%AAncia

Alexei: Olá Guilherme, primeiramente gostaria de agradecê-lo pela sua atenção e por atender tão prontamente meu pedido de entrevista-lo. Inicialmente peço ao amigo que realize uma apresentação resumida de sua pessoa e que também gostaria que partilhasse conosco de suas buscas ou andanças pela espiritualidade ou pelas instituições, sendo estas religiosas ou não, até os dias atuais.

Guilherme: Boa Tarde! É uma honra poder participar desta entrevista. O meu nome é Guilherme Vieira da Silva e tenho 56 anos de idade. Atualmente trabalho numa escola municipal de ensino fundamental no município de Boituva/SP e o meu cargo é auxiliar administrativo. Há aproximadamente trinta anos atrás fui convidado por alguns jovens da minha idade para participar de um grupo de estudos sobre extraterrestres e espiritualismo e por indicação de um deles, posteriormente comecei a frequentar o espiritismo (dois anos) e a Rosacruz (um ano). Um daqueles amigos também indicou um recém-inaugurado Instituto Internacional de Projeciologia (quatro anos). Eu frequentei aquelas instituições nos primeiros anos dos meus estudos, lá pelo final da década de 80 e início dos anos 90.

 Alexei: Guilherme, gostaria de saber também como se deu suas primeiras vivências relacionadas com o parapsiquismo, em especial com a clarividência.

Guilherme: Até os vinte e cinco anos de idade eu levava uma vida igual a das outras pessoas, porém depois disso começaram a acontecer diversos fenômenos paranormais diariamente comigo. Dentre esses fenômenos, a clarividência foi o que mais vezes aconteceram comigo durante todos esses anos.

Alexei: Em sua obra ou projeto, denominado “Vivência Parapsíquica I”, e também no Youtube você comenta que já frequentou instituições Conscienciológicas, sendo aluno do Dr. Waldo Vieira. Gostaria que comentasse sobre suas andanças pela Projeciologia (ou Cosncienciologia), como conheceu Dr. Waldo Vieira e quais suas principais impressões relacionadas àquela instituição.

Guilherme: Eu frequentei o Instituto Internacional de Projeciologia de 1988 até o final de 1991. Naquela época ainda não existia a Conscienciologia. O Dr. Waldo Vieira foi meu professor no então Curso Avançado. Nos cursos básicos os professores eram o Wagner Borges e o Wagner Alegretti. Lembro-me que fiz muitos experimentos práticos com esses três professores.

Alexei: Percebo que atualmente você encontra-se afastado das instituições Conscienciológicas, gostaria de saber o principal motivo que levou o amigo a se distanciar, ao menos no que se refere ao seu passado, das atividades relacionadas aquela instituição e se atualmente você participa de outro algum grupo de estudos ou práticas espiritualistas ou religiosa.

Guilherme: Quando uma pessoa tem uma percepção espiritual relativamente desenvolvida é muito comum ela enxergar a raiz de muitas coisas que as outras pessoas não enxergam, portanto o seu ponto de vista torna-se discordante sobre determinadas questões. Eu resolvi seguir o meu caminho sozinho e não me arrependi. Atualmente não participo de nenhum grupo espiritualista.

Alexei: Penso que nós, não clarividentes, somos de certa maneira de entender “cegos” com relação à espiritualidade, principalmente no que se relaciona a este sentido da visão espiritual. Gostaria de saber em sua opinião o quanto somos afetados ou influenciados pela espiritualidade, muitas vezes sem sequer perceber. Qual seria um indício que podemos identificar que estamos sob uma influência negativa e como podemos reverter este quadro.

Guilherme: Nós todos somos influenciados 24 horas por dia pelo plano extrafísico, principalmente projetores conscientes desenvolvidos, médiuns avançados, etc. No caso de influências negativas não existe uma solução que sirva pra todos, pois o processo reencarnatório das pessoas apresenta características e peculiaridades próprias. Cada caso é um caso. No meu projeto – Vivência Parapsíquica I – na página 57 eu dou algumas dicas nesse sentido quando falo sobre Assediadores Extrafísicos, se for este o caso.

Alexei: Guilherme já li em publicações de algumas escolas esotéricas e também espiritualistas temas relacionados ao incentivo de técnicas ou exercícios para que pessoas que não são dotadas da clarividência possam desenvolver esta capacidade. Gostaria de saber sua opinião sobre esta questão do desenvolvimento desta capacidade parapsiquica por quem não nasceu com a mesma desenvolvida.

Guilherme: No meu projeto eu exponho algumas ideias sobre o desenvolvimento da clarividência. É interessante, pelo menos no início, a pessoa interessada frequentar alguma instituição credenciada e praticar muitos exercícios e técnicas a fim de observar se ela tem algum potencial a ser desenvolvido. Às vezes a pessoa tem um potencial adormecido e precisa apenas de um empurrãozinho. Penso que existam motivos específicos para alguém ser clarividente desenvolvido.

Alexei: Gostaria de saber a respeito de uma de suas vivências relacionadas com a clarividência que mais o marcou positivamente ou que lhe trouxe maior conhecimento ou verificação das realidades espirituais.

Guilherme: Desde meados da década de 80 eu passei a ter algum tipo de contato com os meus irmãos extraterrestres, porém nunca os tinha visto tão claramente como aconteceu em 1993. Naquele ano eu tive uma experiência excelente de clarividência na qual eu pude vê-los nitidamente. Dentre todas as visões clarividentes que tive na minha vida essa foi a mais significativa para mim. Eu descrevo esta experiência na página 3 do meu projeto quando falo sobre Para-Ufologia.

Alexei: Ainda tratando de suas vivências relacionadas à clarividência, mas agora relacionada aos aspectos negativos, gostaria que relatasse alguma vivência que lhe trouxe malefício ou que seja considerada por você como algo que lhe prejudicou ou marcou negativamente.

Guilherme: Na página 68 do meu projeto eu relato um caso de ataque extrafísico “Um Raio Na Minha Testa”. Naquela época eu era alvo de constantes ataques extrafísicos, mas não tinha uma estrutura interior fortalecida como tenho hoje e quase dessomei (desencarnei) em decorrência daquilo.

Alexei: Estou lendo sua obra “Vivência Parapsíquica I” e observei relatos relacionados com visão de seres de outros planetas, digamos de extraterrestres desencarnados ou mesmo projetados, que interagiram com você em diversas situações. Normalmente na literatura espiritualista ou teosófica não vi muita menção a esta questão e por este motivo gostaria de perguntar se a interferência ou influência extraterrena em nosso planeta é algo que ocorre mais na atualidade ou foram propositalmente omitidas dos clássicos da literatura espiritualista como, por exemplo, do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

Guilherme: Eu sou muito claro em fazer relatos sobre extraterrestres. Allan Kardec, assim como o Dr. Waldo Vieira e outros, por questões pessoais, falaram muito superficialmente sobre este assunto.

Alexei: Guilherme para finalizar esta entrevista não pude deixar de lembrar de uma amiga de trabalho que morre de medo de “ver espíritos”. É um medo tão extremo que ela não fica no escuro sozinha. Acho que muitas outras pessoas que também convivem com esta fobia ao ler esta entrevista gostariam de perguntar a mesma coisa: Você não tem medo de ver espíritos?

Guilherme: Eu não tenho medo de ver espíritos. Nós fomos condicionados desde a nossa infância a ter medo de várias coisas. Quando adultos precisamos trabalhar para desbloquear as nossas parapercepções. Imagine você que uma das técnicas para desenvolver a clarividência é exatamente ficar dentro de um quarto sozinho e totalmente escuro sentado numa cadeira no meio do quarto.

Mídia Social

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E-mail: guilherme-1959@hotmail.com

Sendo auxiliado extrafisicamente por um “técnico em viagem astral”

espiritualidadeDia 25/06/2009. Que surpresa quando me dei por mim após o sono físico estar lúcido e voando em meu quarto, porém infelizmente após alguns momentos minha visão ficou escura, famosa projeção “as cegas”. Eu batia com a mão no meu frontal dizendo “abre, enxerga…” mas nada de enxergar.

Depois de algum período já podia ver novamente mas desta vez já me encontrava adentrando em um local amplo, uma construção em forma de prédios tal como uma faculdade ou universidade… Provavelmente já no plano espiritual.

Depois de um lapso de tempo me encontrei em uma mesa redonda, juntamente com algumas pessoa e então para minha surpresa disse “…preciso de um técnico em viagem astral…”. Naturalmente que enquanto faço este registro não sei em que sentido e motivo cheguei a esta fala, e o que poderia ser este “profissional”, mas de modo interessante uma das pessoas que se encontravam na referida mesa sorriu dizendo “acho que pode ser eu mesmo… qual o problema?”. Expliquei minha dificuldade com o frontal (relacionada com a “projeção cega”) e após alguns momentos estava novamente próximo ao meu corpo físico, mas me encontrava na conhecida catalepsia projetiva, paralizado extrafísicamente enquanto meu corpo físico encontrava-se de barriga para cima a poucos centímetros abaixo.

Para minha surpresa vi pela clarividência um homem (consciência ou espírito) inclinado acima de mim e com uma espécie de toalhinha ou lenço nas mãos. Curiosamente esta pessoa estava algo como “limpando” meus chackras (cardíaco e laríngeo). Claro que certamente envolvia esta uma limpeza energética, certamente recebia neste momento um auxílio.

Fiquei com medo enquanto observava este homem que tinha o cabelo todo penteado para traz, aparentando meia idade e encontrava-se bem concentrado em seu trabalho sem olhar para mim.

Curiosamente sentia de forma bem lúcida o “atrito” energético provocado pela provável limpeza em meu corpo energético (energossoma ou duplo-etérico) que se encontrava na superfície do meu inerte corpo físico.

Sem saber o que fazer em uma situação inusitada como esta e nunca vivenciada anteriormente após alguns instantes forcei um retorno antecipado ao meu corpo físico e era ainda de madrugada.

Uma projeção com uma amiga também projetada

cidade-submersa            Mirassol, 04 de dezembro de 2011, 7h00 da manhã.

Estava projetado voando pelas ruas de alguma cidade quando pude encontrar uma mulher que se encontrava sentada na frente de sua casa. Creio que estava também projetada e senti por meio da intuição que compartilhava com ela algum conhecimento e esclarecimento no campo espiritual. Chegando próximo a ela percebi que era uma mulher um pouco acima do peso e então ao conversar pude saber que esta pessoa passava por algum problema de saúde que inclusive considero algo sério, segundo a impressão que obtive em sentir uma energia muito negativa sendo emanada enquanto a ouvia atentamente.

Faço um parênteses agora para registrar o fato de como somos muito mais sensíveis fora do corpo, pois percebemos tudo de uma maneira muito ampla e instantânea.

Perguntei para ela se desejava fazer uma viagem astral comigo, pois de alguma forma eu provavelmente já a conhecia. Ela então olhou para mim dizendo “vamos viajar então”. Saímos andando e então eu segurei o braço dela para curiosamente mantermos alguma espécie de um vínculo mental de modo que praticamente nos “teleportamos” exatamente juntos, reação resta em que senti um deslocamento espiritual em alta velocidade.

Neste momento fiquei com medo, pois não sabia exatamente o que iria acontecer ou onde estávamos indo. Quanto ao ambiente observei que estávamos em uma velocidade tão grande que não dava para observar detalhes. Após alguns momentos praticamente nos “materializamos” em uma localidade totalmente diferente de onde estávamos, sendo uma espécie de cidade no formato circular e diferente de tudo que já vi.

Não tenho palavras para descrever o lugar, pois não há muita base de comparação ou que me facilite a memória, como não há muita referências para poder me apoiar a linguagem fica difícil para lembrar e muito mais ainda para descrever. Mas lembro que havia muitas construções em forma circular, em uma arquitetura desconhecida da terra. Aparentemente estávamos sozinhos no lugar, ambos parados e extasiados com a beleza ou estranheza do local, um ao lado do outro. Fui virando o rosto lentamente e olhei para ela dizendo ou exprimindo o pensamento similar a: “o que diabos é este lugar?”.

Voávamos por entre umas coisas coloridas, então apontei para um de cor roxa e perguntei a ela:

– Que cor é esta?

Sem entender o que eu estava fazendo ela respondeu: “roxa, por que?”.

Disse, revelando minha intenção: “estou fazendo um teste para verificar se a gente está na mesma realidade e também se realmente estou projetado com você”.

Entramos em um daqueles prédios que eram lugares não de andares, mas muito amplo. Falei para minha amiga que parecia algo como o interior de alguma espécie de igreja. O chão era de madeira, e o lugar lembrava algo rústico, provavelmente no estilo antigo.

Agora via muitas pessoas, alguma das quais andando em fila e após chegar do outro lado deste imenso “galpão” saímos em uma espécie de para-peito do prédio e olhando observamos algo incrível: havia do outro lado uma espécie de cidade submersa em água.

Após um lapso de memória e ainda andando por lá comentei para minha companheira de viagem astral que já estava para voltar para meu corpo e que não sabia se iria lembrar tudo o que estávamos vivenciando, pois minha memória é muito ruim… Momentos após dizer isto retornei ao corpo físico.

Ao acordar observei que houve alguma dilatação temporal, ou seja, o tempo que passei por lá foi muito maior do que o que passou no plano físico.