20° EXPERIÊNCIA – Clarividência fora do corpo

 

Mirasclarividenciasol, 21 de agosto de 2003.

Hoje obtive uma projeção assistida e consciente, ou seja, de maneira lúcida, na qual sempre estive junto da presença de um amigo espiritual, que se apresentava como um jovem magro, semelhante a mim na época, o que facilitava a sintonia entre nós.

Após deitar, rapidamente peguei no sono para me despertar em seguida em pleno voo extrafísico por uma cidade desconhecida por mim, mas provavelmente seja uma cidade física mesmo e não espiritual. Em um determinado momento, na praça central, encontramos com diversas pessoas deitadas no chão, não sei se estavam projetadas ou se definitivamente fora do corpo, ou seja, desencarnadas.

Neste momento estávamos eu e meu amigo extrafísico observando tudo, quando eu disse que gostaria muito de observar a aura daquelas pessoas que ali estavam. Este meu amigo espiritual então sugeriu para que eu me aproximasse de uma pessoa e colocasse minha força de vontade em ação para tal fim olhando fixamente para a pessoa em questão. Fiz exatamente isso, me aproximando próximo do rosto da pessoa que estava deitada mais próxima de mim e fixei minha visão, ficando desta forma por uns 10 minutos mais ou menos quando com muita felicidade dei um grito: “Olha! Nossa que legal, estou vendo três tipos de auras coloridas na cabeça desta pessoa!!!”. O que eu via era como se fosse 3 camadas que acompanhava o formato da cabeça e de maneira interessante tinha também a capacidade de focar minha visão na aura ou campo energético que fosse da minha escolha.

Suspeitei que a mais clara correspondia a um corpo mais sutil e as outras duas de cores mais densas, dos corpos mais densos. Conforme a perspectiva que olhava, uma aura se refletis mais visível para mim, de forma semelhante a um reflexo. Pela intuição interiorizei que a pessoa em análise deviria ter de alguma forma pouco conteúdo no que se refere a questões espirituais, pois sua aura era algo como uma bolha de sabão, sentia de alguma forma algum vazio, porém era um belo fenômeno de se ver.

A aura do corpo mais sutil era exatamente como uma bolha de sabão branca ou praticamente incolor. Observei uma saliência exatamente na região onde fica o chacra coronário, era como se a aura ficasse mais espessa nessa região.

Após este curioso ocorrido saímos pela cidade voando em alta velocidade e ao levantar voo pude observar umas árvores grandes que tinha por lá, mas o interessante foi que por algum tempo a pessoa que eu analisei a aura nos seguiu, voando também, meio que por sintonía, o que me causou certo desconforto, pois queria ficar apenas com meu amigo extrafísico. Felizmente ao atingir certa altura tal pessoa não pode mais nos acompanhar.

Voamos muito alto mesmo, algo como uns 300 metros do solo e em determinado momento como uma piada eu bati meus braços e falei para meu amigo: “vou imitar um pássaro voando agora que posso, sempre invejei os pássaros…”.

Ao descer no solo outra vez, vi que ainda era noite e a rua estava escura porém sempre visível. Ao olhar para o lado observei que estávamos em uma espécie de clínica com um jardim na frente e mais abaixo, na mesma calçada, havia uma casa com uma grade na entrada. Parece que esta casa estava a nossa espera pois me deu uma forte vontade de adentrar a referida caso. Não resisti e disse: “vamos entrar na casa?”. Então entramos pelo portão da casa e seguida parei um instante na porta e como que por costume disse: “com licença!”. Meu amigo do meu lado ao escutar dizer isso deu risadas do meu comportamento involuntário e automático, mas pelo menos respeitoso, diga-se de passagem. Dentro da casa fomos diretamente em um quarto onde havia um bebê realmente muito novinho, tinha algo como uns três meses, estava deitado num berço e mesmo no corpo viu a gente, percebi isto claramente quando meu amigo disse: “sim, está nos vendo, pois a criança tem a clarividência” ao que eu respondi “puxa, tem mesmo… olha agora, estou até brincando com ela…” neste momento eu passava minha mão extrafísica no bebê e ele tipo que dava risada e agitava-se todo, este foi um momento muito especial para mim.

Depois disto saímos voando pela cidade novamente, estávamos um ao lado do outro. Durante o voo espiritual conversávamos e eu lhe falava sobre como é maravilhoso a capacidade do ser humano em vivenciar a viagem astral enquanto o corpo físico repousa. As vezes eu tinha a sensação de que meu amigo me guiava em nosso voo, era uma sensação de amparo constante.

Voar nos traz uma sensação realmente indescritível, uma liberdade espiritual muito especial, mas fortes emoções nos traciona automaticamente para o corpo físico e isto foi provavelmente o que me ocorreu neste momento, pois acordei exatamente às 4h e 50 minutos da madrugada, deitado em decúbito dorsal, exatamente como faço para me projetar voluntariamente e com a memória completamente intacta de tudo isto.

Ao que parece as informações extrafísicas foram assimiladas com sucesso para meu cérebro físico, de modo que ao abrir os olhos percebi uma lucidez contínua.

Estou ainda agora sentido a presença de meu amigo que possibilitou toda esta experiência. Amigo: o meu muito obrigado!

Comentário: capacidades para-psíquicas

               A clarividência, palavra que significa “ver claro” é uma de nossas capacidades ou faculdades parapsíquicas, ou seja, que estão além dos fenômenos percebidos pelos cinco sentidos comuns. Podemos considerar esta como uma extensão do sentido da visão que abrange apenas estreita faixa do espectro eletromagnético conhecido.

               Poder ver algo além de plano físico comum não representa algo extraordinário, pois até mesmo alguns animais noturnos, tais como os gatos tem capacidade visual mais apurada que o homem e em alguns casos podem incluir até mesmo certa parcela de uma frequência que atinge a matéria sutil e etérica no limiar do que chamamos de plano espiritual.

               O fenômeno da clarividência é a visão dos planos espirituais ou etérico, que normalmente não é vivenciado enquanto em vigília pela maioria das pessoas, mas apenas naquelas que possuírem a sensibilidade ajustada para tal, e neste caso experimentam desde fenômeno mesmo na vigília, podendo visualizar o campo bioenergético tal como a aura etérica do ser humano ou até mesmo outras mais sutis e espirituais também, relacionadas a nosso corpo astral e posteriormente mental.

               Com esta minha vivência concluo que esta capacidade, assim como outras ditas espirituais (ou mediúnicas) podem ser naturalmente experimentadas pelo projetor astral. No corpo físico não tenho clarividência e não tenho a menor intenção ou desejo de ter, mas enquanto projetado esta capacidade faz parte de minha natureza como um dos sentidos naturais de meu corpo espiritual, assim como a visão compõe uma das funcionalidades de meu corpo físico.

               A viagem astral nos amplia em todos os aspectos, incluindo as capacidades ditas mediúnicas, o que inclui as anímicas também, ou seja, que não necessita da participação de um intermediário espiritual, que é o caso da clarividência da qual podemos ver a aura de uma pessoa simplesmente por existir esta emanação sutil e não que seja uma intervenção de alguém do plano espiritual.

               Uma vivênica interessante que me surgiu foi o fato de que em certas tentativas de projeção voluntária, ou seja, produzidas por minha própria vontade, já me ocorreu de estando eu em relaxamento, enquanto no corpo físico, porém com os olhos fechados, ver o teto existente acima de mim, em meu quarto, sendo este portanto um fenômeno natural de clarividência haja visto que não estava visualizando o teto do meu quarto com minha capacidade de visão do corpo físico. Outra questão interessante e que ocorria muito comigo, principalmente em grande frequência no início de minhas vivências de viagem astral era o fato de que como sou míope no plano físico sempre me questionava enquanto projetado espiritualmente como poderia visualizar tudo tão perfeitamente sem meu óculos e o impactante e ao mesmo tempo engraçado era o fato de que após retornar ao corpo abria então os olhos físicos e era espantosa a comparação da visão míope em corpo físico com a visão perfeita experimentada a poucos momentos atrás no corpo astral. Concluí então que minha dificuldade visual é apenas física, ou seja, não tenho miopia no corpo espiritual sendo esta uma falha do corpo físico o que me leva a concluir também que pessoas que perderam a visão ou que nasceram sem ela poderão fora do corpo ter este sentido, caso não tenha se condicionado a ponto de bloquear este sentido espiritual.

               No tocante a outros sentidos também já percebi em certas vivências espirituais a possibilidade de escutar música orquestrada e este considero a expressão do sentido de ouvir de maneira espiritual ou extrafísica, o que denomina-se clariaudiência.

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