95º Experiência – Assistência extrafísica

passeHoje é 05 de abril de 2012, época de provas na escola e esta é uma semana estressante tanto para o aluno como para o professor. Deitei para dormir por volta das 11:30, estava mentalmente cansado e nem pensava em temáticas espiritualista ou em viagem astral. Queria mesmo é descansar o corpo e a mente.

Para minha surpresa após alguns momentos despertei-me extrafisicamente e vi que estava voando por uma cidade! Logo meu objetivo era apenas identificar a cidade que me encontrava de forma que fosse possível talvez quem sabe comprovar exta experiência fora do corpo.

Perguntava a todos que encontrava em meu caminho pelas ruas e avenidas desta cidade qual seria o nome ou lugar que me encontrava. Apesar de algumas pessoas não me responder alguém me disse um nome composto por mais de uma palavra. Intui que seria talvez cidade próxima onde resido, mas não conseguia memorizar.

Era de madrugada, estava ainda de noite, mas o dia estava para amanhecer. Eu flutuava de alguns metros do chão a até a altura de mais ou menos 15 metros, acima dos telhados das casas quando em determinado momento encontrei um morador de rua deitado na calçada em uma rua bem escura. Naquele momento senti um grande sentimento de compaixão e desejei tentar ajudá-lo de alguma. Logo pensei que certamente prestar meu auxílio naquele momento era mais importante do que identificar onde me encontrava.

Curiosamente obtive instantaneamente a ideia de transmitir energias ou aplicar um passe, mesmo ficando meio sem jeito de como proceder. Impus minhas mãos na direção daquela pessoa e para minha surpresa comecei a “sentir” um som algo como o “estado vibracional” (tum, tum, tum …) este som tinha uma frequência pré-determinada (parecia um motor em baixa rotação) e vibrava nas palmas de minhas mãos, porém podia ser sentida em meu corpo espiritual todo, mas o ponto focal da vibração ou energia era os chackras da palma da mão, que funcionavam como dois motores a emanar energias espirituais.

Após alguns momentos, para minha surpresa, acenderam duas luzes nas palmas de minha mão e percebi como luzes florescentes branca a iluminar o escuro ambiente que me encontrava. Virei minhas palmas das mãos em minha direção e fiquei maravilhado com aquele fenômeno. Em seguida aproximei-as uma da outra e senti claramente algo como um campo eletromagnético que as repelias. Finalmente posicionei então novamente as mãos em direção ao corpo do morador de rua e fiquei transmitindo esta luz para ele. Neste momento algo superior, não sei se uma consciência ou uma energia inteligente de modo que percebi que algo se conectou a mim e comecei a exercer minha função de ajudante astral, indo a quem necessitava de ajuda, ou melhor, prestava assistência extrafísica a quem precisasse.

Surgi instantaneamente dentro de uma casa e na minha frente tinha um senhor que intuir ser cego e percebi que estava dormindo. Sei que era cego pelo fato que de alguma forma vi em minha tela mental seus dois olhos totalmente brancos, então comecei a aplicar a luz (energia) que saia de minhas mãos para os olhos daquele senhor. Após alguns segundos, para minha surpresa, sua esposa que se encontrava projetava assim como eu veio falar comigo, dizia ela:

– Pelo amor de Deus ajude meu marido, ele ficou cego, por favor, cure ele!

Eu disse que faria o possível e que estava passando energia para os olhos dele. Após alguns instantes deste “passe” surgi instantaneamente na casa de uma senhora de idade avançada. A casa era um sobrado e ela encontrava-se dormindo no andar de cima. Fui voando pela janela, guiado por esta força invisível que se conectara a mim.

Comecei aplicar aquela energia em favor a esta senhora e neste caso ela podia me ver e falar comigo. Então ela disse que iria morrer e perguntou se eu era alguém que estava buscando ela, pois um “anjo” já tinha falado com ela. Enquanto passava energia fiquei curioso sobre o “anjo” dito por ela, mas disse que eu estava lá só para ajudar e que eu não era nenhum ser “do além”.

Curiosamente em seguida “materializei-me” na entrada de um escritório e neste caso todos estavam acordados e trabalhando, pois ninguém percebeu minha presença no ambiente. É engraçado, pois me senti como um fantasma, assim como no filme “Ghost”. Mesmo sabendo que estava espiritualmente projetado no ambiente, pedi licença para entrar e fiz uma rápida mentalização em favor a todos. Mesmo não tendo muito jeito, disse algo como “que eu seja útil neste ambiente e ajude também estas pessoas”.

Próximo a entrada vi uma moça trabalhando no computador, então movi por traz de sua cabeça e transmiti também esta a energia para ela, inclusive esta energia nunca cessava de ser transmitida através de mim. Após alguns instantes chegou outra moça, que senti estar carregada com energias sexuais. Senti uma repulsão natural e fiquei observando. Ela então começou a contar sobre suas andanças e aventuras noturnas (neste momento já tinha amanhecido o dia), mostrando inclusive fotos no celular. Fui para outra sala e encontrei uma pessoa trabalhando em uma mesa, mas sem computador, apensa mexendo com papéis. Apliquei energia em sua direção por alguns momentos.

Sentia neste momento que iria acordar e queria muito memorizar o nome da cidade. Conseguia perfeitamente lembrar as avenidas, ruas, casas, tipicamente uma cidade pequena do interior, mas o nome me escapava da memória como se fosse uma informação que eu não deveria reter.

Acordei por volta das 7h, sentindo ainda por uns dois segundo uma energia em meu corpo todo, como um campo de força! Em seguida senti um rápido arrepio e tudo voltou ao normal.

Para não esquecer qualquer detalhe desta vivência, peguei rapidamente uma folha e comecei a escrever minha projeção que rapidamente estava sendo “deletada” pelo cérebro físico, porém a sensação de realidade das experiência relatadas aqui se mantinha fortemente gravada em minhas sensações.

Comentário: o auxílio extrafísico

                Normalmente Amparadores são muito sutis e com suas energias não conseguem interagir, auxiliarndodiretamente quem necessita, de modo que nós projetores temos um papel muito importante no processo, pois somos os intermediários.

         Através de nossas densas energias um Amparador, que é alguém normalmente sem corpo físico que auxilia no invisível e maneira anônima quem necessite, acopla-se conosco para poder desta forma efetivamente acessar e auxiliar quem necessita de auxílio energético ou por que não, auxílio espiritual.

         Digo que portamos energias densas não no sentido negativo, mas pelo simples fato de estarmos “conectados” a um corpo etérico e físico, de maneira que estamos sempre de posse de energias mais densas e próximas a física que estarão na mesma frequência de planos mais densos do astral ou de pessoas que estejam nesta mesma faixa de frequência.

         O planeta Terra é um planeta hospital onde muitos necessitam de auxílio, sejam por estar em situações complicadas após o desencarne ou passando por dificuldades que são comuns a nossa existência.

         Auxiliar no astral nos torna pessoas mais lúcidas, tanto fisicamente quanto extrafísicamente e o contato com consciências mais avançadas que nós só nos auxilia beneficamente de modo que somos impulsionados realizar nossas tarefas diárias de forma sempre positiva, com boas intuições, ações e energias!

         Na Internet vejo muitos jovens buscando a viagem astral não para crescer, mas sim como turismo. Gostaria que pensassem mais a respeito desta verdadeira ferramenta evolutiva e que saibam que certamente ninguém evolui sozinho e sem auxílio, pois caso contrário não estaríamos aqui todos em um mesmo planeta todos necessitamos uns dos outros para que possamos viver e aprender todos juntos. Se nossa meta é crescer e evoluir espiritualmente e em outras áreas esta evolução é feita em conjunto e passa também pela assistência, que pode e deve ser realizada por diversas maneiras.

20° EXPERIÊNCIA – Clarividência fora do corpo

 

Mirasclarividenciasol, 21 de agosto de 2003.

Hoje obtive uma projeção assistida e consciente, ou seja, de maneira lúcida, na qual sempre estive junto da presença de um amigo espiritual, que se apresentava como um jovem magro, semelhante a mim na época, o que facilitava a sintonia entre nós.

Após deitar, rapidamente peguei no sono para me despertar em seguida em pleno voo extrafísico por uma cidade desconhecida por mim, mas provavelmente seja uma cidade física mesmo e não espiritual. Em um determinado momento, na praça central, encontramos com diversas pessoas deitadas no chão, não sei se estavam projetadas ou se definitivamente fora do corpo, ou seja, desencarnadas.

Neste momento estávamos eu e meu amigo extrafísico observando tudo, quando eu disse que gostaria muito de observar a aura daquelas pessoas que ali estavam. Este meu amigo espiritual então sugeriu para que eu me aproximasse de uma pessoa e colocasse minha força de vontade em ação para tal fim olhando fixamente para a pessoa em questão. Fiz exatamente isso, me aproximando próximo do rosto da pessoa que estava deitada mais próxima de mim e fixei minha visão, ficando desta forma por uns 10 minutos mais ou menos quando com muita felicidade dei um grito: “Olha! Nossa que legal, estou vendo três tipos de auras coloridas na cabeça desta pessoa!!!”. O que eu via era como se fosse 3 camadas que acompanhava o formato da cabeça e de maneira interessante tinha também a capacidade de focar minha visão na aura ou campo energético que fosse da minha escolha.

Suspeitei que a mais clara correspondia a um corpo mais sutil e as outras duas de cores mais densas, dos corpos mais densos. Conforme a perspectiva que olhava, uma aura se refletis mais visível para mim, de forma semelhante a um reflexo. Pela intuição interiorizei que a pessoa em análise deviria ter de alguma forma pouco conteúdo no que se refere a questões espirituais, pois sua aura era algo como uma bolha de sabão, sentia de alguma forma algum vazio, porém era um belo fenômeno de se ver.

A aura do corpo mais sutil era exatamente como uma bolha de sabão branca ou praticamente incolor. Observei uma saliência exatamente na região onde fica o chacra coronário, era como se a aura ficasse mais espessa nessa região.

Após este curioso ocorrido saímos pela cidade voando em alta velocidade e ao levantar voo pude observar umas árvores grandes que tinha por lá, mas o interessante foi que por algum tempo a pessoa que eu analisei a aura nos seguiu, voando também, meio que por sintonía, o que me causou certo desconforto, pois queria ficar apenas com meu amigo extrafísico. Felizmente ao atingir certa altura tal pessoa não pode mais nos acompanhar.

Voamos muito alto mesmo, algo como uns 300 metros do solo e em determinado momento como uma piada eu bati meus braços e falei para meu amigo: “vou imitar um pássaro voando agora que posso, sempre invejei os pássaros…”.

Ao descer no solo outra vez, vi que ainda era noite e a rua estava escura porém sempre visível. Ao olhar para o lado observei que estávamos em uma espécie de clínica com um jardim na frente e mais abaixo, na mesma calçada, havia uma casa com uma grade na entrada. Parece que esta casa estava a nossa espera pois me deu uma forte vontade de adentrar a referida caso. Não resisti e disse: “vamos entrar na casa?”. Então entramos pelo portão da casa e seguida parei um instante na porta e como que por costume disse: “com licença!”. Meu amigo do meu lado ao escutar dizer isso deu risadas do meu comportamento involuntário e automático, mas pelo menos respeitoso, diga-se de passagem. Dentro da casa fomos diretamente em um quarto onde havia um bebê realmente muito novinho, tinha algo como uns três meses, estava deitado num berço e mesmo no corpo viu a gente, percebi isto claramente quando meu amigo disse: “sim, está nos vendo, pois a criança tem a clarividência” ao que eu respondi “puxa, tem mesmo… olha agora, estou até brincando com ela…” neste momento eu passava minha mão extrafísica no bebê e ele tipo que dava risada e agitava-se todo, este foi um momento muito especial para mim.

Depois disto saímos voando pela cidade novamente, estávamos um ao lado do outro. Durante o voo espiritual conversávamos e eu lhe falava sobre como é maravilhoso a capacidade do ser humano em vivenciar a viagem astral enquanto o corpo físico repousa. As vezes eu tinha a sensação de que meu amigo me guiava em nosso voo, era uma sensação de amparo constante.

Voar nos traz uma sensação realmente indescritível, uma liberdade espiritual muito especial, mas fortes emoções nos traciona automaticamente para o corpo físico e isto foi provavelmente o que me ocorreu neste momento, pois acordei exatamente às 4h e 50 minutos da madrugada, deitado em decúbito dorsal, exatamente como faço para me projetar voluntariamente e com a memória completamente intacta de tudo isto.

Ao que parece as informações extrafísicas foram assimiladas com sucesso para meu cérebro físico, de modo que ao abrir os olhos percebi uma lucidez contínua.

Estou ainda agora sentido a presença de meu amigo que possibilitou toda esta experiência. Amigo: o meu muito obrigado!

Comentário: capacidades para-psíquicas

               A clarividência, palavra que significa “ver claro” é uma de nossas capacidades ou faculdades parapsíquicas, ou seja, que estão além dos fenômenos percebidos pelos cinco sentidos comuns. Podemos considerar esta como uma extensão do sentido da visão que abrange apenas estreita faixa do espectro eletromagnético conhecido.

               Poder ver algo além de plano físico comum não representa algo extraordinário, pois até mesmo alguns animais noturnos, tais como os gatos tem capacidade visual mais apurada que o homem e em alguns casos podem incluir até mesmo certa parcela de uma frequência que atinge a matéria sutil e etérica no limiar do que chamamos de plano espiritual.

               O fenômeno da clarividência é a visão dos planos espirituais ou etérico, que normalmente não é vivenciado enquanto em vigília pela maioria das pessoas, mas apenas naquelas que possuírem a sensibilidade ajustada para tal, e neste caso experimentam desde fenômeno mesmo na vigília, podendo visualizar o campo bioenergético tal como a aura etérica do ser humano ou até mesmo outras mais sutis e espirituais também, relacionadas a nosso corpo astral e posteriormente mental.

               Com esta minha vivência concluo que esta capacidade, assim como outras ditas espirituais (ou mediúnicas) podem ser naturalmente experimentadas pelo projetor astral. No corpo físico não tenho clarividência e não tenho a menor intenção ou desejo de ter, mas enquanto projetado esta capacidade faz parte de minha natureza como um dos sentidos naturais de meu corpo espiritual, assim como a visão compõe uma das funcionalidades de meu corpo físico.

               A viagem astral nos amplia em todos os aspectos, incluindo as capacidades ditas mediúnicas, o que inclui as anímicas também, ou seja, que não necessita da participação de um intermediário espiritual, que é o caso da clarividência da qual podemos ver a aura de uma pessoa simplesmente por existir esta emanação sutil e não que seja uma intervenção de alguém do plano espiritual.

               Uma vivênica interessante que me surgiu foi o fato de que em certas tentativas de projeção voluntária, ou seja, produzidas por minha própria vontade, já me ocorreu de estando eu em relaxamento, enquanto no corpo físico, porém com os olhos fechados, ver o teto existente acima de mim, em meu quarto, sendo este portanto um fenômeno natural de clarividência haja visto que não estava visualizando o teto do meu quarto com minha capacidade de visão do corpo físico. Outra questão interessante e que ocorria muito comigo, principalmente em grande frequência no início de minhas vivências de viagem astral era o fato de que como sou míope no plano físico sempre me questionava enquanto projetado espiritualmente como poderia visualizar tudo tão perfeitamente sem meu óculos e o impactante e ao mesmo tempo engraçado era o fato de que após retornar ao corpo abria então os olhos físicos e era espantosa a comparação da visão míope em corpo físico com a visão perfeita experimentada a poucos momentos atrás no corpo astral. Concluí então que minha dificuldade visual é apenas física, ou seja, não tenho miopia no corpo espiritual sendo esta uma falha do corpo físico o que me leva a concluir também que pessoas que perderam a visão ou que nasceram sem ela poderão fora do corpo ter este sentido, caso não tenha se condicionado a ponto de bloquear este sentido espiritual.

               No tocante a outros sentidos também já percebi em certas vivências espirituais a possibilidade de escutar música orquestrada e este considero a expressão do sentido de ouvir de maneira espiritual ou extrafísica, o que denomina-se clariaudiência.

21° EXPERIÊNCIA – Uma vivência que sugere uma Expansão da Consciência

expansao-consciencia               Mirassol, 27 de outubro de 2003.

Hoje obtive uma experiência fora do corpo das mais consciente ou “lúcidas” até o momento. Esta também foi uma experiência um tanto incomum, ou diria, inesperada, porém ao mesmo tempo muito especial.

Fui dormir mais cedo que o comum, eram apenas 10hs da noite. Estava com um pouco de dor de cabeça e deitei fazendo um simples exercício no qual imaginei um triângulo branco acima de mim e iluminei também meu quarto com minha capacidade imaginativa, projetando energias. Como estava muito cansado rapidamente cai no sono.

Em determinado momento, durante a madrugada, fiquei consciente estando eu no meu próprio quarto, mas flutuando poucos centímetros acima de meu corpo físico que dormia de barriga para cima. Pela posição que me encontrava, extrafisicamente estava olhando para o teto do meu quarto, muito calmo e ciente de estar fora do corpo quando algo inusitado me ocorreu: toda a região onde era o teto do meu quarto transformou-se simplesmente no espaço sideral!

Fiquei pasmo ao observar agora através do teto milhares de estrelas de diversos tamanhos, algumas mais avermelhadas e outras mais azuladas e estava tudo incrivelmente nítido e real! Como é lindo a visão do cosmos! Simplesmente era como se eu estivesse olhando através de um poderoso telescópio onde via perfeitamente as estrelas, constelações etc. Nunca visitei um planetário, mas acho que a experiência seria semelhante.

Nestes momentos apenas lamentei por não conhecer nada de astronomia, pelo fato de que acredito que estas regiões estelares devem realmente existir.

Estava já a algum tempo observando todas aquelas milhares de estrelas quando observei que surgiu no espaço algo que descrevo como uma “nuvem estelar” ou nebulosa. Esta “nebulosa” se ampliou para bem perto da minha visão de forma que eu tinha agora a impressão de estar em pleno espaço sideral observando esta nuvem que era branca e ao mesmo tempo transparente. Tudo era muito nítido e coerente, impossível de se confundir com sonho ou alucinação!

Minha capacidade de atenção e concentração estavam maiores do que de costume de modo que provavelmente eu experimentava agora uma “expansão da consciência”, segundo observo que meu raciocínio ficou muito claro e estive em uma espécie de “foco mental” como nunca vivenciei. Enquanto observava todas aquelas estrelas no espaço sideral, para minha surpresa pude ouvir uma voz mental da qual me esclarecia que estava utilizando de minha clarividência e expansão da consciência de forma a perceber o Universo. Concordei e fiquei feliz por esta confirmação e ao mesmo tempo explicação digamos “telepática” do que estava acontecendo comigo.

No plano físico ainda não estava chovendo, mas infelizmente estava ventando muito e por causa do vento iniciou um desagradável barulho na janela do meu quarto que localiza-se bem ao lado de minha cama onde meu corpo físico repousava de modo que em determinado momento o ruído estava realmente atrapalhando minha experiência, o que foi uma pena por que voltei involuntariamente para o estado de catalepsia projetiva que é uma espécie de paralisia natural e momentânea para em instantes acordar às 4hs da madrugada com a memória intacta destes ocorridos.

Fiquei alguns momentos sem reação e também sem acreditar no que acabei de vivenciar tamanha surpresa e grandiosidade da experiência para meu atual digamos “nível evolutivo”. Após alguns momentos fui perceber melhor as emoções envolvidas, fiquei imensamente grato e emocionado ao ponto de praticamente não dormir o restante da noite.

Comentário: expansão da consciência

         Ainda hoje, passado mais dez anos, não obtive outra expansão da consciência como esta. Tenho algum conhecimento de Astronomia e entendo que algumas estrelas (que são como nosso Sol) conforme a distância, idade e outros fatores podem aparentar coloração diferenciadas, porém na época do relato não tinha conhecimento destes fatos, sendo este mais um detalhe a confirmar a autenticidade da experiência.

         Atualmente também já visitei um planetário e realmente a experiência é semelhante, porém não chega a ser um terço do que experimentei fora do corpo. Acredito que não exista planetário que mostre as estrelas tão “vivas” como as vi.

         Se este não for o fenômeno de expansão da consciência que lemos nos livros espiritualistas em geral penso que é pelo menos o início do processo de uma.

         Ao pesquisarmos na Internet esta experiência estará relacionada com uma total fusão ao todo, o que envolve sistemas solares, galáxias, ou seja, o Universo, trazendo uma super compreensão com relação a tudo. Não é necessário estar em projeção astral para obter uma expansão da consciência, muitos certamente atingem este estado através de meditações ou mesmo estando acordado. Este termo também é conhecido por outros termos tais como samadhi, satori, nirvana, ágape, viagem ao plano mental, experiência mística, êxtase espiritual.

         Penso que não obtive uma experiência deste porte mas certamente uma pitadinha dela eu pude vivenciar e considero este um dos meus objetivos com relação à viagem astral: expandir minha consciência e poder trazer mesmo que um milésimo disto tudo aqui para o plano físico com o objetivo de ter uma vivência cada vez mais equilibrada e positiva.

15° Experiência – Projeção induzida por “saturação mental”

sana-khanMirassol, Domingo, 31 de março de 2001. Estava hoje antes de dormir muito compenetrado lendo um interessante livro espiritualista chamado “Sana Khan – um mestre no além”, escrito por Luiz Roberto Mattos. Após terminar o capítulo em leitura fiz tomei notas em uma folha que sempre deixo dentro do livro. Comecei então neste momento a meditar sobre o intrigante assunto que terminava de ler.

Neste momento estava realmente inspirado nas temáticas espiritualistas e mergulhado em meus próprios pensamentos quando comecei a sentir alguma sonolência, na realidade tratava-se mesmo daquela sensação de sono fora de hora que já senti e que sempre pode preceder uma viagem astral consciente. Sabendo disto, ao menos intuitivamente, fui neste momento dormir. Posso dizer que nestes momentos estava até mesmo sentindo algo semelhante a uma sutil tontura.

Deitei-me de lado, como sempre costumo fazer para dormir e na sintonia espiritual que me encontrava ergui meus pensamentos e sentimentos em busca do amor maior e da autoconsciência – porque estes eram justamente os assuntos lidos que me inspiraram esta noite.

Sem espera, enquanto ainda acordado e apenas com os olhos fechados fui praticamente “ejetado” para fora do corpo. Neste caso o processo de saída do corpo físico ocorreu mais rápido do que em qualquer outra experiência que pude vivenciar até hoje.

Quando pude escutar os sons intracranianos e sentir energias circulando no meu corpo já me senti imediatamente “escorregando” para fora do corpo físico e sendo impulsionado para o lado esquerdo que estava deitado. Diria que sai em forma de “rolamento” indo parar dentro de uma das parede do meu quarto! Estava nestes momentos totalmente consciente e sempre analisava a experiência como um estudante, pensando“paredes realmente não são obstáculos nenhum quando se está mais sutil do que elas” e comecei a me mexer para realmente vivenciar aquilo ao máximo e era como se as paredes do meu quarto não existissem, pois não sentia nenhuma dificuldade.

Devia estar em um estado espiritual muito sutil porque ao realizar uma tentativa de me afastar do corpo físico voei baixo, sem controle nenhum, passando por dentro do meu corpo e indo parar do outro lado da cama, no chão. E pensei em como a falta de gravidade e atrito dificultam os movimentos, sem falar na falta de equilíbrio. Mexia um pouco e começava a flutuar, para onde eu quisesse. Já não escutava neste momento nenhum som intracraniano ou energia percorrendo o corpo e era como se eu estivesse fisicamente flutuando no meu quarto! Porém é claro que estava espiritualmente lá.

De forma interessante ainda ao encostar extrafisicamente na minha cama pude sentir com o tato que tinha algo deitado lá e pensei “meu corpo físico está bem, mas não quero ficar a deriva sem controle nenhum…”. Neste momento provavelmente percebendo minhas dificuldades, senti a presença de uma pessoa atrás de mim e de forma surpreendente ainda “escutei” de forma mental porém em alto e bom tom claramente me chamarem pelo meu nome “…Alexei!”.

Logo após escutar isto pensei estarem me chamando no plano físico e pensei “tenho que voltar para o corpo para ver o que querem comigo…” foi terminar de pensar e o corpo físico começou a me puxar até adentra-lo quando gritei “o que é!!!”, completando meu pensamento com algo como “…sempre me interrompem nestas experiências…”, mas verifiquei que ninguém me chamava no plano físico. Ficou claro para mim que também a ansiedade e por que não o medo fizeram com que eu retornasse prematuramente ao corpo físico.

Confirmei que fisicamente ninguém me chamou e voltando a dormir tentei sair do corpo de novo mas sentia a adrenalina, respiração e coração aceleradoa por minhas fortes emoções relacionadas as experiências vivenciadas momentos antes. Meu metabolismo estava acelerado também e ao dormir infelizmente mergulhei na inconsciência e tive um sonho totalmente onírico do qual praticamente não lembro nada. Mas de qualquer forma foi uma experiência realmente maravilhosa.

Comentário: técnica da “saturação mental”

               Esta é uma das dezenas das técnicas existentes para o ser humano provocar uma saída consciente para fora do corpo físico. Trata-se de saturar a mente, ou seja, inundar a mente com pensamentos, livros, vídeos, tudo que se relacione com experiências fora do corpo ou espiritualidade.

No momento de dormir, naturalmente que sairemos para fora do corpo (ou teremos uma leve descoincidência entre os corpos físicos e espirituais), porém estando nossa mente “aquecida” com as temáticas espirituais facilmente poderemos ter um “estalo” e lembrarmos que estamos fora do corpo, recobrando até mesmo a lucidez (ou como digo, a consciência) ao ponto de vivenciar uma experiência fora do corpo.

Normalmente quando me perguntam a este respeito sempre digo que não há receitas ou fórmulas para aprender viagem astral, mas esta é uma das técnicas a mim funciona satisfatoriamente e tive mais de uma experiência por esta via. Normalmente sou meio que desleixado quanto a praticar técnicas, mas esta me ocorreu sem que seja algo planejado e veio a se confirmar como uma técnica após minhas leituras sobre Projeciologia.

Minha visita no CEAEC – Centro de Altos Estudos da Conscienciologia e ao Waldo Vieira – www.ceaec.org.br

No dia 30 do mês de junho do ano de 2014 fiz uma visita no CEAEC, em Foz do Iguaçú-PR, onde reside Waldo Vieira e os estudantes de Conscienciologia/Projeciologia e irei fazer um breve relato de minhas impressões.

Indo para o CEAEC observei diversos condomínios fechados bem próximo ao CEAEC de modo que muitos moram por lá mesmo, pois o local é um pouco retirado da cidade de Foz do Iguaçu.

Cheguei no CEAEC as 10 horas da manhã e no portão de entrada obtive um crachá de visitante. Não obtive maiores dificuldades em obter acesso e me dirigi a recepção onde preenchi um cadastro que inclusive perguntava se eu havia feito algum curso de Conscienciologia ou se era tenepessista *1

Então a recepcionista disse que Waldo Vieira estava naquele momento realizando uma mini Tertúlia que iria até as 11 horas da manhã, que é uma reunião na qual Waldo responde perguntas dos presentes e até mesmo dos internautas. Claro que fui correndo para lá rs…

O lugar (Tertuliárium) é enorme e subi uma grande escada para entrar, sendo o mesmo uma espécie de grande auditório em formato circular, internamente lembra aqueles anfiteatros gregos (ou romanos), da época da Grécia antiga.

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Assinei um livro de presença e Waldo já estava respondendo algumas questões já a algum tempo. Minha primeira observação foi que havia pouquíssimas pessoas pelo tamanho do “auditório”. Não sei se Waldo me viu entrar, sentei e disfarçadamente tirei uma foto para registro:

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Sentei bem próximo a um microfone mas decidi ficar só observando o papo e logo Waldo comentava algo relacionado a época que estava com Chico Xavier. Era relacionado com a questão de que Chico era da Tacon *2 e comentava que Chico tinha a imagem um santo em seu quarto e que no momento de sair ele fazia um gesto mandando beijo em direção à imagem, naturalmente para exemplificar algo relacionado a religiosidade (ou falta de lucidez), que de certa forma a Conscienciologia combate, sob a característica de ser a religião algo como uma amarra ou muleta psicológica do ser humano (opinião minha, conforme tenho observado). Como peguei a conversa no meio do caminho não sei qual foi a pergunta que foi feita.

Uma mulher fez uma pergunta sobre as energias concentradas no CEAEC, ou algo relacionado a bioenergia do local ao que Waldo respondeu de forma direta para não fazer desta questão algo digamos “místico”, e entendi que o desejo dele era mostrar que devemos empregar nosso tempo com algo mais prático e não se perder em detalhes que não levam ao resultados que desejam.

O CEAEC tem uma estrutura completa, contando com restaurante, banheiros, uma espécie de doceria, livraria (sim, comprei o livro abaixo):

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Nesta época havia poucas pessoas por lá, provavelmente apenas os trabalhadores (todos voluntários) e os frequentadores assíduos. Haviam pessoas provavelmente mais assíduas que vestiam todo de branco como o Waldo e estavam sempre próximo a ele. Não obtive facilidade em fazer amizade com os visitantes, exceto a recepcionista que me orientou sobre o funcionamento do lugar.

Após almoçar (muito boa a comida) andei pelo lugar todo, que inclusive é um paraíso, muito bem arborizado, florido. Visitei a Holoteca (uma espécie de grande biblioteca), visualizei os laboratórios, que são como pequenas casinhas e um hotel que estava em construção. Só havia eu andando pelo local. Não me cansava de tirar fotos, realmente um lugar muito belo:

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Logo após o almoço haveria outra tertúlia imaginei que seria do Waldo novamente mas desta vez não era o Waldo, mas sim uma colaboradora (não sei o nome dela pois não houve apresentação) e havia também outra que defendia um novo artigo para a “Enciclopédia da Conscienciologia”. Este artigo chama-se “Convivência Familiar Sadia” e trata das diversas complexidades da convivência familiar.

Recebi um folheto contendo o artigo e como já era de se esperar verifiquei uma linguagem excessivamente técnica e de difícil compreensão, utilizando de toda a metodologia que a ciência denominada Conscienciologia pode fornece:

“Definologia. A convivência familiar sadia é a condição de interação hígida, interassistencial e evolutiva entre as conscins, homem e mulheres, consanguíneas ou parentes”.

Apesar de ser um artigo bem técnico, todos os presentes faziam perguntas sobre termos e palavras que não conheciam e a moça respondia de maneira muito didática, clara, objetiva e em uma linguagem que todos, inclusive eu (que sou um visitante externo) entendíamos perfeitamente, porém, ao que parece o que fica registrado nos documentos da Enciclopédia tem que ser escrito e colocado com toda a formalidade que a Consciologia preza.

Diferentemente de quando cheguei na mini-tertúlia do Waldo a moça colaboradora que sentou no centro do Tertuliarium (local ocupado anteriormente pelo Waldo) notou fortemente minha presença de “visitante” do local, ao ponto de olhar para mim diversas vezes. Até mesmo fiquei um pouco apreensivo imaginando que ela iria perguntar o que eu estaria fazendo ali (risos). Certamente ficou curiosa com minha presença, mas em momento algum alguém (exceto a recepcionista) veio questionar de onde eu era, qual meu interesse etc…

Terminando este Tertuliarium fui conhecer a Holoteca, onde fui recebido por uma das trabalhadoras me informando as sessões, os tratados científicos de Waldo que estavam exposto logo na entrada. Havia milhares de livros, sendo os do Waldo, dicionários e outros mais. Disse que estava apenas visitando e fui sugerido pela moça a realizar uma “auto-pesquisa”, que eu poderia realizar pesquisas, mas não fui questionado com relação ao que eu buscava lá.

Por volta das cinco horas da tarde é claro que queria utilizar um dos laboratórios, queria utilizar o de EV (Estado Vibracional), então comprei crédito na recepção (R$ 15,00 para utilizar por uma hora e meia) e fiz uma entrevista. Inicialmente não informei nada sobre minhas leituras e vivência, mas durante alguns instantes conversando sobre energias e técnicas a voluntária (não me lembro do nome da moça) logo percebeu que eu já conhecia um pouco do assunto, dizendo algo como “ah! você já sabe das coisa…” rs… Minha interlocutora até relatou sua experiência pessoal por entre diversas religiões e mesmo uma de suas projeções que mais a marcou. Naquele momento estava apenas como ouvinte e talvez após passar pelo laboratório pensei que poderia comentar algo mais a meu respeito. Interessante saber que mesmo para quem não tem conhecimento nenhum eles explicam verbalmente tudo de maneira de fácil entendimento, porém ao acessar qualquer documento por escrito, serão apenas termos técnicos, principalmente baseados no livro Projeciologia.

Escolhi o laboratório número 01 que é o de Estado Vibracional e após preencher um questionário que continha até mesmo questões sobre meu estado de saúde ganhei um kit com colcha de cama, uma capa para colocar no travesseiro e uma para colocar nos pés (para não andar descalço no piso), também fui orientado a finalizar o experimento 15 minutos antes para tomar notas. Então por volta das 17h30min iniciei minha “auto-pesquisa”, como é muito falado por lá:

Foto5

O silêncio em todo o CEAEC é total, e dentro do laboratório você fica totalmente isolado, a ponto de ter de acender uma luz na parte externa do mesmo para quem esteja por fora saber que existe alguém utilizando o laboratório.

Dentro do laboratório, era tudo de cor branca, havia livros, materiais diversos para leitura em uma mesa, com caneta, relógio despertador, havia ar condicionado, luz com controle de intensidade, nas paredes quadros informativos (no caso sobre o estado vibracional). Havia é claro uma cama e uma poltrona daquelas do tipo “poltrona do papai”, muito confortável que estica as pernas e inclina.

Tentei circular energias e após algum tempo sentia que as mesmas circulavam de forma suave de forma “automática”, com uma espécie de inércia, porém a temperatura em Foz cai muito drasticamente a partir das 18h de modo que tive que interromper o experimento para pegar um cobertor (que havia na cadeira ao lado).

Por ser a primeira oportunidade nada de realmente interessante me ocorreu, mas certamente naquele ambiente se ficasse mais um ou dois dias não tenho dúvidas que a projeção é enormemente facilitada de modo que vivencias fora do corpo são facilitadas pelas condições.

Ao terminar de usar o laboratório, devolvi meu kit e passando já das 18hrs minha preocupação foi chamar um taxi para voltar para o hotel. No máximo as 19hrs e em um frio de uns 15 graus voltei para o hotel.

Minhas considerações finais é que no CEAEC, no meu caso visitei por visitar, ou seja, sem nenhum compromisso ou objetivo específico e desta maneira fiquei por minha conta, mas tendo um direcionamento ou na ocorrência de algum evento, curso ou palestra penso que a visita seja mais bem aproveitada. Talvez isto causaria ao iniciante uma sensação de estar “perdido” pelo local, mesmo por que no dia-a-dia é muito pouco movimentado, mas é um lugar de grande paz, de muita natureza, bastante material teórico e de pesquisa e ótimas energias, recomendo.

 

*1 – Tenepes (tarefa energética pessoal) é transmissão de bioenergias assistenciais, individual; programada com horário diário, do ser humano, auxiliado por amparadores extrafísicos; na vigília física ordinária; diretamente para consciências extrafísicas (desencarnados, espíritos) carentes ou doentes, intangíveis e invisíveis à visão humana comum ou indivíduos projetados, ou não, próximos ou distantes, também carentes ou doentes.

*2 – tacon (tarefa da consolação). A tacon é a tarefa da consolação, assistencial, pessoal ou grupal, primária. Mais fácil de ser executada e mais simpática dentro do ambiente social humano, traz a gratificação imediata como retorno pelos esforços do praticante. Lida com a consolação máxima aos carentes, desvalidos sociais, inexperientes rudimentares quanto á evolução ou as conscins troposféricas.

14° experiência: uma projeção assistida

projecao-assistida Mirassol, 05 de janeiro de 2002. Estou registrando hoje uma experiência 100% consciente que acabou de me ocorrer e fortemente me impressiona até agora. Considero esta uma das mais incríveis experiências fora do corpo que já obtive.

São 7h30 da manhã e desde no mínimo meia hora atrás eu estava deitado na minha cama em decúbito dorsal (barriga para cima) com vibrações em todo o corpo (em estado vibracional com som característico de “chiado”) e o que é melhor: de forma totalmente consciente, sabendo que estava me projetando.

Então iniciei exercícios para aumentar o estado vibracional com o intuito de sair do corpo. Utilizei a técnica de imaginar uma bola de luz que parte de minha nuca e percorre o corpo todo até os pés e depois retorna em circuito fechado e deu certo! O estado vibracional ficou mais forte fazendo pzzzzzz, pzzzzzzz e aproveitei a ocasião também para emanar luz para todo meu quarto, o que obtive também sucesso.

Meu quarto na realidade era percebido por mim como se fosse já um ambiente extrafísico, mas não estava vendo ele claramente. Infelizmente me esqueci de usar a técnica da afirmação “clareza, agora!!!”, por isso minha visão ficou distorcida, mas tenho certeza absoluta de que meu quarto estava todo iluminado, apesar de fisicamente ser noite.

Estava tudo certo: eu em pleno estado vibracional (já a algum tempo) e consciente, mas a projeção ocorreu apenas parcialmente nos braços, na cabeças e nas pernas que ficavam flutuando. Tentei então me levantar, fazendo força para sair do corpo físico, mas algo estava me impedindo de desprender o tórax, ou melhor dizendo meu “para-tronco”. Por mais que eu fizesse força sentia uma forte resistência na região do tórax, estava energeticamente preso ao meu corpo físico nesta região Então vem agora a parte mais interessante que se iniciou quando eu pedi ajuda aos meus Amparadores para sair do corpo e incrivelmente vieram dois Amparadores que eram provavelmente tão sutis que quase não os percebia em meu quarto!

Um dos Amparadores ficou nos meus pés e puxava eles para fora, tentando “descolar” meu corpo. Mas acho que ele não puxava com força suficiente ou eu não estava mesmo propício a me desprender do corpo, porque sentia que a força que ele aplicava era insuficiente, apesar de sentir claramente uma força me puxando para fora. Quanto ao outro Amparador ao mexer minha para-cabeça de um lado para o outro, senti dois braços cujas mãos estavam segurando meus dois ombros e forçando também para cima na tentativa de descolar meu tórax!!! Como minhas mãos estavam “soltas” eu então apalpei e confirmei que tinha uma mão segurando meu ombro direito. Interessante a sensação tátil que obtive: aquela mão bastante macia, sutil e tive a impressão de ser uma mão da cor totalmente branca.

Ambos os Amparadores não estavam tendo sucesso em me retirar do corpo, mas mesmo assim eu estava tranquilo e acredito que posso confirmar que pela primeira vez não estava nem um pouco com medo! Agora finalmente estou acostumado com o som do estado vibracional e que as sensações energéticas eram percebidas como sensações naturais e inofensivas.

Finalmente acho que nós três desistimos e eu voltei ao corpo com uma lucidez contínua dos fatos narrados. Neste momento agradeci a ajuda dos Amparadores e me desculpei pelo trabalho que proporcionei a eles.

Levantei e depois de um tempo vim a me emocionar com este experimento e me questiono agora por que no momento era tudo tão natural. Os Amparadores estariam controlando minhas emoções?

Comentário: Amparadores

               Nos estudos da Conscienciologia, ciência que estuda a Projeção da Consciência, ou experiência fora do corpo chama-se “Amparador” o espírito amigo ou pessoa extrafísica que nos auxilia nas experiências extrafísicas. Em outras doutrinas recebem outros nomes tais como “guias espirituais”, “mentores”, “mestres espirituais” entre outros. Penso que independente do nome que desejamos atribuir basta um pensamento de ajuda para que ao projetor que busca com lucidez o aprendizado espiritual receba a presença dos mesmos, nos auxiliando na experiência, porém respeitando as características e livre-arbítrio de cada um de nós, pois eles não são “babas extrafísica”, como certa vez li um comentário do Prof. Wagner Borges.

8° Experiência – Uma confirmação prática da viagem astral

viagem-astral-img-cama                 Hoje é sábado, 21 de outubro de 2000. Obtive uma projeção consciente agora mesmo, à tarde, exatamente às 16h40 e diferentemente das experiências anteriores esta foi proposital com a finalidade de comprovar o fenômeno de saída consciente do corpo físico. Deitei-me na cama de barriga para cima, estava com sono e só deu tempo de realizar um simples relaxamento físico. Estava com a firme convicção de que iria sair do corpo e queria que fosse de forma consciente. Não demorou muito e senti o conhecido “Estado Vibracional”, mas neste instante já estava fora do corpo de modo que percebi que não era muito forte estas vibrações nesta ocasião.

Instantaneamente senti um forte deslocamento no espaço quase que como se fosse meu próprio corpo físico que estava movimentando, de tão real que foi esta sensação.

Estando já a uma determinada distância do corpo escutava um barulho de pessoas conversando (por todos os lados) mas ao que parece estava com os olhos fechados extrafísicamente, suposição esta pelo fato que não via ninguém. Pensei então em me movimentar e quase que imediatamente desloquei-me a uma velocidade tão grande que sentia uma espécie de atrito energético ou uma suave resistência que vinha contra meu corpo astral ou extrafísico enquanto me projetava voando em alta velocidade. Em determinado momento finalmente abri os olhos e obtive uma surpreendente e belíssima visão: vi o céu em uma perspectiva de dezenas de metros de altura! Havia nuvens bastante brancas fazendo parte do primeiro plano de um imenso céu azul e o Sol por iluminar fortemente por de traz das nuvens. Provavelmente estava deitado em pleno ar, pois não fazia esforço algum como olhar para cima, isto não era necessário dada a minha posição.

Sem que percebesse retornei para próximo de meu corpo físico e uma força involuntária a mim colocou-me na posição horizontal e acima do corpo físico. Para realizar esta manobra me elevei no ar.

Estava então neste momento bem próximo ao corpo, mas com um problema: não conseguia acordar. Comecei a me apalpar extrafísicamente no esforço de acordar e eu sentia realmente minha mão me apalpando, mas eu não acordava. Comecei a ficar desconfortável quando percebi que não conseguia me mexer (o corpo físico) e em desespero comecei a chamar por ajuda, para alguém no plano físico me acordar! Por incrível que pareça escutava claramente minha própria voz, mas não uma voz física e sim espiritual ou “mental”.

Depois de algum momento senti um tipo de desconforto na parte detrás da cabeça (na nuca extrafísica) e em instantes acordei no corpo físico estando exatamente na posição que estava antes de dormir (barriga para cima), não mexi se quer um músculo do corpo físico.

A primeira sensação que obtive foi a nítida sensação de estar vindo de uma outra realidade, uma realidade extrafísica, não havia dúvidas quanto a isto e fiquei feliz em finalmente acordar, parecia que não houve lapso de memória, uma espécie de consciência contínua.

Esta projeção provavelmente durou cerca de 40 minutos a uma hora, mas não obtive noção de tempo quando fora do corpo. Porém parece que o que demorou mesmo foi para eu acordar, a sensação que eu tive foi a que fiquei um tempo considerável acima do corpo físico tentando acordar, realizando movimentando para os lados.

Comentário1: realizando uma prova pessoal e intransferível

                   Até onde sei é complicado a confirmação em laboratório das experiências fora do corpo pelo fato de que são pouquíssimas as pessoas que tem total controle de suas energias e capacidades psíquicas a ponto de deixar e retornar ao corpo quando bem entender. Mesmo por que nossa atual ciência não tem equipamentos capazes de verificar nossa saída do corpo.

                   Por outro lado sei que é perfeitamente possível a qualquer pessoa comprovar por experiência própria a realidade de sua existência espiritual, em uma forma de auto-pesquisa, ou seja, a consciência vivenciando e pesquisando a si mesma.

                   Penso que todos podemos comprovar o fenômeno da “projeção da consciência” utilizando primeiramente de uma sintonia de bons pensamentos de forma a atrair boas companhias e energias extrafísicas e posteriormente de técnicas simples de relaxamento e concentração o que nos possibilita um desprendimento espiritual que para um observador externo tratará de um simples cochilo ou soneca, porém para a pessoa que vivencia a experiência de forma lúcida será vivenciado uma experiência de viagem astral.

Comentário2: catalepsia projetiva

                   Nesta vivência houve um momento no qual eu obtive a sensação de não conseguir mexer o corpo, tentar falar e não conseguir (fisicamente). Este estado pode parecer assustador a muita gente e me inclui dentre elas no início de minhas vivências, porém é um estágio absolutamente normal, sendo uma fase que ocorre imediatamente antes do projetor ganhar a liberdade extrafísica e imediatamente antes adentrá-lo o veículo ou corpo físico.

                   Ocorre que quando nós estamos na faixa de frequência da chamada “área de atuação do cordão de prata”, ou seja, muito próximo ao corpo físico, a uma distância algo como centímetros a uns poucos metros pode ocorrer uma espécie de “travamento” dos veículos de manifestação até que eles estejam unidos ou separados a uma distância maior. Dentro do estudo projeciológico esta fase é conhecida como “catalepsia projetiva”, não é doença e não representa absolutamente nada de malefício, mas é um comportamento comum de nossos veículos no processo transitório de nossa atuação corpo físico/espiritual.

                   A catalepsia projetiva é muito comum com os sons intracranianos e caso você esteja neste estágio, durante uma experiência de viagem astral basta manter a calma, tranquilizar a mente e o sentimentos desejando se afastar para longe do corpo físico, tomando como alvo mental o quintal de sua casa por exemplo de forma que quando nos afastarmos desta área altamente magnética por nossas próprias energias ganhamos maior liberdade após poucos segundos de concentração.

                   Porém devo dizer que caso você não esteja seguro e deseje sair da catalepsia projetiva voltando ao corpo físico basta se concentrar em um dedo do corpo, como por exemplo o dedo indicador e tentar com calma move-lo. A vontade de atuar no corpo faz com que instantaneamente ocorra a volta ao corpo.

                   No início de nossas experiências é comum não estarmos acostumado com estes fatores todos e ficarmos nervosos e com medo, isto também provoca o retorno instantâneo, no caso pela adrenalina do corpo físico que faz com que aumente nosso metabolismo e ocorra um consequente despertar da consciência dentro do corpo físico. Porém digo por experiência própria que no desespero um segundo é como se fosse dez minutos. Após anos vivenciando sensações de catalepsia projetiva atualmente não a sinto mais, ou melhor, podem ocorrer comigo, porém estou tão seguro de mim mesmo nesta vivência que não me preocupo em mover o corpo físico (mesmo por que o mesmo estará “dormindo”) de forma que não tenho mais esta sensação de paralisia.

4º Experiência – Enfim uma saída consciente para fora do corpo

viagem-astral-azul    Hoje é 31 de março de 2000, sexta-feira e esta é minha quarta experiência fora do corpo registrada em meu diário.

Ao deitar-me esta noite logo reconheci mais uma vez que iria ter mais uma experiência extrafísica, pois estava com muita dificuldade para dormir, característica esta que está se tornando comum e sempre precedendo minhas projeções.

Mais do que dificuldades para dormir, desta vez sentia claramente que havia alguma entidade não-física dentro do meu próprio quarto! Fiquei um pouco nervoso e assustado por isto, percebia que ocorria algo como uma “invasão de privacidade”, então peguei meu travesseiro e meu lençol e fui deitar em outro lugar. Não queria ficar junto de uma entidade que não podia saber quem seria, mas apenas perceber sua presença.

Sabia agora que algo estava para acontecer, olhei no relógio e era aproximadamente 3h00 da madrugada, horário este que eu acho que se tem mais possibilidade de eu obter as experiências extrafísicas.

Após apenas alguns minutos com os olhos fechados já estava esperando ouvir o característico barulho de sinos, mas ele não veio (e não senti nenhum outro tipo de vibração no corpo), algo diferente desta vez começou a ocorrer e nesta ocasião sentia meu corpo astral ou minha consciência girando acima de meu corpo físico.

Desta vez não tive a menor sensação de medo e de nenhuma outra espécie de sentimento ou vibração sonora, percebia apenas a sensação de estar girando e girando acima de meu corpo, o que permitiu provavelmente que a experiência prosseguisse normalmente. Desta vez eu estava mais confiante em mim mesmo.

Após alguns instantes parei de girar e senti com toda certeza que eu estava flutuando acima de meu corpo, mas não o vi. Lentamente fui ficando de pé e agora não sabia dizer se eu estava “sonhando” ou “acordado”, pois eu considerava o estado de consciência exatamente o mesmo!

Percebi com toda certeza de imediato que tenho realmente um outro corpo e tive a sensação de que este corpo é idêntico ao meu corpo físico, porém ele SOU EU e não o que ficou deitado. Que liberdade maravilhosa eu desfrutava nestes momentos!

Posteriormente observei o ambiente e a primeira característica que reparei é que via todos os móveis da sala de minha casa, que se iluminada. Logo pensei “isto é esquisito, pois a luz esta apagada e é noite…”, mas esta claridade que eu via não era uma claridade comum, mas sim levemente azulada. Parecia que tudo a minha volta estava sendo clareado por uma luminosidade de cor azul claro.

Após alguns instantes vi que estava na cozinha (não sei como cheguei lá), que é logo ao lado da sala, de modo que ao reconhecer a cozinha algo estranho ocorreu e agora estava em outro lugar observando umas formas difíceis de descrever, eram circulares, do tamanho de uma bola de futebol e acho que tinha alguma cor (era tudo tão estranho de descrever), aparentemente haviam várias dessas bolas de luz no alto e estavam enfileiradas.

Enquanto me questionava a respeito daquilo tudo, daquele ambiente, logo estava de volta na sala e curiosamente me agachei no local onde encontrava-se meu corpo físico, deitado sobre o mesmo (parece que eu entrei dentro dele, como se já soubesse inconscientemente a fazer tudo isto) e nesse exato momento abri os olhos e “acordei”, se bem que esta não é a palavra certa, pois sempre estive lúcido, uma espécie de consciência contínua.

Depois de algum tempo voltei a olhar no relógio e eram 3h17m, então suponho que esta experiência ocorreu em aproximadamente apenas 15 minutos, porém não existia noção de tempo enquanto fora do corpo.

Não consegui dormir no restante da madrugada, pelo fato da surpresa da clareza desta experiência. Agora não tenho mais dúvidas quanto a realidade das saídas do corpo.

    Comentário: o conhecimento liberta

    Sim! O conhecimento liberta!
    Sempre tive muito medo de minhas projeções involuntárias, ocorriam sempre no momento de dormir então comecei a pesquisar tudo que estava a meu alcance. De início encontrei o site do IPPB (Instituto Internacional de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas) do Prof. Wagner Borges, cujo site é www.ippb.org.br. Pude inclusive realizar um curso lá no Instituto, em São Paulo, por volta de 2002.
    Iniciei em minhas leituras relacionadas com experiências fora do corpo e o que era desconhecido acabou por se tornar algo natural, algo em nossa completude de existência, que é algo justamente que se complementa com as realidades além da matéria física.
    Enfim, com o conhecimento acabei por felizmente perder aquele medo inicial que sempre me travava na hora de dormir quando percebia que iria obter uma experiência extrafísica. O medo realmente transformava tudo em uma cena de terror e graças a luz do conhecimento foi possível obter a experiência relatada anteriormente que considero minha primeira experiência fora do corpo lúcida e involuntária.

Minha 1º experiência de Viagem Astral: uma traumatizante experiência fora do corpo involuntária, ocorrida durante o sono

viagem_astral-1    Não me lembro o dia que ocorreu esta primeira experiência extrafísica, mas foi provavelmente no começo deste ano de 2000, talvez em janeiro ou fevereiro.
Sei que era em uma noite de Sábado para domingo…

Por volta provavelmente das 11h00 fui deitar, normalmente, como sempre fiz e de pois de algum tempo percebi que eu não conseguia dormir como de costume, ou melhor dizendo não estava conseguindo “apagar” ou ficar inconsciente, pois no meu ponto de vista isto era dormir – virava de um lado para o outro na cama – sabia que algo estava errado comigo pois nunca obtive problemas como insônia, não sabia e não sei (pensamentos do ano de 2000) explicar ao certo o que poderia ser.

Depois de algum tempo eu tinha a sensação de que minha mente estava trabalhando mais rápido do que o normal – uma sensação até um pouco desagradável, como se eu estivesse tentando resolver um problema muito difícil de matemática – parece que de certa forma eu estava muito agitado mentalmente e apesar de estar imóvel e deitado estava ficando um tanto quanto cansado mentalmente. Estava é claro plenamente consciente e até me questionava o por quê daquilo, que nunca havia acontecido comigo antes no momento de dormir.

Em determinado momento enquanto estava em total consciência de mim comecei a escutar um som que era como se fosse de milhares de pequenos sinos que estivessem tocando. Gradativamente este som foi aumentando de volume, aumentando e percebi que eu tinha então a sensação de estar saindo do corpo, na realidade parece que eu estava deslocando para o lado e para acima de meu corpo. Pensei então que eu que iria cair da cama (pois sentia que estava além do limite dos limites da cama), parece que não sentia o peso de roupas sobre o corpo como sentimos normalmente.

Ao que parece meu corpo físico realmente dormiu, mas eu, ou seja, minha consciência manteve-se desperta, vivenciando algo como uma experiência extracorpórea.

Quanto ao som, cheguei pensar que iria ficar surdo pois estava muito alto. Foi quando observei que tudo estava azul, parecia que estava olhando para baixo e tinha um fundo azul e neste fundo azul observei várias “luzinhas” que pareciam ser como estrelas piscando, tinha várias delas mesmo e eu com total consciência ficava me questionando e cheguei até a pensar: “talvez este som venha destas luzinhas…” e também “será esta a sensação sentida por alguém que está morrendo?” … “será que eu estou morrendo?”.

Neste momento certamente entrei em pânico, pois parece que não estava me sentido bem e queria imediatamente voltar para meu corpo, mas sentia dificuldade em “acordar”. Como havia lido um livro de hipnotismo por entre aqueles dias, tive uma ideia e foi quando eu pensei com toda convicção: “agora eu vou contar até 3 e no três quero voltar para meu corpo” e comecei a contar quanto a contagem chegou no três, senti que comecei realmente a voltar para meu corpo pois o som foi gradativamente diminuindo, porém não voltei instantaneamente e sim de forma lenta e com uma certa dificuldade confesso, segundos estes que me pareciam séculos. Finalmente “acordei” no meu corpo físico. Não sei bem explicar o que houve comigo nesta noite. Sei que a única coisa que pensava naquele momento era que eu nunca mais queria passar por esta situação outra vez, pois achei que foi muito desagradável, principalmente por causa daquele som estarrecedor, praticamente orei pedindo que tal acontecimento nunca mais me ocorresse durante o sono, mas mal sabia que a partir daquele dia vivenciaria centenas de experiência semelhantes que mudaria a forma de encarar a espiritualidade a partir de então.

Finalizando este relato, após retornar ao corpo fiquei um tempo acordado e depois voltei a dormir de forma totalmente inconsciente. No princípio não contei esta experiência para ninguém e muito menos pesava em registra-la, por ser algo bem diferente do considerado normal em uma noite de sono, mas uma certeza eu tinha: não foi um sonho.

Comentário: o Estado Vibracional (ou EV)

    Cabe aqui uma explicação com relação ao conhecido “Estado Vibracional” ou simplesmente EV, muito comum nos relatos projetivos, ocorrendo imediatamente antes de nossa projeção consciente para fora do corpo físico ou também após nossa “reentrada” ao corpo, no momento de despertar.
    Sabemos hoje que tudo é energia, variando apenas os graus de densidade da mesma. Matéria é energia extremamente condensada, enquanto que esta mesma energia existe em frequências mais sutis como por exemplo a eletromagnética, que por ser tão sutil é inclusive capaz de “atravessar” a matéria percebida por nós normalmente como densa.
    Com nossos corpos (digo no plural pois o corpo físico é apenas um entre outros que temos) também são constituídos de matéria e portanto de energia nos mais diversos graus de frequência, digamos assim.
    O corpo físico é constituído de matéria densa, matéria sólida, liquida e gasosa e interpenetrando a todos os átomos de nosso corpo físico porém em uma frequência muito superior do que podemos captar pelos atuais instrumentos científicos há o corpo astral ou períspirito dos espíritas, que é o corpo que utilizamos para atuarmos nos planos espirituais.
    Quando deitamos para dormir ocorre um relaxamento físico, mental e com isso propicia-se uma soltura espiritual dos laços magnéticos-espirituais que nos prende juntamente com nosso corpo astral ao físico. A nossa separação ou projeção juntamente com o corpo astral para fora do corpo físico é o que chamados de Projeção da Consciência ou Viagem Astral.
    Nos momentos de vigília nos quais estamos atuando no corpo físico nosso corpo astral estará com sua vibração em uma frequência tal que permita uma maior aproximação com as lentas vibrações da matéria física de nosso corpo físico de modo que o mesmo sincronizado com as densas vibrações da matéria do corpo físico de modo que possa ocorrer uma em perfeita sincronicidade e união dentre partículas físicas e espirituais e juntos então atuamos no corpo físico e naturalmente no plano físico.
    Quando estamos com nossas sensibilidade, ou seja, sentidos despertos no momento imediatamente antes da projeção da consciência, durante o sono por exemplo, podemos perceber o exato momento no qual as partículas de nosso corpo astral trocam de frequência, acelerando sua vibração ao ponto de que há uma total descoincidência de frequências entre corpo físico e espiritual de modo que por um processo que gosto de comparar a uma resonância ocorre uma projeção nossa juntamente com nossos corpos espirituais para fora do corpo físico, justamente pelo fato de que as frequências de ambos os corpos não estão “em fase”, pelo motivo do relaxamento físico ou sono.
    A percepção desta mudança de frequência ou velocidade de vibração das partículas do corpo astral é conhecido como “estado vibracional” e causa sensações naturais de som ou como se estivéssemos levando um choque (indolor) por todo o corpo.
    Muitas pessoas relatam ondas de energias em movimentos de vai e vem por todo o corpo acompanhado por forte som no interior de suas mentes neste momento.
    Caso você amigo leitor venha experimentar estas sensações durante a madrugada, durante o sono, não se preocupe pois é algo absolutamente natural, tão natural como o ato de respirar. Mantenha a calma e você poderá em momentos se sentir flutuando para fora do corpo e muito comumente vivenciar uma viagem astral.
    Logo ao afastarmos do corpo físico o som e as vibrações cessão pois não há mais a questão da percepção de mudança energética e ressonância pelo fato de que já nos encontraremos “adaptados” a frequência do corpo astral e provalmente projetados para fora do plano físico.
    Ao retornarmos ao corpo físico o processo inverso ocorre, ou seja, temos que baixar as vibrações de nossos corpos espirituais a fim de sincronizarmos nossas energias e frequência a densa velocidade das vibrações física da matéria do nosso corpo físico, ajuste este repito natural, muitas vezes instantâneo, podendo vir ou não acompanhados com a sensação do estado vibracional, conforme o fator de nossa percepção no momento, pessoalmente percebo o estado vibracional muito mais no momento imediatamente antes da saída consciente do corpo.

Projeção astral em uma dimensão extrafísica sutil – nº12

foto-viagemastralDia 22 de janeiro de 2001. As vezes passamos por algumas experiência incrivelmente boas e indescritíveis. Hoje me projetei em um local quase que impossível de descrever, tamanha beleza! Não havia prédios ou casas nada, apenas uma exuberante natureza. Pude sentir uma paz interior como nunca em minha vida! Acho que nunca senti tanta paz e tranquilidade em minha atual existencia física! A sensação que tinha é que aquela paz vinha do próprio “ar” do “ambiente” e se propagava por todas as direções. Mas antes de estar lá me deitei para dormir em um horário mais tarde do que estou habituado, marcando o relógio 1h00 da madrugada, mas antes de me entregar ao sono reparador desejei fortemente projetar-me e realizei um rápido exercício de exteriorização de energias.

Não pude perceber o momento que sai do corpo, mas quando retomei a lucidez estava fora do corpo chegando a algum lugar extrafísico onde fui algo como recebido por uma mulher por volta de quarenta e poucos anos e com um largo sorriso no rosto, algo como que por felicidade por saber antecipadamente a experiência pela qual eu iria vivenciar em momentos depois. Tudo aquilo era novidade para mim e eu estava volitando e observando o que parecia uma grande fazenda, sem construções.

No local havia várias montanhas, algumas com vegetação verde e outras com uma vegetação que nunca vi, pois era de uma cor algo como puxado para o dourado e mais no topo de outra elevação observei muitas e frondosas árvores. Eu me encontrava muito lúcido nestes momentos e observei também que o céu estava sem nuvens e curiosamente tinha a sensação de não existir a atmosfera ou ar, pela impressão de que eu não precisava respirar, pelo menos não no corpo que me encontrava. Talvez isto se deva pelo fato de nosso corpo astral não precisar respirar, como estamos habituados no físico. Com toda certeza estava no plano espiritual avançado.

Estava flutuando próximo ao chão a uma altura de mais ou menos um metro e meio. Tudo que queria e fiz foi ficar no que parece ser o topo de uma montanha, observando o local e curtindo aquela sensação de paz interior indescritível. Tudo estava muito calmo e era tão bom estar ali, sentindo aquela paz que o ambiente proporcionava para mim, como que exalando paz para todos os lugares, que não queria de maneira alguma voltar ou sair daquele local. Foi neste momento que senti uma presença invisível do meu lado e então eu disse:

– Isto aqui parece um paraíso! Quero ficar aqui para sempre! Não me deixe voltar para meu corpo!

Neste momento esta pessoa ou consciência invisível passou a mão em minha cabeça, assim como um pai faz com o filho e apesar de não conseguir ver senti através do tato o atrito de uma mão nos meus cabelos, assim como sentimos no corpo físico. Apesar de espiritual era tudo muito palpável. Para minha surpresa obtive uma espécie de ampliação em meu sentido de visão e curiosamente podia ver tudo o que estava a minha volta ao mesmo tempo, ou dizendo melhor, via todos os lados ou ângulos ao mesmo tempo, via o céu, o chão, os lados etc. acredito que após o toque desta pessoa obtive uma espécie de expansão da consciência!

De certa forma o ambiente era tão “sutil” que a mim era impossível não flutuar e me encontrava como um balão e após alguns momentos senti algo como um pequeno puxão no corpo todo e instantes depois um encaixe perfeito em meu corpo físico e acordei em frações de segundo (estava de barriga para cima). Ainda para minha surpresa de alguma maneira eu trouxe toda aquela energia ou sensação de paz interior que sentia no plano extrafísico para cá de maneira que pelo resto do dia mantive uma alegria e paz interior que certamente foram proporcionadas por esta vivência.

Esta experiência foi para mim um divisor de águas, forte ao bastante ao ponto de fazer com que eu perdesse o medo da morte, pois tenho hoje certeza que a vida continua e que há muita coisa boa e seres queridos do lado de lá a nos esperar.

 

Comentário do autor:
Normalmente temos contato na literatura Espírita de relatos ou romances psicografados que contam vivências em planos sutis de existências dos quais a sensação de bem aventurança, de amor ou de felicidade são extraordinariamente plenas de modo que até mesmo imaginamos se tais lugares realmente existem e se sim nos fazem questionar se seriam estes locais os “paraísos” de maneira semelhante relatados nos escritos ditos sagrados da igreja católica.
Existe um “lema” na Projeciologia que diz para não acreditarmos em nada, mas sim trabalharmos para termos nossas próprias experiências pessoais e apenas após análise tirar nossas conclusões. Neste meu caso não tenho como dizer que tais locais não existem e espero visita-los novamente tanto projetado como após minha atual passagem por este plano.