Miopia? Só no corpo…

A miopia é um distúrbio ocular no qual objetos próximos são vistos com clareza, porém os distantes não, sendo estes visualizados de forma “borrada” ou fora de foco.

Tenho miopia desde aproximadamente três anos antes de iniciarem minhas projeções involuntária. De fato, ao vivenciar o fenômeno da projeção eu já contava com pouco mais de três graus de miopia e foi nesta época de curiosamente descobri ser esta uma limitação apenas física!

Enquanto fora do corpo, de posse de outro veículo mais sutil ou extrafísico, sempre vivenciei uma visão perfeita (inclusive mais perfeita da que percebo fisicamente de posse de óculos corretivos). Segue a seguir o primeiro relato no qual registro este fato:

“(…) Após um período de inconsciência característica do sono comum ou cochilo retomei a lucidez estando eu fora do corpo! Percebi que eu estava acima de meu corpo físico, porém em uma posição um tanto esquisita: quase que de ponta cabeça… Vi nitidamente a porta de meu quarto fechada e imediatamente percebi que não tenho miopia no psicossoma (…)”

Esta projeção me fez refletir que uma pessoa deficiente visual poderá naturalmente experimentar a visão extrafísica, porém talvez para o caso de a deficiência existir desde o momento do nascimento exista então neste caso alguma dificuldade (provavelmente exigindo do projetor maior lucidez ou capacidade de recordação) para que o cérebro físico possa digamos “decodificar” estas informações sensoriais de imagem, já que o indivíduo nunca pode receber e registrar estes estímulos na memória pelas vias oculares, mas acredito firmemente que o indivíduo “cego” poderá enxergar extrafisicamente em projeção.

Continuando, pouco tempo depois registrei em outro relato:

“(…) não havia mais agora efeitos oníricos e estava caminhando e observando aquela avenida que conheço de longa data. Interessante observar mais uma vez que não tenho miopia fora do corpo e na realidade tudo é visto com cores mais vivas, de maneira que a visão aqui parece ser mais real do que quando dentro do corpo físico. (…)”

Nossas deficiências físicas – o que provavelmente inclua também nossas limitações intelectuais, emocionais etc. – não necessariamente são replicadas em nossos veículos mais sutis de manifestação ou psicossoma. Fato este que me leva a crer que até mesmo uma pessoa cadeirante ou deficiente mental poderá em projeção vivenciar outra realidade muito diferente da que se encontra fisicamente.

Experimentei em diversas ocasiões verificações semelhantes as relatadas acima, a exemplo de uma ocasião na qual obtive um rápido retorno ao corpo, abrindo os olhos em seguida e me surpreendi ao experimentar a visão extrafísica para logo em seguida a física… Drástica diferença!

Em outras ocasiões pude verificar que mesmo sendo o corpo sutil uma cópia fiel do físico e mesmo estando eu praticamente o tempo todo de óculos não faço uso de cópia alguma de meus óculos quando fora do corpo, nem mesmo por condicionamento físico.

Tratando-se ainda destas experiências visuais outro fato interessante que ocorreu comigo foi de  certa vez enquanto realizava uma prática de relaxamento e deitado de barriga para cima poder – ainda interiorizado no corpo físico – ver o teto do meu quarto, mesmo estando com os olhos físicos fechados, ou seja, via meu quarto através de minha pálpebras.

Certamente que pelo motivo de minhas energias estarem mais soltas houve uma pequena ampliação das capacidades perceptivas extra-sensoriais relacionadas com a visão de modo a permitir que eu perceba de maneira lúcida a visão extrafísica ou clarividência, que naturalmente está além das pálpebras materiais. Na realidade sabemos que nossas energias e veículos mais sutis, mesmo quando interiorizados no corpo físico se irradiam além dos limites da superfície da pele, de maneira que as percepções extra-sensoriais podem ocorrer mesmo quando nos encontramos “acordados”. Desde modo provavelmente ocorrem as clarividências, clariaudiências, psicometria e tantas outras capacidades na qual todos nós podemos vivenciar, já que pele alguma conterá nossas energias e capacidades espirituais.

Dica de livro: “Renasceu por Amor”, por Hernani Guimarães Andrade

Se você gosta do tema reencarnação este livro é para você! Trata-se de um caso sugestivo de reencarnação ocorrido no Brasil e estudado por um pesquisador, utilizando-se de critérios científicos.

O livro chama-se “Renasceu por amor” e comprei ele já tem alguns anos pela internet no sebo virtual www.estantevirtual.com.br. Gostei da pesquisa.

Trata-se de um livro escrito por Hernani Guimarães Andrade em um estilo romanceado, porém com base em pesquisa de um caso real de reencarnação.

Seguindo um rigoroso protocolo de pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Psicobiofísica (do qual o presidente é o próprio autor) descortina-se um caso muito interessante no qual além de seu aspecto científico, há um componente de natureza sentimental, dramático e profundamente humano.

Nos relatos estão envolvidas duas pessoas ligadas por fortes laços de mútua afeição que demonstra um forte apelo à razão, à veracidade da reencarnação.

Um livro emocionante e como diz o próprio autor “o amor é como a primavera, sempre retorna…”

Introdução a Bioenergia

pranaSignifica “energia da vida” e é uma espécie de campo energético que emana de todo ser vivo e desta maneira engloba todos os indivíduos do planeta.

A bioenergia tem sua existência reconhecida desde as mais remotas épocas e por diversos povos, participando desta maneira da maioria das tradições espiritualistas.

Desta forma este fenômeno recebeu diversos nomes conforme a cultura que o estudou:

Qi ou Chi, como é conhecido na China

Prana, como é conhecido na Índia (que descobriu a cinco mil anos atrás).

Energia sutil, energia vital ou “fluído vital” como é muito bem descrita e abordada no Espiritismo.

Apesar de um amplo estudo por diversos povos, foram os iogues que propuseram o sistema de CHACRAS e NADIS, existente em nosso corpo sutil (ou “duplo etérico”) e que compõe a medicina oriental a exemplo da acupuntura.

Através dos chacras, em nossos corpos sutis, absolvemos e exteriorizamos (enviamos para fora) a bioenergia e desta forma – assim como nosso processo de respiração – ocorre a movimentação da bioenergia e consequente sustentação da vitalidade ou da própria vida biológica.

A fotografia Kirlian nos fornece um interessante indício da bioenergia após capturar a interferência física que um campo elétrico causa nesta energia sutil e registrá-la na chapa fotográfica. É possível utilizar desta fotografia para diversas análises no campo da saúde.

A bioenergia é em si mesma neutra (assim como a energia elétrica), mas é modulada (ou seja, trabalhada ou modificada) pelos nossos PENSAMENTOS e EMOÇÕES, e desta maneira conduz uma informação que poderá ser benéfica ou não.

O passe espírita, terapia de Reiki ou a cura pranica são exemplo de práticas que fazem uso desta energia.

Cabe a nós cultivarmos bons pensamentos e emoções para que nossas energias sejam sempre boas e desta maneira possamos externa-las para as demais pessoas e ambientes dos quais constantemente interagimos.

Projeção astral no Antigo Egito

Não há “donos” do fenômeno das experiências fora do corpo. A prova listo está na História, que confirma a universalidade do mesmo através de registro dos mais diversos povos.

Até mesmo no Antigo Egito, entre 3 mil e 5 mil anos atrás, há registros da saída de um corpo sutil do corpo físico e seu posterior retorno com lembrança da experiência.

Estes fatos vem a comprovar que esta vivência independe de cultura, condição socioeconômica, gênero, idioma, nacionalidade, idade, religião ou sistema de crença.

Naquela época havia o conceito do “Ka”, que seria o Corpo Astral ou “O Duplo”. Na imagem abaixo vemos a simbologia do Ka, voando acima de um corpo, segurando algo como uma lanterna que representa para nós o “cordão de prata”.

ka

Naturalmente que para aquele povo os ensinamentos relacionados com a projeção astral eram reservados apenas para poucos eleitos. Eles realizavam a projeção astral em rituais iniciáticos de modo que a pessoa iniciada nos mistérios poderia por conta própria vivenciar o mundo espiritual e comprovar sua própria imortalidade.

Hoje em dia não há mais o mistério, o fenômeno é conhecido por todos, está na mídia, na internet, no cinema, nos diversos institutos de pesquisa e até mesmo na medicina através dos relatos de experiências de quase morte.

O filósofo britânico Paul Brunton em seu maravilhoso livro “O Egito Secreto” (super recomendo a leitura) relata uma incrível experiência projetiva que vivenciou ao passar uma noite dentro da grande pirâmide do Egito!

egito_secreto

Curioso notar que ainda nos tempos atuais há Amparadores e todo um pessoal extrafísico nos bastidores espirituais das pirâmides.

É ou não é uma bonita paisagem, que ainda atiça nossa imaginação no que ocorria por lá no se refere à projeção astral:

piramide_egito

Voar em projeção astral… Tem coisa melhor?

Aos dezenove anos comecei a ter projeções astrais involuntárias, que ocorriam no momento em que eu ia dormir. Também realizei algumas experiências durante o dia, com finalidade de comprovar para mim mesmo o fenômeno – e devo dizer que obtive sucesso.

Durante a grande maioria de minhas projeções eu nunca havia andado de avião, asa delta, pulado paraquedas, ou seja, nunca sai do solo, de modo que não havia em meu cérebro registro algum de sensação de voo, de leveza etc. Mas desde minha primeira projeção lúcida sempre foi muito constante e real sensação de flutuar, assim como ocorre com os astronautas em órbita da Terra.

Com o passar do tempo rapidamente descobri que é realmente muito agradável a sensação de volitar! Então toda vez que me percebia lúcido fora do corpo já dava um impulso e saia voando, dando piruetas no ar, fazendo acrobacias e algumas vezes voando bem alto a ponto de observar as cidades muito pequeninas. Na maioria das vezes eram voos noturnos e em minha comprovação pessoal durante o dia pude observar as nuvens bem de perto. É a melhor sensação do mundo! Não há liberdade maior do que o voo extrafísico… A projeção astral é realmente o “recreio da alma”, semelhante a todo presidiário que tem duas horas de “banho de sol”, temos oito horas de temporária liberdade metafísica.

Sempre fiquei surpreso ao notar que a gravidade não tem ação enquanto fora do corpo, mesmo nas projeções em que eu estava na minha cidade, visualizando, portanto, o plano físico. Isto me leva a crer que mesmo quando estamos numa frequência bem próxima ao corpo físico a ponto de ver seu quarto, sua casa, sua cidade, você na realidade não está no plano físico, já que podemos também atravessar paredes, conforme eu mesmo pude verificar.

Hoje faço uma associação com alguns temas culturais, algumas histórias infantis ou do imaginário popular, tais como a história das bruxas, que voam em uma vassoura:

bruxa_voando

Também temos o tapete mágico (ou voador), lendário das histórias das Mil e Uma Noites:

tapete_voador

Até mesmo super-heróis exibem esta habilidade de vencer a força gravitacional, tal como o super-homem:

super-homem

Nosso imaginário (ou inconsciente coletivo?) está recheado da imagem do ser humano voando, imagem esta que se torna realidade nas experiências fora do corpo já que neste estado, conforme comentei, não estamos sujeitos as leis do plano físico, estaremos sim sujeito a leis não-físicas de maneira a por exemplo verificarmos que o pensamento pode mais facilmente influenciar o ambiente ou mesmo permitir fácil comunicação.

Então chega o dia em que a empresa na qual trabalhava nos requisitou em São Paulo e para tanto forneceu viagem de avião para a equipe. Estava eu com o pensamento a mil, no que se refere ao trabalho que iria realizar no computador do cliente e principalmente impressionado com a minha primeira viagem de avião…

Para minha surpresa quando o avião realizou a primeira manobra após a decolagem, obtive um repentino e forte insight (ou “rapport”) e me lembrei – como que em um flash de memória – de minhas sensações de voo enquanto fora do corpo! Esbocei então um leve sorriso, pois obtinha naquele instante de certa maneira uma sutil verificação pessoal de meus voos extrafísicos.

 

Os chatos “sons projetivos” ou sons intracranianos

Decordoes_fluidicossagradável! Sim, esta é a primeira impressão que tive destes sons que percebo desde minha primeira projeção e por alguns anos sempre me “atormentavam”.

Tem para todos os gostos: zumbidos, chiados, tintinares, sibilamentos, estalos etc. Percebemos durante nossa decolagem consciente para fora do corpo (mais comum comigo) ou durante a reentrada.

Causa? Tudo indica que está relacionado as nossas energias, principalmente no que se refere ao “cordão de prata”, que se trata da ligação energética-espiritual que existe entre nossos corpos extrafísicos e o corpo físico. Tais ligações parte de todo o corpo espiritual e liga-se sutilmente ao corpo físico, porém durante a projeção estes filamentos fluídicos se “movimentam” e se reorganizam até se formarem um cordão que parte provavelmente da região da pineal do cérebro físico até a nuca da cabeça (ou para-cabeça) de nosso corpo espiritual.

Provavelmente a própria movimentação de vai e vem relacionada ao deslocamento ou vibração dos corpos sutis, principalmente na região da cabeça, provoca estes sons que não são físicos, mas sim relacionados digamos as “linhas de força” existente entre entre os corpos que se entrecruzam “atritando” entre si.

Por vezes, durante a saída consciente do corpo físico, percebo também um “tapa na orelha”. Não se trata de uma sensação física, mas sutil, porém não deixa de ser muito real! Esta sensação também está relacionada com a descoincidência (ou movimento) de nossos corpos sutis, principalmente do cordão de prata, já que o mesmo de concentra na área da cabeça e pode se movimentar próximo a região da orelha o que provoca esta sensação.

Mas não se preocupe, todas estas sensações são naturais e inofensivas, já que é apenas nossa constituição extrafísica em funcionamento. Não é sempre que tenho a lucidez apurada ao ponto de perceber todos estes detalhes projetivos, mas principalmente em minhas primeiras projeções “involuntárias” eram muito comuns e ao mesmo tempo muito intensas ao ponto de serem chatas ou inconvenientes.

Para fazer um paralelo vamos tomar como exemplo o processo de digestão de um alimento. O aparelho digestivo poderá “roncar” e produzir sons que são comuns e naturais relacionados a atividade que lá se opera. O coração também produz seu som característico, assim como a circulação do sangue. Tudo em nosso corpo de alguma forma vibra, se movimenta e vibração é som. Não seria diferente no que se refere a nossa constituição extrafísica ou espiritual.

Como comparamos estes sons projetivos? Poderíamos comparar com sons metálicos, turbina de avião, ronco de motor, rasgamento de seda, queda de grãos, batida de porta etc. Minha dica é: acostume-se a eles, perceba a maravilha que é estar lúcido a ponto de perceber suas próprias energias que se traduzem em sons. Curta a sensação da vibração proporcionada pelo “estado vibracional” e saiba que é justamente neste momento que ocorre a fase de decolagem para fora do corpo.

Após a decolagem ou projeção astral os sons cessarão, já que as energias se “acomodaram”, formando um cordão fluídico ou astral que poderá talvez ser visto. Sempre haverá um vínculo energético inquebrável – já que o cordão não é físico – entre você consciência e seus corpos. A existência deste cordão astral, dos chacras e do próprio duplo-etérico é de certa forma comprovada pelos sons projetivos… Olha que bacana.

Minha primeira projeção astral

img_viagem_astral-300x242Ah que saudade… Minha primeira projeção… Esta a gente nunca esquece! Pode ser uma vivência de minutos que quando não ignorada, ou seja, quando compreendida, amplia nossa compreensão sobre a vida e principalmente sobre nossa real essência espiritual. E o melhor de tudo: sob uma perspectiva prática e direta.

Era início do ano de 2000… Puxa, já se passou quase vinte anos, quando em uma noite no final de semana, por volta das vinte e três horas, me recolhi para dormir. Era uma comum e quente noite do interior de São Paulo, assim como muitas outras.

Mas antes de relatar o que vivenciei na sequencia considero importante ressaltar que na época minha principal preocupação era estudar para o vestibular, também não tinha nenhum conhecimento sobre projeção astral, porém por outro lado já havia alguns anos que brotava em mim uma grande curiosidade para com a espiritualidade e a vida após a morte. Era a única coisa que de certa maneira diferenciava de meus amigos da época. Desde dois anos antes deste dia, ou seja, quando eu tinha 17 anos, iniciei minhas leituras teosóficas, principalmente pelos livros de C.W. Leadbeater e Annie Besant. Paralelamente também lia Espiritismo, iniciando pelo Livro dos Espíritos e seguindo a partir de Nosso Lar.

A visão mínima que tinha da projeção astral (conhecida por mim como “viagem astral”) era que apenas pessoas avançadas no espiritualismo ou ocultismo poderiam praticá-la. Também imagina que apenas médiuns poderiam desenvolve-la. Um pensamento errôneo, porém comum numa época na qual mal havia internet em minha cidade.

Continuando… Para minha surpresa, diferentemente das noites anteriores sentia naquele momento certa dificuldade em “apagar” minha lucidez, ou seja, de dormir! Virava de um lado para outro e ao que parece algo me incomodava evitando que “pegasse no sono”… Havia uma certa agitação mental, se é que posso descrever assim, que estranhamente me incomodava.

Foi logo após estas observações iniciais que iniciou minha percepção do plano extrafísico, percepção esta que inclusive se mantêm até os dias atuais… Percebi de imediato um forte zumbido, um som difícil de descrever, talvez fosse como um chiado, que foi aumentando rapidamente de intensidade ao ponto de me fazer imaginar que ficaria surdo! Não sabia a origem deste som, mas como todas estas sensações eram novidades a mim fiquei a apreciá-las com curiosidade sobre o que poderia ocorrer.

Imediatamente após este som estarrecedor percebi que via tudo azul com diversos pontos de luz amarelos tais como vagalumes… Intuí de certa forma que se tratava de uma visão espiritual e não tinha explicação lógica sendo que o mais estranho era que no meu ponto de vista eu estava acordado, pelo menos no que se refere a minha lucidez, já que era a mesma de quando momentos antes fui deitar. Deduzi que talvez o som vinha destas luzinhas reluzentes que via, mas para minha surpresa agora via meu pequeno armário que localizava-se ao lado de minha cama, mas observava de um ângulo que seria impossível de onde encontrava-se meu corpo deitado, já que era uma visão de cima, a menos que estivesse flutuando a um metro acima do chão.

Então é a partir daqui que a falta de conhecimento causa o pânico, pois logo me certifiquei que não conseguia me mover – era a catalepsia projetiva, desconhecida por mim na época. Foram segundos que pareciam horas, tentava acordar, gritar, me mover e nada… Pensei: “morri?!”. Então respirei fundo, contei até três, acalmei minha mente e pensei em acordar, foi fazer isto e acordei imediatamente. O coração acelerado, adrenalina no corpo e com uma boa oração para que isto nunca mais ocorresse comigo (risos…).

Bom, depois de dezenas de vezes vivenciando este mesmo “processo” acabei por me acostumar com a experiência, o que me abriu as percepções para uma das mais incríveis realidades da espiritualidade: a possibilidade de a partir deste dia vivenciar as experiências fora do corpo!

Desde o início tive a boa ideia de criar um “diário projetivo” e lá tenho registrado mais de 100 vivências fora do corpo, o que prova de imediato que não é necessário ser médium, pesquisador ou ocultista para vivenciá-las, basta apenas libertar nossas travas mentais e desejar com sinceridade conhecer os bastidores da vida.

Por Alexei Bueno, em janeiro de 2019

Melhor técnica para projeção astral?

Nossa cultura ocidental está recheada de técnicas, derivadas das ciências que por meio de metodologias científicas descortinaram diversas linhas de pesquisas, seja para a computação, telecomunicação, para a medicina ou mesmo meteorologia, todas vinculadas ao estudo e prática de técnicas.

Porém acredito que algumas pessoas orientais, que também estão em busca pelo autoconhecimento, considerariam curiosa nossa necessidade incessante por técnicas com finalidades de obter vivências espirituais, já que como seres humanos, como consciências únicas e individualizadas somos muito diferentes de máquinas que ao seguir determinado “checklist” atingem automaticamente um determinado objetivo predeterminado ou pré-programado.

No outro extremo temos pessoas extremamente “religiosas” de maneira que se não existir um incenso, uma música ambiente, se não estiverem calçando uma sandália branca e com a cama posicionada a noventa graus do polo Norte pensam que nada irão conseguir no que tange as experiências fora do corpo. Outras ainda consideram que é necessário estar determinado grau em determinada escola esotérica, ser um mestre nos mistérios ou um médium espírita para vivenciar esta experiência, que é antes de tudo uma vivência natural e humana, que na realidade independente de doutrinas, filosofias, religiões ou mesmo técnicas.

A exemplo disto os animais, mesmo que sem consciência disto, se projetam simplesmente por serem um princípio espiritual ligado temporariamente a um corpo material. Nós também nos projetamos, mesmo que inconsciente ou a apenas alguns centímetros do corpo físico, já que basta o adormecimento de nossa contraparte física para proporcionalmente obtermos uma liberdade espiritual, já que não somos o corpo, portanto o normal é nos desprendermos do mesmo.

Técnicas são importantes? Com certeza, pois apenas com persistência, treino e o uso de técnicas específicas podemos aprender de maneira melhor direcionada à por exemplo tocar determinado instrumento musical ou melhor adquirir determinada habilidade. Através de treino podemos nos aperfeiçoar, mas para isto não precisamos nos obcecar por técnicas.

Técnicas são essenciais? Talvez não! Talvez mais importante que um conjunto de técnicas seja o conhecimento ou entendimento do que estamos buscando, ou seja, descobrir qual é nosso objetivo em sair do corpo conscientemente. Como dizem: “se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve”. Por isso a importância de buscarmos objetivos positivos e construtivos antes de executarmos uma técnica.

Vejo muitos adolescentes em busca de técnicas projetivas, mas que mal leram um livro sequer sobre o assunto, sobre o plano espiritual ou sobre nossos veículos extrafísicos. Não conhecem nem a si mesmo, espiritualmente falando, mas querem a partir de uma técnica executada em uma noite estar viajando em outras dimensões. Aparentemente encaram a projeção astral como um jogo de videogame ou um passatempo leviano, não meditando na grandeza que implica estes assuntos.

Existe uma melhor técnica? Talvez a melhor técnica seja primeiramente “destravar” nossos condicionamentos enraizados desde o nascimento. Sim, pois desde muito pequenos somos condicionados a deitar numa cama e “apagar” a lucidez para acordar no outro dia. Talvez seja necessário criarmos sinapses especificamente relacionadas com a lucidez enquanto fora do corpo ou com a devida rememoração de fatos vivenciados em ambientes além das três dimensões, das quais nosso cérebro não foi projetado para assimilar.

Pessoalmente acredito que a melhor técnica, portanto seja inicialmente vencer a barreira de nossa própria ilusão de que somos o corpo físico e temos um espírito (e não o inverso, que é a verdade), de que o universo é apenas material etc. Vencemos estas barreiras a partir do momento que temos contato com literatura séria sobre estes temas, sejam elas teosófica, espíritas, espiritualistas ou das mais diversas linhas existentes e interiorizando estas realidades, mesmo que de forma inicialmente intelectual, de maneira a prepararmos para a contrapartida que virá em seguida, que é a vivência prática. Quanto mais informações assimilarmos mais pronto estaremos para vivenciar esta realidade relatada por outros desde os mais remotos tempos, pois melhor aceitaremos as lembranças obtidas enquanto fora do corpo.

Há uma famosa frase que diz que quando o discípulo está preparado o mestre aparece. Esta metáfora relaciona-se justamente com esta quebra de paradigma de nossa forma de ver a espiritualidade. Quando estivermos prontos as experiências projetivas aparecerão naturalmente, assim como qualquer outra habilidade.

Técnicas são importantes? Em determinado momento sim, pois elas nos guiarão ao estado mais próximo possível de uma projeção astral, estado este que envolve um relaxamento físico, uma concentração, um objetivo mental claro que nos impulsione a atingir determinado estado transcendente, permitindo que o corpo adormeça, mas a lucidez se mantenha desperta, de maneira muito semelhante ao paradoxo de “dormir acordado”.

Qualquer técnica que mantenha firme sua lucidez, mas que adormeça seu corpo é válida, pois este é o princípio fundamental que rege as experiências fora do corpo, portanto relaxamento e afirmações mentais são importantes para mantermos o foco e “burlarmos” um mecanismo mental enraizado em nós de que diz que ao adormecer o corpo a consciência também deve adormecer. Esta é uma das maiores das travas para o sucesso do projetor astral, só perdendo para a trava do medo, que vencemos novamente por meio da leitura e da assimilação destas realidades.

Por Alexei Bueno, janeiro de 2019.

Sensações da Projeção Astral: Catalepsia Projetiva

viagem-astralEsta sensação é mais comum do que imaginamos e ocorre com as mais diversas pessoas, sejam elas crianças, adultos, idosos, homens, mulheres, etc. Normalmente a criança, penso eu, entende as sensações projetivas de maneira muito mais natural, já que a maioria não passou pelo processo de condicionamento físico ou das “travas mentais”.

Muitas pessoas alguma vez na vida após dormirem já pensaram estar acordando, porém subitamente perceberam que não conseguiam abrir os olhos, se mexerem ou mesmo gritarem para chamar alguém que lhe tire desta situação (concordo que nada agradável), mas que apesar de parecer num primeiro momento como algo horrível, afirmo que esta é uma sensação absolutamente natural, inofensiva e que está relacionada com as chamadas experiências fora do corpo, projeção astral ou a popular “viagem astral”.

Naturalmente que há também explicações científicas para esta sensação, conhecida na ciência como “paralisia do sono”, a partir da qual tratam o tema como um distúrbio do sono, sendo este um ponto de vista válido, porém limitado quando em comparação aos estudos metafísicos, ou seja, que extrapolam o entendimento físico imediato. Entendimentos que busco aqui com base no ser humano multidimensional, ou seja, portador de uma consciência que se desprende de seu veículo (corpo físico).

Interessante pensar que uma sensação muitas das vezes ignorada pelas pessoas representa indícios que comprovam que somos muito mais que a matéria física, com base em que se estamos lúcidos no momento no qual o corpo físico encontra-se adormecido temos por verificação que nossa consciência logicamente não se encontrará no cérebro que dorme, mas existe em níveis mais complexos.

Sob a perspectiva das experiências fora do corpo entendemos que quando ficamos consciente naquele período no qual nossas energias estão mais “soltas” metaforicamente falando percebemos a sensação de incapacidade de movimento e atuação física, já que estaremos neste caso lúcidos justamente naquele período de desprendimento ou afrouxamento dos laços espirituais proporcionado pelo sono de modo que é lógico não obtermos  neste caso o controle imediato de nosso veículo físico.

Estando em estado de profundo relaxamento físico (seja numa soneca ou cochilo), com ondas cerebrais mais lentas tais como as “ondas alfas” e também metabolismo mais baixo há a necessidade de alguns instantes para que possamos acordar nossa contraparte física e retomar os movimentos. Instantes estes que quando acrescentado do medo do desconhecido ou da ignorância (no bom sentido da palavra) do tema aqui analisado, pode parecer “eternos” minutos de desespero por não conseguir se mexer ou acordar.

Normalmente ficamos inconscientes neste período de maneira que na maior parte de nossas vidas não temos esta sensação, que poderá ocorrer tanto quando estamos “consciencialmente lúcidos” no momento imediatamente após “dormir” (ao se desprender do corpo) como ao “acordar” (no retorno ao corpo).

Imagine o procedimento de pilotarmos um automóvel, no momento no qual ocorre a troca de marcha, por um curto instante, ao pisarmos no pedal da embreagem a tração dos motores “param”, de maneira que o automóvel me movimenta apenas pela inércia… Podemos imaginar que se o carro fosse um ser consciente esta mudança de marcha seria percebida como um momento no qual o mesmo não consegue “se mover”. A mudança de marcha poderia também (nesta metáfora) ser associada a mudança dimensional que realizamos ao dormirmos e imediatamente (de forma consciente ou não) nos desprendermos extrafísicamente.

Ao sentir a “catalepsia projetiva”, que não é uma doença, mas sim uma condição natural de nossa espiritualidade, não se preocupe, mantenha a calma e a lucidez e provavelmente irá vivenciar uma experiência fora do corpo lúcida. Mas caso queira retomar os movimentos, não tente acordar imediatamente o corpo, mas pense em mexer o dedo indicador de maneira a ativar aos poucos a atenção do corpo físico.

De qualquer forma minha mensagem é: o corpo precisa dormir, mas não necessariamente você. Siga sua viagem, sem medo de trocar a marcha e alçar voos cada vez mais alto na espiritualidade.

Projeção em conjunto com posterior confirmação

Mirassol, 01 de março de 2003. Cai no sono fazendo a afirmação: “agora estarei em estado extracorpóreo!!” à exemplo de uma técnica de projeção que li recentemente. Numa adaptação para personalizar a técnica realizei também concentrando em meu chackra frontal, de modo como se eu falasse por este chackra… Rapidamente fui caindo no sono.

Sem que eu percebesse agora me vi com mais 2 pessoas em estado totalmente consciente num plano extrafísico, porém não conseguia ver ou memorizar a fisionomia destas pessoas que se encontravam próximas a mim.

Agora eu podia voar com uma incrível sensação de liberdade e ficava a dar piruetas em pleno ar!

Quanto ao lugar que estava havia casas simples, separadas por muros, e também pequenos prédios, certamente me encontrava em alguma pequena cidade astral.

Em determinado momento estive com uma menina adolescente de aproximadamente 15 anos de idade. Observei que ela tinha cicatrizes em seu corpo astral, então perguntei o por que daquilo e ela me disse que seu pai batia muito nela e acabou machucando seu corpo… Neste momento fui invadido por muita raiva do pai dela ao perceber por intuição que esta menina desencarnou pelo fato de ser espancada pelo pai… Me recompus e disse algo relacionado à lei do karma, comentando que o pai dela iria se arrepender e consequentemente teria o retorno da má ação que infligiu em sua própria filha.

Essa menina tinha cabelos castanhos lisos na altura dos ombros e devia ter algo como 1,60m de altura, pois dava para perceber que como sou mais alto, ela olhava para cima para conversar comigo.

Quanto a consciência que ficava próxima a mim percebi que era feminina e que era alguém com um forte laço familiar. Provavelmente participamos de certa forma desta atividade de assistência.

Acordei antes do horário programado, eram 5h30 da madrugada. Ao acordar veio uma grande carga positivamente emotiva, que traduzo como sendo uma alegria por ter vivenciado esta assistência extrafísica. Peguei uma folha de papel e fiz esta anotação para não esquecer.

* Normalmente relato minhas projeções para minha mãe e agora pela manhã obtive a grande surpresa do dia (e provavelmente a maior surpresa de todas minhas projeções): uma das pessoas que estavam junto a mim nesta projeção era minha própria mãe que veio a confirmar todo o relato aqui descrito e para minha surpresa o complementou com trechos de que não me recordei.

Minha mãe viu um desenho da região extrafísica que fiz pela manhã e reconheceu o local, as casas (e principalmente o encontro com a moça desencarnada).

Para mim esta foi uma das maiores comprovações do fenômeno da projeção consciente.  Estou feliz por ter realizado juntamente com minha mãe! Provavelmente na ocasião da assistência não me foi permitido reconhecer minha mãe para não prejudicar os trabalhos que lá desenvolvíamos ou não a reconheci por falha de minha própria memória, porém pude percebe-la no aspecto energético de sua presença naquele momento. Já minha mãe pode me reconhecer imediatamente após a assistência enquanto voávamos pela região, acima das casas, trecho este que não pude me recordar.