Uma assistência no umbral (dimensão densa)

umbralMirassol, 22 de maio de 2017. Na experiência projetiva de hoje obtive diversos níveis de lucidez durante o decorrer da projeção, porém certamente em alguns momentos recordo de estar até provavelmente 90% lúcido, reconhecendo naturalmente inclusive o fato de estar projetado naquele momento.

Quando deitei para dormir decidi não assistir nenhum filme no Netflix. Fiz por alguns momentos uma rápida sessão de EV (estado vibracional) e desejei estar lúcido extrafísicamente, porém sem nenhuma pretensão, principalmente pelo fato de já transcorrerem diversos meses dos quais não obtenho uma vivência projetiva.

Logo após um curto período de inconsciência retomei a lucidez estando em uma espécie de fazenda, rancho ou sítio. Era noite, provavelmente alta madrugada e eu realizava alguma atividade por lá que exigia alguma concentração e empenho. Com relação a meu estado emocional, sentia uma preocupação ou ansiedade, porém ainda sem lucidez necessária para identificar do que se tratava.

Em determinado momento de maior lucidez um grupo de amigos me apresentaram um sistema computacional que respondia a comandos vocálicos. Este dispositivo estava instalado em determinado setor desta fazenda para realizar algum procedimento no trabalho que lá era desempenhado. Pude escutar o aparelho responder a perguntas de modo muito mais avançado que nossos “assistentes” existentes em celulares tais como a “siri”. Foi-me informado que foi necessário a interação de diversos países (ou técnicos de diversos países) para desenvolver tal aparato eletrônico.

Em outro momento de lucidez me encontrava sozinho em um lado mais deserto da propriedade rural e como de costume olhei para o céu estrelado. Curiosamente pude observar uma quantidade imensa de estrelas, porém todas situadas a grandes distância, tinha a impressão que o céu não estava translúcido, impedindo que a luz das estrelas brilhassem com facilidade.

A pesar da fragmentação de minha lucidez retornava em diversos momentos e em outra ocasião pude perceber que eu podia volitar alguns metros do chão, porém com certa dificuldade. Verifiquei que atravessar regiões “solidas” do ambiente no qual me encontrava tais como porteiras, paredes, cercas era também possível para mim. Após voar e atravessar tais objetos não tinha dúvida que estava projetado neste momento e foquei minha atenção e calma na questão de evitar um retorno não esperado ao corpo.

Penso que me encontrava em alguma região densa da espiritualidade, pois encontrei algumas pessoas dentro de um grande caixote de madeira. Uma das pessoas era um senhor moreno de meia idade, que estava sem camisa e havia passado por alguma cirurgia cardíaca, pois o mesmo me mostrou uma grande cicatriz no peito, que na realidade achei estranha, pois era muito grande ao ponto de eu pensar nos procedimentos de autópsia, tendo dúvidas se esta pessoa era encarnada ou não. Pela situação estranha que me situava estendi minhas mãos e projetei energia no objetivo de proteção minha e ao mesmo tempo de auxílio. Realizei o mesmo também em uma criança com roupas muito simples, talvez sujas.

Aproveitando a ocasião perguntei a ela se ela se estava gostando das energias ao que respondeu positivamente. Foi à maneira que encontrei de saber se minha ação estava “funcionando”. Na sequência o senhor pediu para tomar um “passe”, ao que realizei por vários minutos. Não entendi o motivo destas pessoas estarem algo como presas neste grande caixote de madeira e achei a situação bem estranha, porém me mantive firme e não tive medo em momento algum.

Em outro momento estava em outro departamento da fazenda onde existia uma barragem com água. Imaginei que fosse para os animais beberem. Estava totalmente escuro o ambiente, na realidade até mesmo sombrio. Existia uma espécie de pequenas boias que ficavam em torno da barragem. Peguei uma e havia alguns escritos. Imaginei que seriam dados do fabricante e me esforcei para memoriza-los para de alguma forma trazer uma “prova” de minha experiência, porém foi em vão, quanto mais me esforçava em memorizar mais difícil era compreender os escritos.

Em um dos momentos finais de minha projeção sai pela frente desta propriedade rural e visualizei uma grande avenida onde vi que havia centenas de carros, porém o ambiente estava tão escuro que era possível observar apenas as luzes dos faróis. Havia carros nos dois sentidos, indo e vindo. A pesar das luzes dos carros era como se eu estivesse em um local de trevas total. Estranhamente a sensação de trevas é mais do que o escuro, sendo percebida por mim algo quase como “gelatinoso”. Havia sempre um clima sombrio a pesar de minha segurança íntima.

Acordei normalmente e de maneira automática a exatamente um minuto antes do despertador. Meu sentimento e impressões ao acordar foram de ter vivenciado uma experiência real, ou seja, aquela costumeira sensação de realidade, porém pelo teor da mesma não existia um contentamento interno a pesar de neste momento estar contente em ter provavelmente realizado uma tarefa de assistência extrafísica.

 

Incorporação da alma no feto

capa-livroNestas férias de janeiro de 2017 um dos livros que adquiri (neste caso em um sebo virtual) foi o “A consciência encarnada e o corpo humano”, escrito pelo pesquisador Geraldo Medeiros Jr e publicado pela editora Icone.

Recomendo este livro a todos os estudantes de espiritualidade e da consciência, tendo o mesmo uma abordagem direta, técnica, clara e ao mesmo tempo e cativante! No capítulo 7 li sobre o tema “A consciência encarnada e a percepção”.  Dentro deste capítulo me chamou a atenção o tópico “Incorporação da alma” que trata de reflexões a respeito do momento e procedimentos relacionados ao procedimento que o espírito (ou consciência) realiza ao se ligar ao feto do bebe, consumando desta maneira a reencarnação.

Por ser um assunto que sempre tive interesse resolvi reproduzi-lo, reforçando que o mesmo é fruto de pesquisas extrafísicas do autor Geraldo Medeiros. Faço aqui a divulgação do livro que infelizmente se encontra esgotado, mas podendo ser adquirido em sebos virtuais. Bom, sem mais delonga vamos ao estudo do autor com relação à incorporação da alma no feto:

feto
http://www.infoescola.com/embriologia/feto/

“Muitas filosofias e religiões acreditam que a incorporação da alma no feto ocorre logo ao nascer. Na verdade, a união energética é efetivada a partir do primeiro momento da fecundação.

A consciência ainda por reencarnar encontra-se na sétima camada dimensional. Esta é a dimensão que proporciona o acesso a todas as outras dimensões. Um indivíduo com seu psicossoma não teria condições de se deslocar para este nível de dimensão, devido ao seu elevado grau de vibração. As moléculas que compõem seu corpo psicossomático não conseguiriam se manter agregadas.

Quando a consciência inteligente se predestina a reencarnar, ocorre, ao longo do período variante entre imediato a vários anos e mesmo séculos, uma diminuição do nível vibratório e frequencial da consciência. Isto permite que os outros corpos se componham no intuito de preparar o organismo tridimensional sem que haja danos, devido à alta carga energética da consciência reencarnante.

É interessante ressaltar que a fecundação só ocorre se as cargas energéticas do reencarnante forem compatíveis com as dos pais. Caso contrário, não haverá possibilidade de fecundação. Salvo casos de problemas orgânicos ou químicos (por ex.: contraceptivos). Existem ainda casos em que a mãe não deseja engravidar. Assim ela rejeitará toda e qualquer consciência que tente formar um vínculo energético para reencarnar. A rejeição neste caso ocorre pela mudança súbita da polaridade energética da mulher. Desta forma ela nunca propiciará condições adequadas para que a fecundação ocorra. Por ex.: se a polaridade da consciência reencarnante é positiva a mulher transmutará sua polaridade também em positiva. Isto acarretará na repulsão das cargas energéticas.

Para que o feto se forme dentro dos parâmetros energéticos adequados à forma humana existe o MEECE (Modelo Estrutural Energético da Consciência Encarnada). A formação do MEECE ocorre no primeiro momento da concepção. A origem do MEECE está na consciência encarnada. Este modelo estrutural energético combina-se com a forte energia dispendida pelo óvulo e o espermatozoide durante as primeiras divisões celulares. Ocorre neste instante uma fusão nuclear sem liberação de energia térmica que chega a romper as barreiras dimensionais que separam a consciência reencarnante da matéria física em composição. Quando a consciência forma esta conexão energética, a mesma capta informações caracteriais da energia liberada pela célula em divisão. Graças a esta informação, a consciência reencarnante inicia o processo de formação de um corpo psicossomático. Neste ponto o corpo causal e o mental já estão compostos, já que se trata de corpos que auxiliarão na transmissão e conexão entre a consciência reencarnante e o corpo físico.

Corpo energédico
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Até então, o corpo psicossomático já iniciou sua conformação antropomórfica. Isto graças à informação energética transmitida pela consciência reencarnante. O psicossoma primeiramente apresentará um corpo adulto. Este será a matriz composta pelo MEECE. Todos os órgãos, células, aparelho circulatório, músculos, circulação linfática, e demais sistemas já se apresentam formados em matéria psicossomática, ou matéria psi.

Ao longo do tempo este corpo passa pelo processo de encolhimento de partículas psi até atingir o formato do embrião em desenvolvimento. A esta altura, o corpo psicossomático começa reverter o processo e a acompanhar o desenvolvimento do embrião até o nascimento. Mesmo após o nascimento e até a fase adulta, o psicossoma acompanha as modificações decorrentes da transformação para a fase adulta até o envelhecimento.

Espermatozóide
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Note que a ligação energética do reencarnante acontece no primeiro momento da fecundação. Isto significa que a consciência reencarnante já se encontra em preparação para reencarnar. O momento exato em que isto ocorre é difícil de calcular, pois, como sabemos, não há limitações de tempo quando a consciência está fora dos padrões referenciais deste orbe.”

Encontro com Blavatsky por Geraldo Medeiros Jr.

livro-medeirosLivro: “Relatos de um projetor extrafísico”
Autor: Geraldo Medeiros Jr.

Editora: Ícone
Páginas: 128 até 134.
Relato do dia 05/03/1989

A sensação de sono esvaiu-se completamente. Tentei relaxar, muito embora não conseguisse devido ao intenso calor que fazia naquela noite.

Nenhum exercício fora aplicado para projeção. Adormeci tarde da noite.

Vi-me consciente num local totalmente estranho para mim. O local parecia uma casa antiga, de aspecto rústico. Muitas pessoas circulavam por lá, inclusive estava acompanhado pela minha mãe e minha irmã. Pelo aspecto do lugar pude perceber que tratava-se de um centro de reunião, ou melhor, um centro cultural.

Muitas pessoas entravam e saíam das salas. Tive o interesse de entrar numa daquelas salas para ver o que ocorria, ao mesmo tempo lembrei-me da conversa que havia tido com o nosso querido amigo e cientista Dr. Hernacasa-rusticani G. Andrade, que aconselhou-me a tentar dobrar o poder de observação sobre aquilo que porventura estivesse presenciando. Ressalto que um dia antes havia sido atendido pro sua assistente Profª Suzuki Hashizume para uma prévia análise sobre minhas experiências de projeção.

Para proceder conforme o aconselhado segui os seguintes passos:

1º) Observei a consciência das paredes e das portas existentes no local. Pareciam tão sólidas quanto as que existem em nossa dimensão.

2º) No momento em que entrei na sala para continuar minha observação notei que pessoas estavam sentadas ao redor da mesa, provavelmente reunidas para uma ceia. Não conhecia nenhum dos indivíduos presentes.

Observei a disposição da mesa e constatei que haviam pratos, copos e talheres como os nossos. O cardápio era composto de risoto de batatas e algumas verduras. Segurei uma colher de arroz no intuito de observar e a consistência daquela alimentação era como a nossa e fiquei surpreso em ver que tudo ali era exatamente igual, inclusive ao redor de cada grão de arroz pude notar uma certa oleosidade típica de algum tipo de refogado prévio.

3º) Fiquei intrigado, pois aquele mundo era muitíssimo parecido com o nosso. Questionei-me sobre a presença de minha mãe e minha irmã. Elas não suspeitavam de que estavam fora de nossa dimensão e também, como aquelas pessoas ali desdobradas continuavam com seus comportamentos inalterados, como se mantivessem plena consciência, ou melhor como se fossem habitantes efetivos daquela realidade.

Fomos levados por alguém até um determinado local que presumo ser específico para reuniões e intercâmbio de ideias.

A iluminação do lugar era fraca. Não conseguia notar nenhuma fonte de luz, fosse natural ou elétrica. Passamos por um corredor o qual nos conduzia até a um andar inferior. Neste andar havia uma escada em péssimas condições e, assim, tive que ajudar minha mãe a descer alguns degraus. Achava estranho pois sentia que possuía peso e isso causava-me uma certa insegurança.

Assim pensei:

— Será que mesmo fora do corpo continuo sofrendo influência gravitacional?

Foi quando chegamos a uma sala, um tanto estranha. Não sabia dizer o porquê desta impressão, pois o aspecto do lugar parecia normal, mas alguma coisa no ar não parecia bem.

De repente, vejo próxima à parede, bem a minha esquerda, uma das maiores místicas que já existiu, Madame Helena Petrovna Blavatsky, que me recebeu com muita atenção.

Dirigi-me a ela para conversar quando inopinadamente captou meu pensamento e disse:

— Para mim, nenhuma palavra pode ser ocultada. Sua mente pode ser facilmente perscrutada.

Notei que ao meu redor havia alguns rapazes de características estranhas que auxiliavam em qualquer coisa que porventura necessitasse. Ela se dirigia a eles com seriedade e de maneira um tanto enérgica, numa língua estranha para mim, provavelmente russo.

helena_blavatskyMadame Blavatsky parecia muito mais jovem, com seus olhos que transmitiam mistério e conhecimento.

Externei esta sensação a ela e então sorriu dizendo-me:

— Logicamente, quando estamos nesta forma tudo fica melhor e regenerado.

Sua roupa, até onde consigo me lembrar, era simples e usava um xale no cabelo.

O que realmente mais me impressionava eram seus olhos, claros, que olhavam para mim fixamente. Na verdade não sei se Mme. Blavatsky possuía olhos claros quando em vida terrena.

Tentei fazer um teste sobre leitura de pensamento com ela enquanto encontrávamos todos sentados ao redor dela. Pensei, então, numa palavra, não me lembro qual no momento, e com um sorriso revolou-a sem nenhum problema.

Perguntei-lhe como realizava todos estes fenômenos e qual o nosso objetivo em nos encontrarmos ali reunidos, e assim explanou:

— Estes fenômenos são realizados pura e simplesmente pela ação mental a qual é tão ignorada por vocês. Esta força mental é agregada a entidades afins que manipulam estas informações e executam exatamente aquilo que foi solicitado. No seu caso, quando pediu-me para ler seu pensamento, sua onda telepática foi-me transferida por um elemental o qual a intensificou e traduziu-a para que eu pudesse interceptá-la melhor. E é assim que podemos realizar tudo o que desejamos.

No que se refere a estarmos aqui, esclareço que presto serviços de auxílio para aqueles que necessitam esclarecimentos espirituais.

Subitamente, minha irmã, que estava ao meu lado, solicitou um auxílio, ou melhor, esclarecimento.

Mme. Blavatsky pediu-me para ficar ao seu lado, a fim de fornecer-lhe energia e soliciou a Leila para sentar-se a sua frente.

E assim foi feito. Iniciei uma instrospecção no intuito de auxiliá-la na doação energética. Neste instante, Mme. Blavatsky iniciou a leitura mental quando, de repente, minha visão obscureceu e vi-me na cama de meu quarto com o telefone tocando a toda intensidade.

Isto deixou-me profundamente irritado, pois iria saber algumas coisas que provavelmente poderiam auxiliar minha irmã, ou talvez não devesse possuir tal conhecimento para não piorar as coisas no mundo de Leila.

Levantei. As palavras de Mme. Blavatsky ainda ressoavam em meus ouvidos nitidamente.

Questionei minha irmã, posteriormente, sobre uma eventual lembrança da viagem extrafísica, e assim disse-me:

— Sonhei que estava numa casa de aspecto rústico. Não sabia onde era, mas, para mim, parecia um local onde situava-se uma espécie de escola.

Vi muitas pessoas andando para cima e para baixo. Você estava lá. Não sei por quê encontrei certa mulher a qual não conheço. Perguntei-lhe sobre o que havia numa determinada caixa. No exato momento em que aquilo ia ser revelado, acordei.

Noto que a caixa preta a qual minha irmã referiu-se poderia tratar-se de um simbolismo utilizado por seu subconsciente para melhor aceitação da própria situação consciencial na qual se encontrava.

Rehelena_blavatsky_1ssalto que não possuo grandes conhecimentos sobre Mme. Blavatsky e nunca tive oportunidade de ler nenhuma de suas obras.

Mais uma vez uma projeção grupal ocorre comprovadamente por terceiros através de comparações descritivas de locais frequentados extrafisicamente e situações vivenciadas em outros planos dimensionais.

Dica de livro: “Sana Khan – Um Mestre no Além”, por Luiz Roberto Mattos

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Era o ano de 2003… Puxa já há 13 anos quando estive no Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas de Wagner Borges (www.ippb.com.br) para fazer a primeira parte do curso de Viagem Astral.

Na época estava vivenciando o início de minhas experiências fora do corpo que ocorriam de forma involuntária. Tudo que se relacionava com viagem astral era novidade e estava sedento à procura de livros para estudar e entender o que ocorria comigo.

Assisti à aula de Wagner com muita atenção e entusiasmo! Em determinado momento ele comentou “… leiam o livro Sana Khan – um mestre no além, pois há ótimas informações sobre este tema…”, de pronto gostei do título do livro e fiquei muito curioso em ler.

Lá no instituto havia na época uma pequena livraria onde podíamos adquirir livros espiritualistas escritos pelo Wagner e também de outros autores. Claro que comprei livros de Wagner com direito inclusive a autógrafo. Adquiri também o “Sana Khan”.

Iniciei lendo paralelamente todos os livros, mas o Sana Khan me cativou de forma semelhante com o que ocorreu ao ler “Viagem de uma alma”, de Peter Richelieu, me envolvendo  em uma informativa e prazerosa leitura!

A cada capítulo eram novas informações, esclarecimentos e aprendizados. Ficava ao mesmo tempo em que lia imaginando conhecer o autor, que vivenciara as mais incríveis experiências fora do corpo com seu mestre Sana Khan, cujo nome é o mesmo do livro.

Era início da década de 2000 e mal tínhamos internet, apenas conexões discadas de péssima qualidade. O Google também não era a maravilha que é hoje mas não iria desistir facilmente de buscar um contato com Luiz Roberto Mattos.

Na época tínhamos um grupo no saudoso Orkut denominado “Aventuras além do corpo”, juntamente com Guilherme Fauque, o idealizador do mesmo. Perguntei para Guilherme sobre o livro, ele também havia lido e igualmente havia gostado bastante, mas não sabia nada sobre o autor. Puxa, diferentemente do “Viagem de uma alma” este autor é brasileiro, o livro era relativamente recente e tinha de ser mais fácil encontra-lo.

Lendo os relatos projetivos de Luiz, observei o nome de uma rua por onde projetado ele descrevia que passava e que ficava próximo onde residia na época… Olhando aquele endereço pensei: “eis aqui uma pista!”.

Utilizando da internet encontrei um banco de dados de endereços do Brasil que eram vinculados a telefones. Luiz não havia citado o número da rua de modo que eu teria que “sortear” e número… Então uma coisa levou a outra e… Eureka! Encontrei um telefone que deve ser de Luiz, caso ele não tivesse mudado de residência é claro. Era algo a se tentar ou pelo menos era o mais perto que consegui de uma pista do autor.

Na época eu não tinha celular e não queria fazer uma ligação interestadual do telefone de meus pais então peguei um cartão telefônico e fui para um orelhão público (sim, naquela época não era coisa de outro mundo utilizar um telefone público rs…) liguei com a esperança de o autor atendesse, mas uma senhora atendeu, era a mãe de Luiz! Puxa! Pensei: Agora ficou fácil! Disse que li um livro de Luiz e que gostaria de enviar uma carta (sim, na época as pessoas se comunicavam também por carta rs…) para o filho parabenizando pelo seu livro!

Consegui então o endereço, enviei uma carta já pedindo um e-mail, pois desejava manter contato. Pensa na felicidade de um fã que consegue manter contato com seu ídolo rs… A série de livros Sana Khan realmente me auxiliara muito na época a entender o fenômeno das experiências fora do corpo e mais que isto a experiência de ler o livro foram verdadeiras aulas de espiritualidade, tendo sempre a viagem astral como “pano de fundo”, tudo em uma leitura fácil de entender e muito cativante. Era tudo o que eu precisava!

Após conseguir manter contato com Luiz tive vontade em divulgar o livro para outras pessoas. Na época eu estudava sobre desenvolvimento de sites e tinha aprendido as bases das linguagens que me permitiam criar sites simples. Pensei em ser esta uma maneira prática de realizar uma divulgação do livro e desta forma auxiliar esclarecendo mais pessoas.

Rapidamente concretizamos uma parceria onde eu ficaria com a parte técnica e digital e Luiz com o conteúdo. Parceria esta que existe até hoje, tendo como fruto o site www.mestresanakhan.com.br que contém centenas de novos textos do autor, entrevistas, contribuições dos leitores e milhares de visitas. Mais recentemente entramos na era do Youtube onde Luiz também em parceria produz vídeos diversos que são editados e divulgados por mim.

Acho que de certa forma tive o prazer de iniciar Luiz nas redes sociais, começando pelo Orkut e depois em nossa atual comunidade “Aventuras além do corpo” no Facebook onde Luiz auxilia outras pessoas esclarecendo dúvidas relacionadas à Viagem Astral e também espiritualidade em geral. Sem falar do atendimento realizado por e-mail, pois nosso site, mesmo estando um pouco velhinho para os padrões atuais ainda continua sendo muito visitado, mesmo passando mais de uma década de sua construção.

Graças ao site expandimos nosso trabalho, fornecendo sanakhan-20anosentrevistas para revistas espiritualista e até mesmo em uma rádio. Quanto ao livro Sana Khan até mesmo uma editora do exterior desejou republicar o livro, após provavelmente acessarem o site (e o livro foi realmente relançado no exterior). Outra boa notícia quente do momento é que o livro também foi relançado aqui no Brasil, em uma edição comemorativa de 20 anos.

Enfim, neste segundo post meu de indicação de livros não poderia de dizer novamente que considero este igualmente mais um livro que não pode faltar na prateleira do leitor espiritualista e também interessado nas experiências fora do corpo.

luiznohotelNo ano de 2013 estive a passeio em São Paulo com meu pai e tive o prazer de conhecer Luiz pessoalmente. Foi muito legal! Eu para variar estava super ansioso (dá para ver na minha cara na foto ao lado rs…). Finalmente iria conhecer o autor de Sana Khan pessoalmente.  Luiz logo dispensou o comprimento de “doutor” de meu pai e nos abraçou afetuosamente rs… Então conversamos por horas no saguão do hotel no qual eu estava hospedado. Falamos de muitos assuntos tais como espiritualidade, hipnose, ufologia e depois almoçamos juntos.

Para fechar a noite com chave de ouro fomos assistir a uma palestra com Wagner Borges, que nos recebeu muito bem, comentando com todos os presentes sobre o livro Sana Khan e inclusive apresentando para o publico nosso traturmawagnerbalho de divulgação…

Luiz, precisamos repetir o encontro! Agradecimentos especiais ao nosso amigo do face (grupo Aventuras Além do Corpo) Manoel Dias Tavares que muito prestativo nos deu carona do instituto do Wagner até o hotel.

Deixo aqui meu agradecimento ao amigo Luiz Roberto Mattos por divulgar suas experiências nas diversas mídias, desta forma auxiliando a mim e a muitas outras pessoas no esclarecimento da vida além da matéria.

Sinopse do livro Sana Khan – um mestre do além:

“Como uma abelha que colhe o pólen de várias flores para sintetizar o mel, Luiz Roberto Mattos quer partilhar com as pessoas o produto final de um trabalho árduo de pesquisas, leituras, conversas e experiências no campo anímico e mediúnico. Foram mais de 30 anos estudando Teosofia, Filosofia Yogue, Teologia, Budismo, Bramanismo, Espiritismo, Viagem Astral, Magia, Astrologia, Numerologia e inúmeras outras correntes espiritualistas, além de filósofos do oriente e do ocidente, até que seu mel de conhecimento espiritual estivesse sintetizado.

Em Sana Khan – um mestre do além, Mattos relata diversas experiências reais vividas por ele tanto dentro quanto fora do corpo físico. É uma obra baseada em Deus, na evolução espiritual, na reencarnação, na Lei de Causa e Efeito ou Karma, na imortalidade da alma e em sua vivência em planos ou dimensões não materiais, com possibilidade de comunicação entre os seres de várias dimensões da vida.”

Dica de livro: “A viagem de uma alma”, por Peter Richelieu

Reli este livro no mínimo duas vezes! Uma leitura cativante em que o autor relata suas experiências extrafísicas em grande profundidade, abordando assuntos como reencarnação, karma, vida após a morte, viagem astral, livre-arbítrio, evolução, alma grupo etc.

É o tipo de leitura que você não quer que o livro acabe e quando acaba você quer saber mais sobre o autor. Infelizmente não encontrei informações sobre o autor, inclusive se você souber algo favor poste neste artigo.

Em plena vivência de minhas experiências involuntárias fora do corpo, ocorridas por volta do ano de 2000, conheci e mantive contato pela internet com outras pessoas que também tinham interesse na viagem astral ou experiências fora do corpo e então trocávamos informações, vivências e conhecimentos. Recebi este livro de presente quando tinha por volta de 19 anos de um amigo que participava deste grupo virtual chamado Wagner Monteiro Bertholo, que soube que faleceu pouco tempo depois.

Este livro tornou-se especial para mim principalmente por que na época estava iniciando minhas vivências de viagem astral involuntárias e este livro muito me auxiliou a continuar os estudos relacionados a este tema e principalmente a perder o medo da viagem astral.

O principal ponto forte ao meu ver é a simplicidade e ótima didática. Na época estava também lendo livros teosóficos e foi muito legal a sintonia com o estilo dos ensinamentos, descrições e relatos de vivências fora do corpo de Peter Richelieu.

O livro é um romance relatado sob o ponto de vista de Peter Richelieu que depois da morte de seu irmão entra em depressão e pede ajuda aos céus para compreender essa perda. Inesperadamente, seu apelo é atendido e ele recebe a visita de Acharya, um misterioso mestre indiano que o orienta e auxilia a certificar que seu irmão está vivo, utilizando da viagem astral lúcida e compreende enfim que é irracional temer a morte.

Em minha opinião este livro é um clássico da espiritualidade e não pode faltar na biblioteca de qualquer estudioso do tema.

Visitas a diversos ambientes extrafísicos

Mirassol, 25 de agosto de 2016.

curso-sauloDiria que as lembranças de minhas andanças espirituais de hoje não foram conscientemente induzidas, mas certamente tiveram a lucidez positivamente incentivada através de um ótimo curso sobre projeção da consciência desenvolvido pelo amigo Saulo Calderon [https://www.youtube.com/playlist?list=PL4i5CG-o3OoGrwn6h8THrmS5BRf5tfAku]. Curso este excelente e de ótima didática! Recomendo a todos os interessados a assistirem e deixo aqui meu agradecimento pessoal pelo fato de que graças ao mesmo pude melhorar minha lucidez ao ponto de poder recordar-me desta experiência que irei relatar a seguir.

Após assistir o Capítulo 3 do referido curso, já estando na cama, fechei o Tablet e virei para o lado, desejando dormir. Não tinha exatamente a pretensão de realizar uma projeção lúcida, mas o assunto estava pipocando em minha mente, mesmo que cansada após um longo dia de trabalho.

museu_ABC_aranguren_gallegos_arquitectos (6)Quando retomei a lucidez lembro-me de estar em algum ambiente fechado no plano espiritual, pensei ser algo como uma bonita recepção de um hotel, mas sentia também como sendo algo semelhante a um imenso galpão onde havia pessoas residindo, pois reparei que havia quartos, com possivelmente camas e guarda-roupas.

O ambiente era enorme e eu estava lá como visitante ou observador. Após algum tempo inesperadamente e de forma instantânea o ambiente mudou totalmente e eu me encontrava agora em outro recinto que também era um ambiente fechado, mas diferentemente do anterior observei que havia muitas mudanças: as paredes eram belas, com uma luminosidade esverdeada como nunca vi no plano físico, também surgiu belas esculturas artísticas, quadros nas paredes etc.

Havia pessoas de diversos países, pois não conseguia me comunicar com algumas, não sei se por alguma dificuldade de sintonia, porém com outras entendia perfeitamente e ficávamos felizes ao nos entender. Pena que não pude me recordar do que conversávamos apenas lembro-me de minha surpresa quando exclamava algo como “… Puxa que legal! Você está me entendendo!…”.

Resultado de imagem para chafariz ledApós outro lapso igualmente instantâneo me encontrava novamente em outro ambiente, que de forma semelhante era amplo e fechado, porém igualmente ou mais bonito do anterior! Observava uma fonte ou chafariz de água, quadros bonitos, certamente um local de raro requinte, caminhava por todos os lados, olhando as pessoas, o ambiente, as obras de arte etc.

Por algum fenômeno que desconheço de tempos em tempos minha consciência trocava de ambiente sem que houvesse uma repetição, sendo que cada novo lugar era mais bonito que o anterior, exibindo sempre uma característica específica, seja na cor das paredes, nas obras de arte, na arquitetura, etc.

Provavelmente passei por ambiente das mais diversas cores, tais como verde, vermelha, marrom, porém todas as cores eram belas, muito vívidas e positivamente diferentes das cores que observamos por aqui de modo que é difícil descrevê-las.

Após passar por no mínimo cinco ambientes diferentes de maneira lúcida Resultado de imagem para museu modernoraciocinei que seria impossível meu cérebro (do corpo físico) memorizar tamanha beleza de cores e formas em tão numerosos lugares e senti pena pela realidade de que grande parte desta vivencia se perderia ao meu retorno para o limitado corpo físico.

Após este último pensamento, relacionado ao meu corpo físico, retornei imediatamente, já no horário habitual de acordar. Felizmente com a lembrança vívida, mesmo que ainda pequena em comparação com o que vivenciei enquanto lúcido do lado de lá.

Analisando agora minha própria experiência, enquanto anoto em meu diário, penso que provavelmente visitei alguma colônia extrafísica ou cidade espiritual, que era organizada algo como que de forma “setorizada” em diversos ambientes, que talvez atendessem ao gosto das pessoas que lá moravam.

Entrevista com Flávio Amaral (3º Parte)

Esta é a continuação e da entrevista concedida por Flávio Amaral, em 05/01/2006

Alexei – Qual sua opinião sobre a espiritualidade, ou seja, sobre as correntes espiritualistas com relação não sob o ponto de vista religioso, mas sim filosófico, tais como Budismo, Teosofia e Espiritismo? Sua visão neste aspecto alterou após sua saída dos grupos conscienciólogos?

espiritualidadeFlávio – Alterou muito. Antigamente eu as rotulava de “religião”. Colocava também a Parapsicologia no conceito de “ciência convencional”. E assim, sobrava só a Conscienciologia, como representante do que interessava. Um ano depois da minha saída, quando comecei a reler meus próprios artigos e livros, percebi que aquele discurso já não fazia qualquer sentido. Foi um ano em que me dediquei a assuntos “não espiritualistas”, por exemplo a Informática. Mas só de ficar fora daquele ambiente, aquelas ideias carregadas foram se dissipando. Me aproximei de áreas da Filosofia, Psicologia e da própria Parapsicologia. Retomei o gosto pelas Artes. Aí fui percebendo como eu ignorava um amplo universo de conhecimento. Eu estava literalmente “formatado” pela Conscienciologia.

Passei a não ter afeição especial por correntes de pensamento. Os campos de conhecimento são de domínio público, então depende de cada autor fazer um trabalho de boa ou má qualidade naquele campo. Então eu sou mais de buscar autores de boa qualidade do que me afeiçoar por alguma linha. Gosto muito da Parapsicologia, mas prefiro um texto bem escrito por um materialista ou por um behaviorista do que um texto ruim escrito por um parapsicólogo, e vice-versa. Não me considero um “pesquisador”, um profissional de alguma especialidade. O que eu faço é buscar compreender os problemas que surgem na minha vida, então vou estudar para buscar resolvê-los, onde quer que seja.

Acho que as espiritualidades se preocupam em tentar explicar coisas, e neste ponto acabam colocando o carro à frente dos bois. É mais ou menos o que observo acontecer com a Conscienciologia também. Tentam fazer o trabalho dos cientistas que eles tanto criticam. O melhor que as espiritualidades nos oferecem não está no campo explicativo, mas no campo terapêutico e artístico. E são campos que dispensam explicações. Uma cura se justifica por ela própria. Se o resultado é consistente, não importa se foi “espírito”, “placebo”, “sugestão” etc. Uma pintura mediúnica, romance ou carta psicografada, idem. Os espiritualistas bem-sucedidos são os que apresentam bom resultados, e não boas explicações. De vez em quando tento aplicar em meus amigos alguma técnica de regressão a vida passada ou experiência fora do corpo. Não me importa se o cara saiu do corpo, se lembrou de outra vida, ou se aquilo é um fenômeno mental apenas. O que me importa é se consegui promover uma experiência que foi enriquecedora para a pessoa.

ceaec_tertuliariumAlexei – Quais lições boas e ruins você assimilou, tomando por base sua produtiva participação nos grupos Conscienciológicos e também após rever atualmente os fatos ocorridos?

Flávio – São 15 anos de lições boas e ruins. Conforme cada momento umas me marcaram mais do que outras. Algo que me marca muito atualmente eu li algum tempo depois de sair de Foz do Iguaçu, quando tentava compreender o que havia acontecido. É uma frase de Jeannie Mills, ex-discípula e sobrevivente de Jim Jones, líder do People’s Temple. Ela disse: “Quando você encontrar as pessoas mais amigáveis que já conheceu, que lhe apresentem para o grupo mais afetuoso que você já encontrou, e achar o líder a pessoa mais inspiradora, cuidadosa, amorosa e compreensiva que já viu, e então descobrir que a causa do grupo é algo que você nunca ousou imaginar poder ser alcançada, e tudo isso parecer bom demais para ser verdade, provavelmente é bom demais para ser verdade! Não abandone sua educação, seus desejos e ambições, para seguir um arco-íris.”

Alexei – Em sua opinião você acredita ser a Projeciologia uma proposta válida para uma nova ciência nos estudos relacionados com as projeções da consciência?

projeciologia_livroFlávio – Para estudar e pesquisar a experiência fora do corpo nunca foi necessária a Projeciologia. Há diversos métodos e técnicas de pesquisa amplamente conhecidos e que já são utilizados para pesquisar o assunto, a exemplo de estudos com amostras populacionais, estudos em laboratório, estudos de caso, ensaios filosóficos, levantamentos bibliográficos e mesmo os relatos pessoais em primeira pessoa. A Projeciologia é basicamente uma estratégia publicitária que procura convencer as pessoas de que fora dela não existem trabalhos relevantes feitos sobre a EFC. Livros novos sobre Viagem Astral no Brasil acabam usando as palavras novas de Vieira, fazendo pensar que são “descobertas” ou “novos achados” de pesquisa, quando na verdade são palavras novas aplicadas a conceitos espiritualistas antigos, os quais Vieira não faz questão nenhuma de citar, para permanecer como o centro dos holofotes.

Nesses exatos 30 anos de Projeciologia (1986-2015), devido ao seu isolamento, ela não conseguiu contribuir com pesquisas externas sobre o assunto, nem soube aproveitar as contribuições de outras áreas. Repito: para estudar a EFC, não precisamos das palavras novas projeciológicas. Basta ter alguma pergunta ou dúvida e buscar meios para resolvê-la. São os passos básicos de qualquer trabalho científico ou indagação filosófica. O resto não é pesquisa mas divulgação e publicidade.

Alexei – Gostaria de saber com relação a sua vivência no CEAEC (Centro de Altos Estudos da Conscienciologia), de certa forma próxima a Waldo Vieira, qual seria sua impressão e opinião do propositor da Conscienciologia (e Projeciologia). Waldo seria uma pessoa de grande evolução no aspecto digamos de paranormalidade ou espiritual? Ou apenas um médium estudioso?

prof._waldo_vieiraFlávio – Não o coloco num patamar “evoluído”, no sentido ético. Presenciei alguns fenômenos dele que não sei como explicar a não ser pela telepatia ou cura à distância, entre outros. Nada muito “hollywoodiano” mas que me causaram uma forte impressão de ser uma pessoa com alguma paranormalidade.

Ele é um leitor voraz e, com isso, tem bastante cultura geral e sempre consegue trazer ideias inspiradoras. Quando você tem cultura geral é mais fácil seduzir os outros. Waldo utiliza isso com maestria. Ele pode falar sobre Biologia ou Política, por exemplo. Não o suficiente para impressionar um biólogo ou um cientista político, mas para captar a atenção de um novato no assunto, que pode achar fantástico aquele homem de barba branca que sabe de tudo.

Muitos jovens, no período natural de contestação familiar, acabam se afeiçoando a ele em substituição à antiga figura paterna. Mas Vieira não consegue estabelecer relação de pé de igualdade com as pessoas. Intelectualmente, por exemplo, ele evita mencionar os autores de onde ele tira suas ideias. Assim, permanece n o centro dos holofotes. Para se relacionar com Vieira, você precisa estar a serviço dele. Precisa ser uma relação onde você precisa dele mas ele não precisa de você. E para falar de sua paranormalidade, bem, basta lembrar que em Maio ele informou a todos que 40 espíritos ultra-avançados o haviam procurado para dar diretrizes sobre seus próximos 7 livros mas, 1 mês depois, ele decide fazer uma cirurgia cardíaca invasiva, de caráter não-urgente, em pleno inverno de Foz do Iguaçu, falecendo devido a complicações no pós-operatório. São coisas que não batem, sabe?

Alexei – Atualmente como dissidente como você imagina que seja visto pelos grupos de Conscienciólogos? Fariam eles uma imagem de alguém que foi ou está digamos “obsedado”, ou mesmo como o próprio Waldo disse na Tertúlia citada na segunda entrevista como alguém com personalidade “psicopática”? Como alguém destinado ao “umbral” ou como eles denominam “baratrosfera”? Ou apenas no sentido de não estar digamos “preparado” aos conhecimentos que no ponto de vista deles seriam o que há de melhor?

cartao-vermelhoFlávio – Quando você sai (seja expulso ou por vontade própria) da comunidade conscienciológica, igual ao que ocorre com as Testemunhas de Jeová, Gnose, Cientologia, Opus Dei entre outras, você se torna uma “não-pessoa”. E cada indivíduo irá buscar a explicação que lhe convier. Se perguntar na comunidade conscienciológica, cada um irá lhe responder uma coisa diferente, inclusive estas possibilidades que você mesmo citou. Um termos que eles gostam de usar é “ressentido”. É como se eu te desse um soco na cara e agora você não pode me criticar por isso pois você está “ressentido”.

Uma coisa é certa: as respostas são curtas, prontas, com pouca elaboração. Eles se apegarão à primeira frase que fizer sentido, para não pensarem muito e correrem o risco de cair em alguma contradição. Pois é muito duro para alguém que mudou toda a sua vida em nome de uma causa conscientizar-se de que o grupo tem incoerências desse tipo, ou de que o grupo possa não ser o melhor caminho a seguir.

Vou usar uma comparação drástica e espero que as pessoas não se sintam ofendidas com ela. Não é um juízo moral, mas uma analogia apenas. É parecido com tentar conversar com a pessoa viciada em algum narcótico e deslumbrada com seus “novos amigos” de vício. Para essa pessoa, os não viciados, os de fora, representam algo ruim. Ele vai chamar de chatos, caretas, hipócritas, qualquer coisa. Não importa, são meras frases prontas para dispensar o que for externo e diferente. Se você começar a fazer muitas perguntas para ele, ele se tornará agressivo. Toda família nota isso, tanto em um filho que entrou para a droga como em um filho que entrou para um grupo manipulador.

Essa agressão é uma reação de impaciência, pois a pessoa está cheia de incoerências e cada pergunta deixa ela exposta a dissonâncias cognitivas. Em contrapartida, os novos companheiros, que ele mal conhecia, agora se tornaram os melhores amigos. Simplesmente pois todos protegem uns aos outros em torno desse interesse comum, que é um interesse monopolizador e altamente indutor de dependência – a droga. Se um dia este viciado resolver largar o vício, aqueles “melhores amigos” irão esquecer dele, pressioná-lo ou até estigmatizá-lo e odiá-lo.

Leia as duas partes anteriores desta entrevista:

Entrevista com Flávio Amaral (2º Parte)

Entrevista com Flávio Amaral (1º parte)

Fonte das imagens (ilustrações) desta parte da entrevista:

http://institutopaideia.com.br/noticia/palestra-gratuitas-tem-como-pauta-a-espiritualidade-e-inteligencia-emocional/

http://redeglobo.globo.com/sc/rbstvsc/noticia/2015/05/reporter-da-rbs-dirige-documentario-sobre-obra-de-waldo-vieira.html

Entrevista com Luiz Roberto Mattos – Hipnose e Espiritualidade

Ihipnose1ntrodução: A hipnose é um estado psicológico especial gerado por um processo de indução, no qual o indivíduo fica suscetível à sugestão do hipnotizador. Nesta entrevista aproveitamos o conhecimento de Luiz Roberto Mattos da hipnose, de suas vivências práticas em experiências fora do corpo, diversas outras relacionadas com fenômenos mediúnicos e espirituais em geral para abordar este interessante tema de maneira diversificada.

Alexei: Luiz gostaria de iniciar nossa entrevista perguntando a respeito de sua formação em hipnose, qual curso foi necessário realizar para aprender a técnica e se tornar um hipnotista?

Luiz: Comecei a fazer regressão de memória com 20 anos, mas somente fora do corpo, induzido por meu mentor espiritual. E somente muitos anos após, depois dos 40 anos, descobri que em Salvador existia um grande hipnotista, um dos melhores do Brasil, professor universitário, que dava curso de hipnose, o professor Antonio Carreiro de Almeida. Fiz o curso com ele, gostei muito, e repeti o curso, e depois fiquei alguns meses indo aos domingos somente para a parte prática. Com isso eu aprendi a hipnotizar, e fiz muitas experiências com amigos e familiares fazendo-os regredirem. Descobri que fazer regressão não era tão difícil quanto imaginava antes.

Alexei: A palavra “hipnose” no dicionário está relacionada a “sono”. Qual seria a diferença da mente quando hipnotizada da mente do sujeito que está dormindo?

Luiz: A palavra hipnose deriva de hipnos, deus grego do sono. Todavia, em que pese do ponto de vista externo, de quem vê uma pessoa sob o efeito da hipnose, parecer estar ela dormindo, na verdade ela está totalmente consciente, ouvindo tudo ao seu redor. Mas não interfere no processo da hipnose. Não sai do processo hipnótico sozinho, isto enquanto o hipnotista está agindo sobre ela com suas palavras. E a recordação ao sair do chamado transe hipnótico vai depender do comando do condutor da hipnose. Se o condutor der comando para a pessoa nada lembrar ao “despertar” (sair do transe), ela de fato não se recordará de nada ao sair do transe.

hipnose2Alexei: Todas as pessoas podem ser hipnotizadas ou para que a técnica funcione a contento é necessário se permitir vivenciar a experiência? Seria um pré-requisito possuir determinada capacidade de concentração ou de meditação?

Luiz: Pelo que aprendi no curso, e pelo que recordo,  somente cerda de 2% das pessoas não conseguem entrar no transe hipnótico, ou seja, não conseguem ser hipnotizadas. E isso é fruto de pesquisas. Isso acontece porque 1% tem problemas neurológicos, problemas mentais, e 1% por dificuldade de concentração. As pessoas que não conseguem se concentrar, por alguma razão, não conseguem entrar no transe hipnótico. É porque a hipnose trabalha exatamente com a concentração, seja na voz do condutor, um som ou um objeto…mas 98% são suscetíveis de ser hipnotizadas!

Mesmo que a pessoa não se permita, que mentalmente rejeite os comandos do condutor, se ela estiver concentrada na voz do hipnotista, pode ser hipnotizada. Isso aconteceu com uma amiga minha, que sem me dizer ficou resistindo por vários minutos, mas acabou fechando os olhos e entrando no transe hipnótico. Ao sair do transe, me confessou que resistiu ao máximo…rs

Já vi muita gente ser hipnotizada contra a vontade!

Alexei: O que exatamente seria o subconsciente e como funciona esta memória? Como seria possível, por exemplo, conforme vi em sessões de hipnoses realizadas na TV lembrarmo-nos do que ocorreu com nossa mãe enquanto que na época ainda estávamos sendo gerado no útero?

Luiz: Difícil dizer “exatamente” o que é o subconsciente…rs

Essa é uma definição de psicólogos e filósofos.

O que posso dizer, com base em minhas experiências espirituais, inclusive de meditação yogue, é que na verdade não existe uma separação real em nossa mente. Somos um ser unitário. Chamamos de espírito ou alma. Migramos de corpo em corpo, as reencarnações. E a nossa essência não se perde. Ela se conserva e evolui. Mas a cada nova encarnação, sendo novo o corpo, e novo o cérebro, as memórias (lembranças) da vida anterior são adormecidas, como se fossem arquivadas em pastas em um grande arquivo, ou, para usar uma linguagem moderna da informática, nossos arquivos de memória a cada existência vão sendo armazenados nas “nuvens”…rs…para não encher o nosso “HD”…rs

Cada vida com sua memória armazenada em um arquivo próprio, uma pasta própria. Então temos muitos milhares de pastas (arquivos) armazenadas nas nuvens, em uma dimensão muito sutil, e não sabemos a senha para acessar esses arquivos…rs

Como podemos chamar esses arquivos de memória que não conseguimos acessar? Podemos chamar de subconsciente? Ele está “abaixo” (sub) do consciente! Na verdade não está abaixo, mas numa dimensão mais sutil, invisível. Está nas “nuvens”!

Nossos mentores espirituais podem acessar esses arquivos, e nos fazer ver ou reviver algumas partes de seu conteúdo. Isso não é muito comum. Precisamos ter muita maturidade espiritual para acessar seus conteúdos, porque muitas vezes ele é traumático. O esquecimento do passado tem sua razão de ser, tem uma função!

Meu mestre Sana Khan me fez regredir a muitas vidas, como podem ver no meu livro Sana Khan – Um Mestre no Além, volume I. Mas isso estando eu fora do corpo.

Quando estávamos ainda no útero materno, já estávamos conscientes. Ouvíamos sons, ouvíamos vozes, sobretudo de nossa mãe. E isso tudo também foi  registrado em nossa mente, e no cérebro. Mas não permaneceu no consciente. Essa memória se deslocou para o subconsciente, foi enviada para as “nuvens”. Não conseguimos, normalmente, e sem ajuda, acessar esse conteúdo do tempo uterino. Mas com o processo da hipnose, até mesmo no grau mais leve, podemos acessar essa memória. Já fiz algumas pessoas reviverem esse tempo dentro do útero.

hipnose3Alexei: Agora abordando o aspecto digamos mais espiritual, como saber se em uma regressão de memória a pessoa está fantasiando ou resgatando uma memória real de uma existência ou encarnação anterior?

Luiz: Na hipnose você (sob efeito do comando de voz) não está no controle! O condutor do processo de hipnose assume o controle temporariamente. Há muitos graus do transe hipótico. No grau mais leve, algumas pessoas saem do transe se quiserem. Mas mesmo nesse caso elas não controlam o que veem, se estiverem vivenciando uma regressão de memória de verdade.

Estando você sem o controle mental, se o condutor da regressão, hábil, experiente, comandar para você voltar ao dia do seu aniversário de 5 anos, para o momento do parabéns, você rapidamente começa a reviver aquele momento, integralmente. Você se sente criança, pequeno, sente a mesma emoção daquele dia, vê as pessoas ao seu redor, tudo. É como voltar no tempo.

É impossível o hipnotizado fantasiar! Durante o transe hipnótico a pessoa não pensa, não faz julgamentos ou análises, não critica, ela apenas vê, ouve e sente…é um sujeito meramente passivo enquanto durar o processo da hipnose…

Alexei: Em um vídeo no Youtube assisti uma determinada pessoa que enquanto hipnotizada e com o uso de uma sugestão relatava sua vida futura, digamos daqui a trinta anos. Percebi que havia certa exatidão no que dizia, citando sua futura profissão, estado de saúde etc. Naturalmente que esta pessoa estava fantasiando, pois esta vida futura não existe ainda. O que se passa neste caso? Se caso uma pessoa pode fantasia para uma “vida futura” não poderia ocorrer o mesmo processo para uma “vida passada”?

Luiz: Não se trata aí de regressão de memória. A regressão, como o próprio nome diz, tem a ver com regressar, voltar atrás…

Só podemos regressar ao passado, em processo de regressão de memória, aos arquivos de nossas vidas, armazenados nas “nuvens”.

Esse arquivo, que é individual, só contém as nossas vidas passadas.

Não temos registro do que ainda não aconteceu!  De uma vida ainda não vivida…

Então, só consigo imaginar a possibilidade de visualização do futuro, de uma vida futura, adentrando outro tipo de “arquivo”, que é do planejador…Deus!

Algumas poucas pessoas têm o dom genuíno de adentrar esse “arquivo”, ou essa mente, divina, e ver o futuro. O mais impressionante caso, pela riqueza dos detalhes apresentados, foi Nostradamus.

Não temos como afirmar se o vídeo e seu conteúdo são verídicos! Ou se a pessoa estava realmente hipnotizada! Ou simplesmente imaginando…

Mas como disse antes, na hipnose verdadeira o sujeito hipnotizado não tem controle sob o conteúdo que vem à sua mente…não pode imaginar…ele sequer está pensando…é passivo no processo…

Alexei: Luiz, qual é a sensação de alguém enquanto está hipnotizado? Ficamos “dormindo” ou lúcidos? Escutamos o que falamos e lembramos posteriormente da experiência ou não?

Luiz: O hipnotizado está consciente e totalmente lúcido durante todo o processo! Recorda-se, normalmente, de tudo após sair do transe hipnótico, a não ser que o condutor da hipnose dê comando para ela não lembrar de nada!

Só para exemplificar, uma vez no curso de hipnose, na parte prática, que era chamada de Hipnose de Palco, uma rapaz magrinho, que estava sendo preparado (com hipnose) há alguns dias para o “espetáculo”, foi hipnotizado e recebeu o comando para ficar rígido (duro) como uma tábua. Imediatamente ele ficou reto e imóvel. Então dois rapazes pegaram ele e colocaram a cabeça num banco alto e os pés em outro. A maior parte do corpo flutuando no ar, sem qualquer apoio! Na horizontal! Ele nem inclinou. E estava com os olhos fechados. Era como uma tábua, horizontal, imóvel. Então o mestre de hipnose colocou na barriga do rapaz uma pedra de piso, grande, quadrada, e pegou uma marreta e deu uma porretada na pedra, que quebrou e caiu no chão. Depois mandou tirar o rapaz e colocar em pé novamente no chão, e tirou ele do transe.

Como o rapaz foi se sentar do meu lado, aproveitei para interrogá-lo. Perguntei se ele estava consciente, ouvindo tudo ao seu redor, se sentiu a marretada e se sentiu dor. Ele me respondeu que estava consciente o tempo todo, ouvindo tudo, sentiu a marretada, mas não sentiu dor alguma!

Esse é um dos experimentos mais impressionantes que eu já assisti e que mostram o que pode fazer a hipnose!

Alexei: Em seu livro “Sana Khan I” você relata a vivência de diversas regressões de memórias, mas ocdivulgacao-sana-khanorridas fora do corpo, em experiências que conhecemos como viagem astral ou projeção da consciência. Estas regressões foram realizadas sob um processo semelhante ao da hipnose?

Luiz: Não, não foi utilizada a hipnose nessas regressões no plano astral.

O mestre Sana Khan, mentor muito elevado, e com grande poder energético, tocava na minha testa e isso me fazia acessar os arquivos de memória do meu subconsciente, nas “nuvens”…rs

Alexei: Luiz, já li na internet que há alguns profissionais que trabalham com hipnose sob o ponto de vista terapêutico da regressão a vidas passadas que dizem que na técnica utilizada o terapeuta atua apenas como um intermediário ou facilitador, sendo que a regressão em si é realizada pelo Amparador (ou Guia Espiritual) da pessoa que submete ao procedimento. Neste caso a pessoa irá lembrar e vivenciar exatamente o que for permitido pelo guia e ambos (guia e terapeuta) trabalham em conjunto. Você já ouviu falar desta técnica? Poderia detalhar o funcionamento da mesma?

Luiz: Não conheço ninguém que faça isso! Digo um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra.

O conselho de psicologia não admite esse tipo de coisa! Para a ciência, não existe espírito, e portanto não existe reencarnação! Então não existe regressão de memória a vidas passadas!

Trabalhar com isso não é científico! Ainda não!

Dessa forma, o psicólogo que for descoberto fazendo isso pode ter o seu registro cassado…uma famosa psicóloga de Salvador que fazia Terapia de Vidas Passadas teve problemas com o Conselho por causa disso!

No futuro, acredito, isso será comum, e aceito! A hipnose é uma ferramenta que, se bem utilizada, pode fazer maravilhas! Pode ajudar a curar traumas, fobias, vícios, etc. E já é utilizada por alguns odontólogos (dentistas) como substituto da anestesia.

A parceria de um bom psicólogo ou terapeuta com um mentor espiritual pode ajudar muito o paciente. O mentor espiritual conhece melhor o paciente do que o terapeuta, e mais, conhece o passado (vidas passadas) do paciente, sabendo bem o que gerou certos traumas, fobias, transtornos mentais, etc. Isso pode ser de grande ajuda! Mas quantos psicólogos e terapeutas veem espíritos, ou ouvem, e sabem lidar com isso?

Na atualidade, se um psicólogo ou terapeuta disser que vê ou ouve espíritos, será logo tido como esquisofrênico…rs

Alexei: Você consegue durante uma experiência fora do corpo obter acesso a suas memórias de vidas anteriores de maneira voluntária, caso positivo seria um fenômeno semelhante a uma auto-hipnose? Seria este o caso dos relatos que temos na literatura ocultista de acesso aos “registros akáshicos”?

registrosLuiz: Não consigo acessar o tempo todo ou na hora que quiser meus arquivos de vidas passadas! Consigo muitas vezes, com grande esforço mental, e de acordo com a necessidade, e mesmo sozinho, sem a ajuda do mentor espiritual.

Não é auto-hipnose! É uma concentração focada! Um desejo forte!

Às vezes antes de dormir penso firmemente que gostaria de ver o que deu causa a uma desavença na família, por exemplo, relacionada com vidas passadas, e quando saio do corpo eu vejo. Nem sempre é, no entanto, uma regressão de memória minha. Posso ver o passado como um filme, ou estando num ambiente tridimensional, mas sem interferir, acompanhando tudo.

Outro dia eu estava (fora do corpo) num ambiente assim, como se estivesse lá, no passado, dentro de uma base da Marinha americana, vendo minha esposa vestida com a farda da marinha. Eu já sabia que ela atuou com agente secreto comigo na Segunda Guerra, sendo eu oficial da Marinha americana, mas não sabia que ela também era da Marinha. Então eu disse ao espírito que estava comigo durante essa vivência fora do corpo “Então Vanda também era da Marinha!”. Não era uma regressão de memória! Eu estava vendo o passado, cenas de outra vida, mas eu não estava participando da cena!

O que são “registros akásicos”? Penso ser o ambiente que eu chamei de “nuvem”, fazendo um paralelo com a informática. As “nuvens” estão em algum provedor! Qual é o provedor de todos os seres do universo? Até mesmo o nome provedor já nos remete ao Provedor…rs

O Provedor Universal…o Absoluto…a Consciência Cósmica Universal…

Alexei: Com o auxílio da hipnose poderia uma pessoa obter uma experiência fora do corpo? Poderíamos utilizar de uma sugestão hipnótica com o objetivo de melhorar nosso nível de lucidez enquanto fora do corpo ou para auxiliar a rememoração das vivências extrafísicas após retornar?

Luiz: Acredito que sim! E penso nisso há anos!

Ainda não tive oportunidade de testar minha teoria a este respeito…rs

Aceito cobais…rs

Alexei: Será possível também através da hipnose conseguirmos realizar contatos mediúnicos com um espírito (ou Consciência) desencarnado?

Luiz: Bom, estou entendendo que seria um contato psicofônico de um espírito desencarnado através da pessoa submetida à hipnose…

Se a pessoa é médium de psicofonia, acho, em tese, possível. Isso porque a hipnose levaria mais rapidamente o médium a um estado de passividade mental, evitando sua interferência no processo de comunicação.

A incorporação (psicofonia) é um processo complexo, que envolve inclusive o afastamento parcial do corpo astral do médium, para que o desencarnado faça um acoplamento do seu corpo astral. Só testando para ver…rs

Alexei: É possível preencarnacaoela hipnose de regressão recordar o tempo entre vidas? Ou seja, recordar do que vivenciamos antes de encarnarmos ou exatamente após desencarnarmos? Normalmente o que as pessoas em média relatam destes períodos?

Luiz: Há nos estados Unidos, pelo que li algum tempo atrás, pessoas fazendo experimentos com isso. Fazendo a pessoa regredir ao período que chamam de intervidas. O período que passamos no mundo espiritual (Plano astral) entre duas encarnações.

Isso é muito interessante! Poder recordar das andanças em cidades do mundo espiritual, os estudos e o planejamento reencarntório prévio, etc. Mas acho que ninguém gostaria de lembrar do tempo que passou no Umbral por causa de suas ações na última vida…rs

Alexei: Seria possível utilizarmos da hipnose em uma sessão mediúnica e através do médium poder hipnotizar o espírito desencarnado comunicante para que o mesmo, por exemplo, se recorde de erros cometidos no passado?

Luiz: Sim! Aprendi isso com um grande coordenador de reunião mediúnica chamado Professor Walter Porto, o maior doutrinador que conheci em centro espírita!

Iniciamos um trabalho mediúnico em 1978, em um centro espírita de Salvador, e nele Professor Walter fazia os espíritos, quando necessário, verem o seu passado em uma tela na sua frente.

É claro que havia também a participação dos mentores do trabalho, que colocavam um aparelho semelhante a uma televisão na frente do espírito. Mas era o comando de voz do doutrinador (facilitador) que levava o espírito a acessar seus arquivos nas “nuvens”, no seu subconsciente.

Eu fui dirigente de reunião mediúnica em alguns grupos, durante muitos anos, e fazia isso direto, e ensinei outros doutrinadores a fazerem isso.

Para trabalhar o perdão, sobretudo, essa técnica tinha uma eficiência de quase 100%!

Um espírito se vingando ou buscando se vingar de um encarnado quando vê o passado, fazendo, ele próprio, o mesmo, ou coisa pior à sua atual vítima, na maioria das vezes para, pensa, e desiste ao menos da vingança..daí até o perdão é uma questão de tempo não muito longo…e se o espírito desistiu da vingança, muitas vezes termina aí um processo de obsessão…resolveu de imediato o problema do encarnado (se for só uma obsessão!)…

Alexei: Agradeço pelo seu tempo no pronto atendimento e na resposta deste interessante assunto e gostaria que você nos deixasse uma mensagem para aqueles que estão interessados em aprender hipnose, realizar uma hipnose de regressão ou que desejam se aprofundar no assunto.

Luiz: Em primeiro lugar, digo que a hipnose há algum tempo começou a ser desmistificada!

A hipnose foi muito mal utilizada no passado, e por isso sofreu grande crítica e preconceito!

Algumas áreas da ciência têm redespertado o lado bom e útil da hipnose, e devido ao estigma da hipnose, alteraram seu nome…para o mestre Carreiro, com quem aprendi, a chamada Programação Neurolinguística nada mais é do que hipnose…mudaram o nome…

Anestesia por hipnose, terapia de vidas passadas, tratamento de fobias como medo de lugares fechados, medo de altura, tratamento de vícios como tabagismo, droga e muitas outros têm sido cada vez mais frequente com a utilização da hipnose.

A hipnose é coisa séria! Não pode ser utilizada de forma egoísta para fins puramente pessoais!

Tentar usar a hipnose para dominar os outros nem pensar! Era isso o que antigos sacerdotes do egito faziam…eu era um deles…

Hipnose pode ser uma importante e útil ferramenta complementar na ciência! Mas sempre com estudo e muita responsabilidade! Nunca, jamais, como brincadeira ou passatempo!

Fonte de pesquisa para as ilustrações (imagens):
http://redeclinicadahipnose.com.br/desmistificando-hipnose/http://www.cristinamabreu.com/registros-ak-shicos.html
http://www.centrodeestudos.org/reencarnacao-3/

Entrevista com Flávio Amaral (2º Parte)

Esta é a continuação e da entrevista concedida por Flávio Amaral, em 05/01/2006

Alexei – No youtube existe um vídeo de uma “Tertúlia” realizada pelo Waldo Vieira e outros conscienciólogos, conforme podemos assistir abaixo:

O título é “Publicação Cosmoética sobre Invexologia tratada ANTICOSMOETICAMENTE” e vemos Waldo criticar ferozmente um livro publicado por você. Após várias e agressivas críticas, que inclui sua própria personalidade, de maneira totalmente agressiva como provavelmente nunca vimos, Waldo utiliza de palavras como “covarde”, lhe chamando de “psicopata”, “mal caráter” etc. Você poderia nos esclarecer o ocorrido? Qual assunto contém este livro publicado por você que provocaria tamanha ira em Waldo Vieira e demais conscienciólogos?

Flávio – Para quem quiser conhecer o episódio em detalhes, as acusações deles e
minhas respostas estão disponíveis no meu website:

http://autopesquisas.blogspot.com.br/2013/01/conscienciologia-nota-deesclarecimento.html.

Tentando ser o mais sintético possível: qualquer tentativa de explicar o ato de
Vieira como discordância de ideias falha. Vieira elogiou meu livro publicamente após ler os originais que estavam na editora (https://www.youtube.com/watch?v=5x_q-8ltyx4 aos 51 minutos).

Um belo dia, em questão de 15 minutos, atendendo a 2 reclamações de coordenadores, muda de ideia e resolve que precisa “acabar com o autor” pois seu livro é um “lixo total”. Posteriormente, não por arrependimento mas para não desgastar mais sua imagem, posa de reconciliador dizendo que “o livro era bom”:

São opiniões que oscilam ao sabor de interesses políticos e casuísmo, e são permitidos lá dentro pois Vieira foi criando, ao longo de 3 décadas, um grupo dócil que lhe dá autoridade absoluta para fazer o que quiser sem ser questionado. Portanto, não foi o livro que o irritou. O livro irritou alguns coordenadores, indignados pois eu larguei o trabalho administrativo e resolvi estudar mais. Eles se acharam no direito de fazer ingerência sobre a editoração do livro, que até então seguia em harmonia junto com a Editares.

O que irritou Vieira é que não permiti que ele me usasse para suas fantasias de
poder irrestrito e absoluto. O segundo problema: o livro é bastante alinhado com a visão de mundo conscienciológica. Quem quiser tirar a dúvida, basta lê-lo no meu website ou me pedir a versão impressa. Além de Vieira, vários voluntários ficaram positivamente impactados com o livro e o elogiaram, incluindo o coordenador dos principais projetos de expansão da Conscienciologia na atualidade – Cesar Cordioli – e o candidato da comunidade a Prefeito de Foz do Iguaçu – Phelipe Mansur.

A terceira falsidade divulgada por eles é de que eu prometi coisas e não
cumpri. A verdade é que houve uma ingerência na qual Vieira, atendendo a poucos indignados, constrangeu a editora, forçando-a a encerrar o trabalho, que mal havia começado. Como eles divulgam que eu prometi revisar o livro se foram eles próprios que abortaram a revisão? É como você se divorciar e depois ficar controlando o ex. Exerci minha capacidade de cidadão e fiz uma independente. Mencionei os 5 revisores que enviaram suas notas por escrito, como um dever de qualquer autor de dar crédito aos que participaram do trabalho. Dois se sentiram ofendidos e me acusaram de tê-los chamados de avalistas, sendo que avalista de livro é uma figura abolida já no século XVIII, na época em que eram proibidas publicações independentes.

Outro crítico, professor de pós-graduação em “Pensamento Crítico”, me acusa de fazer o livro parecer como sendo da Editares, ou seja, ele realmente acha que seus colegas de voluntariado não têm pensamento crítico suficiente para ver que se o livro não leva o selo da Editares, nem menciona a Editares na ficha catalográfica, não tem como achar que foi publicado pela Editares. Essas entre outras mentiras são facilmente desmascaradas por quem der uma rápida olhada no livro.

teaticas-invexologiaO que o leitor encontrará no livro “Teáticas da Invexologia” é a Conscienciologia normal e muito parecida 3 com a de outras obras daquele grupo. A diferença é que foi um livro independente e aquela comunidade não tolera – repito – não tolera que pessoas de fora falem sobre a Conscienciologia. No meu caso, reagiram com agressividade pois o objetivo era me excluir do grupo. Em outros casos eles geralmente agem apenas com indiferença.

 

Alexei – Após receber os ataques do grupo da Conscienciologia como você se sentiu e reagiu, principalmente tendo em vista todo o trabalho desenvolvido para eles, por diversos anos?

consFlávio – Minha primeira reação foi acreditar em meios de reconciliação. Como um cão fiel que, após ser agredido pelo dono, continua junto a este, mais dócil ainda, abaixando a orelha e balançando o rabo. Afinal de contas, a comunidade
conscienciológica era minha fonte de proteção, suporte emocional e meu projeto de vida. Mas logo ficou claro que esta reconciliação só seria possível se eu aceitasse as acusações que estavam sendo feitas contra mim e lhes poupasse de qualquer necessidade de refletirem sobre seus atos. Não é uma reconciliação autêntica mas a aceitação de uma relação onde as instituições (e seus representantes) têm poder de agir como bem entenderem sobre seus membros sem precisarem arcar com responsabilidades. É quase como aquelas confissões medievais forçadas em que a pessoa admite ser bruxa, automaticamente eximindo as arbitrariedades praticadas pelos inquisidores.

Até fiz “consciencioterapia”, onde esta relação ficou ainda mais clara. Então peguei a autoconfiança que me restava e resolvi tocar a minha vida fora dali. Ao longo do tempo houve momentos em que eu não queria saber do assunto; outros nos quais pensar sobre o assunto era algo praticamente obsessivo; outros em que sentia enorme pena daquelas pessoas ou revolta e ingratidão por ter sido  ignorado e até agredido por um grupo ao qual me dediquei com todos meus esforços; outros em que me sentia absolutamente ingênuo como quem despende tempo, dinheiro e dedicação para tentar levar à frente uma canoa furada; outras vezes ainda a comunidade conscienciológica era uma queda de braços, um alvo sobre o qual eu precisaria experimentar as minhas forças. Enfim, nasci de novo e de certa maneira sou uma criança de 4 anos de idade tentando experimentar o mundo. Uma coisa é certa, nunca senti saudades ou vontade de retornar, pois a decepção foi muito grande.

Alexei – Qual sua opinião sobre o cenário da Conscienciologia nos tempos atuais, principalmente após a desencarnação de Waldo Vieira?

Flávio – Enquanto campo de conhecimento ela deve continuar onde está. São obras que não conseguem contribuir muito para o conhecimento humano em geral pois, ao invés de crescerem junto com outras disciplinas, se obrigam a desacreditá-las. Se 4 eu mato o outro, como vou conseguir contribuir e dialogar com ele? Enquanto ela não reconhecer discursos diferentes, permanecerá solitária. Fora do Brasil, a principal força a carregar a bandeira da Conscienciologia é a IAC. Tenho muito carinho pelos seus voluntários,
Wagner, Nanci e muitos outros que trabalham incansavelmente. Sempre
fui bem tratado por eles. Atualmente temos uma certa identidade em
comum, pois ambos fomos “expulsos” pelo grupo de Vieira – eu individualmente e eles enquanto instituição. Isso tem ajudado a nossa aproximação.

iacPenso que a IAC se encontra sob duas forças que no médio prazo podem ser conflitantes. A primeira é a de conduzir pesquisa na área “transcendental”. Isso está levando o grupo a interagir com cientistas de vários grupos, universidades e instituições, congressos etc. O problema é que pesquisa tende a representar altos custos e baixas receitas. Em todo lugar é assim, pesquisa depende de financiamento.

Por outro lado, a IAC precisa de recursos e sua principal fonte, hoje, é  proveniente de cursos e livros. Mas com o trabalho de pesquisa e abertura interinstitucional, é provável que comece a cair um pouco o “charme” da Conscienciologia. Ela sempre dependeu muito de um discurso de ser “a” grande inovação em termos de ciência, conhecimento e desenvolvimento humano. Eu acreditava que era assim até começar a ver o “mundo lá fora”. Acho que a tendência é essa. O estudo multidisciplinar – nem precisa ser pesquisa de fato – vai questionando muitos conceitos conscienciológicos que a comunidade não costuma colocar em dúvida. A própria IAC, na minha percepção, está enfatizando cada vez menos a marca Conscienciologia e procurando falar em Estudos da Consciência. Acho que com o tempo eles irão assumira a identidade de escola de desenvolvimento humano, multidisciplinar, sem ligarem muito para as ideias que são vendidas hoje sob o nome de Conscienciologia.

No campo social é que devemos ver novas configurações da Conscienciologia. Vieira sempre foi um aglutinador. Mas seu estilo de liderança estimulava a dependência dos voluntários, tanto que a pergunta mais comum sempre foi “quem irá substituir Waldo Vieira?” Nas entrelinhas é uma ansiedade do grupo vieirista em ter alguém para seguir. Ele expulsava os pensadores independentes e ficava com as ovelhas dóceis. Agora as ovelhas perderam o pastor. O que vai acontecer? Ficarão sem rumo e talvez sejam alvos de alguns lobos. O lobo não é mal-intencionado mas apenas o que consome a ovelha. O destino da ovelha é servir a alguém. 5 Estes voluntários serviam a Waldo Vieira, acreditando estarem servindo a um ideal, essa abstração chamada “Conscienciologia”. Hoje, eles continuarão lutando por esse ideal. Com o tempo, alguns empreendedores perceberão que conseguem se beneficiar disso. Na minha opinião, serão os investimentos privados, em especial o hotel e, futuramente, a faculdade e o hospital:

Alguns voluntários são sócios ou diretores desses empreendimentos, então conseguirão fechar bons negócios, “parcerias”, com as instituições conscienciológicas, que é uma reserva de mão-deobra gratuita muito  interessante. Procure no Trip Advisor pelo Hotel Mabu Interludium. É impressionante como um hotel com praticamente 1 ou 2 anos de fundação conseguiu tantas avaliações e notas boas. Não digo que não foram merecidas, mas o fato é que a maioria das avaliações lá são de voluntários.

mabu-interludium-fachadaProvavelmente estão sendo sinceros nas avaliações mas não teriam tanta prontidão em avaliar outros hoteis onde ficaram. Moral da história: um empreendimento privado que consiga se associar ao nome da Conscienciologia irá usufruir de um apoio especial e espontâneo dessas centenas pessoas. Isso tudo é trabalho, representa valor, é o sonho de qualquer empreendimento econômico lucrativo. Agora estão colocando um candidato a Prefeito para as eleições do próximo ano. Os voluntários já estão servindo de cabos eleitorais gratuitos, defendendo o candidato nas redes sociais e entre seus amigos e conhecidos. Um prefeito mobiliza também secretários, facilita aprovação de obras etc. Há muito interesse envolvido.

Assista a primeira parte desta entrevista:

Entrevista com Flávio Amaral (1º parte)

Fonte das imagens da segunda parte da entrevista com Flávio Amaral:
CEAEC e Tertuliarium: http://blog.ludevie.com.br/ceaec-foz-do-iguacu/
Livro Teáticas da Invexologia: http://espiritismoapometria.blogspot.com.br/2013/04/teaticas-dainvexologia-livro-de-flavio.html
Vídeo de Flávio Amaral Projeciologia (livro) – https://www.youtube.com/watch?v=B13crIUcNQY
IAC: http://www.iacworld.org/pt-pt/
Hotel Interludium: http://www.zarpo.com.br/mabu-interludium-iguassu-convention/hotel-luxo-foz-do-iguacu-10976.html

Entrevista com Flávio Amaral (1º parte)

 

Esta é a primeira parte de uma série de entrevistas concedida por Flávio Amaral, em 05/01/2006

Flávio Amaral é graduado em Economia, mestre em Administração de Empresas, profissional do setor financeiro.
É atualmente estudioso e professor de Parapsicologia, e também autor do site Flavio-Amaralwww.autopesquisas.com que conta com diversos vídeos, artigos, livros e do grupo “O que penso da Conscienciologia” do Facebook, cujo endereço é: https://www.facebook.com/groups/conscienciologialivre
Com relação à Conscienciologia (ou Projeciologia), concebida pelo Dr. Waldo Vieira, Flavio foi voluntário, professor, fundador e administrador de instituições conscienciológicas, no período de 1999 a 2012.
Autor dos livros Inversão Existencial (Editares, 2011, em coautoria), Teáticas da Invexologia (edição pessoal, 2012) e O que penso da Conscienciologia (e-book).

Seu e-mail para contato é famaral@inbox.com.

Alexei – Flávio gostaria de saber como surgiu seu interesse pela Projeciologia (e Concienciologia), que estuda fenômenos também conhecido por outros termos tais como viagem astral, experiência fora do corpo, projeção astral, desdobramento etc.

Flávio – Eu tinha 18 anos quando meu pai me falou sobre a experiência fora do corpo (EFC). Até então nossa família não ligava muito para assuntos espiritualistas.

O primeiro livro que li sobre isso foi o Projeções da Consciência. Naquela noite e outras vezes, nas semanas seguintes, tive experiências de pequenas saídas fora do corpo, que me fizeram questionar minha visão de mundo e cativaram meu interesse daquele momento em diante.

Alexei – Atualmente você tem estudado Parapsicologia. Existe algum assunto específico que lhe chamou a atenção e que esteja relacionado com as experiências fora do corpo?

Flávio – Ccarlos-alvarado-nancy-zingroneompletamente. Recentemente fiz dois cursos à distância com Carlos Alvarado e Nancy Zingrone, casal que tem vastíssima leitura e rigor nas pesquisas sobre experiência fora do corpo. São quase desconhecidos no Brasil pois suas publicações estão nas revistas científicas de língua inglesa.

Nós, brasileiros, somos herdeiros direta ou indiretamente de Waldo Vieira. Acreditamos que a saída do corpo é uma questão de “praticar técnicas”. A pesquisa parapsicológica aponta que não é bem assim e elabora reflexões muito interessantes nesta área. Em primeiro lugar, a saída do corpo é um resultado. É algo orgânico, dependente do seu contexto de vida e interesses no momento. Querer provocá-la sem pensar nisso é quase como querer sonhar com algo que não tem nada a ver com seu contexto. “Essa noite vou sonhar que estou jogando golf” – simplesmente não é assim que acontece.

Para fazer isso eu preciso mudar minha rotina, pelo menos naquele dia, me envolvendo com o assunto. Quem sabe funciona no primeiro dia. No segundo dia, não funciona mais. E para sonhar com jogo de golf a todo momento, o assunto tem que estar realmente integrado na minha vida e na minha mente. Querer bolar um processo artificial para sonhar com jogo de golf só vai aumentar minha ansiedade e frustração.

projecaoO que fazemos não é tentar controlar o fenômeno. No máximo, facilitamos o processo. O que tenho percebido é que nós não “desenvolvemos” a experiência fora do corpo, e sim a “predispomos”. É mais ou menos como outras experiências. Você pode predispor uma experiência de alegria ou de tristeza, fazendo algumas coisas. Não é algo que você “desenvolve” propriamente. Se sua rotina for deprimente, vai ser difícil “desenvolver” um estado de alegria. Existem pessoas que, pela infância ou genética, parecem naturalmente predispostas a sentirem mais alegria do que outras. Afora isso, se você quiser experimentar mais alegria na sua vida, não é exatamente uma questão de treino, mas das transformações que precisará fazer. Vejo a saída do corpo de modo parecido. Mas não vou te dizer que estou 100% certo disso. É apenas uma outra possibilidade, alternativa à visão predominante mais “tecnicista” que encontramos por aí. Acho que são reflexões que precisamos fazer.

Alexei – Com relação à prática das experiências lúcidas fora do corpo (viagem astral) você teria alguma experiência pessoal para nos contar que foi marcante em suas vivências com relação a esta temática?

Flávio – Sim. A experiência em si é marcante. Isso de desgrudar do corpo e começar a flutuar, sabe… Nunca tive experiências marcantes do ponto de vista da comprovação pública, mas vez por outra tenho alguma experiência fora do corpo e sempre são marcantes para evidenciar meu estado mental e existencial naquele momento.

Pode ser uma simples frase do tipo “dê mais atenção à Geoenergia”, que no momento específico e nos meses que se seguiram foi de grande importância para guiar minhas decisões. O que eu faço é uma análise mais profunda possível da simbologia de cada experiência. Sempre encontro respostas interessantes para aquele momento.

Na maioria dos relatos projetivos as pessoas ainda depositam mais atenção para fora do que para dentro de si mesmas. Muitos espiritualistas criticam os cientistas por “não olharem para si mesmos”, mas quando saem do corpo fazem a mesma coisa. Se ocupam com os cenários e inclusive fazem questão de demarcar que aquelas percepções estão “fora”, relutam em correlacionar suas percepções externas e seu próprio mundo subjetivo. Isso ainda não é autoconhecimento. Pessoalmente, prefiro fazer o contrário.

Meu estilo de aprender com as experiências fora do corpo se parece muito com os métodos que alguns Psicoterapeutas utilizam para estudar os próprios sonhos, por exemplo Gale Delaney, Montague Ulmann, Stanley Krippner, Rhea White, Fritz Perls e o próprio Freud. Ainda pretendo escrever mais sobre o tópico. Na página http://autopesquisas.blogspot.com.br/p/parapsicologia.html há 3 links para artigos meus sobre experiência fora do corpo. Eles são um pouco diferentes dos relatos tradicionais, e procuram dar uma ideia para o leitor do que faço e como procuro relacionar o conteúdo das experiências com a minha vida.

Tenho também algo que acredito ser lembrança de uma vida passada e que, no final das contas, acabou sendo também uma premonição, e aí percebi bem os padrões de comportamento meus que estavam se repetindo. Pretendo escrever sobre isso também.

Alexei – Em seu canal “O que é uma Seita” aprendemos diversos conceitos e questões relacionadas a manipulações psicológica que comumente podem ocorrer nas diversas seitas e até mesmo em grupos de estudos dos quais imagino que ocorra de forma tão sutil que não percebermos de maneira lúcida a influência desta condição. Minha pergunta é: existe algum grupo em que a pessoa possa se expressar livremente sem digamos uma “restrição” no que ler, no que pensar e buscar, ou seja, que não nos imponha determinado condicionamento psicológicos? Seria o caso de nos portarmos como universalistas ou pesquisadores livres (autônomos), não filiados a grupos? Caberia o termo “universalista” para expressar uma condição na qual não exista as “amarras” impostas pelas seitas em geral?

heresiasFlávio – Sim, existem, e muitos. Liberdade existe em níveis. Não temos liberdade absoluta nem quando estamos sozinhos. Somos sempre condicionados pelas circunstâncias biológicas e ambientais. Alguns grupos oferecem ambientes mais livres do que outros. Isso que eu chamo de “seita”, por exemplo, costuma exercer uma influência total sobre a sua vida. Ela busca fazer você se desenvolver “para dentro” dela. O ideal, na seita, é você se tornar um membro dela, se comportar conforme seus ideais e se aproximar ao máximo do líder, que é visto como um exemplo de vida incomparável no Planeta.

O sentimento é de que você precisa da seita em 100% e a seita não precisa de você. É uma relação de dependência. Em um grupo aberto, do contrário, você é formado “para fora” dele. Uma escola de idiomas, por exemplo, vocês estabelecem uma relação de troca. Você paga por um serviço. Seu objetivo ali é específico – aprender o idioma – para alguma finalidade que é externa à própria escola. Terminou o curso, você vai embora. A escola não é seu projeto de vida. O que você faz nas suas horas vagas não é problema de ninguém naquela escola. O diretor da escola não é um guru ou mestre. Normalmente os grupos “abertos” irão abrir portas para você se relacionar melhor com o mundo. Os grupos sectários irão deixar você cada vez mais desinteressado pelo mundo e mais grudado naquele grupo específico.

É mais ou menos a diferença entre casar com uma pessoa legal e casar com uma pessoa possessiva, ou a diferença entre consumir um alimento e consumir uma droga que cause dependência.
Alexei – Você foi uma personalidade ativa e bem conceituada na Projeciologia. Atuando como professor, fundando e administrando instituições conscienciológicas, porém já a algum tempo tornou-se dissidente, assim como Wagner Borges, Saulo Calderon, entre outros. Gostaria de saber o que levou você a decidir que lá não era o seu lugar, que era necessário buscar algo além ou que talvez que provocou um sentimento de que aquele não era o seu caminho?

Flávio – Especificamente foi quando percebi a reação de centenas de pessoas que, apesar de conviverem há anos comigo, tanto na sede em Foz do Iguaçu como em outras cidades, aceitaram as declarações mais mentirosas de Waldo Vieira e alguns colegas próximos a meu respeito, e a retaliação que fizeram em retorno, me expulsando e tentando me estigmatizar, em um evento que ficou online e marcou a Conscienciologia para sempre. Naquele momento eu ainda não consegui entender o que estava se passando mas compreendi imediatamente duas coisas:

caec(1) ou aqueles voluntários acreditam em qualquer coisa que venha dos seus líderes (e não apenas acreditam mas agem de acordo, por exemplo, me tirando de trabalhos que eu realizava junto a pelo menos 3 instituições naquele momento)

(2) ou então eles não têm forças para discordar. Qualquer uma das opções
significava que não me interessava mais trabalhar com aquele grupo. Talvez eu estivesse muito fascinado até o momento para ver que a dinâmica possível lá dentro é de seguidores e não de livres pensadores. Em um grupo que tem comportamento de rebanho, só há espaço para pastores e ovelhas. Quem não quiser ser pastor nem ovelha será tratado como lobo, ou seja, alguém que não é bem-vindo.

Não considero a mim, nem a Wagner Borges, nem a Saulo Calderon como dissidentes. Sou apenas mais um espiritualista que gosta de trocar ideias com os outros, interagindo de igual para igual, e não como se eu tivesse a “boa nova” que vai transformar a Humanidade. A comunidade de Waldo Vieira é que se tornou dissidente dela mesma, dos princípios democráticos e científicos que ela defende na teoria. Estão muito obstinados na defesa de uma imagem, com cada vez menos preocupação pelo conteúdo. Da mesma forma que muitas igrejas neopentecostais se afastam cada vez mais dos estudos religiosos e se transformam em salões de eventos, comícios, shows, canais de televisão, publicidade, palanque político, arrecadação de dinheiro, e andam até treinando “exércitos” de Cristo.

 

Fonte das imagens:
– http://archived.parapsych.org/members/n_zingrone.html
– www.viagemastral.com (Saulo Calderon)
– tempora-mores.blogspot.com.br/2014/01/como-reconhecer-uma-seita.html
– www.grupouniversalista.com.br
– parasinapse.blogspot.com.br/2013/05/parelencologia-extrafisica.html