Sobre espiritualidade

O espiritualismo admite a existência de um princípio divido e portanto imortal em todo ser humano, chamado de espírito ou alma. Portanto muitas correntes filosófica e inclusive religiões vão de encontro ao espiritualismo neste ponto, sendo que o que as difere são as diversas crenças do que ocorre com o espírito após deixar o corpo humano ou antes de adentrá-lo, respectivamente em função da morte e do nascimento.

As religiões surgiram ao mesmo tempo em que o homem obteve sua crença na alma e elas tem por finalidade preparar os fiéis para cruzar as portas do além, porém muitas das religiões atuais – na realidade diria que assim como nas religiões primitivas – se resumem na clemência, em pedir a proteção de Deus ou mesmo favores divinos, em troca de alguns “sacrifícios”, que geralmente são bens materiais do próprio pedinte.

As escolas esotéricas também podem ser classificadas como espiritualistas ao se dedicarem a assuntos que dizem respeito a aspectos sutis da natureza. No entanto, os conhecimentos esotéricos são transmitidos a pessoas que se preparam para tal fim, conhecidas como iniciados, assim como os Rosacruzes e Maçons. Já o Espiritismo transmite seu conhecimento a todos que se interessem, de modo irrestrito. A Teosofia tem aspectos tanto esotéricos, quando exotéricos (ou seja, divulga seus conhecimentos ao grande público como também de maneira específica em certos grupos).

  • Alma: é a consciência encarnada ou a essência espiritual que anima cada ser humano.
  • Espírito: tem um significado ambíguo e muito geral (amplo), podendo inclusive ter muitos significados.

O materialismo é a corrente filosófica que só admite a existência da matéria e tem por consciência como sendo apenas uma manifestação ou produto das atividades do cérebro. A pesar de muitos colocarem Descartes como sinônimo de materialismo (cartesiano…) estão enganados pois Descartes era Rosacruz e portanto um sábio místico ou esotérico que certamente admitia nossa transcendência existencial. De qualquer maneira, todo ser humano se questiona em algum momento de sua vida sua questão espiritual.

Nem todo ateu é materialista, de fato muitos são pessoas que foram crentes mas que após diversas provas rejeitaram a fé pregada pelas religiões ou que não aceitam a definição de Deus que é proposta pelas religiões vigentes.

SOBRE ALGUMAS DOUTRINAS E FILOSOFIAS ESPIRITUALISTAS QUE ESTUDO:

A Teosofia é uma doutrina espiritualista que resume ideias filosóficas, religiosas e científicas inerentes às diversas religiões e culturas, consolidada por Blavatsky. Teria surgido inicialmente na Índia e é uma espécie de código moral divino que se encontra na raiz de todas as religiões ao longo da História, porém Blavatsky sintetizou das tradições orientais diversos termos que, através de sua versão moderna da Teosofia foram popularizados no Ocidente de maneira que conceitos tais como Maya (ilusão), Dharma (caminho), reencarnação e o Karma foram amplamente divulgados.

O movimento teosófico é influenciado por doutrinas tais como Taoísmo, o Budismo, a Cabala, o Cristianismo, a Gnose e o Hermetismo.

O lema da Sociedade Teosófica é “Não há religião superior à Verdade”. Na realidade não há nada superior à Verdade, porém esta Verdade pode e é relativa a nosso entendimento. A Verdade também está restrita a nossa lucidez ou limitação na compreensão dos mistérios da existência.

O Espiritismo é uma doutrina espiritualista de cunho filosófico, científico e religioso. Aqui no Brasil as características religiosas está muito presente, porém em sua originalidade observamos no consolidador “Allan Kardec” uma pessoa de forte base investigativa no sentido de organizar as informações passadas passada dos  espíritos aos médios consolidando uma nova doutrina ao mesmo tempo em que também observava o fenômeno com o crivo da razão e discernimento (veja o filme biográfico “Kardec”).

O interessante do Espiritismo é que está em constante evolução – pois utiliza da ferramenta mediúnica que é capacidade inata do ser humano em intermediar as consciências desencarnadas – de maneira que médiuns como Chico Xavier vieram a atualizar e ampliar os conhecimentos espirituais, a exemplo da obra “Nosso Lar” que detalhou muito nosso entendimento das cidades ou colônias extrafísicas.

Como toda doutrina, o Espiritismo também tem suas limitações e dificuldades, já que doutrinas são feitas por seres humanos, sejam eles encarnados ou desencarnados e uma das confusões do Espiritismo com relação à Projeção Astral é dizer que este é um fenômeno mediúnico ou que deverá ser desenvolvido apenas por médios e sob a tutela de algum centro espírita… Balela, a saída consciente do ser humano é inerente a todos nós e independe de doutrinas, filosofias ou religiões. Não há “donos” da viagem astral, mesmo que existam doutrinas que estudem este tema.

Projeciologia: Waldo Vieira trabalhou na mediunidade com Chico Xavier por diversos anos, inclusive psicografando livros em parceria. Livros dos quais um em especial foi psicografado de uma maneira muito interessante já que Chico e Waldo residiam em cidades diferentes de maneira que um psicografava os capítulos pares enquanto outro os ímpares – lembrando que na época mal havia telefones para se comunicarem – e ao unirem os capítulo obtiveram um livro totalmente consistente…

Após alguns desentendimentos internos Waldo deixou o movimento espírita com a finalidade de criar uma nova ciência, uma ciência que teria por base o espiritualismo e também a pesquisa e prática das experiências fora do corpo.

Ao criar uma nova ciência Waldo necessitou criar também termos e palavras com uma estrutura igualmente científica, no sentido de catalogar, detalhar e sintetizar tudo o que havia até então sobre os fenômenos da consciência, portanto a Projeciologia é a ciência da Projeção da Consciência, que é uma parte da Conscienciologia, ciência que trata da consciência.

Alguns termos criados foram muito importantes pois desvincularam a temática das experiências fora do corpo do apego religioso ou cultural. Eu, assim como alguns colegas utilizamos de alguns dos termos, como por exemplo “amparador extrafísico”, em referência à guia ou protetor espiritual. O próprio termo “consciência” é uma tentativa bem-sucedida de desvincular dos termos “espírito” ou “alma”. Somos seres autoconscientes de maneira que nossa Consciência é nossa essência, nossa realidade imortal. Na questão bioenergética o Estado Vibracional também é um termo hoje bastante divulgado.

Por outro lado, outros termos são complicados e alguns até mesmo engraçados, tal como a “baratrosfera” que significa o “umbral” dos espíritas, ou seja, as dimensões doentias onde encontram-se pessoas desencarnadas e perturbadas.

Também não podemos negar que alguns termos foram muito bem pensados tal como “energossoma” para o caso do duplo etérico, já que soma significa corpo e “ener” é um prefixo de energético. Nada mais justo para nomear um corpo energético sutil.

A Projeciologia (e também Conscienciologia) tem por lema o princípio da descrença, definido pelo lema “Não acredita em nada, experimente e tire suas próprias conclusões”, de maneira que diferente das religiões e algumas outras doutrinas esotéricas propões a experiência própria em oposição a crenças com base em tradição e na fé, o que é um posicionamento muito interessante no que se relaciona a projeção astral, paranormalidade e por que não no espiritualismo moderno.

AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosacruz (www.amorc.org.br) é uma organização internacional, de natureza filosófica, iniciática e tradicional, que perpetua o Conhecimento dos iniciados do antigo Egito.

Trata-se do conhecimento que grandes pensadores, metafísicos que vem sendo transmitindo desde a mais remota antiguidade. É também uma doutrina espiritualista, mas abordando diversos assuntos, desde conhecimentos científicos, às leis que regem o mundo metafísico.

O que mais me chamou a atenção na AMORC é a sua didática na transmissão dos conhecimentos (através de monografias – pequenos livros – que são enviados pelo correio mensalmente), e também por conter exercícios práticos que visam o desenvolvimento pessoal e também das faculdades psíquicas.

Compreendo a AMORC como uma “faculdade da vida”, abrangendo os assuntos materiais e também imateriais de nossa existência, sob uma roupagem iniciática, ou seja, constituída de graus que o estudante vai galgando no decorrer dos estudos, o que é interessante, pois até chegar no patamar onde abordam a projeção astral (chamada por eles de “projeção psíquica”) terá o estudante uma bagagem de conhecimento considerável, de maneira que não há como “queimar etapas”: é necessário conhecer determinados assuntos antes de estudar a projeção astral.

Naturalmente que a Rosacruz não aborda a projeção psíquica extremamente a fundo, já que a proposta é o desenvolvimento de diversas potencialidades com objetivo de proporcionar uma vida mais harmoniosa para alcançarmos saúde, felicidade e paz, o que envolve diversos temas.

Sendo uma organização de natureza iniciática existe o emprego de iniciações – das quais não há a obrigação do estudando em participar – que tem importância no ponto de vista psicológico e histórico. São como dramatizações que contém simbolismos e nos transmitem conhecimentos que de outra maneira talvez não fossem perfeitamente compreendidos, já que há neste caso também uma reação emocional quanto aos temas abordados nas respectivas iniciações.

O que mais chamou minha atenção na Rosacruz é o posicionamento questionador e filosóficos empreendido aos estudantes, atitude esta que afirma que não devemos aceitar algo sem questionar, que o saudável é sermos como “um ponto de interrogação ambulante”.

Para concluir estas reflexões, deixo a seguir três pontos ressaltados por Ralph M. Lewis, sobre espiritualidade, que permeia todas as doutrinas, filosofias espiritualistas e também religiões:

1 – É reconhecer a transcendência da imortalidade da consciência humana

2 – Reconhecer a existência de um poder onipotente e onisciente

3 – Reconhecer que o homem e todas as coisas tem sua origem no Único Transcendental

E como disse certa vez também Ralph M. Lewis: “espiritualidade é um sentimento pessoal sobre a relação com a divindade, não sendo a aquisição de credos e ritos”.

Acredito que o positivo seja mantermos uma abordagem eclética e universalista no estudo da espiritualidade, de maneira que independente da fonte do conhecimento, ou seja, sendo ela o Espiritismo, a Teosofia, a Rosacruz, ou as religiões e filosofias em geral, o importante é assimilarmos a porção que nos sensibilize a alma e toque positivamente nossa intuição, mantendo sempre o senso crítico para descartarmos o restante.

Espiritualidade é sinônimo de realidade, ou seja, é quando podemos ver além do véu da ilusão gerado pelas nossas crenças, para perceber a realidade que está por trás de todas as coisas.

Lucidez e rememoração

Segundo o pesquisador Cesar de Souza Machado, a lucidez é a qualidade ou estado de estar lúcido, é a clareza de inteligência, a perspicácia, a acuidade, o funcionamento normal das faculdades mentais. Quando lúcidos, nosso pensamento é claro, conciso e preciso.

Uma pessoa alcoolizada, para citar um exemplo, não está de posse de sua lucidez total ou no mínimo tem sua lucidez alterada negativamente já que sua percepção e sensibilidades biológicas estão quimicamente alteradas de forma prejudicial.

Por outro lado, mesmo sem a alteração artificial da lucidez todos temos variação no grau de nossa lucidez a depender de fases da vida e idade física.

Nosso nível de lucidez pode ser também ampliado quando em uma meditação profunda ou até mesmo em uma experiência de expansão da consciência (experiência esta inclusive proporcionadas por determinados tipos de projeção astral).

Podemos considerar, portanto, dois tipos de lucidez: a física e a extrafísica. No segundo tipo há a diferença de que não estamos utilizando de um cérebro material como “lente” ou filtro das percepções obtidas pelo corpo.

Podemos por motivos diversos nos projetarmos – durante o sono, por exemplo – e não gozarmos da lucidez necessária para percebermos nossa condição extrafísica e então ficamos inconscientes do fato de que estamos temporariamente desligados do corpo. Esta falta de lucidez nos causa uma espécie de coma de modo que ficamos inconsciente durante 8 horas ou mais das quais estivemos fora do corpo em função do descanso do corpo físico, lembrando que quem precisa descansar é o corpo não a consciência encarnada.

Realizo o vínculo entre a lucidez e rememoração pensando na teoria de que não lembrar das projeções astrais não necessariamente significa dizer que você não esteja lúcido fora do corpo. Penso que podemos até mesmo estar desfrutando de uma vida extrafísica relativamente ativa, porém ao acordar todas as manhãs não é comum rememorar uma vivência obtive em ambientes extradimensionais para os quais nosso cérebro não foi projetado para interpretar ou pelo menos na maioria dos casos não foi originalmente “treinado”.

A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações, assim como um computador. Se não tivéssemos memória a cada vez que acordarmos de manhã seria como se nossa vida iniciasse recursivamente a partir deste ponto.

Temos uma memória cerebral física e uma memória extrafísica e ainda é um mistério para a ciência onde fica armazenada nossa memória, porém sabemos que não se restringe ao cérebro físico.

Nossas experiências extrafísicas são registradas no cérebro espiritual (do corpo espiritual) do projetor e quando retornamos ao corpo físico, os cérebros se “unem”, cada um em sua respectiva frequência e as informações precisam ser transferidas para o cérebro físico para que a pessoa ao “acordar” possa saber que ocorreu uma projeção astral.

No momento da transferência de informações ocorre uma “estrangulação” das lembranças ou perdas de informações que podem ser parciais e, não raro, totais, resultando assim em nenhuma rememoração.

Segundo Wagner Borges, quando o projetor retorna da projeção consciente para seu corpo físico, ocorre uma verdadeira batalha mental, pois o cérebro, dentro de seu condicionamento tridimensional, rejeita as informações extrafísicas que a consciência trouxe consigo. Com isso, em frações de segundo, a consciência projeta alguns sonhos, misturando-os às informações extrafísicas, aparentemente sem lógica, objetivando o sepultamento delas no fundo de seu arquivo mnemônico.

Por fim, segundo Cesar de Souza Machado, é importante frisar que nenhuma experiência vivida se perde para a consciência. Elas ficam registradas nos cérebros espirituais e podem ser recuperadas futuramente, quando isso for importante.

Técnica projetiva do relaxamento

Introdução

No início de minhas primeiras projeções involuntárias eu desejava comprová-las para mim mesmo de maneira a ter uma verificação própria do fenômeno.

Particularmente a melhor técnica na qual pude repetir por diversas vezes com sucesso a projeção astral foi a técnica do relaxamento. Trata-se, porém, de um relaxamento guiado mentalmente pelo próprio praticante, juntamente com uma boa dose de força de vontade e empenho para manter a lucidez e não se entregar ao sono ou ao onirismo.

Esta é uma prática fácil e serve como base para diversos outros experimentos mais avançados, já que a base de toda prática parapsíquica está no desligamento temporário e voluntário de nossos sentidos físicos de maneira a aplicarmos nossa consciência em outros níveis de vibrações. Todo relaxamento faz com que o cérebro emita ondas alfas.

É uma espécie de “cochilo” consciente. A todo momento você tem de se esforçar para manter a concentração e não deixar sua lucidez se “apagar”.

Dicas preliminares:

Para melhor aproveitamento é interessante se possível seguir uma rotina diária, exceto naturalmente nos dias em que você estiver com sono ou muito cansado, já que nestes casos não haverá a concentração necessária para executá-los. (Uma rotina auxilia a “criar sinapses” e determinado condicionamento físico/espiritual).

Procure um local onde você possa permanecer isolado por alguns momentos.

Pratique num momento de calma, em ambiente de paz, com atenção e sem preocupação com o tempo. Particularmente prefiro reservar meia hora antes de “dormir”, principalmente levando em conta que já continuarei deitado na cama pelo restante da noite.

É interessante você manter um diário de anotações para registrar certas sensações e efeitos físicos e psíquicos que venham acontecer e desta maneira permitir você traçar um desenvolvimento em suas práticas. (praticar as técnicas projetivas também é uma maneira de realizarmos auto-pesquisa)

E não menos importante:

Nunca permita que o desânimo (ou mesmo preguiça) lhe tire a motivação

O desenvolvimento parapsíquico varia de pessoa para pessoa, por isso, não tente se espelhar nos resultados alheios.

Vamos para a técnica:

Deite-se ou sente-se numa cadeira confortável, fechando tranquilamente as pálpebras. Caso você não esteja muito cansado mentalmente ou fisicamente a ponto de dormir ou perder a concentração durante a técnica deite-se em sua cama.

Sinta seus pés e peça mentalmente a eles que relaxem, soltando ao mesmo tempo toda a musculação e tensão que por ventura esteja nesta região.

Faça o mesmo comando mental para suas pernas, tronco, costas, membros superiores (braços, mãos…), músculos faciais, couro cabeludo, tudo com calma e ao mesmo tempo relaxando cada parte o máximo possível, como se pesassem muito a ponto de que você não conseguisse mais mover tal região.

Após estar com seu corpo todo plenamente relaxado concentre-se em sua testa, imaginando que todo o seu ser se encontra neste ponto, ou seja, você é apenas um ponto… Desta maneira neste momento você retirou a atenção do seu corpo físico e neste momento é importante manter a concentração na vontade de se projetar, deixando ao mesmo tempo seu metabolismo o mais baixo possível (o que inclui uma respiração o mais lenta e tranquila possível).

Mantenha-se neste estado de puro relaxamento pelo tempo que desejar, mas não force para permanecer neste estado. Todo e qualquer exercício deverá lhe trazer bem-estar. Curta e desfrute deste momento!

Comigo, a partir deste estágio começo a sentir uma espécie de “cochilo consciente”, este cochilo vai e vem aumentando a frequência de maneira que com o passar do tempo ele surge e se mantém ao mesmo tempo em que eu continuo com minha lucidez… Então ocorre a projeção astral (ou inicialmente uma “projeção parcial” tal como uma perna ou um braço) podendo muitas das vezes ser acompanhada com o “estado vibracional” ou a “catalepsia projetiva”.

Após realizá-lo anote em seu diário de experimentos os efeitos causados de maneira a poder posteriormente medir seu progresso.

Divulgação da “Ordem Rosacruz AMORC”

Que significam as iniciais A.M.O.R.C.?
Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz.
A AMORC nunca foi denominada Associação, Sociedade, Círculo ou designada por qualquer outro termo semelhante.

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https://www.amorc.org.br/

Qual é o objetivo do misticismo Rosacruz?
Dar ao homem os meios intelectuais e espirituais de enfrentar as vicissitudes de sua vida cotidiana e conhecer a felicidade. É transmitir um conhecimento prático fundamentado numa apresentação das leis cósmicas e naturais que atuam em nós e ao nosso redor.

Atenção: a palavra “misticismo” aqui não tem nada a ver com práticas mágicas, comportamento estranho ou como sinônimo de embuste. Aqui esta palavra designa o estudo dos elos naturais e universais que unem cada ser vivo à Causa Primeira de todas as coisas (ou seja, à divindade).

Qual é a origem dos ensinamentos rosacruzes?
Remota às escolas de mistérios do Egito Antigo. Nessas antigas escolas, místicos esclarecidos reuniam-se para estudar os mistérios da vida e daí vem sua denominação de escolas de mistérios.
Nestas escolas reuniam-se buscadores que aspiravam a uma compreensão das leis naturais, universais e espirituais.
Atenção: a palavra “mistério” não significa aqui algo de insólito ou de estranho, mas em vez disso naquela época designava uma sabedoria secreta, que só os Iniciados conheciam.

Atenção: a palavra “mistério” não significa aqui algo de insólito ou de estranho, mas em vez disso naquela época designava uma sabedoria secreta, que só os Iniciados conheciam.

Quais foram os faraós que mais contribuíram para os fundamentos da Ordem?
Segundo a Tradição rosacruz, o faraó Tutmés III (1504 – 1447 a.C.), da
18º Dinastia, era um dos Iniciados que frequentavam as Escolas de
Mistérios do Egito.

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Tutmés III – https://www.descobriregipto.com/tutmes-iii/

Cerca de setenta anos mais tarde, o faraó Amenhotep IV nasceu no palácio real de Tebas. Admitido na Ordem ele se tornou Grande Mestre da mesma e se dedicou a estruturar os seus ensinamentos e rituais. Mudou de nome e passou a se chamar Akhenaton.
Conhecido pelo estabelecimento da crença de um Deus único.

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Akhenaton – https://nationalgeographic.sapo.pt/historia/grandes-reportagens/1336-akhenaton-o-farao-que-revolucionou-o-egipto?showall=1

Qual é o plano de estudos seguido nos ensinamentos rosacruzes?
Os estudos divide-se em quatro seções:
Postulantes: apresentação geral da Tradição, da história e os primeiros assuntos
Neófitos: compreende três Graus. Essa seção constitui uma breve abordagem dos assuntos tratados nas seguintes.
Iniciados: comporta noves Graus, denominados Graus do Templo, cada qual dedicado a um tema da Ontologia Rosacruz.
Illuminati: comporta três Graus e trata de assuntos esotéricos, com exercícios místicos.

Qual é a importância das Iniciações?
Existe uma importância do ponto de vista místico, psicológico e histórico. O estudante não está apenas fazendo um curso, mas também se submetendo a graus de estudo, rituais, cerimônias, exercícios e demonstrações, que têm longa base histórica. As Iniciações são preparadas para apresentar ao estudante, de maneira impressionante,
simbólica e dramatizada, a importância de cada novo Grau de sua afiliação à Ordem.

Todas Iniciações lançam luz sobre certos assuntos que sem elas talvez não fossem perfeitamente compreendidos e apreciados. Além disso elas despertam a reação psíquica e emocional do
indivíduo quanto aos temas a serem estudados, produzindo a sensibilidade e o estado de consciência que de outro modo não poderiam ser conseguidos.

Existem Rosacruzes reconhecidos pela história?
Sim. Ao longo da História, muitas pessoas eminentes nos campos das ciências e das artes estiveram associadas à Ordem Rosacrus. Como exemplo podemos citar:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton

Isaac Newton: filósofo e matemático inglês, descobriu a lei da gravidade e é famoso por ter sido um dos maiores cientistas de todos os tempos.
Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci

Leonardo Da Vinci: uma das figuras mais importantes do Renascimento, se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.
Quem pensa pouco, erra muito

https://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Faraday

Michael Faraday: considerado um dos cientista mais influentes de todos os tempos, tendo sido descrito como o melhor experimentalista na história da ciência. Suas descobertas em eletromagnetismo forneceram a base para os trabalhos de Edison, Siemens, Tesla e Westinghouse.
Nada é tão maravilhoso que não possa existir, se admitido pelas leis da Natureza

Outros: Paracelso, François Rebelais, Teresa de Ávila, Francis Bacon, René Descartes, Blaise Pascal, Benjamin Franklin etc.

Quais temas estuda-se na Ordem?
São 12 graus que se estendem por tempo indeterminado com a finalidade do desenvolvimento pessoal. O Rosacrucianismo não se resume apenas a leituras mas insere-se também numa dimensão de desenvolvimento interior e psíquico.

Alguns dos temas abordados: Matéria e energia, a natureza ilusório de tempo e espaço, consciência humana e cósmica, meditação, desenvolvimento da intuição, aura, cura metafísica, sons místicos, telepatia, telecinesia, vibroturgia, radiestesia, alquimia espiritual, poder criativo da visualização, projeção psíquica (ou projeção astral), despertando a consciência psíquica, reencarnação e carma, intuição, inspiração e iluminação, corpo psíquico e os centros psíquicos etc.

Deus? Os rosacruzes entendem Deus como a Inteligência Absoluta que criou tudo o que existe nos planos visível e invisível, porém não como um ser antropormórfico, limitado por forma humana ou outra, mas sim como uma essência que se difunde e anima toda e cada parte da Criação.

Maçonaria? É uma organização independente, mas guarda juntamente com a AMORC um relacionamento fraternal e de mútuo respeito.

Gurus? Não tem nenhum guru, mestre ou líder autoproclamado. Todas os Oficiais da Ordem são eleitos e servem de forma impessoal à organização.

Religião? Rosacrucianismo não é uma religião. O misticismo rosacruz traduz-se no estudo e na aplicação das leis divinas na vida diária. É a aplicação dessas leis que permite que o ser humano seja mais feliz – seja nos negócios, na saúde, na família ou em qualquer campo da vida huamana. O rosacruz é uma pessoa prática, não um sonhador. Nada está incluído nos ensinamentos da AMORC que não seja aplicável e não produza resultados benéficos.

Para saber mais acesse: https://www.amorc.org.br/

Compilado por Alexei Bueno em 05/03/2019 após completar um ano de estudos da Rosacruz.



Relato de uma experiência tecnológica

Sempre estive em contato com a tecnologia, tanto profissionalmente como por lazer. É minha formação e especialidade, mas nunca tinha tido uma projeção ou mesmo sonho relacionado com alguma tecnologia – principalmente inovadora – até hoje.

Por entre muitos sonhos e onirismo por alguns momentos obtive certa lucidez e me encontrava num local que para mim tratava-se de algum instituto de pesquisa ou de instrução… Em determinado departamento havia muitas cadeiras e uma tela de cinema. Por lá havia muitos cômodos, mas o ambiente todo estava sempre em meia luz.

Em alguns cômodos observei uma espécie de laser, tal como aqueles que utilizamos para apontar em uma tela de projeção de Datashow. Porém neste caso logo percebi que estes lasers marcavam determinados pontos fixos nas paredes… Para minha surpresa quando aproximou uma pessoa que estava próxima de mim tive a surpresa de ver ser acender uma projeção naquele canto da parece de uma tela de computador e algo como um teclado.

Olhei para o alto e imaginei que a projeção vinha do teto, de onde tinha também a luz do laser. Ao olhar ao meu redor vi que havia várias pessoas usando deste computador que na realidade era uma avançada projeção luminosa na parede.

Fiquei confuso mas ao mesmo tempo com lucidez imaginando como funcionava este avançadíssimo sistema de interface homem máquina. Imaginei que devia haver um computador central e que a interface era projetada tal como realizamos com um Datashow nos pontos marcados pelo laser, porém era uma projeção diferente da que estamos acostumados pelo Datashow. Formava-se um enorme monitor e um teclado que a pesar de serem apenas luz eram muito prático e fácil de manipular, tal como nossos equipamentos “físicos”.

Não sei se por assistir muita ficção científica repliquei esta ideia, mas o mais interessante é que há certa lógica nos “marcadores” lasers que indicam para as pessoas os “terminais” disponíveis e que ao aproximar e provavelmente incidir o corpo sobre o laser é automaticamente ativado a projeção do computador. Nunca pensei nisto e nunca vi esta ideia em nenhum filme ou leitura minha, o que talvez reforce a hipótese da projeção astral para este caso. Também o fato de eu estar vendo o equipamento projetado e ao mesmo tempo estar pensando com lógica e coerência no funcionamento, tentando encontrar em respostas e fazer paralelo com o que conheço é para mim sinônimo de lucidez e portanto coerência, algo que não temos em sonhos.

Fato é que a tecnologia no plano espiritual esteve sempre muitas décadas a frente da nossa.

Miopia? Só no corpo…

A miopia é um distúrbio ocular no qual objetos próximos são vistos com clareza, porém os distantes não, sendo estes visualizados de forma “borrada” ou fora de foco.

Tenho miopia desde aproximadamente três anos antes de iniciarem minhas projeções involuntária. De fato, ao vivenciar o fenômeno da projeção eu já contava com pouco mais de três graus de miopia e foi nesta época de curiosamente descobri ser esta uma limitação apenas física!

Enquanto fora do corpo, de posse de outro veículo mais sutil ou extrafísico, sempre vivenciei uma visão perfeita (inclusive mais perfeita da que percebo fisicamente de posse de óculos corretivos). Segue a seguir o primeiro relato no qual registro este fato:

“(…) Após um período de inconsciência característica do sono comum ou cochilo retomei a lucidez estando eu fora do corpo! Percebi que eu estava acima de meu corpo físico, porém em uma posição um tanto esquisita: quase que de ponta cabeça… Vi nitidamente a porta de meu quarto fechada e imediatamente percebi que não tenho miopia no psicossoma (…)”

Esta projeção me fez refletir que uma pessoa deficiente visual poderá naturalmente experimentar a visão extrafísica, porém talvez para o caso de a deficiência existir desde o momento do nascimento exista então neste caso alguma dificuldade (provavelmente exigindo do projetor maior lucidez ou capacidade de recordação) para que o cérebro físico possa digamos “decodificar” estas informações sensoriais de imagem, já que o indivíduo nunca pode receber e registrar estes estímulos na memória pelas vias oculares, mas acredito firmemente que o indivíduo “cego” poderá enxergar extrafisicamente em projeção.

Continuando, pouco tempo depois registrei em outro relato:

“(…) não havia mais agora efeitos oníricos e estava caminhando e observando aquela avenida que conheço de longa data. Interessante observar mais uma vez que não tenho miopia fora do corpo e na realidade tudo é visto com cores mais vivas, de maneira que a visão aqui parece ser mais real do que quando dentro do corpo físico. (…)”

Nossas deficiências físicas – o que provavelmente inclua também nossas limitações intelectuais, emocionais etc. – não necessariamente são replicadas em nossos veículos mais sutis de manifestação ou psicossoma. Fato este que me leva a crer que até mesmo uma pessoa cadeirante ou deficiente mental poderá em projeção vivenciar outra realidade muito diferente da que se encontra fisicamente.

Experimentei em diversas ocasiões verificações semelhantes as relatadas acima, a exemplo de uma ocasião na qual obtive um rápido retorno ao corpo, abrindo os olhos em seguida e me surpreendi ao experimentar a visão extrafísica para logo em seguida a física… Drástica diferença!

Em outras ocasiões pude verificar que mesmo sendo o corpo sutil uma cópia fiel do físico e mesmo estando eu praticamente o tempo todo de óculos não faço uso de cópia alguma de meus óculos quando fora do corpo, nem mesmo por condicionamento físico.

Tratando-se ainda destas experiências visuais outro fato interessante que ocorreu comigo foi de  certa vez enquanto realizava uma prática de relaxamento e deitado de barriga para cima poder – ainda interiorizado no corpo físico – ver o teto do meu quarto, mesmo estando com os olhos físicos fechados, ou seja, via meu quarto através de minha pálpebras.

Certamente que pelo motivo de minhas energias estarem mais soltas houve uma pequena ampliação das capacidades perceptivas extra-sensoriais relacionadas com a visão de modo a permitir que eu perceba de maneira lúcida a visão extrafísica ou clarividência, que naturalmente está além das pálpebras materiais. Na realidade sabemos que nossas energias e veículos mais sutis, mesmo quando interiorizados no corpo físico se irradiam além dos limites da superfície da pele, de maneira que as percepções extra-sensoriais podem ocorrer mesmo quando nos encontramos “acordados”. Desde modo provavelmente ocorrem as clarividências, clariaudiências, psicometria e tantas outras capacidades na qual todos nós podemos vivenciar, já que pele alguma conterá nossas energias e capacidades espirituais.

Dica de livro: “Renasceu por Amor”, por Hernani Guimarães Andrade

Se você gosta do tema reencarnação este livro é para você! Trata-se de um caso sugestivo de reencarnação ocorrido no Brasil e estudado por um pesquisador, utilizando-se de critérios científicos.

O livro chama-se “Renasceu por amor” e comprei ele já tem alguns anos pela internet no sebo virtual www.estantevirtual.com.br. Gostei da pesquisa.

Trata-se de um livro escrito por Hernani Guimarães Andrade em um estilo romanceado, porém com base em pesquisa de um caso real de reencarnação.

Seguindo um rigoroso protocolo de pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Psicobiofísica (do qual o presidente é o próprio autor) descortina-se um caso muito interessante no qual além de seu aspecto científico, há um componente de natureza sentimental, dramático e profundamente humano.

Nos relatos estão envolvidas duas pessoas ligadas por fortes laços de mútua afeição que demonstra um forte apelo à razão, à veracidade da reencarnação.

Um livro emocionante e como diz o próprio autor “o amor é como a primavera, sempre retorna…”

Introdução a Bioenergia

pranaSignifica “energia da vida” e é uma espécie de campo energético que emana de todo ser vivo e desta maneira engloba todos os indivíduos do planeta.

A bioenergia tem sua existência reconhecida desde as mais remotas épocas e por diversos povos, participando desta maneira da maioria das tradições espiritualistas.

Desta forma este fenômeno recebeu diversos nomes conforme a cultura que o estudou:

Qi ou Chi, como é conhecido na China

Prana, como é conhecido na Índia (que descobriu a cinco mil anos atrás).

Energia sutil, energia vital ou “fluído vital” como é muito bem descrita e abordada no Espiritismo.

Apesar de um amplo estudo por diversos povos, foram os iogues que propuseram o sistema de CHACRAS e NADIS, existente em nosso corpo sutil (ou “duplo etérico”) e que compõe a medicina oriental a exemplo da acupuntura.

Através dos chacras, em nossos corpos sutis, absolvemos e exteriorizamos (enviamos para fora) a bioenergia e desta forma – assim como nosso processo de respiração – ocorre a movimentação da bioenergia e consequente sustentação da vitalidade ou da própria vida biológica.

A fotografia Kirlian nos fornece um interessante indício da bioenergia após capturar a interferência física que um campo elétrico causa nesta energia sutil e registrá-la na chapa fotográfica. É possível utilizar desta fotografia para diversas análises no campo da saúde.

A bioenergia é em si mesma neutra (assim como a energia elétrica), mas é modulada (ou seja, trabalhada ou modificada) pelos nossos PENSAMENTOS e EMOÇÕES, e desta maneira conduz uma informação que poderá ser benéfica ou não.

O passe espírita, terapia de Reiki ou a cura pranica são exemplo de práticas que fazem uso desta energia.

Cabe a nós cultivarmos bons pensamentos e emoções para que nossas energias sejam sempre boas e desta maneira possamos externa-las para as demais pessoas e ambientes dos quais constantemente interagimos.

Projeção astral no Antigo Egito

Não há “donos” do fenômeno das experiências fora do corpo. A prova listo está na História, que confirma a universalidade do mesmo através de registro dos mais diversos povos.

Até mesmo no Antigo Egito, entre 3 mil e 5 mil anos atrás, há registros da saída de um corpo sutil do corpo físico e seu posterior retorno com lembrança da experiência.

Estes fatos vem a comprovar que esta vivência independe de cultura, condição socioeconômica, gênero, idioma, nacionalidade, idade, religião ou sistema de crença.

Naquela época havia o conceito do “Ka”, que seria o Corpo Astral ou “O Duplo”. Na imagem abaixo vemos a simbologia do Ka, voando acima de um corpo, segurando algo como uma lanterna que representa para nós o “cordão de prata”.

ka

Naturalmente que para aquele povo os ensinamentos relacionados com a projeção astral eram reservados apenas para poucos eleitos. Eles realizavam a projeção astral em rituais iniciáticos de modo que a pessoa iniciada nos mistérios poderia por conta própria vivenciar o mundo espiritual e comprovar sua própria imortalidade.

Hoje em dia não há mais o mistério, o fenômeno é conhecido por todos, está na mídia, na internet, no cinema, nos diversos institutos de pesquisa e até mesmo na medicina através dos relatos de experiências de quase morte.

O filósofo britânico Paul Brunton em seu maravilhoso livro “O Egito Secreto” (super recomendo a leitura) relata uma incrível experiência projetiva que vivenciou ao passar uma noite dentro da grande pirâmide do Egito!

egito_secreto

Curioso notar que ainda nos tempos atuais há Amparadores e todo um pessoal extrafísico nos bastidores espirituais das pirâmides.

É ou não é uma bonita paisagem, que ainda atiça nossa imaginação no que ocorria por lá no se refere à projeção astral:

piramide_egito

Voar em projeção astral… Tem coisa melhor?

Aos dezenove anos comecei a ter projeções astrais involuntárias, que ocorriam no momento em que eu ia dormir. Também realizei algumas experiências durante o dia, com finalidade de comprovar para mim mesmo o fenômeno – e devo dizer que obtive sucesso.

Durante a grande maioria de minhas projeções eu nunca havia andado de avião, asa delta, pulado paraquedas, ou seja, nunca sai do solo, de modo que não havia em meu cérebro registro algum de sensação de voo, de leveza etc. Mas desde minha primeira projeção lúcida sempre foi muito constante e real sensação de flutuar, assim como ocorre com os astronautas em órbita da Terra.

Com o passar do tempo rapidamente descobri que é realmente muito agradável a sensação de volitar! Então toda vez que me percebia lúcido fora do corpo já dava um impulso e saia voando, dando piruetas no ar, fazendo acrobacias e algumas vezes voando bem alto a ponto de observar as cidades muito pequeninas. Na maioria das vezes eram voos noturnos e em minha comprovação pessoal durante o dia pude observar as nuvens bem de perto. É a melhor sensação do mundo! Não há liberdade maior do que o voo extrafísico… A projeção astral é realmente o “recreio da alma”, semelhante a todo presidiário que tem duas horas de “banho de sol”, temos oito horas de temporária liberdade metafísica.

Sempre fiquei surpreso ao notar que a gravidade não tem ação enquanto fora do corpo, mesmo nas projeções em que eu estava na minha cidade, visualizando, portanto, o plano físico. Isto me leva a crer que mesmo quando estamos numa frequência bem próxima ao corpo físico a ponto de ver seu quarto, sua casa, sua cidade, você na realidade não está no plano físico, já que podemos também atravessar paredes, conforme eu mesmo pude verificar.

Hoje faço uma associação com alguns temas culturais, algumas histórias infantis ou do imaginário popular, tais como a história das bruxas, que voam em uma vassoura:

bruxa_voando

Também temos o tapete mágico (ou voador), lendário das histórias das Mil e Uma Noites:

tapete_voador

Até mesmo super-heróis exibem esta habilidade de vencer a força gravitacional, tal como o super-homem:

super-homem

Nosso imaginário (ou inconsciente coletivo?) está recheado da imagem do ser humano voando, imagem esta que se torna realidade nas experiências fora do corpo já que neste estado, conforme comentei, não estamos sujeitos as leis do plano físico, estaremos sim sujeito a leis não-físicas de maneira a por exemplo verificarmos que o pensamento pode mais facilmente influenciar o ambiente ou mesmo permitir fácil comunicação.

Então chega o dia em que a empresa na qual trabalhava nos requisitou em São Paulo e para tanto forneceu viagem de avião para a equipe. Estava eu com o pensamento a mil, no que se refere ao trabalho que iria realizar no computador do cliente e principalmente impressionado com a minha primeira viagem de avião…

Para minha surpresa quando o avião realizou a primeira manobra após a decolagem, obtive um repentino e forte insight (ou “rapport”) e me lembrei – como que em um flash de memória – de minhas sensações de voo enquanto fora do corpo! Esbocei então um leve sorriso, pois obtinha naquele instante de certa maneira uma sutil verificação pessoal de meus voos extrafísicos.